{"id":17507,"date":"2013-05-14T05:01:32","date_gmt":"2013-05-14T08:01:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/?p=17507"},"modified":"2013-05-15T09:41:36","modified_gmt":"2013-05-15T12:41:36","slug":"tou-melanje-anko-se-tou-melanje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2013\/05\/tou-melanje-anko-se-tou-melanje\/","title":{"rendered":"Tou melanje ank\u00f2 &#8211; &#8220;S\u00e8 tou melanje&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Temos uma coluna nova nesta semana do anivers\u00e1rio do Ouro de Tolo. <strong>\u00c9 a &#8220;Tou melanje ank\u00f2&#8221;, do antrop\u00f3logo e amigo Jos\u00e9 Renato Baptista<\/strong>. No texto de estreia ele\u00a0se apresenta, explica o porqu\u00ea do t\u00edtulo e nos conta um Haiti um pouco diferente do que a imprensa divulga. A coluna ser\u00e1 quinzenal, normalmente \u00e0s ter\u00e7as feiras.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><em><strong><span style=\"color: #000080; text-decoration: underline;\">S\u00e8 tou melanje<\/span><\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Quando o meu amigo, Rubro-negro e Portelense, Pedro Mig\u00e3o me convidou para assinar uma coluna no seu blog, confesso ter ficado um pouco assustado. O convite j\u00e1 tem um tempo e inicialmente, sem recusar, pois de fato o intenso volume de trabalho \u00e0 \u00e9poca, acabei me desvencilhando da responsabilidade de figurar ao lado dos \u00f3timos colunistas do \u201cOuro de Tolo\u201d.<!--more--> <\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Nos conhecemos h\u00e1 alguns anos atr\u00e1s, um pouco antes do advento das redes sociais, quando as discuss\u00f5es sobre carnaval se limitavam \u00e0s listas de e-mails. Logo, foi o carnaval que nos aproximou \u2013 na \u00e9poca era um dos interesses de pesquisa aos quais me associara, em fun\u00e7\u00e3o do trabalho na UERJ, no Laborat\u00f3rio de Culturas Populares e Folclore do Instituto de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica. O laborat\u00f3rio, ent\u00e3o coordenado pela saudosa Prof\u00aa Maria Jos\u00e9 Oliveira. Eu ainda lutava para concluir a gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais no IFCS-UFRJ.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">O fim da minha rela\u00e7\u00e3o com o laborat\u00f3rio implicou, de certa maneira, em um afastamento do tema do carnaval, que era um interesse colateral para mim, que buscava nos rituais e sua rela\u00e7\u00e3o com a vida social no seu sentido mais amplo, o material de minhas reflex\u00f5es intelectuais. Olhava o carnaval justamente por este aspecto ritual e sua qualidade de fen\u00f4meno social total. <\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">O olhar voltado para os rituais naturalmente me levara a estudar a religi\u00e3o, outro tema que acabou por me aproximar novamente de Pedro, atrav\u00e9s de convites para cursos de forma\u00e7\u00e3o em hist\u00f3ria das religi\u00f5es, pol\u00edtica internacional e palestras sobre religi\u00f5es de matriz africana para jovens da Igreja Messi\u00e2nica do Rio de Janeiro.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">A vida, no entanto, me aproximou ainda mais dos temas ligados \u00e0s religi\u00f5es afro-americanas, posto que resolvera dar continuidade aos meus estudos cursando o mestrado e o doutorado em Antropologia Social no Museu Nacional\/UFRJ, escrevendo um mestrado sobre o sentido social do dinheiro no candombl\u00e9, o que gerou uma filia\u00e7\u00e3o a N\u00facleo de Pesquisas em Cultura e Economia, daquela institui\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">O prosseguimento de meus estudos, em n\u00edvel