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Nesta terça, a coluna “Bissexta”, do advogado Walter Monteiro, se utiliza de um clássico problema de Teoria dos Jogos para explicar o quadro eleitoral do Flamengo. que é bastante preocupante. Também venho acompanhando o quadro e as articulações eleitorais rubro negras.
O Ouro de Tolo esteve no último final de semana na cobertura da etapa carioca da Stock Car, com entrevistas exclusivas e cobertura. Ainda esta semana no blog.
Vamos ao texto.
O Dilema do Prisioneiro e a Eleição do Flamengo
Eu ando tão envolvido com a eleição do Flamengo e tão ocupado na vida que finalmente fiz jus ao nome desta coluna aqui no Ouro de Tolo. Porque agora, de fato, as minhas aparições se tornaram bissextas, para regozijo de meus fãs do Oficialato Brasileiro, que podem prosseguir em suas campanhas reivindicatórias para essa classe tão sofrida sem as minhas críticas.
E como eu não faço mais nada que não seja trabalhar, cuidar das minhas filhas e fazer campanha para a Revolução Rubro-Negra, não tenho muito que falar aos leitores senão sobre um desses temas. Dado que a minha vida pessoal é de uma monotonia atroz, só me resta comentar o processo eleitoral rubro-negro.
Diz-se que a atual mandatária, conquanto seja odiada pela torcida do Flamengo, é uma pessoa bem vista entre os frequentadores do clube. A ponto de ter, segundo avaliações, algo como 1 mil ou até 1.200 votos. Ora, até hoje, nos mais de 100 anos de história, quem teve 1 mil votos se elegeu presidente do Flamengo. Portanto, a se confirmarem essas previsões, Patricia Amorim estaria reeleita presidente até 2015.
A questão é que deverão votar cerca de 2.500 sócios. Ou seja, mesmo que Patricia chegue ao máximo de seus votos, ela terá contra si 1.300 votos, que seriam suficientes para destroná-la. Mas o que a Patricia aposta – e com boa dose de razão – é que esses 1.300 votos se espalharão por várias candidaturas oposicionistas.
O leitor, talvez, já tenha ouvido falar no Dilema do Prisioneiro.

É um exemplo clássico da Teoria dos Jogos, um intrincado ramo da matemática que acabou se tornando mais popular por conta do filme Uma Mente Brilhante. O filme conta a vida de John Nash, um esquizofrênico agraciado com o Nobel exatamente por seus estudos sobre a Teoria dos Jogos.
No Dilema do Prisioneiro, duas pessoas são presas por terem cometido um crime, mas a polícia não tem provas para condená-los. A polícia resolve interrogar os suspeitos em separado e oferece a ambos o mesmo acordo: se o interrogado assumir o crime, mas delatar o comparsa, depondo contra ele no Tribunal, ficará livre, enquanto o outro será condenado sozinho.
Disso resulta o seguinte: se o prisioneiro “A” entregar o companheiro “B”, “A” ficará livre, mas “B” ficará preso. Se “B” entregar “A”, a situação se inverte. Mas se ambos se entregarem reciprocamente, serão ambos condenados, ainda que cumprindo metade da pena, já que a lei autoriza a redução em caso de confissão.

Qual é a chance de ambos saírem livres? Simples: um não trair o outro, mantendo a colaboração entre si, porque assim a polícia não terá como condená-los.
O problema é que tanto “A” quanto “B” estão incomunicáveis e não tem qualquer garantia de que o comparsa lhe será leal. E a proposta da polícia é altamente sedutora: se você trair, estará livre ou, no pior cenário, cumprirá metade da pena. Se não trair, mas for traído, cumprirá a pena integral. Ou seja, do ponto de vista individual, a melhor escolha é trair mesmo, que se dane o comparsa.
Entretanto, o objetivo, claro, é ficar livre. E para tanto basta confiar na lealdade do parceiro. Porque a estratégia individual não é a melhor estratégia para nenhum dos jogadores, já que apenas a estratégia da colaboração é que dá a certeza de alcançar o resultado desejado por ambos.
O Flamengo, que é resumo e síntese de tantas coisas, é agora um exemplo perfeito de todo esse matematiquês. Os que desejam apear Patricia Amorim do poder sabem que, sozinhos, jamais conseguirão. Mas não conseguem formular uma estratégia de colaboração que lhes permita alcançar, juntos, o resultado que perseguem de forma individual. E, divididos, não há estratégia que os resgate, porque qualquer 50 votos a menos podem fazer uma enorme diferença no cômputo final.
Eu não sei como desatar esse nó. Vaidades, interesses pessoais, dificuldades de entendimentos, animosidades e desesperanças ditam o ritmo da oposição Rubro-Negra. E ninguém parece disposto a recuar.
Crença em dias melhores, claro, eu sempre tenho. Ainda sonho em encontrar uma solução que equacione todos esses desencontros. Até dezembro tem muita água para passar debaixo da ponte e pode ser que dê. 

Mas, olha, vou te contar, viu? Como as coisas são difíceis no Flamengo…

5 Replies to “Bissexta – "O Dilema do Prisioneiro e a Eleição do Flamengo"”

  1. Coluna excelente e desesperadora. Tudo vai se encaminhando para mais três anos desta senhora no poder. Nem mesmo o rebaixamento neste brasileirão seria tão ruim.

    Márcio Braga tentou, pelo que li na imprensa, unificar as correntes oposicionistas e foi prontamente rechaçado pelos oposicionistas, com exceção da Revolução. A meu ver, são todos lobos em pele de cordeiro querendo se aproveitar do falido e nada transparente modelo de gestão amador.

    Ou seja, teremos três “segmentos” nesta eleição. A da incompetente suprema, a dos que querem dividir o espólio proporcionado pelo modelo de gestão amador, e a Revolução Rubro Negra, a única com real intenção de mudar o panorama político e institucional na Gávea.

    Só São Judas Tadeu pra salvar o Flamengo.

  2. Uma possível solução é que as diferentes chapas de Oposição que não são, digamos, “Auxiliares” da Musa do Parquinho, façam um único acordo:

    – Em uma pesquisa eleitoral idônea feita no máximo 2 semanas antes da eleição a chapa que estiver melhor colocada entre elas será a ÙNICA a disputar e as demais a apoiariam. Quem se “garante” assinaria esta proposta. Acho que é possível fazer isto basta fazer um desafio, digamos, público se no privado titubiarem. Caso não aceitem quem fizer o desafio público acaba ficando com mais moral perante os associados que não querem a Patricia Amorim de forma alguma atrapalhando o futuro do clube.

  3. Pode ser difícil, dadas as circunstâncias, o que vou dizer agora, mas a RevRN já cogitou convidar o Zico para participar da chapa? Na configuração do programa de gestão, ele poderia ser um dos que, com o Affonso e outros, traçariam as premissas e metas de atuação do corpo técnico. Além disso, ele poderia ser o fiel da balança eleitoral. Sua presença, a um só tempo, certamente enfraqueceria a situação e, talvez, unificaria as correntes oposicionistas. Aliás, considerando o repúdio do nosso maior ídolo a essas pessoas que hoje comandam o clube, nem sei se seria tão difícil convencê-lo.

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