{"id":12423,"date":"2009-09-13T09:31:00","date_gmt":"2009-09-13T11:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2009\/09\/fornecedor-dita-ritmo-de-exploracao-no-pre-sal\/"},"modified":"2009-09-13T09:31:00","modified_gmt":"2009-09-13T11:31:00","slug":"fornecedor-dita-ritmo-de-exploracao-no-pre-sal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2009\/09\/fornecedor-dita-ritmo-de-exploracao-no-pre-sal\/","title":{"rendered":"Fornecedor dita ritmo de explora\u00e7\u00e3o no Pr\u00e9 Sal"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_KYflagr2MuI\/SqqBPMLwxvI\/AAAAAAAAA0A\/HZF2kuWKAtE\/s1600-h\/plataforma+semi+subme.jpg\" imageanchor=\"1\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/plataforma+semi+subme.jpg\"><\/a><\/div>\n<div>Durante a semana, o <a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/\">Estado de S\u00e3o Paulo<\/a> publicou uma boa entrevista com Guilherme Estrella, Diretor de Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o da Petrobras. Com atraso, reproduzo aqui, ele faz alguns esclarecimentos bastante interessantes. <\/div>\n<p><\/p>\n<div>Ressalvo que Guilherme Estrella \u00e9 ge\u00f3logo de carreira com mais de 30 anos de companhia, sendo respeitad\u00edssimo dentro da Petrobras. <\/div>\n<p>Vamos \u00e0 mat\u00e9ria:<\/p>\n<p><i><b>Fornecedor dita ritmo de explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal<\/b><br \/>\u00a0<\/i><\/p>\n<div><i>Petrobr\u00e1s vai dosar a atua\u00e7\u00e3o nos campos para dar tempo \u00e0 ind\u00fastria nacional se adequar \u00e0 demanda, diz executivo<\/i><\/div>\n<p><i><span>Irany Tereza, Nicola Pamplona e Kelly Lima<\/span><br \/>\u00a0<\/i><\/p>\n<div><i>Operadora \u00fanica de todas as \u00e1reas da regi\u00e3o do pr\u00e9-sal &#8211; caso seja aprovado sem restri\u00e7\u00f5es o projeto de lei enviado pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva ao Congresso &#8211; a Petrobr\u00e1s espera dosar a atua\u00e7\u00e3o nesses campos para dar tempo \u00e0 ind\u00fastria brasileira se adequar \u00e0 nova demanda. &#8220;N\u00e3o adianta mapear o pr\u00e9-sal, ter dez oportunidades e querer desenvolver isso tudo ao mesmo tempo. N\u00e3o. O Pa\u00eds j\u00e1 \u00e9 autossuficiente&#8221;, afirmou ontem o diretor de Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o da estatal, Guilherme Estrella, em entrevista exclusiva ao Estado.<\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i>Em dez anos, prev\u00ea o executivo, a Bacia de Santos, que ele define como &#8220;a joia da coroa&#8221; do novo momento do setor no Brasil, ter\u00e1 suplantado a Bacia de Campos, onde hoje est\u00e3o concentrados mais de 80% da produ\u00e7\u00e3o nacional. &#8220;H\u00e1 sete anos, nem se falava na Bacia de Santos&#8221;, comenta. Ele deixa claro que a forma\u00e7\u00e3o de um conte\u00fado industrial nacional no setor foi um dos motivos que sustentaram a condi\u00e7\u00e3o de operadora \u00fanica da Petrobr\u00e1s e admite que isso ser\u00e1 tamb\u00e9m um peso para a companhia. &#8220;Claro que h\u00e1 um \u00f4nus. Mas n\u00f3s, da Petrobr\u00e1s, consideramos uma miss\u00e3o da companhia&#8221;, afirma.<\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i><span>N\u00e3o ficou claro se \u00e9 uma vantagem para a Petrobr\u00e1s ser operadora \u00fanica.<\/span><\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i>Antes de ser vantagem ou desvantagem, \u00e9 uma responsabilidade para a companhia. Efetivamente a Petrobr\u00e1s tem grande experi\u00eancia operacional, de explora\u00e7\u00e3o, perfura\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo em \u00e1guas profundas e ultraprofundas. Se tivesse de ser escolhida a empresa mais experiente nesse tipo de opera\u00e7\u00e3o, certamente seria a Petrobr\u00e1s. Ao mesmo tempo, todos sabemos que a Petrobr\u00e1s tem um compromisso com o desenvolvimento nacional. H\u00e1 tamb\u00e9m um componente de interesse nacional de aproveitar isso do ponto de vista tecnol\u00f3gico. Para n\u00f3s \u00e9 uma responsabilidade gigantesca.