{"id":17061,"date":"2013-03-27T07:02:22","date_gmt":"2013-03-27T10:02:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/?p=17061"},"modified":"2013-03-26T14:40:42","modified_gmt":"2013-03-26T17:40:42","slug":"lacombianas-por-que-eu-detesto-a-selecao-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2013\/03\/lacombianas-por-que-eu-detesto-a-selecao-brasileira\/","title":{"rendered":"Lacombianas &#8211; &#8220;Por que eu detesto a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/brasil-de-82.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-17062\" alt=\"brasil-de-82\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/brasil-de-82-550x302.jpg\" width=\"550\" height=\"302\" srcset=\"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/brasil-de-82-550x302.jpg 550w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/brasil-de-82-300x165.jpg 300w, https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/brasil-de-82.jpg 708w\" sizes=\"auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Nesta quarta feira, a<strong> jornalista Milly Lacombe, na coluna &#8220;Lacombianas&#8221;<\/strong>, faz uma an\u00e1lise do futebol brasileiro, de nossa sele\u00e7\u00e3o e dos problemas que nosso futebol enfrenta &#8211; em uma vis\u00e3o bastante pessoal.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><em><strong><span style=\"color: #000080; text-decoration: underline;\">Por que eu detesto a sele\u00e7\u00e3o brasileira <\/span><\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Um dia, fui torcedora. <\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Gritava vendo a sele\u00e7\u00e3o do pa\u00eds onde nasci atropelar advers\u00e1rios. Feliz, contava com cuidado o n\u00famero de jogadores do meu time que tinham sido convocados, mas era tamb\u00e9m capaz de vibrar pelos rivais, que com a camisa amarela j\u00e1 n\u00e3o eram mais rivais: apenas companheiros de batalhas.<!--more--><\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Gostava especialmente de Z\u00e9 S\u00e9rgio, o ponta esquerda endiabrado que driblava e driblava e arrancava em dire\u00e7\u00e3o ao gol. E Edinho na zaga, sempre motivo de orgulho m\u00e1ximo. Gostava de ver as sele\u00e7\u00f5es de Tel\u00ea tocando a bola, colocando o advers\u00e1rio na roda, jogando para cima e fazendo gols. Torcia como uma man\u00edaca pela sele\u00e7\u00e3o brasileira, que me enchia de orgulho, mesmo quando perdia.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Mas a\u00ed, em 98, tudo mudou. Morando nos Estados Unidos e vendo a Copa ao lado de muitos mexicanos em bares pela cidade, senti vergonha. Uma vergonha t\u00e3o profunda que matou, em mim, a sele\u00e7\u00e3o brasileira.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">No come\u00e7o, apenas parei de acompanhar os jogos: o time passou a ser indiferente em minha vida. Mas, em 2002, me peguei torcendo fervorosamente para todo e qualquer advers\u00e1rio. E notei, pela primeira vez, como o conjunto brasileiro tem a simpatia da arbitragem: na d\u00favida, pr\u00f3-Brasil. Claro que mesmo sem a camaradagem da juizada, as atua\u00e7\u00f5es do Marc\u00e3o, Ronaldo e Rivaldo talvez fossem capazes de garantir a ta\u00e7a. Mas, ainda assim, o que eu via em campo era a sele\u00e7\u00e3o do Ricardo Teixeira, e tudo o que ele representava (e ainda representa, agora na figura do replicante Marin) para o futebol brasileiro.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">As derrotas de 82 e 86 estabeleceram a regra: melhor jogar feio e ganhar do que bonito e perder. Cegos pela cobi\u00e7a, esquecemos de pensar que poderia haver o \u201cjogar bonito e vencer\u201d, possibilidade que o time do Barcelona, desde 2005, tratou de mostrar ao mundo que existe. Em 2002, inauguramos oficialmente o \u201cjogar feio e ganhar\u201d. E assim, morreram os meias e nasceram volantes \u00e0s pencas, agora reis supremos do meio de campo.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Times inteiros passaram a ser formados ao redor das duplas \u2013 ou trincas, ou quadras \u2013 de volantes. O que importava era destruir o ataque advers\u00e1rio. E passamos a dar botinada, a vibrar com empates e vit\u00f3rias conquistadas com a tal simpatia da arbitragem.