{"id":12274,"date":"2009-11-24T13:40:00","date_gmt":"2009-11-24T15:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2009\/11\/samba-de-terca-o-fruto-da-africa-de-todos-os-deuses-no-brasil-de-fe-candomble\/"},"modified":"2009-11-24T13:40:00","modified_gmt":"2009-11-24T15:40:00","slug":"samba-de-terca-o-fruto-da-africa-de-todos-os-deuses-no-brasil-de-fe-candomble","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2009\/11\/samba-de-terca-o-fruto-da-africa-de-todos-os-deuses-no-brasil-de-fe-candomble\/","title":{"rendered":"Samba de Ter\u00e7a &#8211; &quot;O Fruto da \u00c1frica de Todos os Deuses no Brasil de F\u00e9. Candombl\u00e9&quot;"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_KYflagr2MuI\/SwvSanCRScI\/AAAAAAAABNg\/CqC_kiXMBq4\/s1600\/cubango+2005+abre+alas.jpg\" imageanchor=\"1\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2009\/11\/cubango+2005+abre+alas.jpg\"><\/a><\/div>\n<div>Ter\u00e7a feira, dia de nossa coluna semanal, &#8220;Samba de Ter\u00e7a&#8221;. Retomamos nosso passeio pelos sambas afro, com uma escola que possui muita tradi\u00e7\u00e3o no tema e que costuma apresentar bons espet\u00e1culos: a Acad\u00eamicos do Cubango, de Niter\u00f3i &#8211; <a href=\"http:\/\/pedromigao.blogspot.com\/2009\/05\/samba-de-terca.html\">tema, ali\u00e1s, da primeira coluna desta se\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para o carnaval de 2005, a verde e branca do outro lado da ba\u00eda apresentou um enredo que contaria a hist\u00f3ria do surgimento do candombl\u00e9 no Brasil; bem como a cria\u00e7\u00e3o do primeiro terreiro de Salvador.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nas palavras da sinopse:<\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>&#8220;Apresenta\u00e7\u00e3o<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>O Carnaval do Rio de Janeiro tem sempre exaltado as tradi\u00e7\u00f5es afro-brasileiras com sua religiosidade e os diversos tipos de colabora\u00e7\u00e3o e influ\u00eancia em nossa cultura. Ritos, costumes e tradi\u00e7\u00f5es da M\u00e3e \u00c1frica foram assimilados pela cultura brasileira e hoje, fazem parte de nosso dia a dia, muitas vezes sem percebermos.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>Em um pa\u00eds eminentemente cat\u00f3lico, heran\u00e7a de nossa coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa, os negros africanos conseguiram ludibriar a fiscaliza\u00e7\u00e3o de seus senhores de engenho, atrav\u00e9s daquilo que aprendemos a chamar de sincretismo que \u00e9 a associa\u00e7\u00e3o dos deuses da \u00c1frica aos santos cat\u00f3licos. Os portugueses no seu processo de distribui\u00e7\u00e3o de escravos, inteligentemente separavam etnias e tribos, numa verdadeira di\u00e1spora pelo territ\u00f3rio da col\u00f4nia, para, que n\u00e3o formassem nenhum tipo de associa\u00e7\u00e3o e assim, iniciar um processo de rebeli\u00f5es e fugas. Uma vez que os portugueses sabiam que estes escravos, na grande maioria, eram de tribos inimigas. No entanto esta perda da liberdade serviu de elemento comum de unifica\u00e7\u00e3o do negro neste pa\u00eds, inimigos na \u00c1frica, unidos pela dor e pela f\u00e9 no Brasil.