{"id":25585,"date":"2014-05-05T06:18:08","date_gmt":"2014-05-05T09:18:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/?p=25585"},"modified":"2014-05-02T11:47:50","modified_gmt":"2014-05-02T14:47:50","slug":"duas-decadas-sem-mario-quintana-o-poeta-passarinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2014\/05\/duas-decadas-sem-mario-quintana-o-poeta-passarinho\/","title":{"rendered":"Duas D\u00e9cadas sem M\u00e1rio Quintana, o poeta passarinho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O leitor que acompanhou a cobertura especial sobre os 20 anos de morte de Ayrton Senna talvez n\u00e3o saiba que na data de hoje, 05 de maio, tamb\u00e9m se completam 20 anos de falecimento de um dos gigantes da cultura brasileira: M\u00e1rio Quintana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nascido em Alegrete, Rio Grande do Sul, em 30 de julho de 1906, Quintana passou quase a totalidade de sua vida como poeta, cronista e tradutor em Porto Alegre, capital ga\u00facha. Da terra do minuano empreendeu obra fundamental \u00e0queles que gostem de poesia em l\u00edngua portuguesa. Faleceria tamb\u00e9m na capital ga\u00facha, aos 87 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Gramado_Porto-Alegre-01_2012-521.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-25590\" alt=\"Gramado_Porto Alegre 01_2012 521\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Gramado_Porto-Alegre-01_2012-521-300x224.jpg\" width=\"300\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Gramado_Porto-Alegre-01_2012-521-300x224.jpg 300w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Gramado_Porto-Alegre-01_2012-521-453x340.jpg 453w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pessoa extremamente solit\u00e1ria, Quintana viveu desde 1968 em hot\u00e9is da capital ga\u00facha. Os hot\u00e9is Majestic (ao lado), Royal e Porto Alegre Residence foram o ref\u00fagio do poeta at\u00e9 sua morte. Quintana passaria por dificuldades financeiras ao final de sua vida, mas soube contar com a gratid\u00e3o em vida daqueles que o reverenciavam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Majestic, onde o poeta viveu de 1968 a 1980 \u2013 quando foi fechado \u2013 foi adquirido pelo governo do estado, reformado e transformado na<a href=\"http:\/\/www.ccmq.com.br\/\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #ff6600;\"> \u201cCasa de Cultura M\u00e1rio Quintana\u201d<\/span><\/a>, inaugurada em 1990. No local h\u00e1 espa\u00e7os para exposi\u00e7\u00f5es, teatro, shows, cinema, uma biblioteca e um breve memorial do poeta, al\u00e9m de uma sala (abaixo) que reproduz fielmente o quarto onde ele viveu ali. Tamb\u00e9m h\u00e1 uma exposi\u00e7\u00e3o permanente dedicada \u00e0 cantora Elis Regina, tamb\u00e9m ga\u00facha e falecida precocemente em 1982.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quintana tentou tr\u00eas vezes se eleger \u00e0 Academia Brasileira de Letras, sendo inacreditavelmente derrotado em todas as oportunidades. Em uma quarta ocasi\u00e3o, quando havia o compromisso que ele seria eleito por unanimidade, Quintana simplesmente recusou a indica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a terceira derrota, em 1978, o poeta escreveria aquele que \u00e9 um de seus poemas mais famosos, o \u201cPoeminha do Contra\u201d:<\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\"><i>\u201cTodos esses que a\u00ed est\u00e3o<\/i><\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\"><i>Atravancando meu caminho,<\/i><\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\"><i>Eles passar\u00e3o&#8230;<\/i><\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\"><i>Eu passarinho!\u201d<\/i><\/address>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Gramado_Porto-Alegre-01_2012-526.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-25591\" alt=\"Gramado_Porto Alegre 01_2012 526\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Gramado_Porto-Alegre-01_2012-526-453x340.jpg\" width=\"453\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Gramado_Porto-Alegre-01_2012-526-453x340.jpg 453w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Gramado_Porto-Alegre-01_2012-526-300x224.