{"id":12074,"date":"2010-03-26T08:50:00","date_gmt":"2010-03-26T10:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/03\/cinecasulofilia\/"},"modified":"2010-03-26T08:50:00","modified_gmt":"2010-03-26T10:50:00","slug":"cinecasulofilia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/03\/cinecasulofilia\/","title":{"rendered":"Cinecasulofilia"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_KYflagr2MuI\/S6oKuy2Sn5I\/AAAAAAAAB6c\/PiaUi7y8vUs\/s1600\/jos%C3%A9+sette.jpg\" imageanchor=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"133\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/jos%C3%A9+sette.jpg\" width=\"200\"><\/a><\/div>\n<div>Sexta feira e como tradicional a nossa coluna &#8220;<a href=\"http:\/\/pedromigao.blogspot.com\/search\/label\/Cinecasulofilia\">Cinecasulofilia<\/a>&#8220;, publicada em parceria <a href=\"http:\/\/cinecasulofilia.blogspot.com\/\">com o blog de mesmo nome<\/a>.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como habitual, texto do cineasta, cr\u00edtico de cinema e torcedor da Acad\u00eamicos de Santa Cruz Marcelo Ikeda.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Passemos \u00e0 leitura, hoje sobre o cineasta Jos\u00e9 Sette (foto).<\/div>\n<div><\/div>\n<div><i><span>Jos\u00e9 Sette: um cineasta 100% brazileiro<\/span><\/p>\n<p>&#8220;A filmografia de Jos\u00e9 Sette sempre esteve associada a uma busca n\u00e3o apenas por temas brasileiros mas essencialmente por um modo brasileiro de retrat\u00e1-los. Nascido em Ponte Nova, munic\u00edpio de Minas Gerais, Sette conseguiu driblar a influ\u00eancia de seu pai, influente pol\u00edtico que chegou a ser eleito prefeito de sua cidade natal, para viver de cinema. Apesar de ter sua carreira cinematogr\u00e1fica ligada a Minas Gerais, Sette iniciou-se no Rio de Janeiro, quando teve contato com os filmes do cinema marginal. Ap\u00f3s um breve document\u00e1rio rodado na Bahia sobre capoeiristas (Cidade da Bahia), que serviu como um \u201ccurso intensivo\u201d sobre a pr\u00e1tica cinematogr\u00e1fica, Sette de pronto partiu para o longa-metragem, com Bandalheira Infernal, em 1976. O filme pode ser visto como uma esp\u00e9cie de cataloga\u00e7\u00e3o pessoal da influ\u00eancia marcante do cinema marginal, como j\u00e1 mostra claramente sua primeira sequ\u00eancia: num clima de cinema expressionista, um personagem misterioso entra no \u201cCine Belair\u201d, onde est\u00e1 sendo projetado o pr\u00f3prio filme. Uma certa vertente pol\u00edtica pode ser especulada quando o diretor afirma que seu filme \u00e9 sobre o Brasil da \u00e9poca: a \u201cDireita\u201d (o personagem de Pereio) perseguindo tenazmente a \u201cEsquerda\u201d, manca, fraca, debilitada. Mas no fundo essa \u00e9 mais uma leitura impl\u00edcita que expl\u00edcita no filme, ou ainda, que n\u00e3o se espere o discurso pol\u00edtico aos moldes do cinema novo, e sim o caos, o del\u00edrio, a fragmenta\u00e7\u00e3o t\u00edpica do \u201ccinema de inven\u00e7\u00e3o\u201d. Realizado sem roteiro, de improviso, praticamente sem grana e com uma equipe reduzida, a persegui\u00e7\u00e3o de Bandalheira por um lado retoma a fuga dos personagens de Bang Bang (Andrea Tonacci) e por outro incorpora elementos t\u00edpicos dos filmes da Belair, como atores improvisando nas ruas da cidade entre os transeuntes (\u00e0 la Sem Essa Aranha). Mas entre essas influ\u00eancias Sette exibe suas marcas pessoais, como a op\u00e7\u00e3o por uma grande angular que em boa parte do filme distorce as rela\u00e7\u00f5es formais do enquadramento, como um prolongamento de sua op\u00e7\u00e3o est\u00e9tica pelo expressionismo. Mais de trinta anos ap\u00f3s sua realiza\u00e7\u00e3o, Bandalheira Infernal permanece inquietamente atual, como comprova uma sequ\u00eancia de persegui\u00e7\u00e3o dentro de uma favela, cujo realismo cru desmascara tanto o romantismo de um Rio Quarenta Graus quanto o esteticismo publicit\u00e1rio de um Cidade de Deus.