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>Na religi\u00e3o fundiram-se costumes, tradi\u00e7\u00f5es e deuses a forma de culto que ficaria conhecida como Candombl\u00e9. Muitas etnias vieram para o Brasil. Na regi\u00e3o da Bahia a mais influente delas foi a Yorub\u00e1, conhecida, tamb\u00e9m, como Nag\u00f4, cujo modelo de culto influenciaria as demais e ser\u00e1 o objeto maior de nosso enredo.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>Este enredo narra a saga iniciada na \u00c1frica h\u00e1 algumas centenas de anos e &#8220;transformada&#8221; pela f\u00e9 no Brasil culminando com a cria\u00e7\u00e3o do primeiro terreiro de Candombl\u00e9 em Salvador, na Bahia de todos os Deuses!<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>Jaime Ces\u00e1rio<\/i><\/div>\n<div><i>Carnavalesco<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>Sinopse<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>\u00c1frica, terra de deuses e mist\u00e9rios, onde o &#8220;criador&#8221; &#8220;Olodumar\u00e9&#8221; busca entre seus filhos um homem para fazer florescer uma civiliza\u00e7\u00e3o organizada e pr\u00f3spera, tendo como f\u00e9 a adora\u00e7\u00e3o dos elementos da natureza. A responsabilidade deste acontecimento fica por conta de um pr\u00edncipe mu\u00e7ulmano de nome Odudu\u00e1, que por influ\u00eancia do &#8220;criador&#8221; adota uma nova vis\u00e3o de f\u00e9, contrariando os ensinamentos mu\u00e7ulmanos ao qual foi educado. Odudu\u00e1 consegue converter muitos \u00e0 sua nova doutrina, que o acompanham como seus seguidores no momento de seu banimento do reino. E assim, provenientes do norte, caminham rumo ao oeste num per\u00edodo de 90 dias.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>Odudu\u00e1 encontra um grupamento de aldeias pequenas e desorganizadas. Utilizando os conhecimentos de administra\u00e7\u00e3o e for\u00e7a, subjuga as popula\u00e7\u00f5es das aldeias e funda If\u00e9, a primeira cidade, iniciando assim, a dinastias dos Reis de If\u00e9.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>A expans\u00e3o do seu Reino coube aos seus netos que herdariam sua coroa, eram eles sete pr\u00edncipes: Ol\u00f3wu que reinou em Egb\u00e1, Onisabe que reinou em Sav\u00e9, Orangun que reinou em Il\u00e1, \u00d3oni que foi rei em If\u00e9, Ajer\u00f4 que reinou em Ijer\u00f4, Alaketu que reinou em Ketu e Oranian que reinou em Oy\u00f3.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>Oranian foi o fundador da dinastia dos reis de Oy\u00f3. O mito da cria\u00e7\u00e3o do mundo tal como \u00e9 contado em Oy\u00f3 atribui-lhe esse ato a ele e n\u00e3o a seu av\u00f4 Odudu\u00e1. Evidentemente que o mito da cria\u00e7\u00e3o do mundo \u00e9 um reflexo da lenda hist\u00f3rica da origem das dinastias e a supremacia alcan\u00e7ada por Oy\u00f3 sobre os demais reinos, a quem devem pagar tributos e impostos a cidade e vir participar uma vez por ano de uma festa dedicada ao grande fundador patriarca. Esta hegemonia \u00e9 contada em muitas lendas narradas em Oy\u00f3,onde lembram que os demais pr\u00edncipes tiveram suas vidas poupadas e receberam suas terras por condescend\u00eancia de Oranian, que tornou-se Rei de Oy\u00f3 e soberano da na\u00e7\u00e3o Yorub\u00e1, isto \u00e9, de toda terra.