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Semana passada escrevi uma coluna falando da cara do Brasil, fazendo uma relação com o BBB e o ator José Mayer, mas esse é o tipo de tema que dá para falar todas as semanas, até porque todas as semanas nos fornecem subsídios para isso.

No mesmo dia em que a coluna foi publicada, foi disputado São Paulo x Corinthians pelo Campeonato Paulista e ocorreu o lance que tomou conta não só da imprensa esportiva como das rodas do país. O zagueiro são-paulino Rodrigo Caio avisando ao árbitro sobre um erro que ele cometeu e assim retirando um cartão de jogador adversário.

Em qualquer lugar no mundo – e quando digo qualquer lugar do mundo incluo a Síria, as cidades comandadas pelo Talibã, Estado Islâmico, o gordinho maluco da Coréia e o alaranjado maluco dos Estados Unidos – esse fato seria enaltecido, aplaudido, provavelmente o atleta do fair play seria condecorado

Mas amigos, estamos no Brasil, o país que deu errado, o país “mau-caráter” como diz o Peninha, onde a única regra é que não há regras. Aqui, uma atitude de fair play, uma atitude honesta gera discussões, gera polêmica.

É evidente que no país em que os que comandam roubam bilhões e os comandados fingem dormir em assentos preferenciais de ônibus para não dar lugar a idosos isso não devia espantar, mas espanta. Espanta que tenha gente que não concorde com o fato, espanta quando um ser inacreditável como o diretor de redação da ESPN, Arnaldo Ribeiro, diz no Linha de Passe que foi uma atitude infantil.

Não digo que quem não faz o que Rodrigo Caio fez seja mau caráter. Futebol não é a vida, não é  dia a dia, existe uma pressão enorme, as consequências de enfrentar colegas e torcidas, o calor do momento até mesmo em relação a Rodrigo, ele teria feito isso em relação a um pênalti a favor ou contra no fim do jogo que poderia resultar na eliminação de seu time? Então, não fazer o que ele fez não faz de ninguém mau caráter, mas condená-lo pelo que fez faz sim.

E por isso que continuo com a temática “cara do Brasil” porque as pessoas que condenam a atitude dele são as mesmas que se orgulham desse país que age malandramente e acha que o jeitinho é a melhor opção. A famosa lei de Gerson que está virando lei de Maycon, o companheiro de zaga de Rodrigo que lhe condenou dizendo que é melhor a mãe do adversário chorar que a dele. Aliás, quem deve estar chorando é sua esposa com as puladas de cerca que ele deu, mas essa é outra história.

Parte da imprensa condenou, companheiros condenaram, o técnico, hipócrita, condenou por baixo dos panos e elogiou em público para ficar bem. A torcida condenou e os adversários elogiaram, evidente que iriam elogiar já que foram beneficiados, mas isso não quer dizer que fariam o mesmo.

Nem precisam como disse acima, só não é necessária a hipocrisia como o goleiro do Palmeiras Fernando Prass fazer um pênalti escandaloso, fingir que não fez e horas depois condenar a falta de fair play.

Somos assim. A gente se orgulha da malandragem de Nilton Santos em 1962 e rimos do Rivaldo em 2002 fingindo ser acertado no rosto e provocando expulsão do adversário. Evidente que não precisamos virar uns chatos só praticando o politicamente correto, mas precisamos realmente ser tão Dick Vigaristas assim?

Como eu sempre digo, não adianta reclamarmos dos políticos, batermos panelas, eles não são eles, eles somos nós, a nossa sociedade é doente e não tem fair play.

A pergunta  de Cazuza já foi respondida, o sócio do Brasil é a Odebrecht, falta mostrar a sua cara.

E deixar de ser uma grande pátria desimportante

Twitter – @aloisiovillar

Facebook – Aloisio Villar

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2 Replies to “Grande pátria desimportante”

  1. Esse arnaldo só fala groselha, uma vez ele disse que champions deveria ter duas finais, dizendo que beneficiaria quem um bom time, e blá blá blá, ele quer o novo PVC a pulso, mas não fala algo que preste

  2. Não acho o Arnaldo um jornalista ruim, acredito que o problema é que ele encarna um personagem, o famoso “do contra”, o que defende algo que os outros cornetam, como o Dunga, por exemplo. Esse tipo é até importante, pois acho que fica mais interessante para o telespectador um debate de opiniões divergentes e não todo mundo achando a mesma coisa. O problema é que ultimamente ele vem exagerando nessa representação e soltando uma pérola pior do que a outra, como a citada no comentário aí em cima. Coincidentemente, piorou muito desde a saída do Trajano…

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