<\/p>\n<p>Em seguida, Jos\u00e9 Sette realizou um conjunto de curtas-metragens, viabilizados por conta da Lei do Curta, que permitia a forma\u00e7\u00e3o de um mercado espec\u00edfico para os filmes desse formato. Seu curta mais destacado \u00e9 Um Sorriso Por Favor \u2013 O Mundo Gr\u00e1fico de Goeldi, vencedor de pr\u00eamios no Festival de Bras\u00edlia e selecionado para o prestigioso Festival de Oberhausen, na Alemanha, que ainda hoje permanece como a principal vitrine europeia de talentosos jovens cineastas. Goeldi revela a t\u00edpica estrat\u00e9gia de Jos\u00e9 Sette em seus filmes sobre personalidades brasileiras: o que poderia ser mais um document\u00e1rio did\u00e1tico, repleto de informa\u00e7\u00f5es descritivas sobre a vida do escritor, o mais t\u00edpico produto da Lei do Curta, \u00e9 transformado por Sette num del\u00edrio audiovisual, ou ainda, num \u201cpoema cinef\u00f4nico\u201d, um mergulho cru, po\u00e9tico, radical no \u00e2mago da obra do artista e da materialidade de seu processo de cria\u00e7\u00e3o, valorizado pela inventiva montagem de ningu\u00e9m menos que Rog\u00e9rio Sganzerla. Falso document\u00e1rio, Goeldi \u00e9 na verdade um filme que utiliza o universo gr\u00e1fico do artista como mat\u00e9ria-prima para a cria\u00e7\u00e3o de um universo outro: a arte como am\u00e1lgama que impulsiona o processo de cria\u00e7\u00e3o, uma assimila\u00e7\u00e3o pessoal de influ\u00eancias para a gera\u00e7\u00e3o de outras, novas obras. N\u00e3o \u00e9 a toa que em sua parte final Goeldi se revela um filme sobre o cinema, ou ainda, sobre as rela\u00e7\u00f5es entre o expressionismo e o cinema, m\u00faltiplas, vivas, originais (por exemplo, O Cabinete do Doutor Caligari \u00e9 visto como uma influ\u00eancia para O Ano Passado em Marienbad). Ou ainda, Sette define o cinema expressionista com uma frase que poderia se encaixar \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o para seus pr\u00f3prios filmes: \u201cum cinema que n\u00e3o via, mas que tinha vis\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Seu pr\u00f3ximo projeto foi Um Filme 100% Brazileiro, em que Sette encontra definitivamente sua est\u00e9tica particular de moldar, a partir da fic\u00e7\u00e3o, o retrato de fatos documentais. Desta vez, a base foi a chegada do poeta vanguardista franc\u00eas (franco-su\u00ed\u00e7o) Blaise Cendrars ao Brasil na d\u00e9cada de vinte, quando travou contato com os artistas modernistas brasileiros. Mas a vis\u00e3o singular de Sette inverte o fen\u00f4meno da \u201cacultura\u00e7\u00e3o\u201d brasileira, ou ainda, da suposta \u201ceuropeiza\u00e7\u00e3o\u201d da cultura brasileira: ao contr\u00e1rio, \u00e9 Cendrars que, fascinado pelas del\u00edcias paradis\u00edacas do solo (e das carnes) brasileiro(as), descobre-se modernista. Sette recria a chegada de Cendrars no Rio de Janeiro em pleno Carnaval, numa sequ\u00eancia de abertura de enorme virtuosismo t\u00e9cnico. Como o pr\u00f3prio t\u00edtulo anuncia, n\u00e3o houve uma preocupa\u00e7\u00e3o com um realismo descritivo: \u00e9 como se todo o filme fosse narrado de um ponto de vista narrativo essencialmente modernista, afim ao esp\u00edrito vanguardista que envolve a ess\u00eancia desse contato. Para isso \u00e9 decisiva a escolha de Sette de representar Cendrars atrav\u00e9s de dois atores, como se a transforma\u00e7\u00e3o de Cendrars a partir do contato com o Brasil fosse n\u00e3o apenas emocional mas tamb\u00e9m f\u00edsica, a ponto de Sette optar por abandonar a defici\u00eancia f\u00edsica do escritor.