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Nossa faixa musical de hoje fala de um processo que está se iniciando na maioria das grandes escolas do Rio: a disputa de sambas.
Para o leitor menos familiarizado, significa um concurso onde um número variável de sambas se inscreve e ao final do processo um deles é escolhido para ser o “hino oficial” da agremiação no desfile.
Também é, como uma vez escreveu o colunista Aloísio Villar, a temporada de migração dos “pombos”. Pombos são composições onde os verdadeiros autores não assinam os sambas por estarem em outras escolas, ou por concorrerem em várias agremiações. A Portela, por exemplo, tem alguns facilmente reconhecíveis como tal.
Nossa faixa musical traz dois sambas. O primeiro (acima, o áudio) é o da parceria atual campeã na Portela, de Wanderley Monteiro, Luis Carlos Máximo, Toninho Nascimento e Andre do Posto Sete.
Os compositores conseguiram algo impensável: fizeram um samba ainda melhor que o de 2012, vencedor de todos os prêmios possíveis do carnaval carioca e ganhador de todas as notas máximas no julgamento. É antológico, com melodia remetendo a pontos de “curimba” na parte em que fala da Freguesia de Irajá e depois lembra o partido alto de Madureira. Genial e antológico.
Ou seja, o leitor já deve ter percebido que estarei pelo segundo ano seguido torcendo por esta parceria. Obviamente que a quadra conta muito na disputa e há pelo menos outros dois bons sambas, mas a minha avaliação é de que este é muito superior aos demais.
Abaixo, a letra:
Portela 2013 – “Madureira… onde o meu coração se deixou levar”
Autores: Wanderley Monteiro, Luiz Carlos Máximo, Toninho Nascimento e André do Posto 7.
E lá vou eu cantando com a minha viola
O amor tem seus mistérios
Por onde me deixo levar
Laiá
Nossa história começa por lá
No engenho da fazenda
Dos cantos de “canaviá”

Bate o sino da capela                       (bis)
Ôi… Que é dia de santo, sinhá
  
Tem mironga de jongueiro
O tambor me chamou pra dançar          (bis)

Tempo rodou na roda do trem e veio
A inspiração do partideiro
Que versou no mercadão
Foi nesse chão
Que a estrela brilhou no tablado
O “madura” pisou no gramado
O malandro charmoso dançou
No pagode com outro gingado
Quando o bloco chegou
Agitou o suingue do black
E a nega baiana girou

Cai na folia, sem grilo, meu bem vem na fé
Na ilusão da fantasia                                                (bis)
Vai como pode e quem quer

Surgiu a serrinha imperial
Em outros caminhos para o mesmo ritual
Portela, meu orgulho suburbano
Traz os poetas soberanos nesse trem para cantar
Que Madureira é muito mais do que um lugar
É a capital de um sonho que me faz sambar

Abre a roda, chegou Madureira
A poeira já vai levantar                                (bis)
O batuque ginga ioiô (bis)
Ginga Iaiá

Nosso segundo samba de hoje, com o qual este blogueiro também “fecha”, é o da parceria do colunista Aloísio Villar para a União da Ilha (acima, o áudio). A composição captou o espírito da sinopse, em um meio termo entre o alegre e o afro. Ótimo samba.

Vamos à letra:
G.R.E.S.UNIÃO DA ILHA DO GOVERNADOR
Presidente Ney Fillardi
Carnavalesco: Alex de Souza
Enredo: Vinicius no plural – Paixão, poesia e carnaval
Compositores: Bicudo, Aloisio Villar, Cadinho da Ilha, Roger Linhares, Fabiano Fernandes e Alessandro Alconforado
Intérpretes: Roger Linhares, Cadinho da Ilha, Flávio Martins e Anderson Miranda
No balanço do mar eu vou
Salve a Ilha do Governador, sou menino sonhador
Pros versos da vida a folha em branco me chamou
Oh pátria minha, pobrinha, um dia
Teu nome há de ser felicidade
Teatro, cinema, o morro de Orfeu
Ilusão, realidade
A nossa bossa é a nova bossa da cidade        

Atotô Abaluayê, Atotô Babá, salve Iemanjá              (REFRÃO)
Xangô é meu guia
Ossanha alumia, sob o manto de Oxalá

Hoje tem arrastão
Leva a jangada pro mar
Ao Sol que arde em meu corpo
Vou vadiar
Minha musa é carioca, caminhando toda prosa
A coisa mais linda que já vi passar
Aos tempos de menino vou voltar
Lá vem a criançada toda animada
Brincar com a bicharada lá na arca de Noé
Com minhas canções, despertei paixões
O som da melodia ao céu me levou
Sou poeta inspirado pelo amor

Cai a noite, vem a Lua
Vinicius nosso palco é na rua     (refrão)
A Ilha é poesia
A benção, saravá até um dia
Este ano teremos uma novidade no Ouro de Tolo: o blog estará acompanhando “in loco” a disputa de sambas da Portela. Teremos aqui vídeos e áudios das apresentações à medida em que forem se desenrolando.