{"id":12410,"date":"2009-09-17T06:34:00","date_gmt":"2009-09-17T08:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2009\/09\/um-outro-olhar\/"},"modified":"2009-09-17T06:34:00","modified_gmt":"2009-09-17T08:34:00","slug":"um-outro-olhar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2009\/09\/um-outro-olhar\/","title":{"rendered":"Um outro olhar"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_KYflagr2MuI\/SrDmRV5bABI\/AAAAAAAAA4s\/IorzndoucG0\/s1600-h\/porto+do+rio.jpg\" imageanchor=\"1\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/porto+do+rio.jpg\"><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Para fechar a s\u00e9rie de posts sobre o \u00faltimo final de semana, queria falar sobre algo que, muitas vezes, nos escapa na rotina massacrante do dia a dia.\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Eu passo todo dia na Perimetral, no acesso \u00e0 Ponte Rio-Niter\u00f3i, vindo da Leopoldina. S\u00f3 que ao inv\u00e9s de seguir em frente para atravessar a Ponte, caio \u00e0 esquerda para pegar a Avenida Brasil e, logo depois, a Linha Vermelha.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Na sexta feira, eu viajei de \u00f4nibus para Maca\u00e9, e o fato de n\u00e3o estar dirigindo com a mudan\u00e7a de perspectiva &#8211; sentado em uma poltrona, voc\u00ea est\u00e1 bem mais alto que no volante de um carro &#8211; me chamaram a aten\u00e7\u00e3o para uma s\u00e9rie de coisas que, normalmente, n\u00e3o reparo.\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Um bom exemplo \u00e9 o porto do Rio (foto). Passo ali em frente todo santo dia, mas jamais havia reparado, por exemplo, na quantidade de carros que ficam estacionados para exporta\u00e7\u00e3o no p\u00e1tio do porto. Em especial Fiats e Peugeout\/Citroens, basicamente enviados para a Argentina.\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Pena que eu estava sem a m\u00e1quina, porque a cena \u00e9 impressionante: deveria haver uns dois ou tr\u00eas mil carros esperando para serem carregados nos navios. Olhando do alto, fica mais espetacular ainda o cen\u00e1rio.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Outra perspectiva \u00e9 andar na faixa da direita da Ponte Rio Niter\u00f3i: como voc\u00ea est\u00e1 mais alto que a mureta, s\u00f3 v\u00ea \u00e1gua l\u00e1 embaixo. Assumo: deu medo. <\/div>\n<p><\/p>\n<div>\u00c0 medida que se percorre o trajeto, notamos outras coisas que nos passam, normalmente, \u00e0s carreiras: \u00e9 a comunidade e sua luta diuturna pela sobreviv\u00eancia, \u00e9 a empregada que desce da condu\u00e7\u00e3o na beira da estrada e caminha rumo a seu lar, \u00e9 a crian\u00e7a soltando inocentemente a sua pipa&#8230;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Muitas vezes, passamos pela vida e pelos anos sem nos dar conta, decididamente, de tantos ingredientes legais e po\u00e9ticos que est\u00e3o ao nosso lado e n\u00e3o consegumos visualizar. Naquela rotina louca de &#8220;tudo ao mesmo tempo agora&#8221;, de encaixar cada vez mais responsabilidades em um tempo cada vez mais ex\u00edguo&#8230; acabamos desviando o foco do que, certamente, merece um olhar.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>N\u00f3s nos desgastamos por t\u00e3o pouco, brigamos por t\u00e3o pouco, n\u00e3o vemos o sofrimento aos nossos p\u00e9s; passamos, pisamos e desprezamos semelhantes, paisagens, fatos e curiosidades que apenas nos imploram um olhar.\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Queremos apenas a vit\u00f3ria. Enquanto isso, o ser humano deixa marcas indel\u00e9veis pelo caminho, marcado pela busca cega de provar que \u00e9 o maioral.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Vale a pena ?\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Olhemos para os lados, mudemos as nossas perspectivas. Antes que seja tarde e tenhamos, a nosso lado, apenas a sombra do esquife mortu\u00e1rio. <\/div>\n<div><\/div>\n<div><span><i>(Foto: <a href=\"http:\/\/www.portosrio.gov.br\/rio\/Riopor.htm\">Cia Docas<\/a>)<\/i><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para fechar a s\u00e9rie de posts sobre o \u00faltimo final de semana, queria falar sobre algo que, muitas vezes, nos escapa na rotina massacrante doTour Details<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[289],"tags":[7],"class_list":["post-12410","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-pedro-migao","tag-reflexoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12410","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12410"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12410\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12410"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12410"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12410"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}