<\/p>\n<p>Apesar da boa repercuss\u00e3o provocada pela exibi\u00e7\u00e3o no Festival de Berlim e da premia\u00e7\u00e3o no Rio Cine Festival (que hoje se tornou o Festival do Rio), Um Filme 100% Brazileiro teve prec\u00e1rio lan\u00e7amento, distribu\u00eddo pela Embrafilme, j\u00e1 em processo de decad\u00eancia econ\u00f4mica. Com a recess\u00e3o do mercado cinematogr\u00e1fico com os anos da Era Collor, Sette n\u00e3o conseguiu viabilizar seu pr\u00f3ximo projeto, um filme sobre Te\u00f3filo Otoni. Apenas no final dos anos noventa Sette consegue retomar sua produ\u00e7\u00e3o. Encantamento de Camargo Guarnieri \u00e9 um document\u00e1rio sobre o compositor e maestro de m\u00fasica erudita que, assim como Goeldi, n\u00e3o se baseia em apresentar informa\u00e7\u00f5es biogr\u00e1ficas para o espectador, e sim em promover um mergulho na obra do artista. Desse modo, Sette estrutura seu filme em tr\u00eas movimentos, combinando aspectos que relacionam m\u00fasica, artes pl\u00e1sticas e dan\u00e7a, extrapolando a obra do compositor para evocar a integra\u00e7\u00e3o entre diferentes formas de manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, Sette conseguiu retomar um ritmo de produ\u00e7\u00e3o, beneficiado pelos editais de apoio \u00e0 cultura em Juiz de Fora (Lei Murilo Mendes). No m\u00e9dia-metragem A Janela do Caos, Sette retrata o universo cotidiano de cria\u00e7\u00e3o do escritor Murilo Mendes, combinando aspectos ficcionais e documentais, lidando com o dif\u00edcil g\u00eanero do docudrama. Mesmo com poucos recursos, finaliza um novo longa: O Rei do Samba, sobre o sambista Geraldo Pereira. Inspirado pelas chanchadas brasileiras, Sette comp\u00f5e um filme popular sobre um compositor popular: mulherengo, irreverente mas acima de tudo criativo, original, condenado talvez por amar demais. Recheado de cenas musicais, O Rei do Samba deixa de lado a montagem fragmentada, a agressividade irreverente de seus filmes anteriores, mas preenche de singela poesia o percurso desse esquecido compositor, integrando sua filmografia pela forma como combina fic\u00e7\u00e3o e document\u00e1rio de maneira pouco program\u00e1tica.<\/p>\n<p>Ainda em Juiz de Fora, Sette realiza um curta-metragem singular, que de diversas formas sintetiza os caminhos percorridos por sua filmografia. Ver Tigem aborda o impacto sentido pelo artista pl\u00e1stico mineiro Arlindo Daibert ap\u00f3s uma exibi\u00e7\u00e3o de Um Corpo Que Cai (Vertigo), de Alfred Hitchcock. Mas como \u00e9 poss\u00edvel documentar algo t\u00e3o subjetivo como um sentimento interior, um arrepio de esp\u00edrito? Para Sette torna-se poss\u00edvel apenas se mergulharmos no universo criativo do pr\u00f3prio artista, ou seja, a obra de Hitchcock desperta no artista o desejo de se aventurar por lugares desconhecidos no interior de si mesmo, inspirando a realiza\u00e7\u00e3o de uma nova obra. Em paralelo a isso, por sua vez, o pr\u00f3prio Sette se inspira a criar, a partir das rela\u00e7\u00f5es provocadas por Hitchcock e Daibert, expressas no pr\u00f3prio filme que est\u00e1 sendo realizado. Esse c\u00edrculo de rela\u00e7\u00f5es aponta para um novo campo: que o pr\u00f3prio espectador, atrav\u00e9s desse cruzamento de possibilidades, tamb\u00e9m possa descobrir os seus pr\u00f3prios caminhos e qui\u00e7\u00e1 se inspire para realizar novas e novas obras a partir de seu olhar. \u00c9 nessa singularidade da imbrica\u00e7\u00e3o de caminhos entre o experimental, o document\u00e1rio e a fic\u00e7\u00e3o que Ver Tigem se revela n\u00e3o s\u00f3 uma homenagem \u00e0 cinefilia (e Um Corpo Que Cai n\u00e3o deixa de ser um filme expressionista, a eterna fascina\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica de Sette&#8230;), mas ao pr\u00f3prio processo \u00edntimo entre o espectador e a obra, como base de reflex\u00e3o sobre a natureza do processo art\u00edstico. Ou ainda, um bom artista \u00e9 acima de tudo um bom espectador: aquele que sente uma obra e a modifica, mediante o seu pr\u00f3prio processo criativo. Nesse sentido, \u00e9 poss\u00edvel ver Ver Tigem como uma nova abordagem das propostas est\u00e9ticas j\u00e1 apontadas em Goeldi.