<\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i><span>Mas a Petrobr\u00e1s ter\u00e1 tamb\u00e9m o \u00f4nus, por exemplo, de acompanhar propostas em leil\u00f5es que pode n\u00e3o ser t\u00e3o atraentes.<\/span><\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i>Claro que h\u00e1 um \u00f4nus. Mas n\u00f3s, da Petrobr\u00e1s, n\u00e3o consideramos um \u00f4nus. Consideramos uma miss\u00e3o da companhia, como empresa controlada pelo governo, na participa\u00e7\u00e3o do aproveitamento dessa grande riqueza. Al\u00e9m disso, a escala em qualquer ind\u00fastria \u00e9 muito importante. Se uma empresa tiver que colocar duas, tr\u00eas plataformas, \u00e9 uma coisa. Se tiver de p\u00f4r 20, \u00e9 outra. A escala para uma ind\u00fastria petrol\u00edfera \u00e9 muito importante at\u00e9 pelos custos gigantescos envolvidos. Sermos operadores de toda a \u00e1rea nos d\u00e1 uma grande tranquilidade de aproveitarmos essa escala e, atrav\u00e9s disso, sermos um fator e uma ferramenta de desenvolvimento da ind\u00fastria brasileira. S\u00e3o dezenas, \u00e0s vezes centenas, de equipamentos que s\u00e3o hoje importados. Com essa dimens\u00e3o e escala, pode-se tomar decis\u00f5es de construir estrat\u00e9gias voltadas ao desenvolvimento da ind\u00fastria nacional.<\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i><span>Quer dizer, manter a explora\u00e7\u00e3o em um ritmo que a ind\u00fastria nacional possa acompanhar?<\/span><\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i>Isso \u00e9 fundamental e est\u00e1 na lei. N\u00e3o adianta mapear o pr\u00e9-sal, ter dez oportunidades e querer desenvolver isso tudo ao mesmo tempo. N\u00e3o, o Pa\u00eds j\u00e1 \u00e9 autossuficiente. Ent\u00e3o, o CNPE e o governo podem fazer um planejamento de longo prazo para gerenciar efetivamente a matriz energ\u00e9tica nacional. Essa proposta d\u00e1 ao governo brasileiro, e n\u00e3o s\u00f3 a esse, a todos os governos, a possibilidade de fazer o planejamento estrat\u00e9gico energ\u00e9tico nacional e trazer, atrav\u00e9s da companhia, empresas para fabrica\u00e7\u00e3o no Brasil. N\u00f3s perdemos 30 anos de desenvolvimento e temos novamente uma oportunidade.<\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i><span>Ent\u00e3o, as \u00e1reas v\u00e3o ser colocadas por parte, uma, duas do pr\u00e9-sal nos leil\u00f5es?<\/span><\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i>O governo tem oportunidade de programar. \u00c9 natural que, como tem sua empresa como operadora de petr\u00f3leo, concilie as necessidades nacionais e este planejamento estrat\u00e9gico com a capacidade da Petrobr\u00e1s de atacar os projetos paulatinamente. O que vai dar ao governo condi\u00e7\u00f5es de fazer uma coisa casada. A partir do momento que somos autossuficientes em petr\u00f3leo, isso d\u00e1 ao governo condi\u00e7\u00f5es de planejar no m\u00e9dio e longo prazo. <\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i><span>Os cr\u00edticos afirmam que a ind\u00fastria fornecedora n\u00e3o viria para o Pa\u00eds por causa da depend\u00eancia de um \u00fanico comprador.