{"id":22859,"date":"2014-02-13T08:54:14","date_gmt":"2014-02-13T10:54:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/?p=22859"},"modified":"2014-02-13T06:53:01","modified_gmt":"2014-02-13T08:53:01","slug":"sabinadas-os-carros-mais-revolucionarios-da-f-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2014\/02\/sabinadas-os-carros-mais-revolucionarios-da-f-1\/","title":{"rendered":"Sabinadas: &#8220;Os carros mais revolucion\u00e1rios da F\u00f3rmula 1&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nesta quinta-feira excepcionalmente, a coluna Sabinadas, <strong>do jornalista esportivo Fred Sabino<\/strong>, relembra os carros que marcaram rupturas na hist\u00f3ria da F\u00f3rmula 1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><em><strong>Os carros mais revolucion\u00e1rios da F\u00f3rmula 1<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na semana passada mostramos aqui alguns carros que foram fracassos hist\u00f3ricos na F\u00f3rmula 1, em associa\u00e7\u00e3o aos momentos dif\u00edceis vividos pela Red Bull na pr\u00e9-temporada deste ano. Depois de um bate-papo com o Mig\u00e3o, surgiu a ideia de relembrarmos tamb\u00e9m os carros que marcaram grandes rupturas na categoria, j\u00e1 que este ano a F\u00f3rmula 1 passa por uma grande mudan\u00e7a de regulamento e algum novo carro pode marcar uma revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/cooper1959.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-22874 alignleft\" alt=\"cooper1959\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/cooper1959-300x142.jpg\" width=\"300\" height=\"142\" srcset=\"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/cooper1959-300x142.jpg 300w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/cooper1959-550x261.jpg 550w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/cooper1959.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Cooper T51, em 1959<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 ent\u00e3o, a F\u00f3rmula 1 era dominado pelos grandes carros com motores mais poderosos e nesse per\u00edodo quatro equipes se destacaram: Alfa Romeo, Ferrari, Mercedes e Maserati. No come\u00e7o de 1957, surgiu um modelo de dimens\u00f5es reduzidas e um motor traseiro, o que ia de encontro a todos os conceitos da \u00e9poca: o Cooper T43, pilotado pelo ent\u00e3o jovem Jack Brabham. Marcou pontos logo na estreia, em M\u00f4naco. Em 1958, uma evolu\u00e7\u00e3o chamada T45 entrou na pista guiada por Stirling Moss e o ingl\u00eas quase foi campe\u00e3o. Finalmente em 1959, com Brabham ao volante, o Cooper chegou ao campeonato, feito que seria repetido no ano seguinte. Mas em que o Cooper se diferenciava? O motor traseiro permitia uma distribui\u00e7\u00e3o de peso mais adequada e o motor de quatro cilindros da Climax gastava menos gasolina do que os propulsores advers\u00e1rios, sobretudo os italianos. Nunca mais a F-1 seria a mesma e todos foram aderindo aos motores traseiros. Para sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1962.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-22877 alignleft\" alt=\"lotus1962\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1962-300x176.jpg\" width=\"300\" height=\"176\" srcset=\"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1962-300x176.jpg 300w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1962-550x323.jpg 550w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1962.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Lotus 25, em 1962<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projetista Colin Chapman fez a segunda revolu\u00e7\u00e3o da F\u00f3rmula 1 ao criar o primeiro chassis monocoque da categoria, o Lotus 25. At\u00e9 ent\u00e3o, os chassis eram tubulares e Chapman concluiu que se a estrutura fosse \u00fanica, integrando o piloto a ela, o conjunto seria ao mesmo tempo mais r\u00edgido e mais leve. Deu certo e logo no primeiro ano, Jim Clark s\u00f3 perdeu o t\u00edtulo porque na \u00faltima prova um parafuso estava mal apertado e houve uma fuga de \u00f3leo. Clark venceu com tranquilidade o campeonato de 1963, quase foi campe\u00e3o de novo em 1964 e ainda venceu corridas em 1965, quando a Lotus apareceu com outro carro vencedor, o modelo 33. A tend\u00eancia, evidentemente, foi acompanhada pelas demais equipes da \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1967.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-22878 alignleft\" alt=\"lotus1967\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1967-300x225.jpg\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1967-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1967-453x340.jpg 453w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1967.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Lotus 49, em 1967<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra obra de Colin Chapman, o modelo 49 era eficiente, mas a grande revolu\u00e7\u00e3o era na verdade um motor diferente de tudo que se via. Os engenheiros Mike Costin e Keith Duckworth desenvolveram em conjunto com a Ford o propulsor Cosworth, com oito cilindros em V e baixo custo de constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de ter boa pot\u00eancia (405 cavalos), o motor consumia menos do que os demais da \u00e9poca (Ferrari, BRM, Westlake e Climax). A Lotus teve a primazia de estrear o propulsor Ford Cosworth e venceu com Jim Clark na Holanda, em 1967. O escoc\u00eas quase venceu o campeonato daquele ano, mas de 1968 a 1982 foram 12 campeonatos conquistados por carros com motor Ford Cosworth. S\u00f3 nos anos 80, quando as montadoras investiram milh\u00f5es nos motores turbo, o velho V8 perdeu a hegemonia. Ah, e o Lotus 49 tamb\u00e9m foi um carro de novas solu\u00e7\u00f5es aerodin\u00e2micas que se manteve competitivo at\u00e9 1970.