<\/p>\n<p>J\u00e1 neste s\u00e9culo, Jos\u00e9 Sette, cada vez mais afastado dos editais e das leis de incentivo, que dominam o modo oficialesco de se produzir cinema no Brasil, prossegue sua filmografia optando pelo v\u00eddeo. Prossegue a investiga\u00e7\u00e3o sobre personagens marcantes da vida cultural mineira com um novo \u201cdoc-fic\u201d: Labirinto de Pedra, sobre o escritor Pedro Nava. A partir de sua caminhada derradeira at\u00e9 a Gl\u00f3ria, onde veio a se matar, o escritor rev\u00ea momentos marcantes de sua vida, como o encontro com os escritores modernistas. Continuando suas pesquisas est\u00e9ticas, Labirinto de Pedra \u00e9 um filme ficcional centrado na documenta\u00e7\u00e3o de uma personalidade. No entanto, Sette n\u00e3o se prende aos acontecimentos nucleares da vida e obra de Nava, mas, ao contr\u00e1rio, oferece um passeio prosaico, como se buscasse retratar um cotidiano afetivo relacionado ao universo da cria\u00e7\u00e3o. Por isso, como em outros filmes, Sette apresenta sua preocupa\u00e7\u00e3o em articular a presen\u00e7a de um universo cultural, em que as diversas manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas se integram e dialogam, combinando o esp\u00edrito modernista da literatura, as artes pl\u00e1sticas, dan\u00e7a e m\u00fasica, entendendo que todas integram um mesmo sentimento de ebuli\u00e7\u00e3o criativa. Nesse sentido, uma das mais belas cenas do cinema recente de Sette acontece num sarau, em que os escritores modernistas se encontram: para representar os papeis dos \u201cantigos modernistas\u201d, Sette promoveu uma homenagem aos \u201cnovos modernistas do cinema mineiro\u201d, chamando cineastas e cr\u00edticos como Paulo Augusto Gomes, Geraldo Veloso, Ata\u00eddes Braga, F\u00e1bio Carvalho e Isabel Lacerda, entre outros, enquanto assistem a um espet\u00e1culo de dan\u00e7a coreografado por Izabel Costa.<\/p>\n<p>Izabel Costa que, por sua vez, motivou a realiza\u00e7\u00e3o de Paisagens Imagin\u00e1rias. Apesar da simplicidade de sua realiza\u00e7\u00e3o (o m\u00e9dia-metragem \u00e9 apresentado como um \u201cregistro de palco\u201d de um espet\u00e1culo de Izabel), Sette evidencia sua preocupa\u00e7\u00e3o em integrar dan\u00e7a (o espet\u00e1culo de Izabel Costa inspirado na coreografia de Isadora Duncan), m\u00fasica (a composi\u00e7\u00e3o de John Cage), artes pl\u00e1sticas (o belo cen\u00e1rio elaborado por Walt\u00e9rcio Caldas) e o teatro (a filmagem do palco), como se o cinema (o ato do registro), como um \u201cponto de encontro\u201d dessas diversas tend\u00eancias, pudesse servir como um catalisador de novos processos criativos. Nessa mesma linha, Eu e os Anjos une a literatura de Augusto dos Anjos ao teatro, atrav\u00e9s da pe\u00e7a que Kimura Schetino encena sobre o \u201cmaldito\u201d poeta popular, combinando diversos tipos de material, como a filmagem do espet\u00e1culo, depoimentos de poetas brasileiros contempor\u00e2neos e inusitadas cenas do cotidiano, como nuvens e passeios de bicicleta por um cemit\u00e9rio.<\/p>\n<p>At\u00e9 que finalmente chegamos a Amaxon, longa-metragem rec\u00e9m-finalizado que a Mostra do Filme Livre tem o orgulho de promover sua primeira exibi\u00e7\u00e3o em festivais. Amaxon insere um tom intimista, um tanto at\u00edpico \u00e0 filmografia de Sette, quase um mon\u00f3logo interior de uma escritora que rev\u00ea a sua vida. Ainda que Vera Barreto Leite naturalmente ofere\u00e7a ao filme um tom expansivo, pr\u00f3prio \u00e0 for\u00e7a de sua presen\u00e7a em cena, sua personagem Laura navega entre os fantasmas de seu passado e sente os sintomas da solid\u00e3o. Numa certa perspectiva, Amaxon \u00e9 sobre um processo de resist\u00eancia: a necessidade de permanecer criando como ant\u00eddoto contra a solid\u00e3o, ou ainda, a luta da palavra contra o sil\u00eancio. Laura n\u00e3o deixa de ser uma esp\u00e9cie de alter ego do pr\u00f3prio Sette, refor\u00e7ado pelo fato de que boa parte das imagens a que Laura assiste \u00e9 dos pr\u00f3prios filmes de Sette, alguns deles inacabados. Desiludido diante de um cont\u00ednuo isolamento, Sette busca for\u00e7as para criar&#8230; criando. Nada mais coerente para um cineasta 100% brazileiro.&#8221;<\/i><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sexta feira e como tradicional a nossa coluna &#8220;Cinecasulofilia&#8220;, publicada em parceria com o blog de mesmo nome. 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