<\/span><\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i>O meu dia a dia aqui desmente isso. Tenho recebido ind\u00fastrias estrangeiras dizendo: &#8220;Estrella, n\u00f3s queremos participar do pr\u00e9-sal. Vamos instalar nossas f\u00e1bricas no Brasil&#8221;. Empresas de todos os segmentos: sondas, equipamentos sofisticados. Todo mundo quer fabricar no Brasil. Outra coisa: temos hoje toda a Costa Oeste africana com grandes investimentos em petr\u00f3leo. Estamos aqui quase \u00e0 vista, se botar um bin\u00f3culo d\u00e1 para ver a \u00c1frica (risos). Esses caras v\u00e3o vir para c\u00e1 tamb\u00e9m de olho no Oeste Africano. Temos m\u00e3o de obra mais barata que a europeia e norte-americana. Isso \u00e9 uma grande oportunidade. Agora, interesses que eventualmente venham a ser contrariados por causa da opera\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s&#8230; O petr\u00f3leo no Brasil n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a opera\u00e7\u00e3o no pr\u00e9-sal. Na minha vis\u00e3o como ge\u00f3logo, a grande joia da coroa que veio \u00e0 tona n\u00e3o foi o pr\u00e9-sal, mas a Bacia de Santos. H\u00e1 sete, oito anos, n\u00e3o se falava na Bacia de Santos. Hoje tem pr\u00e9-sal, p\u00f3s-sal, Mexilh\u00e3o, Tamba\u00fa, \u00e9 uma bacia gigantesca. Temos toda a costa leste, a costa equatorial. O pr\u00e9-sal n\u00e3o \u00e9 o petr\u00f3leo brasileiro. O Brasil \u00e9 muito mais do que isso. \u00c9 uma grande oportunidade e as empresas estrangeiras continuar\u00e3o a vir, n\u00e3o tenho d\u00favida nenhuma.<\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i><span>O governo espera ficar com entre 40% e 80% do petr\u00f3leo dos novos contratos. Para a Petrobr\u00e1s \u00e9 fact\u00edvel?<\/span><\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i>Como operadora, todos os disp\u00eandios da Petrobr\u00e1s ser\u00e3o ressarcidos. A empresa n\u00e3o ter\u00e1 preju\u00edzo. Mas os acionistas querem tamb\u00e9m o lucro. Com certeza, a empresa que fizer a oferta (nos leil\u00f5es) levar\u00e1 isso em considera\u00e7\u00e3o. Existe um equil\u00edbrio. Vamos atuar dentro dessa premissa fundamental. As empresas querem ser operadoras porque isso d\u00e1 experi\u00eancia. Isso \u00e9 um benef\u00edcio muito grande. Mas hoje, no sistema de concess\u00e3o, em que somos operadores na maioria dos nossos blocos, a sinergia, a troca de experi\u00eancia entre as empresas \u00e9 absolutamente completa, independente de ser operadora ou n\u00e3o.<\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i><span>Empresas grandes topariam entrar nessa disputa sem serem operadoras?<\/span><\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div>\n<div><i>O que est\u00e1 em jogo s\u00e3o reservas mundiais. Em 2030 mais da metade do \u00f3leo a ser consumido n\u00e3o foi descoberto ainda. As grandes petrol\u00edferas mundiais, inclusive a Petrobr\u00e1s, lidam com esse desafio de manter suas reservas. Quanto maior a produ\u00e7\u00e3o, maior o desafio: se a empresa produz 2 milh\u00f5es de barris por dia, no fim do ano precisa de mais de 700 milh\u00f5es de barris para repor a produ\u00e7\u00e3o. O simples fato da grande empresa ter acesso a uma reserva j\u00e1 \u00e9 uma garantia. \u00c9 um bem, um patrim\u00f4nio estrat\u00e9gico important\u00edssimo. Francamente, n\u00e3o acredito que vejam a legisla\u00e7\u00e3o como uma redu\u00e7\u00e3o das oportunidades no Brasil. Essa oportunidade \u00e9 \u00fanica. Um pa\u00eds grande, num mercado excepcional, economicamente est\u00e1vel, numa democracia&#8230; E no Atl\u00e2ntico, onde se tem os grandes consumidores da Europa e dos EUA com acesso por navio. <\/i><\/div>\n<\/div>\n<div><i><span>O tom do governo para justificar o novo marco \u00e9 proteger o Pa\u00eds de uma eventual amea\u00e7a estrangeira.