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 453px) 100vw, 453px\" \/><\/a>O \u201ceu passarinho\u201d pode definir a vida de Quintana. Morando em hot\u00e9is, sem bens materiais, adotou a liberdade como norma e a escrita como patrim\u00f4nio. Era um passarinho da poesia, era um passarinho em sua vida. Vida e obra dedicadas \u00e0 simplicidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pessoalmente sou f\u00e3 de M\u00e1rio Quintana desde muito jovem, e por anos e anos alimentei o sonho de um dia conhecer a casa de cultura dedicada \u00e0 sua mem\u00f3ria. Finalmente pude realizar isso em janeiro de 2012, onde passei uma tarde visitando o centro \u2013 as fotos do post s\u00e3o deste dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Confesso que achei o espa\u00e7o dedicado \u00e0 mem\u00f3ria do poeta bastante t\u00edmido, apesar de algumas rel\u00edquias. N\u00e3o se pode entrar no quarto que foi recriado \u00e0 moda do que vivia o poeta, at\u00e9 pela necessidade de preservar a memorab\u00edlia do desgaste natural e especialmente de furtos. Mas h\u00e1 uma janela bastante ampla que permite saciar a curiosidade do visitante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00e1rio Quintana tamb\u00e9m \u00e9 nome de um bairro em Porto Alegre, capital ga\u00facha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, nesta data em que se marcam duas d\u00e9cadas da morte de Quintana, nada melhor que relembr\u00e1-lo a partir do que ele nos deixou como legado a jamais ser olvidado: sua obra. Seleciono abaixo alguns trechos de poemas: os que o conhecem, relembrem; os mais jovens, descubram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Viva Quintana!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Emerg\u00eancia<\/b><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\">Quem faz um poema abre uma janela.<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">Respira, tu que est\u00e1s numa cela<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">abafada,<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">esse ar que entra por ela.<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">Por isso \u00e9 que os poemas t\u00eam ritmo \u2014<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">para que possas profundamente respirar.<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">Quem faz um poema salva um afogado.<\/address>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Gramado_Porto-Alegre-01_2012-520.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-25593\" alt=\"Gramado_Porto Alegre 01_2012 520\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Gramado_Porto-Alegre-01_2012-520-300x224.jpg\" width=\"300\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Gramado_Porto-Alegre-01_2012-520-300x224.jpg 300w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Gramado_Porto-Alegre-01_2012-520-453x340.jpg 453w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Os Poemas<\/b><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\">Os poemas s\u00e3o p\u00e1ssaros que chegam<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">n\u00e3o se sabe de onde e pousam<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">no livro que l\u00eas.<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">Quando fechas o livro, eles al\u00e7am voo<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">como de um al\u00e7ap\u00e3o.<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">Eles n\u00e3o t\u00eam pouso<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">nem porto<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">alimentam-se um instante em cada par de m\u00e3os<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">e partem. E olhas, ent\u00e3o, essas tuas m\u00e3os vazias,<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">no maravilhado espanto de saberes<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">que o alimento deles j\u00e1 estava em ti\u2026<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/address>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Segunda can\u00e7\u00e3o de muito longe<\/b><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\">Havia um corredor que fazia cotovelo:<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">Um mist\u00e9rio encanando com outro mist\u00e9rio, no escuro\u2026<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">Mas vamos fechar os olhos<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">E pensar numa outra cousa\u2026<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">Vamos ouvir o ru\u00eddo cantado, o ru\u00eddo arrastado das correntes no algibe,<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">Puxando a \u00e1gua fresca e profunda.<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">Havia no arco do algibe trepadeiras tr\u00eamulas.<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">N\u00f3s nos debru\u00e7\u00e1vamos \u00e0 borda, gritando os nomes uns dos outros,<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">E l\u00e1 dentro as palavras ressoavam fortes, cavernosas como vozes de le\u00f5es.