de doutorado agora, obrigou a busca de uma perspectiva comparativa, que se situasse no campo das religi\u00f5es afro-americanas, buscando esta interface entre a vida econ\u00f4mica e a vida religiosa. Na verdade, desde o mestrado j\u00e1 percebera uma coisa que se tornou substantiva em minhas pesquisas: a vida social \u00e9 sempre confusa e misturada. Operamos constantemente separa\u00e7\u00f5es e classifica\u00e7\u00f5es que tornem estas misturas algo, pelo menos aparentemente, coerente. Afetos e interesses, paix\u00e3o e raz\u00e3o est\u00e3o em permanente tens\u00e3o na experi\u00eancia humana. E foi nessa toada que fui parar no Haiti, pela primeira vez em novembro de 2006.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">A descoberta daquele pa\u00eds caribenho foi um momento fascinante na minha hist\u00f3ria pessoal. Ao desembarcar naquele pa\u00eds pela primeira vez, resolvi, al\u00e9m de produzir os primeiros dos muitos cadernos de campo que viria a fazer, e que foram fundamentais para a minha tese doutoral, pensei em <span style=\"color: #ff6600;\"><a href=\"http:\/\/aityannuvels.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #ff6600;\">compartilhar algumas das minhas experi\u00eancias l\u00e1 atrav\u00e9s de um blog<\/span><\/a><\/span>. O que percebera ent\u00e3o era que, apesar de muito se ouvir falar do Haiti, conhec\u00edamos muito pouco ou quase nada de um pa\u00eds t\u00e3o central na hist\u00f3ria do Ocidente. Todas as imagens que nos chegavam eram marcadas por estigmas e ideias largamente difundidas que nem sempre correspondiam \u00e0 realidade daquele pa\u00eds.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">A primeira delas \u00e9 que o pa\u00eds estava em guerra, o que justificava a presen\u00e7a militar brasileira naquele pa\u00eds. Havia uma situa\u00e7\u00e3o de grave conflito social, mas que nem de longe se aproximava de uma &#8220;guerra&#8221;. Para quem vinha de uma cidade onde a m\u00fasica que embalava o sono das pessoas era o som de rajadas de fuzil AR-15, o Haiti n\u00e3o me parecia t\u00e3o violento assim, como diziam. <\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Bem como as imagens de pobreza extrema. \u00c9 claro que \u00e9 um pa\u00eds pobre e que uma favela haitiana talvez seja um tanto mais prec\u00e1ria que as nossas favelas, mas tamb\u00e9m n\u00e3o se tratava de uma situa\u00e7\u00e3o, como\u00a0 pareciam retratar as imagens mais recorrentes, de pobreza absoluta. Havia sim pobreza e havia fome, em estados alarmantes, mas n\u00e3o muito diferentes de muitas regi\u00f5es mais pobres do Brasil. O Brasil de ent\u00e3o n\u00e3o era a &#8220;pot\u00eancia emergente&#8221; que apareceria alguns anos depois.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">O que percebi era um ambiente complexo, cheio de nuances que n\u00e3o podiam ser enxergadas atrav\u00e9s da pauta jornal\u00edsitica que normalmente era destinada ao Haiti: viol\u00eancia, conflito, pobreza, fome. Mais tarde, quando ocorreria o terremoto de 2010, mesmo depois de ter voltado do pa\u00eds e tentado explicar diversas vezes essa complexidade, veria de novo estas imagens recorrentes do Haiti.