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O quesito de hoje é o mais solitário do carnaval. Apenas duas pessoas são responsáveis pelos mesmos 30 pontos possíveis que toda uma escola é em evolução ou harmonia. Nesse ponto ele pode ser altamente injusto com certos profissionais. Para a sorte de todos, esse ano ele não foi responsável por grandes alterações na classificação.

Módulo 1

Julgdora: Beatriz Badejo

Notas

  • Tuiuti – 9.8
  • Grande Rio – 9.9
  • Imperatriz – 10
  • Vila Isabel – 9.9
  • Salgueiro – 10
  • Beija-Flor – 9.9
  • Ilha – 10
  • São Clemente – 10
  • Mocidade – 9.8
  • Unidos da Tijuca – 9.9
  • Portela – 10
  • Mangueira – 10

Badejo, se não é a mais, é uma das 3 julgadoras mais antigas ainda em atividade e é conhecida por sua rigidez. Não obstante, metade das notas foram 10 esse ano.

Rapidamente nos saltam aos olhos 3 notas baixas dadas a três casais respeitados: um 9.8 para Marquinhos e Giovanna (Tuiuti), um 9.9 para os lendários Claudinho e Selminha Sorriso (Beija-Flor) e outro 9.8 para Julinho e Rute (U. da Tijuca).

Quanto aos dois primeiros, o motivo foram problemas na dança mesmo. Na Tuiuti, Badejo reclamou de um “bailado simples e repetitivo” e falta de movimentos coordenados “que valorizassem sua harmonia” (seria mais coreografia? Fiquei com essa dúvida). Na Beija-Flor foi excesso de paradas e falta de bailado.

Já na Tijuca o problema foi na parte artística. Segundo a julgadora, a 1a parte da apresentação não demonstrou o que se dizia no Livro Abre-alas e não houve qualquer relação entre os dois momentos da apresentação.

Outra nota que merece meu comentário é o 9.8 da Mocidade: além da falta de uso do espaço da avenida, mais uma vez Badejo descontou o mestre-sala Diogo por falta de leveza e plasticidade, especialmente dos braços.

Esse é um problema antigo do Diogo, motivo pelo qual ele perdeu vários décimos nos 3 anos anteriores de Grupo Especial em quase todos os julgadores.

Pelo visto, ele ainda não resolvera esse problema crônico na 1a cabine, já que mais uma vez Badejo apontou as mesmas coisas. Porém algo mágico ocorreu na avenida e Diogo resolveu isso em questão de metros. Como vocês verão a seguir o casal da Mocidade arrancou todas as outras notas dez no quesito e saiu com os 30 pontos.

Na Grande Rio a julgadora reclamou de falta de finalização dos movimentos e falta de leveza, resultado da proposta de bailado vibrante e rápido apresentado.

Por fim, em bom português, na Vila Isabel ela disse que a porta-bandeira não estava no mesmo nível do mestre-sala.

Enfim, um caderno equilibrado e justificado.

Modulo 2

Julgadora: Karen Mesquita

Notas

  • Tuiuti – 9.8
  • Grande Rio – 10
  • Imperatriz – 10
  • Vila Isabel – 9.9
  • Salgueiro – 10
  • Beija-Flor – 10
  • Ilha – 10
  • São Clemente – 9.8
  • Mocidade – 10
  • Unidos da Tijuca – 9.8
  • Portela – 10
  • Mangueira – 10

Mais uma vez aquela máxima: julgador novo e chuva de notas 10. No caso foram 8 em 12 possíveis, ou dois terços do total.

O diferente desta vez é que das 4 notas diferentes,  3 foram 9.8 e duas delas para as duas escolas com menos “bandeira”, Tuiuti e São Clemente e o outro 9.8 foi para o não menos problemático desfile da Unidos da Tijuca.

Após isso vamos aos motivos alegados.

Tuiuti: problemas na indumentária e falta de exploração de espaços e movimentos.

Vila: “problemas com o pavilhão da escola”. Que problemas? É necessário  ser mais especifico, dessa forma está incompleto.

São Clemente: “leveza e delicadeza dos gestos precisa ser repensada” (eu pergunto: ficou brusco? Não ficou claro.) e problema na finalização de um giro da porta-bandeira, que ficou brusco e não harmonioso.

Unidos da Tijuca: encontro das mãos sem delicadeza após a pausa nos giros e o pavilhão bateu no rosto do mestre-sala durante os giros. Não se esqueçam que esse é o modulo duplo, então essa apresentação foi a mesma que o modulo 3 viu. A comparação é inevitável e faremos a seguir.

Por fim ela nas considerações finais agradeceu a oportunidade, disse que julgou a todos com muito respeito e fez votos que todos sigam crescendo e que espera sempre poder ajudar com as palavras dela.

Modulo 3

Julgadora: Marilene Telles

Notas

  • Tuiuti – 9.8
  • Grande Rio – 9.9
  • Imperatriz – 10
  • Vila Isabel – 9.9
  • Salgueiro – 10
  • Beija-Flor – 10
  • Ilha – 10
  • São Clemente – 9.9
  • Mocidade – 10
  • Unidos da Tijuca – 9.7
  • Portela – 10
  • Mangueira – 10

Outra julgadora nova. Ao menos dessa vez foram “apenas” 7 notas dez e houve alguma coerência com as notas do módulo 2, pelo menos as 4 escolas que perderam décimo lá perderam aqui também – apenas com a inclusão da Grande Rio.