<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">N\u00f3s \u00e9ramos quatro, uma prima, dois negrinhos e eu.<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">Havia os azulejos, o muro do quintal, que limitava o mundo,<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">Uma paineira enorme e, sempre e cada vez mais, os grilos e as estrelas\u2026<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">Havia todos os ru\u00eddos, todas as vozes daqueles tempos\u2026<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">As lindas e absurdas cantigas, tia Tula ralhando os cachorros,<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">O chiar das chaleiras\u2026<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">Onde andar\u00e1 agora o pince-nez da tia Tula<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">Que ela n\u00e3o achava nunca?<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">A pobre n\u00e3o chegou a terminar o Toutinegra do Moinho,<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">Que sa\u00eda em folhetim no Correio do Povo!\u2026<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">A \u00faltima vez que a vi, ela ia dobrando aquele corredor escuro.<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">Ia encolhida, pequenininha, humilde. Seus passos n\u00e3o faziam ru\u00eddo.<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">E ela nem se voltou para tr\u00e1s!<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/address>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Rel\u00f3gio<\/em><\/strong><\/p>\n<address>O mais feroz dos animais dom\u00e9sticos<\/address>\n<address>\u00e9 o rel\u00f3gio de parede:<\/address>\n<address>conhe\u00e7o um que j\u00e1 devorou<\/address>\n<address>tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es da minha fam\u00edlia.<\/address>\n<address>\u00a0<\/address>\n<p><strong>Quintana por ele mesmo, em 1984:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cNasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confiss\u00e3o n\u00e3o transfigurada pela arte \u00e9 indecente. Minha vida est\u00e1 nos meus poemas, meus poemas s\u00e3o eu mesmo, nunca escrevi uma v\u00edrgula que n\u00e3o fosse uma confiss\u00e3o. Nasci no rigor do inverno, temperatura: 1 grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que n\u00e3o estava pronto. At\u00e9 que um dia descobri que algu\u00e9m t\u00e3o completo como Winston Churchill nascera prematuro \u2014 o mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu\u2026 Prefiro citar a opini\u00e3o dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contr\u00e1rio, sou t\u00e3o orgulhoso que acho que nunca escrevi algo \u00e0 minha altura. Porque poesia \u00e9 insatisfa\u00e7\u00e3o, um anseio de auto-supera\u00e7\u00e3o. Um poeta satisfeito n\u00e3o satisfaz. Dizem que sou t\u00edmido. Nada disso! Sou \u00e9 calad\u00e3o, introspectivo. N\u00e3o sei porque sujeitam os introvertidos a tratamentos. S\u00f3 por n\u00e3o poderem ser chatos como os outros? Exatamente por execrar a chatice, a longuid\u00e3o, \u00e9 que eu adoro a s\u00edntese. Outro elemento da poesia \u00e9 a busca da forma (n\u00e3o da f\u00f4rma), a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido pr\u00e1tico de farm\u00e1cia durante cinco anos. Note-se que \u00e9 o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Erico Verissimo \u2014 que bem sabem (ou souberam) o que \u00e9 a luta amorosa com as palavras\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: <a href=\"http:\/\/www.revistabula.com\/2329-os-10-melhores-poemas-de-mario-quintana\/\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #ff6600;\">&#8220;Os dez maiores poemas de M\u00e1rio Quintana&#8221;<\/span><\/a>;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Imagens: Arquivo Pessoal<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O leitor que acompanhou a cobertura especial sobre os 20 anos de morte de Ayrton Senna talvez n\u00e3o saiba que na data de hoje, 05Tour Details<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[289],"tags":[91,73,138,129,102],"class_list":["post-25585","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-pedro-migao","tag-literatura","tag-livros","tag-mario-quintana","tag-poesia","tag-porto-alegre"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25585","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25585"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25585\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25585"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25585"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25585"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}