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1970.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-22879 alignleft\" alt=\"Jochen Rindt, Lotus\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1970-300x201.jpg\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1970-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1970-506x340.jpg 506w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1970.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Lotus 72, 1970<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois da tentativa frustrada de tornar competitivo um carro com tra\u00e7\u00e3o nas quatro rodas, Colin Chapman voltou a revolucionar a F\u00f3rmula 1 com o primeiro modelo em formato de cunha, o Lotus 72. Ademais, o carro ainda tinha freios inboard e aerof\u00f3lios mais trabalhados, tudo em nome de uma efici\u00eancia aerodin\u00e2mica que finalmente come\u00e7ava a se tornar imprescind\u00edvel na categoria. Logo em 1970 Jochen Rindt foi campe\u00e3o (p\u00f3stumo, pois ele morreu num acidente nos treinos do GP da It\u00e1lia devido a uma falha mec\u00e2nica) e Emerson Fittipaldi foi campe\u00e3o em 1972. O Lotus 72, com eventuais evolu\u00e7\u00f5es, continuou competitivo at\u00e9 1974.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ferrari1975.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-22875 alignleft\" alt=\"ferrari1975\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ferrari1975-300x198.jpg\" width=\"300\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ferrari1975-300x198.jpg 300w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ferrari1975-515x340.jpg 515w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ferrari1975.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Ferrari 312T, em 1975<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de muitos anos em que sofreu para vencer corridas, a Ferrari voltou a ser uma grande for\u00e7a em 1974, mas ainda faltava um passo definitivo. Foi quando em 1975 o engenheiro Mauro Forghieri apostou numa solu\u00e7\u00e3o que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o era tida como vencedora: a do c\u00e2mbio transversal. Com isso e uma redistribui\u00e7\u00e3o de peso eficiente, finalmente a Ferrari quebrou um jejum de t\u00edtulos que durava nove temporadas. Nos anos seguintes, o conceito inicial de Forghieri continuou dando certo e a equipe levou os campeonatos de construtores em 1976, 1977 e 1979. A hegemonia s\u00f3 acabou com o surgimento dos carros-asa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/jabouille77.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-22603 alignleft\" alt=\"jabouille77\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/jabouille77-300x225.jpg\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/jabouille77-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/jabouille77-453x340.jpg 453w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/jabouille77.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Renault RS01, em 1977<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A origem dessa trilogia de colunas foi o modelo turbinado que a Renault levou \u00e0 pista em 1977, com o piloto Jean Pierre Jabouille. <span style=\"color: #ff6600;\"><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2014\/01\/sabinadas-a-primeira-era-turbinada-na-formula-1\/\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #ff6600;\">Como j\u00e1 escrevi no Ouro de Tolo<\/span><\/a><\/span>, no come\u00e7o os motores turbo eram problem\u00e1ticos, mas aos poucos se tornaram fundamentais para o sucesso das equipes, a ponto de praticamente todos os carros do grid terem esse tipo de propulsor, bem mais potente do que os convencionais aspirados. A Era Turbo s\u00f3 foi encerrada onze temporadas depois, apenas porque as velocidades dos carros estavam alt\u00edssimas e os custos, estratosf\u00e9ricos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1978.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-22880 alignleft\" alt=\"lotus1978\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1978-300x182.jpg\" width=\"300\" height=\"182\" srcset=\"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1978-300x182.jpg 300w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1978-550x334.jpg 550w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/lotus1978.jpg 821w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Lotus 79, em 1978<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Novamente Colin Chapman, um engenheiro aeron\u00e1utico de forma\u00e7\u00e3o, sacudiu a F\u00f3rmula 1 com o que ficaria conhecido como carro-asa. Chapman imaginou que se o carro tivesse o perfil inferior igual ao de uma asa invertida, a press\u00e3o aerodin\u00e2mica aumentaria exponencialmente. E de que forma ele conseguiu p\u00f4r em pr\u00e1tica esse efeito? Com minissaias nas laterais que formassem t\u00faneis onde o ar passasse por baixo do carro e o efeito da asa invertida desse certo. Para tornar o conceito funcional, havia um contratempo: as suspens\u00f5es precisavam ser muito r\u00edgidas. Isso fez com que os carros realmente ganhassem muita ader\u00eancia nas curvas mas a pilotagem se tornou muito dif\u00edcil e cansativa. E se o carro tivesse algum problema nas minissaias ou suspens\u00e3o, o piloto virava passageiro. O primeiro carro-asa, o Lotus 78, surgiu em 1977, mas uma vers\u00e3o aprimorada (a 79, em 1978) massacrou a concorr\u00eancia. As outras equipes correram atr\u00e1s e isso gerou uma salada na F\u00f3rmula 1, pois equipes como Williams e Ligier emergiram como novas pot\u00eancias e outras, como Ferrari, McLaren e Tyrrell sofreram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/mclaren1981.