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Uma das minhas mais interessantes descobertas quando cheguei era a quest\u00e3o da l\u00edngua natal do pa\u00eds. Como \u00e9 costume, na nossa humilde ignor\u00e2ncia (e no mais arraigado etnocentrismo, \u00e9 claro), tratamos os idiomas de origem europeia como &#8220;l\u00ednguas&#8221; no seu sentido forte, e as l\u00ednguas &#8220;nativas&#8221; como &#8220;dialetos&#8221; ou formas inferiores de comunica\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Embora tenha relativa flu\u00eancia na l\u00edngua francesa \u2013 fa\u00e7o algumas confus\u00f5es com os tempos verbais e a falta de pr\u00e1tica s\u00f3 aumenta esse problema \u2013 logo ao chegar ao Haiti percebi que tinha imensa dificuldade em me fazer entender e de entender o que estava sendo dito. Foi ent\u00e3o que, apesar das advert\u00eancias de interlocutores com os quais falei antes de partir para esta viagem (particularmente os antrop\u00f3logos Rubem Cesar Fernandes e Omar Ribeiro Thomaz) notei que a l\u00edngua falada pela maioria dos haitianos era o cr\u00e9ole (ou &#8220;crioulo&#8221;). Ali\u00e1s, foi do cr\u00e9ole que retirei o nome desta coluna: Tou melanje ank\u00f2, que quer dizer &#8220;tudo misturado ainda&#8221; ou &#8220;tudo ainda misturado&#8221;.<span style=\"line-height: 1.5;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Embora muitas vezes soasse como se estiv\u00e9ssemos ouvindo franc\u00eas, o idioma cr\u00e9ole \u00e9 mais \u00e1gil, mais sint\u00e9tico, como toda l\u00edngua nova. Nascido de uma mistura da l\u00edngua francesa com as l\u00ednguas origem africana, trazidas pelos escravos traficados desde a \u00c1frica, e dos demais idiomas que haviam numa regi\u00e3o de intensa circula\u00e7\u00e3o de pessoas e mercadorias. O Caribe era uma esp\u00e9cie de caldeir\u00e3o onde se misturavam diversas formas sociais: pr\u00e1ticas, costumes, religi\u00f5es, alimentos, l\u00ednguas, pessoas. <\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">O Haiti era parte deste universo que nos parece comum \u2013 um dos mitos de origem de nosso pa\u00eds parte exatamente da ideia de mistura e de encontros culturais. Se o Brasil \u00e9 muitas vezes encarado como um caldeir\u00e3o onde se misturaram diversos povos e culturas, o Caribe, em geral, n\u00e3o \u00e9 muito diferente disto. N\u00e3o por acaso, algumas das maiores cidades coloniais dos s\u00e9culos XVIII e XIX eram Havana, Cabo Haitiano, Salvador e Rio de Janeiro.<span style=\"line-height: 1.5;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">E isto me permite fazer uma conex\u00e3o com a hist\u00f3ria. <\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">No Haiti, parecia ter encontrado uma surpreendente &#8220;perman\u00eancia da historia&#8221;. Os fatos hist\u00f3ricos s\u00e3o contados pelos cidad\u00e3os comuns em uma temporalidade curiosa, onde a mem\u00f3ria dos feitos de Toussaint Louverture, Jean-Jacques Dessalines, Alexandre P\u00e9tion e Henri Christophe \u00e9 contempor\u00e2nea da crise que derrubou Aristide em 2004, do golpe que j\u00e1 o derrubara antes, em 1991, da ditadura Duvalier, das diversas &#8220;interven\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias&#8221; e crises pol\u00edticas que atravessaram o pa\u00eds, da invas\u00e3o americana de 1914. Tudo parecia se confundir ou estar em solu\u00e7\u00e3o de continuidade com os eventos deflagrados em 1792 e que levaram o pa\u00eds ao seu processo de independ\u00eancia.<span style=\"line-height: 1.5;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Na verdade, a despeito de um dos maiores historiadores de nosso s\u00e9culo, Eric Hobsbawn, dedicar pouco mais de uma nota de rodap\u00e9 \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Haitiana, esta foi uma das mais importantes revolu\u00e7\u00f5es a hist\u00f3ria do ocidente. <\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Sua principal contribui\u00e7\u00e3o foi justamente colocar em xeque a no\u00e7\u00e3o de igualdade entre os homens, uma vez que, apesar de todos os debates, nem a inglesa, tampouco as revolu\u00e7\u00f5es francesa e americana colocaram t\u00e3o e evid\u00eancia a clivagem que existia entre brancos e negros. Ao realizar uma revolu\u00e7\u00e3o comandada por ex\u00e9rcitos formados por ex-escravos, negros e uma minoria mulata, o Haiti promovia uma transforma\u00e7\u00e3o singular na hist\u00f3ria do ocidente, al\u00e9m de colocar em quest\u00e3o todo o sistema de produ\u00e7\u00e3o fundado em m\u00e3o de obra escrava.