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Entraram em cena as simula\u00e7\u00f5es de falta, o cai-cai, o \u201cvamos segurar esse empate\u201d, o jogo encenado. E, com a diminui\u00e7\u00e3o da qualidade do futebol, aumentava a arrog\u00e2ncia de todos os que eram chamados a fazer parte da comiss\u00e3o t\u00e9cnica: somos os melhores, n\u00e3o sentimos press\u00e3o nenhuma, que se danem as cr\u00edticas.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Coletivas de jogadores e treinadores passaram a ser momentos de constrangimento. Todos ali faziam quest\u00e3o de mostrar que eram superiores com aquela camisa e n\u00e3o aceitariam palpites nem perguntas que n\u00e3o visassem levantar a moral do escrete. Quest\u00f5es \u201cassessoria de imprensa\u201d eram bem vindas; olhar cr\u00edtico, impedido. Um tipo de arrog\u00e2ncia emprestada do poderoso-chef\u00e3o que estava no comando, um homem com cacoetes de ditador. Bastava um novo cara ser convocado, ou um outro treinador ser contratado, para que o empavonamento nascesse outra vez. E tome patada nas entrevistas &#8211; e botinada em campo.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Parte da m\u00eddia, claro, comprou, por conveni\u00eancia, o nacionalismo vendido pela CBF: a sele\u00e7\u00e3o \u00e9 a na\u00e7\u00e3o em campo. E tome discursos nacionalistas e completamente distanciados da realidade do que se via em campo. Mas a p\u00e1tria de chuteiras a que Nelson Rodrigues se referia era outra: era uma patria representada pela ginga, pelo drible, pelo meia habilidoso, pelo futebol moleque, mas n\u00e3o mascarado. Ainda n\u00e3o tinha sido inventado o cai-cai: tudo o que havia era a ing\u00eanua e rom\u00e2ntica luta pela posse de bola.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">A sele\u00e7\u00e3o usada como instrumento de bo\u00e7aliza\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o passou a me dar ganas ainda maiores de torcer pelos rivais, quaisquer que fossem eles. Ou, como me abriu a cabe\u00e7a texto do escritor Jair Ferreira dos Santos, da tentativa de fazer de cada transmiss\u00e3o uma ponte entre a Casa Grande, representada pelo poder opressor da CBF e de parte da imprensa, e a Senzala, representada por todos n\u00f3s do outro lado do aparelho de TV.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">E aprendi a admirar os argentinos, que n\u00e3o caem, que n\u00e3o fazem firula, que jogam bem ou jogam mal, mas com a garra de sempre. Nada poderia estar mais distante da verdade do que o mantra que a imprensa pacheca ainda teima em repetir: a tal catimba argentina. Se existe catimba, ela est\u00e1 do nosso lado, na cada dia mais teatral encena\u00e7\u00e3o de faltas, na desist\u00eancia em seguir com a jogada depois de qualquer esbarr\u00e3o a fim de cavar uma bola parada, no chute na canela que leva nossos \u201catores\u201d a colocaram as m\u00e3os ao rosto, cairem simulando um desmaio para em seguida estrebucharem no ch\u00e3o com um olho no juiz e em busca do que parece ser o objetivo maior de algumas partidas: a expuls\u00e3o do advers\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Vi alguns jogos da sele\u00e7\u00e3o brasileira em aparelhos de TV por bares em Buenos Aires. Tudo o que escutei a minha volta era admira\u00e7\u00e3o pela camisa do pa\u00eds onde nasci. Os argentinos brincam, dizem que Maradona foi melhor do que Pel\u00e9, tiram onda; mas n\u00e3o sentem vergonha de admirar publicamente o futebol que um dia jogamos. A enorme raiva que destoa da rivalidade parece estar apenas do lado de c\u00e1, agigantada pela imprensa pacheca, que ainda acha que pode usar a sele\u00e7\u00e3o como instrumento de propaganda.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Em dois mil e seis o Brasil perdeu para a pr\u00f3pria emp\u00e1fia e conheceu uma nova combina\u00e7\u00e3o de possibilidades: al\u00e9m do \u201cjogar feio e ganhar\u201d, havia tamb\u00e9m o \u201cjogar feio e perder\u201d. As imagens p\u00f3s-derrota, ainda em campo, mostram o tamanho de toda a nossa arrog\u00e2ncia: jogadores rindo, dando os ombros para a elimina\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Antes disso, Kak\u00e1 era tratado como o craque que nunca foi e nunca ser\u00e1, e Robinho, quase sempre no banco, tido como a solu\u00e7\u00e3o, coisa que nunca seria. Mesmo jogando mal e com um catad\u00e3o vestindo a camisa amarela, em campo parecia sempre haver a certeza de que n\u00e3o perder\u00edamos. Mas, dessa vez, nem com a ajuda do ju\u00edz daria para ganhar. A sele\u00e7\u00e3o que desaprendeu a jogar bola, a sele\u00e7\u00e3o que se comporta como um timinho, acovardada em seu campo de defesa, preocupada em matar o ataque advers\u00e1rio e sem nenhuma criatividade para avan\u00e7ar coletivamente, morreu de vez, ainda que fosse demorar para come\u00e7ar a cheirar mal.