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>A religi\u00e3o yorubana \u00e9 composta de uma rica mitologia de deuses que representam as &#8220;for\u00e7as da natureza&#8221; e cada um tinha seu culto especifico num reino, aldeia ou regi\u00e3o. Na \u00c1frica os orix\u00e1s eram cultuados n\u00e3o em simultaneidade num grande pante\u00e3o de deuses, e sim, como divindades espec\u00edficas a um determinado lugar. Existem v\u00e1rias vers\u00f5es dos mitos dos orix\u00e1s contados na \u00c1frica, alguns incompat\u00edveis, entretanto, a ess\u00eancia pode ser perfeitamente absorvida atrav\u00e9s desta narrativa que explica a associa\u00e7\u00e3o das for\u00e7as da natureza a cada orix\u00e1: &#8220;Quando o planeta era um vasto oceano e os orix\u00e1s queriam conhec\u00ea-lo, a &#8220;terra&#8221; foi criada e os deuses desceram do c\u00e9u para cada um escolher uma parte do mundo que lhe agradasse, que passou a ser seu dom\u00ednio. Assim, Oxum escolheu as \u00e1guas doces; Iemanj\u00e1 as \u00e1guas salgadas;Ians\u00e3 quis os ventos; Xang\u00f4 os trov\u00f5es e as cachoeiras; Obaluai\u00ea a terra firme; Nana a lama dos fundos dos rios e os abismos; Ogum preferiu as montanhas e os min\u00e9rios; Ossanha e Oxossi as matas e florestas; Oxumar\u00ea o arco-\u00edris; Ew\u00e1 o horizonte. Apenas Exu n\u00e3o sabia o que escolher, pois tudo e nada lhe agradava. E considerou-se assim dono de tudo um pouco, com que os demais orix\u00e1s concordaram. Desse modo o mundo foi criado e dividido entre os orix\u00e1s, e \u00e9 por isto que cada um det\u00eam o dom\u00ednio de uma parte da natureza.&#8221;<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>Assim a semente plantada por Odudu\u00e1 e Oranian cresceu e floresceu. Na \u00c1frica desenvolveu ricos e organizados reinos que a partir do contato com o europeu no s\u00e9culo XVI, foram estabelecidos acordos comerciais na qual o produto a ser negociado \u00e9 o pr\u00f3prio africano para vir trabalhar no Novo Mundo, como escravo, no processo de coloniza\u00e7\u00e3o das Am\u00e9ricas. Surge um per\u00edodo de intensas guerras tribais e desarticula\u00e7\u00e3o de muitos Reinos, iniciando um processo de decl\u00ednio da civiliza\u00e7\u00e3o yorub\u00e1. Navios negreiros cortam os oceanos trazendo os filhos da \u00c1frica para a escravid\u00e3o no Novo Mundo.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>No Brasil, os filhos da \u00c1frica deixam as desaven\u00e7as e os \u00f3dios de sua terra natal para se unirem pela f\u00e9 em prol de um bem comum: a liberdade.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>Transforma\u00e7\u00f5es importantes ocorrem no Brasil devido a mistura de diversas etnias, tradi\u00e7\u00f5es e cultos religiosos, ocasionado uma fus\u00e3o entre muitos orix\u00e1s. Cerim\u00f4nias e cultos que seriam assimilados numa \u00fanica e central forma de preserva\u00e7\u00e3o com algumas variantes. Um \u00fanico pante\u00e3o de deuses estabeleceria os v\u00ednculos, cuja forma de culto esta fundamentada na cultura Yorub\u00e1 (nag\u00f4), servindo de modelo \u00e0s outras etnias, principalmente as localizadas na Bahia &#8211; essa \u00e9 base na qual se desenvolve o que vai ser denominado &#8220;Candombl\u00e9&#8221;.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>O &#8220;Candombl\u00e9&#8221; se torna o fator preponderante de preserva\u00e7\u00e3o da identidade do negro no territ\u00f3rio brasileiro, mantendo acesa a liga\u00e7\u00e3o cultural e religiosa com a grande &#8220;M\u00e3e \u00c1frica&#8221;.