<span style=\"line-height: 1.5;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">O Haiti foi, portanto, uma esp\u00e9cie de &#8220;obst\u00e1culo epistemol\u00f3gico&#8221; para a no\u00e7\u00e3o de homem que fora veiculada pelo iluminismo e que veria nas teorias raciais e evolucionistas uma esp\u00e9cie de &#8220;retorno do recalcado&#8221;. Sim, os negros podiam ser humanos, de fato, mas pertenciam a um est\u00e1gio inferior do desenvolvimento humano, o que justificaria todo tipo de interven\u00e7\u00e3o colonial em suas vidas para que aprendessem com o homem branco europeu os rudimentos da civiliza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 esse, por fim, o pressuposto que dirige, at\u00e9 hoje, as &#8220;interven\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias&#8221; nos diversos lugares do mundo? &#8220;Sim, eles n\u00e3o s\u00e3o capazes de se governar sozinhos. Daremos a eles Estado, Democracia e Economia de Mercado e os tornaremos livres&#8221;.<span style=\"line-height: 1.5;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Desta maneira, foi no encontro com um sem n\u00famero de complexidades que voltei ao Haiti, primeiro em uma segunda viagem explorat\u00f3ria em 2007, para retornar ao pa\u00eds enfim em fevereiro de 2008, quando moraria por l\u00e1 durante um ano e meio, at\u00e9 julho de 2009, com uma breve interrup\u00e7\u00e3o para as festas de fim de ano de 2008, quando passei alguns dias no Brasil. Neste per\u00edodo criei um segundo blog, que ficou ativado durante o per\u00edodo em que estive no pa\u00eds. Alguma coisa produzida neste foi reproduzida no &#8220;Ouro&#8221; pelo Pedro.<span style=\"line-height: 1.5;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Portanto, \u00e9 com imenso prazer que me junto ao time de colunistas do &#8220;Ouro&#8221;, numa coluna cujo esp\u00edrito reflete um pouco da ideia do t\u00edtulo: melanje (l\u00ea-se &#8220;melang\u00ea&#8221;). Misturar coisas: pol\u00edtica nacional, pol\u00edtica internacional, arte, literatura, m\u00fasica, esporte, futebol, antropologias, economias, religi\u00e3o, racismo, fofoca. Gosto de discutir tudo aquilo que o senso comum diz que n\u00e3o se discute: futebol, pol\u00edtica e religi\u00e3o. Vis\u00f5es de mundo. Interessa-me, sobretudo, falar daquilo que \u00e9 humano.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Sou negro, antrop\u00f3logo, rubro-negro, mangueirense e redundamente carioca, filho de Xang\u00f4 e adoro comer e beber. Toda defini\u00e7\u00e3o \u00e9 perigosa, mas acho que se essas coisas ajudam a ter uma ideia do que vir\u00e1 por aqui&#8230;\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Bem, acho que isto foi uma breve apresenta\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\"><em>(e-mail para o colunista: <a href=\"mailto:joserbaptista@pedromigao.com.br\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #000080;\">joserbaptista@pedromigao.com.<wbr \/>br<\/span><\/a>)<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Temos uma coluna nova nesta semana do anivers\u00e1rio do Ouro de Tolo. \u00c9 a &#8220;Tou melanje ank\u00f2&#8221;, do antrop\u00f3logo e amigo Jos\u00e9 Renato Baptista. 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