<\/span><\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i>Nenhuma informa\u00e7\u00e3o que chegou at\u00e9 a mim foi levada em considera\u00e7\u00e3o, mas eu me reservo o direito como brasileiro de especular sobre isso. O petr\u00f3leo \u00e9 uma riqueza n\u00e3o como qualquer outra. Ningu\u00e9m invade um pa\u00eds por causa de laranja ou t\u00e2mara. Eu trabalhei em Bagd\u00e1 por alguns anos e ningu\u00e9m chegou com um tanque americano para tomar uma tamareira. Isso \u00e9 uma coisa. A outra \u00e9 o gr\u00e1fico da Ag\u00eancia Internacional de Energia, que mostra que mais da metade do petr\u00f3leo a ser consumido ainda n\u00e3o foi descoberto. Ent\u00e3o, o Ocidente, que \u00e9 o grande consumidor de petr\u00f3leo tem uma fome estrat\u00e9gica de reservas enorme. Combust\u00edveis alternativos v\u00e3o ocupar 20% ou 25% do consumo. At\u00e9 que uma virada tecnol\u00f3gica ofere\u00e7a \u00e0 sociedade uma fonte energ\u00e9tica que esteja \u00e0 m\u00e3o e facilmente reproduz\u00edvel. Ent\u00e3o, reserva (de petr\u00f3leo) continua a ser a sustenta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e de seguran\u00e7a de todo o lado ocidental. <\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i><span>A sua opini\u00e3o \u00e9 que isso tem que ser visto como estrat\u00e9gico?<\/span><\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i>Como brasileiro, como cidad\u00e3o, acho que isso tem que ficar sempre evidente. Tem que fazer parte da reflex\u00e3o da sociedade brasileira. Da explora\u00e7\u00e3o e a propriedade desta riqueza depender\u00e1 o futuro dos nossos filhos e netos. Certamente as na\u00e7\u00f5es hegem\u00f4nicas devem estar pensando: &#8220;Tem um cara grande a\u00ed no sul que tem \u00e1gua, tem sol, mal ou bem tem uma democracia, tem uma economia crescente, agora descobre a expectativa de uma baita reserva de petr\u00f3leo. Este cara vai nos incomodar&#8221;. \u00c9 evidente que eles est\u00e3o pensando isso. Agora, como \u00e9 que vamos lidar com isso? O cara l\u00e1 pensa daqui 50, 100 anos. Com um pa\u00eds que tem a potencialidade que tem o Brasil, fontes energ\u00e9ticas&#8230; Ent\u00e3o, recria a quarta frota&#8230; primeira coisa. O que \u00e9 isso camarada? O Brasil est\u00e1 sendo mapeado. Ningu\u00e9m vai querer largar esta boca de ser o pa\u00eds com n\u00edvel avan\u00e7ado. \u00c9 briga de cachorro grande, mesmo.<\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i><span>No an\u00fancio de Tupi, foi dito que com o pr\u00e9-sal o Brasil poderia chegar a mais de 100 bilh\u00f5es de barris. A expectativa se mant\u00e9m?<\/span><\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i>A Bacia de Santos \u00e9 muito prol\u00edfica e n\u00e3o tem \u00f3leo e g\u00e1s s\u00f3 no pr\u00e9-sal. A Bacia Equatorial \u00e9 uma \u00e1rea enorme, com um potencial enorme. Enfim, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil. Francamente n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil. Contando toda \u00e1rea sedimentar brasileira. Se voc\u00ea me perguntar em volumes recuper\u00e1veis, acho que \u00e9 poss\u00edvel sim passar de 14 bilh\u00f5es de barris hoje de reservas para chegar a isso. Acho que teremos surpresas por a\u00ed. <\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i><span>E Santos vai suplantar o que \u00e9 hoje a Bacia de Campos?<\/span><\/i><\/div>\n<p><i><\/i><\/p>\n<div><i>Certamente. Em dez anos isso acontece. <\/i><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante a semana, o Estado de S\u00e3o Paulo publicou uma boa entrevista com Guilherme Estrella, Diretor de Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o da Petrobras. 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