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-22881 alignleft\" alt=\"mclaren1981\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/mclaren1981-300x196.jpg\" width=\"300\" height=\"196\" srcset=\"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/mclaren1981-300x196.jpg 300w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/mclaren1981-519x340.jpg 519w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/mclaren1981.jpg 585w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>McLaren MP4, em 1981<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois que Ron Dennis adquiriu a McLaren de Teddy Mayer, o engenheiro John Barnard teve liberdade para conceber o novo carro do time. E o ingl\u00eas estreou na F\u00f3rmula 1 um conceito usado at\u00e9 hoje: o chassis totalmente feito em fibra de carbono, um material mais leve e resistente. Logo no primeiro ano a McLaren voltou a ganhar corridas, mas foi de 1984 a 1986, com vers\u00f5es avan\u00e7adas do MP4, que a equipe reinou na categoria. A fibra de carbono passou a ser imprescindivel na constru\u00e7\u00e3o de um carro de corrida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ferrari1989.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-22876 alignleft\" alt=\"ferrari1989\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ferrari1989-300x157.jpg\" width=\"300\" height=\"157\" srcset=\"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ferrari1989-300x157.jpg 300w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ferrari1989-550x288.jpg 550w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ferrari1989.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Ferrari 640, em 1989<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m projetado por John Barnard, o novo carro da Ferrari para 1989 tinha um c\u00e2mbio revolucion\u00e1rio: em vez da tradicional alavanca que necessitava ainda de uma embreagem num dos pedais, borboletas atr\u00e1s do volante passavam as marchas automaticamente quando pressionadas. Isso dava como vantagens trocas mais r\u00e1pidas e precisas, n\u00e3o deixava o giro do motor cair nas mudan\u00e7as de marcha e reduzia substancialmente o desgaste f\u00edsico do piloto. Depois de in\u00fameros problemas nos testes, surpreendentemente Nigel Mansell venceu na estreia do carro, no Brasil. Depois, a McLaren reagiu e dominou aquele campeonato, mas outras equipes copiariam a tend\u00eancia que se tornou algo obrigat\u00f3rio nos carros de competi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/williams1992.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-22882 alignleft\" alt=\"williams1992\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/williams1992-300x198.jpg\" width=\"300\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/williams1992-300x198.jpg 300w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/williams1992-513x340.jpg 513w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/williams1992.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Williams FW14, em 1992<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A suspens\u00e3o ativa e o c\u00e2mbio semi-autom\u00e1tico j\u00e1 n\u00e3o eram novidade, mas para 1992 a Williams abusou e Adrian Newey concebeu o primeiro carro com eletr\u00f4nica embarcada em diversos setores: al\u00e9m dos j\u00e1 citados, havia controle de tra\u00e7\u00e3o e freio ABS. Como resultado, a equipe deu um absurdo salto de qualidade e deixou a concorr\u00eancia (leia-se a McLaren) comendo poeira. Nigel Mansell ganhou o campeonato com uma anteced\u00eancia in\u00e9dita e no ano seguinte, o evolu\u00eddo modelo FW15, deu o tetracampeonato a Alain Prost.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/brawn2009.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-22873 alignleft\" alt=\"brawn2009\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/brawn2009-300x199.jpg\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/brawn2009-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/brawn2009-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/brawn2009.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><strong>Brawn BGP 001<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma interpreta\u00e7\u00e3o diferente do regulamento rendeu \u00e0 F\u00f3rmula 1 sua \u00faltima grande ruptura, em 2009. Ross Brawn concebeu um difusor duplo que pegou de surpresa as equipes concorrentes pois a ader\u00eancia do carro era bem superior a dos demais, num ano em que houve muitas mudan\u00e7as no regulamento. Todas as equipes acabaram seguindo a tend\u00eancia ao longo do ano, mas a Brawn j\u00e1 havia disparado e, mesmo sem grandes recursos financeiros, conquistou o t\u00edtulo daquele ano com Jenson Button. Foi uma revolu\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande que a FIA resolveu proibir a pe\u00e7a dupla.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta quinta-feira excepcionalmente, a coluna Sabinadas, do jornalista esportivo Fred Sabino, relembra os carros que marcaram rupturas na hist\u00f3ria da F\u00f3rmula 1. 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