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Uma gera\u00e7\u00e3o de volantes invadiu o mercado. Meias por natureza eram, na base, incentivados a desarmar mais do que a armar. Morreu o futebol arte, ceifado pela raiz: jogar feio e ganhar sempre prefer\u00edvel a jogar bonito e perder. A mentalidade tacanha de que tudo o que importa \u00e9 ser o primeiro, reflexo de uma sociedade que mede o sucesso pelo saldo banc\u00e1rio e n\u00e3o pelo esfor\u00e7o aplicado ao trabalho, nem pela produtividade &#8211; muito menos pela honestidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Enquanto nosso futebol batia as botas, a CBF enriquecia: patroc\u00ednios milion\u00e1rios que nunca fizeram nada pela estrutura do jogo no pa\u00eds: campos de v\u00e1rzea, trocedores tratados como gado, jogos cada vez mais pobres.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Houve um dia, quando est\u00e1vamos longe de ter uma Confedera\u00e7\u00e3o milion\u00e1ria orquestrando nosso futebol, e mais longe ainda de ser a s\u00e9tima economia do mundo, em que ir ao banheiro em um est\u00e1dio brasileiro e pisar em po\u00e7as de urina pelo caminho era aceit\u00e1vel. Faz muito que n\u00e3o precisa mais ser assim, e nada mudou. Ah, mudou sim, vamos sediar a Copa.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Vamos, na verdade, tirar dinheiro do contribuinte para ajudar a enriquecer mais meia d\u00fazia de empres\u00e1rios. Um pa\u00eds com altos \u00edndices de corrup\u00e7\u00e3o e baixos de IDH n\u00e3o pode sediar eventos como a Copa. N\u00e3o deveria.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Durante 30 dias , o Brasil ser\u00e1 embargado pela FIFA, que assumir\u00e1 o controle da na\u00e7\u00e3o, mudar\u00e1 as leias, explorar\u00e1 o turismo e tudo o mais que puder, sair\u00e1 com o lucro e deixar\u00e1 o lixo.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Celebrar a infraestrutura que a Copa deixar\u00e1 \u00e9 consolo de ot\u00e1rio: infraestrutura \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o que qualquer governo deve oferecer a seu povo, e n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio um mega evento para justificar a constru\u00e7\u00e3o de linhas de metr\u00f4, aeroportos modernos, est\u00e1dios decentes.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Hoje, quando o Brasil entra em campo, arrasta com ele toda essa podrid\u00e3o, todo esse cheiro do ralo, toda a emp\u00e1fia t\u00e3o bem nutrida por aqueles que h\u00e1 d\u00e9cadas administram nosso jogo. N\u00e3o tem como ganhar.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Em 2014, vai perder em casa, e vai perder em grande estilo. Podem trazer quantos ju\u00edzes simp\u00e1ticos \u00e0 camisa amarela quiserem. Outra vez, cairemos para nossa pr\u00f3pria arrog\u00e2ncia. Mas isso est\u00e1 longe de ser o que mais vai doer. O que mais vai doer ser\u00e1 ver o time do genial Messi campe\u00e3o aqui dentro de nossa casinha. <\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\">Haveria no mundo maneira mais po\u00e9tica e simb\u00f3lica de acabar com o reinado da nociva CBF sobre nosso futebol? No creo.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\"><em>(e-mail para a coluna: <span style=\"color: #ff6600;\">lacombianas@pedromigao.com.br<\/span>)<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta quarta feira, a jornalista Milly Lacombe, na coluna &#8220;Lacombianas&#8221;, faz uma an\u00e1lise do futebol brasileiro, de nossa sele\u00e7\u00e3o e dos problemas que nosso futebolTour Details<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[45],"tags":[53,37,172],"class_list":["post-17061","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-lacombianas","tag-copa-2014","tag-futebol","tag-selecao-brasileira"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17061","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17061"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17061\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17061"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17061"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17061"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}