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>Foi na Bahia, na cidade de Salvador, que surgiu a mais antiga casa de candombl\u00e9 do Brasil, &#8220;a Casa Branca do Engenho Velho&#8221;, que foi fundada por tr\u00eas tias, Adet\u00e1, Iya Akala e Iya Nas\u00f3, que tem sua proced\u00eancia nos Yorub\u00e1s, de origem Ketu, a quem rendemos nossa homenagem pela luta e determina\u00e7\u00e3o na preserva\u00e7\u00e3o da cultura religiosa, que muitas vezes mesmo sofrendo persegui\u00e7\u00f5es das autoridades locais, mantiveram viva a chama do Candombl\u00e9.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>Em nossa homenagem n\u00e3o podemos deixar de citar as figuras de M\u00e3e Senhora, M\u00e3e Menininha do Gantois do Terreiro do Gantois; M\u00e3e Aninha e Tio Joaquim fundadores do terreiro Ax\u00e9 Op\u00f4 Afonj\u00e1; Tio Elisio e Martiniano Bonfim do Terreiro Alaketu e Pai Proc\u00f3pio do terreiro Il\u00ea Ogunj\u00e1 que tamb\u00e9m s\u00e3o basti\u00f5es do &#8220;Candombl\u00e9&#8221; na sagrada cidade de &#8220;Salvador de todos os Deuses e Orix\u00e1s&#8221;.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>A for\u00e7a da f\u00e9 preservou o legado deixado por Odudu\u00e1 e Oranian e todo valor vigoroso do continente africano. Mesmo sobrepujado por outras Na\u00e7\u00f5es, conseguiu abra\u00e7ar o Novo Mundo, principalmente o Brasil. A for\u00e7a de sua cultura e religiosidade e a uni\u00e3o deste povo aqui desenvolvida em prol da liberdade, se torna a principal fonte de preserva\u00e7\u00e3o dos costumes e tradi\u00e7\u00f5es de &#8220;M\u00e3e \u00c1frica!&#8221;.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>Jaime Cez\u00e1rio<\/i><\/div>\n<div><i>Carnavalesco&#8221;<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>(Fonte: <a href=\"http:\/\/www.galeriadosamba.com.br\/\">Galeria do Samba<\/a>)<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O samba de enredo, assinando por uma parceria capitaneada pelo campeon\u00edssimo Flavinho Machado, soube traduzir o esp\u00edrito do enredo e era promessa de um grande desfile para a escola. As alegorias estavam grandiosas e as fantasias, belas. A comunidade da escola come\u00e7ava a sonhar com a in\u00e9dita ida ao Grupo Especial.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mas&#8230;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Chega o dia do desfile, 05 de fevereiro. A Acad\u00eamicos do Cubango era a quinta escola a passar pela Passarela do Samba naquele s\u00e1bado de carnaval.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O segundo carro, muito grande, n\u00e3o consegue fazer a curva para entrar na avenida. A Dire\u00e7\u00e3o de Harmonia da escola, em uma demonstra\u00e7\u00e3o de in\u00e9pcia poucas vezes vista na hist\u00f3ria recente do carnaval n\u00e3o segura o in\u00edcio da escola: se abre um imenso buraco entre os Setores 1 e 5.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Com todos os demais carros ocorre exatamente o mesmo problema, e uma vez mais a Dire\u00e7\u00e3o de Harmonia da escola deixa abrir imensos buracos. N\u00f3s que est\u00e1vamos nas frisas do Setor 3 &#8211; exatamente em frente ao problema &#8211; v\u00edamos o desespero da escola e os acompanh\u00e1vamos nesta agonia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Minha avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de que faltou \u00e0 Harmonia da Cubango uma a\u00e7\u00e3o mais efetiva a fim de dar tempo para os bonitos