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Excepcionalmente nesta quinta, a coluna “Made in USA”, do advogado Rafael Rafic, encerra sua série prévia sobre os Jogos Olímpicos mostrando os problemas comparativos do quadro de medalhas e suas possíveis soluções.
A Contabilização do Quadro de Medalhas
Caro leitor do Ouro de Tolo, chegamos à minha última coluna pré-olimpica e como prometi na coluna passada, eu abordaria sobre os problemas do modelo clássico do quadro de medalhas (a supremacia absoluta do ouro sobre todas as outras medalhas) e modelos alternativos propostos.

Porém estive às voltas nos últimos dias formulando minhas contra-razões em virtude de um recurso do presidente da OAB-RJ contra minha inscrição no referido órgão e não teria condições de escrever um texto decente para este blog. Quase pedi para o Migão, Editor Chefe, para não publicar a coluna hoje.

Até que me lembrei que há quatro anos, logo após os Jogos Olímpicos de Pequim, escrevi um texto exatamente sobre esse assunto para o então Blog do Lédio Carmona na Globo.com.

Com a devida vênia dos leitores, permitam-me reproduzir esse texto aqui (com adaptações e atualizações), que apesar de pequeno é bem didático. Cabe lembrar que apesar de passados quatro anos essa discussão basicamente não avançou um milímetro – e assim o texto continua atual.

Vamos abaixo:

Sobre as críticas e soluções à metodologia histórica do Quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos há muitos fatores que devem ser verificados. Ressalte-se que o COI não reconhece qualquer quadro oficialmente, por esta atitude ir contra o espírito olímpico.

As principais críticas são as seguintes:

1) A supervalorização dos esportes individuais frente aos coletivos.

2) A possibilidade de atletas de certos esportes poder contribuir com três ou quatro ouros para seu país (oito no caso de Phelps) enquanto um Giba ou um Kobe Briant só pode ajudar com uma medalha – após 15 dias de luta.

3) A supremacia absoluta do ouro em relação à prata e dessa em relação ao bronze.

Já as principais soluções propostas seriam as seguintes:

1) Ao invés de contar pelo número de ouros, contar pelo número total de medalhas. Essa idéia é tão estapafúrdia por igualar um ouro ao bronze que até os EUA, principais beneficiados dessa metodologia, se manifestaram terminantemente contra.

Porém, após o USA Today (jornal que tem a cobertura olímpica mais respeitada lá) começar a utilizar essa metodologia em 2008, a migração para ela tem sido maciça, tendo inclusive levado o New York Times, respeitado jornal, a adotá-la.

[N.do.E.: aqui no Brasil o jornal Lance adota a mesma classificação.]

2) Atribuir nove pontos ao ouro, três pontos para a prata e um para o bronze. A classificação seria conferida pelo número de pontos.

Pró: isso resolve o problema 3 de maneira bastante satisfatória.

Contra: isso não resolve os problemas 1 e 2. Além do mais, sempre existirão os defensores do ouro absoluto.

3) Atribuir cinco medalhas ao quadro para esportes coletivos, ou seja, o ouro no basquete, por exemplo, teria o peso cinco.

Pró: acaba com o problema crônico dos esportes coletivos e provavelmente catapultaria os “coletivistas” Brasil e Argentina para cima no quadro.
Contra: as grandes potências são todas potências individuais e não irão ceder fácil, além do fato desta solução não resolver o problema 3.

4) A metodologia mais difícil: o denominado “quadro de quadros”.

O quadro geral de medalhas seria oriundo dos quadros de cada modalidade. Para o primeiro em uma modalidade, um ouro no geral. Para o segundo em uma modalidade, uma prata no geral e para o terceiro no quadro de uma modalidade, um bronze no geral.

Pró: combinado com a solução 2 nos quadros de modalidades resolveria de maneira satisfatória os 3 problemas.

Contra: a metodologia difícil e o fato de que isso retiraria do quadro geral muitos países, indo contra o espírito olímpico. Também não ajuda países com desempenho mediano em várias modalidades, ou seja, que conquistam medalhas em diversos esportes contudo não são os principais vencedores.

Atualmente, acredito que as soluções 2 e 3 combinadas seriam as melhores para deixar o quadro mais justo. Mas este é um debate ainda longe de ter uma solução universal.