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(por Daniel Reis, advogado)

Desde quando foi anunciado o Brasil como país sede da Copa do Mundo de 2014, surgiu minha vontade de assistir pessoalmente, ao menos, um jogo, talvez para sentir o sabor de presenciar o maior evento futebolístico da Terra. Não obstante, por certo azar e comodismo, em 12 de junho de 2014, dia de abertura do Mundial, ainda não tinha nenhum ingresso em mãos.

Decidi, portanto, entrar no sítio eletrônico da FIFA e adquirir a entrada de qualquer partida que pudesse. Eis que a partida que tinha ingresso disponível e que a data não comprometia a minha agenda: Bósnia-Herzegovina versus Irã em Salvador, no dia 25 de junho. Em que pese a distância entre Rio e Salvador, estava disposto a ir e voltar no mesmo dia, só para ver a Copa do Mundo ao vivo.

20140625_121226Decerto, quanto ao jogo em si, meu ânimo não era muito grande, principalmente devido aos fracos resultados de ambas seleções nas duas primeiras rodadas. E tal sensação piorou quando consegui ingressos para o jogo entre Bélgica e Rússia no Maracanã, no dia 22 de junho. Comecei a indagar o que eu iria fazer em Salvador, se eu três dias antes estaria assistindo Copa do Mundo praticamente em casa.

Em que pese meu encantamento por estar numa Copa do Mundo, o jogo entre Bélgica e Rússia não foi muito empolgante. Desânimo o qual eu esperava na capital baiana, afinal eu iria assistir uma partida entre uma seleção já eliminada – Bósnia – e outra que não tinha marcado um gol sequer ainda – Irã. Entretanto, como já estava com ingresso, passagem e disposição, embarquei no avião e fui para a belíssima Arena Fonte Nova.

20140625_125431Cheguei ao Aeroporto de Salvador por volta de 11 da manhã e peguei um táxi até o estádio. Devido à barreira, tive que caminhar uns 15 minutos a pé no bairro de Nazaré, embaixo da linha do metrô recém-instalado, com seu atraso de mais de 10 anos e notáveis 6 quilômetros de extensão.

A entrada no estádio foi bem mais fácil que no Rio de Janeiro e o controle bem menor. Decerto, a segurança no Estádio do Maracanã foi intensificada após a invasão dos argentinos e, mormente, dos chilenos, como o próprio editor deste blog já frisou anteriormente.

20140625_141913No entanto, o que mais me chamou atenção no início foi a quantidade de pessoas que foram ao Fonte Nova, naquele início de tarde de quarta-feira. Pelos cálculos da FIFA, assistiram à partida 48.011 pessoas, não era a totalidade do estádio, mas um público maior do que a capacidade de algumas das Arenas construídas para o evento, tais como Dunas, Pernambuco, Manaus, Pantanal, Porto Alegre e Baixada. [1]

Ao procurar meu assento, tive um pequeno problema. Ocorre que havia um senhor sentado na minha cadeira, que seria B 12. Ocorre que, no lugar de 12, estava escrito na cadeira 16 e onde deveria estar a 16 estava o número 20. De modo que a fileira estava: 9, 10, 11, 16, 13, 14, 15, 20, 17, 18, 19, 20, 21, e por aí vai. Ou seja, não havia cadeira 12 e haviam duas 20. Apesar do senhor ter reclamado e ido falar com o segurança, ele teve que entender que a numeração das cadeiras estava disposta de forma errada. Um erro absurdo para o Padrão de Qualidade FIFA.

20140625_150719(1)Perto de mim estava uma concentração de torcedores da Bósnia, que apesar de eliminada fazia uma grande festa. Não pararam de cantar um minuto sequer, ao contrário da torcida iraniana, que, apesar de contida, era maioria na arena. No meio da torcida da Bósnia, encontrei ainda o mais bósnio dos brasileiros, o comediante Marcelo Adnet, regendo a massa azul e amarela, que com simpatia conquistou os brasileiros que se encontravam no estádio.

Mesmo com o insucesso de ambas equipes nos jogos anteriores, a magia do estádio com maior média de gols da Copa novamente aconteceu. Decerto, não acreditava nisso, pois o time da Bósnia, apesar de jogar bem, não finalizava com precisão, e o time do Irã, apesar de precisar ganhar para se classificar, parecia não ter garra para ganhar. Não se poderia esperar muito de uma equipe que ainda não tinha marcado um gol sequer na Copa.

20140625_151727No primeiro tempo, apesar de boas chances para ambas as seleções, somente a Bósnia marcou um gol. Parecia que estava resolvido. Ambos estariam eliminados e o simpático time bósnio ganharia, pelo menos, um jogo.

No intervalo, a grande surpresa foi o aparecimento em campo do Fuleco, mascote um tanto quanto desaparecido nesta Copa. A falta de expectativa para o segundo tempo, fazia com que tudo chamasse atenção, de fato.

A metade final da partida foi bem mais quente. O segundo gol da Bósnia fez aquela torcida entusiasmada contagiar todo a Fonte Nova. Todavia, o jogo esquentou nos seus 10 minutos finais com um gol – finalmente – do Irã, o qual foi seguido pelo terceiro gol da Bósnia.

20140625_150040Ao apito final, uma grande explosão azul e amarela em comemoração pela vitória da Bósnia, que apesar da eliminação fez história em sua primeira vitória em Copas e conquistou aos brasileiros com sua grande simpatia.

Surpreendente e bem diferente do monótono jogo do Maracanã, Bósnia e Irã foi uma verdadeira ode à alegria de uma verdadeira Copa do Mundo.

Imagens: Arquivo Pessoal do Autor

[N.do.E.: apesar do público divulgado ter sido esse, acredito que o número real tenha sido bem menor, haja visto os claros nas arquibancadas. Meu palpite é que o público divulgado tenha sido o total de ingressos vendidos. PM]

3 Replies to “Copa do Ouro: “Irã 1 x 3 Bósnia””

    1. Sim, vi uma certa festa dos torcedores iranianos na parte inferior do estádio, mas a torcida bósnia não parou 1 segundo. Fizeram muito bonito

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