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No dia certo, a coluna “Sobretudo”, assinada pelo publicitário Affonso Romero, e que traz um pouco dos bastidores da matéria de capa da revista “Época” desta semana. Por falar em revistas semanais, a comparação entre os Governos FHC e Lula publicada pela Isto É está imperdível, com números e gráficos insofismáveis. Você pode ler a matéria aqui.

Ao texto:

Duas Perguntas para José Serra

Na semana passada, o site da revista Época propunha aos seus leitores enviar perguntas para os candidatos à Presidência. Algumas dessas perguntas seriam encaminhadas aos candidatos e suas respostas publicadas no site e na revista que está nas bancas agora.

Enviei duas perguntas para José Serra, já imaginando que a editoria chapa-branca das Organizações Globo não fosse selecionar nenhuma das duas. Mas fiz a minha parte.

Quando enviei as perguntas, recobrei alguma esperança de vê-las respondidas. Afinal, o tom das outras perguntas postadas no site não era nada amigável a qualquer um dos candidatos. A impressão que dava mesmo era a de que apenas eleitores de Serra enviaram perguntas para Dilma e vice-versa.

Curioso que num embate que teve todos os jogos-sujos possíveis, em que a baixaria imperou, nenhum jornalista conseguiu ser objetivamente contundente em nenhuma das entrevistas oficiais ou debates entre candidatos. Uma beliscada aqui, uma provocação ali, ninguém ficou de calças curtas para valer. E olha que o que não faltava era telhado (ou careca) de vidro nos postulantes.

Também nas perguntas diretas entre os contendores nos debates, se viu mais pergunta retórica, na tentativa óbvia de explorar a réplica depois, do que constrangimentos públicos. Talvez a cara de Serra ao ser deparado pela adversária com a questão da onipresença de Paulo Preto nas ações do PSDB fosse um retrato de um embate que se deu nos bastidores, na propaganda oficial (mas através de atores e locutores) e nas indiretas de um a outro, mas sempre de forma velada entre os candidatos. Pergunta direta e desconcertante, cara-a-cara, se viu muito pouco.

Talvez por isso tantos internautas resolveram colocar os presidenciáveis contra as cordas. Eu inclusive. Instintivamente, a opinião pública parecia dar aulas práticas de jornalismo investigativo a uma imprensa cada vez mais comprometida com a criação de factóides e exploração de obviedades.

Pedro Migão, amigo e titular deste blog, recebeu cópia de minhas perguntas. Disse que duvidava muito que fossem selecionadas. Eu concordei. Estávamos certos. A edição de Época saiu apenas com perguntas chapa-branca. Quanto a Serra, não foi surpresa. Mas até Dilma foi poupada. Uma ou duas pequenas provocações e só isso. Os dois candidatos saíram-se bem e sem constrangimentos. Não há, pela matéria, como estabelecer uma linha divisória entre eles.

Repasso aos leitores desta coluna, portanto, as perguntas que a Época não enviou a Serra. E que, mesmo que enviasse, eu duvido que Serra (que tem pavor de ser questionado de uma maneira mais dura pela imprensa) teria a decência de responder.

Aí vão:

Pergunta número um.

“Sr. Serra, há alguns dias, o senhor declarou que nunca havia ouvido falar em Paulo Preto. Depois de declarações do engenheiro à imprensa em que fazia ameaças veladas à sua campanha, menos de 24 horas depois o senhor declarou que era “evidente” que conhecia seu ex-colaborador, inclusive tecendo elogios em sua defesa. Na sua opinião, o que é pior, senhor candidato: dizer desconhecer um colaborador tão próximo de seu governo, tê-lo tido como colaborador em missão tão delicada, ou mudar de opinião a cada 24 horas?”

Por que fiz a pergunta? Porque Paulo Preto é simbólico: é a ponta do iceberg das irregularidades e malversações do PSDB paulista. Sua aparição só se tornou pública e desconfortável ao candidato por conta do racha interno do tucanato. A imprensa foi incapaz, até então, de descobrir um único Paulo Preto, muito mais por conivência com o PSDB do que por falta de similares no mercado paulista.

Por que Serra não responde? Porque Paulo Preto é um vespeiro sobre o qual é melhor calar e sair com fama de covarde do que falar e se complicar ainda mais. Porque, ao contrário do que tenta insinuar, o colaborador e arrecadador era muito mais próximo ao núcleo de poder tucano do que Serra gostaria de ver revelado.

O que eu penso sobre isso? Que esta questão, respondida ou não, feita por muitos (inclusive Dilma) e negligenciada por Serra, foi um imenso calcanhar-de-aquiles para o tucanato, e um dos principais motivos para Serra não ter conseguido subir mais nas pesquisas.

Pergunta número dois.

“Senhor José Serra: a respeito do lamentável episódio envolvendo o confronto entre militantes do PSDB e manifestantes do PT em Campo Grande, o médico que lhe prestou atendimento, em entrevista à televisão, indicou claramente a região afetada e examinada de sua cabeça como sendo exatamente a mesma em que um objeto semelhante a uma bolinha de papel atingiu-o, segundo imagens posteriormente mostradas no SBT. Depois disso, vieram à tona imagens tremidas de um telefone celular em que o senhor teria sido atingido em região diametralmente oposta da cabeça por um segundo objeto, alegadamente mais pesado. Como explicar que o senhor tenha sido atingido em um local da cabeça e examinado em outro? Na primeira entrevista, seu médico se enganou quanto ao local do exame? Ou o local da pancada e exame mudou de acordo com as versões?”

Por que fiz a pergunta? Porque, depois que a farsa armada pela Globo (JN) foi desmascarada, houve um súbito silencio sobre uma questão importantíssima. Ou Serra foi realmente atingido a mando do PT, como ele sugeriu (e isso é muito grave), ou ele simulou ter sido atingido para conseguir um clima de comoção no País (e isso seria mais grave ainda).

Por que Serra não responde? Porque fica difícil contrariar as imagens e o testemunho dos jornalistas presentes, que não viram o segundo objeto em nenhum momento.

O que eu penso sobre isso? Que Serra é um golpista.

One Reply to “Sobretudo: "Duas Perguntas para José Serra"”

  1. Caro Pedro:
    Neste país, todos são inocentes até prova em contrário. Serra foi atendido por um médico de toda idoneidade e que interpelou o presidente oficialmente a respeito. Questionar a idoneidade do mesmo seria o mesmo que questionar a idoneidade do presidente ao politizar o fato (Serra apenas disse que foi atingido e não acusou o PT. Apenas disse que se havia de respeitar os oponentes).
    Sobre a primeira pergunta, fica um caso mais flagrante de “mesmo peso, duas medidas”. Se voc~e acha que o Paulo Preto é a ponta do iceberg, o que dizer das cuecas e meias cheias de dinheiro? Nunca explicadas e nunca apropriadamente investigadas pela polícia federal? E o caixa 2 do PT, que segundo o presidente: “todo mundo faz”? Não me interessa se todo mundo faz: É ILEGAL, É IMORAL E MATA NOSSO PAÍS.
    E nem vou entrar em muitos outros escandalos (como o da receita federal e da Erenice) que merecem sim investigação. Assim como a história do Paulo Preto.

    Sinto em lhe dizer meu caro, mas seus devaneios de que PT e/ou Dilma/Lula são os últimos bastiões de honestidade e integridade na política brasileira já se foram longe derrubados. Ou você está apenas tendo uma visão mais egoista da coisa e defendendo as pessoas que você crê que investirão mais em petróleo e portanto com melhor chances de melhor sua vida profissional? Prefiro acreditar na sua inocência.

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