Porém, quando se olha as justificativas e compara-se com as justificativas do módulo 2, que repito, viu a mesma apresentação, qualquer coerência vai para o ralo. Vejamos:

Tuiuti: bailado simples, pouca dinâmica e bandeira bateu nos braços do mestre-sala durante os giros. O bailado simples também foi apontado no módulo 2, mas a bandeira nos braços não! E bandeira bater no mestre-sala é algo grave, como uma julgadora viu e outra não na mesma apresentação?

Grande Rio: bandeira bateu no rosto do mestre-sala.

Aqui a situação é mais grave ainda: a bandeira bateu no rosto do mestre-sala, fato crasso para se tirar pontos, porém a nota do outro módulo duplo foi DEZ! Ou a julgadora do módulo 3 inventou uma batida inexistente ou a julgadora do módulo 2 julgou (muito) mal a apresentação da Grande Rio. Não há qualquer coerência nas notas aqui.

Vila Isabel: “bandeira enrolou e também bateu no mestre-sala.”.

Aqui pelo menos há alguma coerência, já que no móudlo 2 também houve “problemas com o pavilhão”. Porém se ele realmente enrolou e depois ainda bateu no mestre-sala, 9,9 em ambos os casos ficou barato. São dois erros graves para, em ocorrendo separadamente, serem despontuados em apenas um décimo.

São Clemente: “fantasia representava o sol e a luz. Faltou essa energia, esse brilho, a harmonia dos dois. A bandeira também bateu no mestre-sala durante os giros.”

De novo vemos aqui a justificativa da batida da bandeira, que mais uma vez sequer foi mencionado no módulo 2. Mesma indagação feita nos comentários da Grande Rio. Bateu ou não bateu?

Unidos da Tijuca: movimentos bruscos e a bandeira bateu no mestre-sala por mais de uma vez. Aqui ao menos há uma coerência entre as duas justificativas.

Agora eu faço aqui uma pergunta. Segundo a julgadora, todos os 5 casais descontados tiveram em algum momento a bandeira batendo no mestre-sala, algo bastante grave. Sinceramente não lembro de em apenas um ano termos cinco batidas de bandeira na soma das quatro apresentações. Tivemos 5 batidas de bandeira no mesmo módulo de apresentação no mesmo ano?

Se isso ocorreu, realmente esse foi mesmo o carnaval dos horrores.

Módulo 4

Julgadora: Monica Barbosa

Notas

  • Tuiuti – 9.8
  • Grande Rio – 9.9
  • Imperatriz – 9.9
  • Vila Isabel – 9.9
  • Salgueiro – 10
  • Beija-Flor – 9.9
  • Ilha – 9.9
  • São Clemente – 9.9
  • Mocidade – 10
  • Unidos da Tijuca – 10
  • Portela – 10
  • Mangueira – 10

Mônica já tem 3 ou 4 anos de experiência e também gosta de escrever bastante em suas justificativas. De cara, noto que ela também pontuou a batida da bandeira da Tuiuti no mestre-sala, mas foi a única batida apontada.

De resto houve penalizações falta de exploração de espaço para Beija-Flor e Tuiuti, falta de sincronia nas paradas da Grande Rio, “falta de olhares” e falta de qualidade nas finalizações do mestre-sala da Imperatriz, excesso de paradas e falta de giros na Beija-Flor, mestre-sala contido na Ilha e problemas na roupa da porta-bandeira da São Clemente.

Nas considerações finais, ela também parabeniza todos os envolvidos, diz que é apaixonada pelo trabalho dos casais e também espera que entendam que as observações dela são construtivas e nunca depreciativas.

Até que tudo foi justificado, apesar de estranhar a “falta de fluidez” do Phelipe Lemos, mas vejam como os quatro cadernos do quesito pouco se conversam, as justificativas são bastante diversas, sendo que algumas das justificativas poderiam e até deveriam aparecer em mais de um caderno.

Esse é um problema que tem ficado bastante exacerbado esse ano: a falta de diálogo entre os 4 cadernos do mesmo quesito. Por mais que o desfile seja dinâmico e o julgamento subjetivo, algumas coisas aparecem do início do ao fim do desfile e em todos os quesitos uns estão reparando e outros não. Isso quando nenhum dos quatro repara…

Chego ao meio da Justificando o Injustificável dizendo que esse tem sido o ano mais difícil para fazer essa coluna. A impressão que estou tendo é que retrocedemos uns 4 anos no julgamento de uma forma geral.

Quinta-feira entraremos de vez nos quesitos de chão, a começar por bateria.

Imagens: Ouro de Tolo

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One Reply to “Justificando o Injustificável – Mestre-Sala e Porta-Bandeira”

  1. Acho que esse é o quesito em que uma nota bem diferente das outras é mais compreensível, como bem mostrou o lamentável acidente com a Porta-Bandeira da Unidos de Padre Miguel no Acesso (claro, sem contar o módulo duplo).

    Pode ser que algo mais ou menos assim tenha ocorrido com o Mestre-Sala da Mocidade. Pode ter treinado bastante a correção dos problemas apontados nos Carnavais anteriores mas, no primeiro módulo, talvez por nervosismo, ou algum detalhe durante a execução, recorreu aos antigos “vícios” e depois, mais calmo, pode ter, junto com a Porta-Bandeira, ter posto em prática os ajustes necessários e possivelmente treinados durante o ano. É só uma suposição, mas seria algo bem possível, diferente de outros quesitos…

    E acho um crime essa transformação da dança do quesito em balé. Sou bem leigo no assunto, mas sei que quando a Maria Helena, por exemplo, dançava, sentia um treco esquisito, era diferente, parecia que ela passava uma energia, uma garra, uma espontaneidade, que claramente diminuíram nas apresentações de hoje, não por limitação de quem se apresenta, mas por estarem visivelmente preocupados com esses detalhes apontados nas justificativas.

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