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Antes de escrever essa coluna, uma confidência. Já tinha programada a mesma desde o título estadual e, quando soube que o clube escapou da derrota e de uma possível eliminação da Copa do Brasil aos 47 do segundo tempo, lamentei, evidente, por ser torcedor do Flamengo e ao mesmo tempo disse “ufa” porque não tinha mais nenhuma ideia de coluna para hoje, além de reforçar uma ideia de maldição da “Jogando nas Onze”, já que fiz enaltecendo o Tite pouco antes da eliminação para o Guaraní do Paraguai e o Popbola pouco antes da demissão da Bradesco Esportes.

Dito isso, posso dizer que o que ocorreu com o Vasco pode até soar a favor da coluna, já que o clube passa por aquele momento em que o pão cai no chão com a manteiga para o lado de cima. Ao contrário do Flamengo.

É curiosa a situação do Vasco. Um time que não perde desde o ano passado e joga a Série B do Brasileiro. Existe uma charge em que um menino vascaíno pergunta ao pai o que é perder. Ele sabe o que é perder, até porque o Vasco não parou na Segunda Divisão vencendo, ou quase isso.

Quase isso, porque o time venceu mesmo no returno, venceu muito. Perdeu menos que Flamengo e Fluminense no Brasileiro e mesmo assim caiu. Caiu porque fez um trágico primeiro turno, um primeiro turno de clube minúsculo, coisa que não é. Quando voltou a ser Vasco, voltou a ser o Gigante da Colina, era tarde demais.

Tarde demais para aquela competição. Não para seu futuro.

Eurico achou esse time de 2016 assim como achou o Jorginho. Não existiu planejamento, não existiu mérito nessa montagem. Contratou Jorginho em casa, desempregado por falta de opções, depois de ter tentado até com o inacreditável Celso Roth – e quem tenta com Celso Roth não pode receber mérito em montagem e planejamento. Contratou Jorginho porque não tinha dinheiro, assim como a Mangueira só contratou o carnavalesco Leandro Vieira por causa disso. Não há mérito, há sorte.

Assim como na montagem de elenco. Quando viu que o time do Estadual era mais feio que bater na mãe paralítica, contratou 567 jogadores e a grande maioria fracassou redondamente. Só lembrar que contratou o Herrera. Mas deu algumas sortes. Deu sorte em levar não de Ronaldinho Gaúcho e Leonardo Moura, deu sorte que no meio dos 567 jogadores contratou nomes como o Nenê.

Nenê deu certo e foi bem assessorado por Andrezinho e Jorge Henrique, assim o Vasco melhorou e, mesmo rebaixado de novo, acabou o ano com dignidade. Esses três, somados ao bom goleiro Martin Silva e à boa zaga formada por Luan e Rodrigo, montaram uma espinha dorsal. Algo tão desejado pelos clubes.

Aí entram dois méritos de Eurico. Em nenhum momento escondeu a cara e botou a mesma à tapa na campanha do rebaixamento. Soltou fanfarronices como dizer que o Vasco não cairia e iria pra Sibéria caso ocorresse e foi muito achincalhado por isso. Mas Eurico é esperto, ele não fez isso para a imprensa, fez para a sua torcida e seus jogadores, quis mostrar que o Vasco tinha comando, tinha um presidente atuante e que se preocupava com o futebol e confiava neles. Resumindo, tudo ao contrário que faz o banana do Eduardo Bandeira de Mello, que é um ótimo diretor financeiro, mas um cagão e fujão em se tratando de futebol.

Outro grande mérito é não se deixar levar pelo rebaixamento, não fazer terra arrasada. Reconheceu os méritos de Jorginho e do elenco mantendo o mesmo. Fez apenas uma contratação mais relevante, a de Yago Pikachu e, com o time rebaixado, entrou 2016.

Contando com tudo isso e ainda com uma inesperada fase iluminada de Riascos, o Vasco dominou o futebol carioca ganhando o bicampeonato de forma invicta, humilhando seu maior rival e fazendo de 2016, um ano que poderia ser tenebroso, vitorioso. Não há dúvidas de que vai ganhar a Série B com o pé nas costas. Vai perder jogos, evidentemente, mas ganhará dois títulos em três no ano, sendo que não é impossível que vença a Copa do Brasil mesmo com o susto de quarta. Impossível é o Flamengo vencer.

O Vasco hoje tem um dos melhores times do Brasil e até o começo dessa semana achava até que com esse elenco poderia disputar o título da Série A. Podemos ter times jogando do mesmo nível que o Vasco na atualidade como Atlético MG e São Paulo. Mais do que o Vasco ninguém jogou esse ano.

Mas a saída de Riascos mostrou que o Vasco tem time, não elenco. O desespero de Jorginho botando o zagueiro Rafael Vaz de centroavante no jogo com o CRB é a maior prova disso. Para a Série A precisaria de um elenco, de mais do que onze jogadores.

Mas não passaria vergonha, faria um bom Brasileiro e, para dizer a verdade, nem precisa ter em 2016 um elenco muito melhor. Esse de hoje já deixa os vascaínos felizes, orgulhosos e vai cumprir os objetivos. No fim do ano o Vasco pensa em 2017.

Nesse momento, os vascaínos tem mais é que curtir a reação.

Até porque o Vasco é o time da virada.

Twitter – @aloisiovillar

Facebook – Aloisio Villar

One Reply to “A reação do Vasco”

  1. Legal você falar do vasco Aloísio, mesmo sendo assumidamente rubro-negro, isso mostra uma tolerância com o contrário que anda faltando entre a maioria dos torcedores e até mesmo no país como um todo.

    Apesar de realmente o momento ser bom, eu, como vascaíno chato que sou, fico com o pé um pouco atrás, pois acredito que esse time tenha pelo menos dois problemas graves, além da falta de elenco citada: a alta média de idade, com pelo menos oito jogadores titulares acima dos 30 anos, o que deve resultar em grande queda física ao longo do ano, principalmente por se tratar de uma competição com mais ênfase na correria e vigor físico do que na técnica,e o fato do time ter uma certa dificuldade de furar retrancas, como visto sábado contra o Tupi, devido a falta de uma opção de mais velocidade e poder de drible no ataque, dependendo de bolas paradas e, claro, do Nenê, sobrecarregando bastante nosso camisa 10. O pior é que, olhando para a série A, evidente que considero uns 5 times jogando melhor do que o Vasco, porém a diferença não é tanta, o Vasco pode perfeitamente derrotar o Atlético-MG no Independência e no jogo seguinte perder para o Tupi em São Januário. Acho que isso até mostra, saindo um pouco do tema, o baixo nível do futebol praticado por aqui…

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