e grandes carros da escola adentrarem o Samb\u00f3dromo sem maiores problemas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O sonho do t\u00edtulo estava desfeito, apesar do excelente rendimento do samba e dos belos carros, bem como fantasias adequadas ao enredo &#8211; belo trabalho do carnavalesco Jaime Ces\u00e1rio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Sa\u00ed da avenida achando que a escola seria rebaixada devido aos problemas, mas a Acad\u00eamicos do Cubango ainda salvou um sexto lugar neste carnaval, com 175,5 pontos. Por\u00e9m, ficou o sentimento de frustra\u00e7\u00e3o por saber que a escola poderia ir muito mais longe.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Entretanto, segundo o que se comentava \u00e0 \u00e9poca nas frisas h\u00e1 uma explica\u00e7\u00e3o para os problemas enfrentados pela escola: n\u00e3o teria sido pedida a necess\u00e1ria permiss\u00e3o aos orix\u00e1s para que o enredo pudesse ser apresentado. &#8220;Yo no creo en brujas, pero las hay, las hay&#8230;&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Vamos \u00e0 letra do samba, que voc\u00ea pode ouvir, em sua vers\u00e3o ao vivo, <a href=\"http:\/\/pedromigao.multiply.com\/music\/item\/109\">aqui<\/a>. Abaixo, um v\u00eddeo do desfile da escola.<\/div>\n<p><i>Compositores: Flavinho Machado, Roger\u00e3o, Gilberth de Castro, Rubinho e Carlinho da Penha<\/i><\/p>\n<p><i>&#8220;Surgiu, no raiar de um novo dia<\/i><br \/><i>Nasceu, no solo f\u00e9rtil da m\u00e3e \u00c1frica<\/i><br \/><i>A na\u00e7\u00e3o guerreira, Yorub\u00e1<\/i><br \/><i>E hoje a Cubango vem mostrar<\/i><br \/><i>Com bra\u00e7os fortes e valentia<\/i><br \/><i>Odudu\u00e1 se fez senhor<\/i><br \/><i>E o destemido Oranian rei de Oy\u00f3<\/i><br \/><i>Criou a suprema dinastia<\/i><br \/><i>Bravos na luta<\/i><br \/><i>N\u00e3o se entregavam jamais<\/i><br \/><i>Nas suas cren\u00e7as e seus rituais<\/i><br \/><i>Cultuavam as for\u00e7as naturais<\/i><\/p>\n<p><b><i>Do pranto \u00e0 uni\u00e3o, um canto em ora\u00e7\u00e3o<\/i><\/b><br \/><b><i>Que o ideal da liberdade\u00a0 (bis)<\/i><\/b><br \/><b><i>N\u00e3o seja ilus\u00e3o<\/i><\/b><\/p>\n<p><i>E nessa \u201cviagem\u201d, surge a imagem<\/i><br \/><i>De um \u201cmundo\u201d promissor<\/i><br \/><i>Em nosso ch\u00e3o a reuni\u00e3o de tradi\u00e7\u00f5es e louva\u00e7\u00f5es<\/i><br \/><i>As sementes floresceram na sagrada Bahia<\/i><br \/><i>Na casa branca do engenho velho<\/i><br \/><i>Em Salvador de todos os orix\u00e1s<\/i><br \/><i>O Candombl\u00e9 ergue o seu imp\u00e9rio<\/i><br \/><i>A chama que n\u00e3o se desfaz<\/i><\/p>\n<p><b><i>O toque do tambor, embala minha f\u00e9<\/i><\/b><br \/><b><i>Salve a na\u00e7\u00e3o Nag\u00f4\u00a0 (bis)<\/i><\/b><br \/><b><i>Raiz do Candombl\u00e9<\/i><\/b><br \/><b><i>Au\u00ea yorub\u00e1 au\u00ea<\/i><\/b><br \/><i><b>Ag\u00f4 alafi\u00e1 ax\u00e9<\/b>&#8220;<\/i><\/p>\n<p><i>(Foto do abre alas: <a href=\"http:\/\/www.obatuque.com\/\">OBatuque.com<\/a>)<\/i><\/p>\n<p><\/p>\n<div>Semana que vem continuaremos com sambas de tem\u00e1tica afro: <i>&#8220;Oxumar\u00e9, a Lenda do Arco \u00cdris&#8221;<\/i>, Imperatriz Leopoldinense 1979. At\u00e9 l\u00e1.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ter\u00e7a feira, dia de nossa coluna semanal, &#8220;Samba de Ter\u00e7a&#8221;. 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