{"id":11737,"date":"2010-11-03T08:37:00","date_gmt":"2010-11-03T10:37:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/11\/formaturas-batizados-afins-cuidados-com-o-nosso-meio-ambiente\/"},"modified":"2010-11-03T08:37:00","modified_gmt":"2010-11-03T10:37:00","slug":"formaturas-batizados-afins-cuidados-com-o-nosso-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/11\/formaturas-batizados-afins-cuidados-com-o-nosso-meio-ambiente\/","title":{"rendered":"Formaturas, Batizados &amp; Afins &#8211; &quot;Cuidados com o Nosso Meio Ambiente&quot;"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_KYflagr2MuI\/TNCu4a3F-FI\/AAAAAAAADAY\/XQIwMdEnTjU\/s1600\/gruta-azul-arraial-do-cabo-rj800.jpg\" imageanchor=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"300\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/gruta-azul-arraial-do-cabo-rj800.jpg\" width=\"400\"><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Mais uma quarta feira e mais uma coluna &#8220;Formaturas, Batizados &#038; Afins&#8221;, assinada pelo Professor de Biof\u00edsica Marcelo Einicker Lamas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Sem delongas, leiamos o texto, com alguns alertas importantes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b><i>Cuidados com o nosso Meio Ambiente<\/i><\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;Caros amigos, nesta semana hist\u00f3rica quando o Pa\u00eds escolheu democraticamente pela\u00a0primeira vez uma mulher para comandar nosso destino \u2013 Dilma Vana Rousseff \u2013 esta coluna\u00a0vem tratando de um tema que infelizmente n\u00e3o foi t\u00e3o apropriadamente discutido durante\u00a0toda campanha eleitoral.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nem mesmo a candidata do Partido Verde, Marina Silva, conseguiu\u00a0chamar a aten\u00e7\u00e3o para este ponto, visto que por raz\u00f5es hist\u00f3ricas de sua trajet\u00f3ria pol\u00edtica\u00a0queria fazer ver aos eleitores que ela tinha algo al\u00e9m de uma liga\u00e7\u00e3o forte com a preserva\u00e7\u00e3o\u00a0do meio ambiente. O fato \u00e9 que nossa Presidente Dilma ter\u00e1 nestes quatro anos alguns\u00a0desafios nesta \u00e1rea, desafios estes que devem ser encarados por toda sociedade; para que\u00a0possamos minimizar as agress\u00f5es ao meio ambiente e assim as cat\u00e1strofes que tendem a\u00a0acontecer pelas altera\u00e7\u00f5es impostas ao nosso Planeta, o que, ali\u00e1s, tamb\u00e9m j\u00e1 foi discutido\u00a0aqui nesta coluna.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Trago tamb\u00e9m este tema \u00e0 tona, pois na semana passada, tive a oportunidade de\u00a0participar em Arraial do Cabo (foto) de um encontro cient\u00edfico voltado \u00e0 discuss\u00e3o dos problemas\u00a0ambientais e que foi extremamente rico. A Primeira Escola Internacional em Ecologia e\u00a0Ecotoxicologia Marinha n\u00e3o era simplesmente um f\u00f3rum de discuss\u00e3o t\u00e9cnica sobre meio\u00a0ambiente, mas tamb\u00e9m era um curso de treinamento em ci\u00eancia. Uma disciplina compacta\u00a0usando os problemas ambientais do ambiente marinho como ponto de partida e de chegada\u00a0para o debate de diferentes aspectos da atividade cient\u00edfica, fundamentais para a\u00a0forma\u00e7\u00e3o do cientista moderno. Fui convidado pelo Prof. Mauro de Freitas Rebelo (UFRJ),\u00a0coordenador do evento, para coordenar duas sess\u00f5es muito diversificadas sobre diferentes\u00a0causas de polui\u00e7\u00e3o ambiental e de que maneira diferentes grupos de pesquisa est\u00e3o\u00a0monitorando estas agress\u00f5es ao ambiente. Estas apresenta\u00e7\u00f5es foram feitas por estudantes de\u00a0inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mestrado, doutorado, p\u00f3s doutorado e professores rec\u00e9m contratados em\u00a0diferentes institui\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Foi realmente um momento muito especial para mim, que comecei\u00a0minha vida cient\u00edfica em 1989 justamente estudando o problema da contamina\u00e7\u00e3o dos\u00a0reservat\u00f3rios de \u00e1gua da Cidade do Rio de Janeiro por c\u00e1dmio, um metal pesado muito usado\u00a0em diferentes ind\u00fastrias como as de tintas e de baterias e pilhas. Durante todo o meu\u00a0Mestrado (1992-1994), era este o tema central de minha vida cient\u00edfica: a polui\u00e7\u00e3o ambiental e\u00a0suas conseq\u00fc\u00eancias para as c\u00e9lulas, tema que talvez tenha tido naquela \u00e9poca uma enorme\u00a0difus\u00e3o devido a reuni\u00e3o hist\u00f3rica realizada no Rio de Janeiro em 1992, a Rio Eco 92. Assim, j\u00e1\u00a0se passavam mais de 5 anos desde que estive num evento inteiramente dedicado ao meio\u00a0ambiente, o que de certa forma foi muito agrad\u00e1vel (por eu gostar muito do assunto), mas ao\u00a0mesmo tempo muito assustador, por ver que aqueles problemas que estavam na moda\u00a0durante o per\u00edodo do meu mestrado seguem persistentes e em alguns casos at\u00e9 pioraram.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>Um problema de todo o mundo<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O meio ambiente n\u00e3o deve ser apenas cuidado aqui no nosso Brasil, mas sim em todo o\u00a0mundo. Sabemos que alguns pa\u00edses que hoje cobram de pa\u00edses em desenvolvimento como\u00a0China e Brasil a\u00e7\u00f5es en\u00e9rgicas na preserva\u00e7\u00e3o de ecossistemas, destru\u00edram tudo ou quase tudo\u00a0que havia de biodiversidade em seus pa\u00edses \u00e0 custa do desenvolvimento. Assim, cobram a\u00e7\u00f5es\u00a0quando eles pr\u00f3prios devastaram seus territ\u00f3rios.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Neste evento que estive em Arraial do Cabo\u00a0a grande maioria de participantes era de outros pa\u00edses. Estavam l\u00e1 presentes pesquisadores do\u00a0M\u00e9xico, Uruguai, Col\u00f4mbia, Chile, Portugal, Finl\u00e2ndia, Su\u00e9cia, S\u00e9rvia, Estados Unidos, It\u00e1lia e\u00a0China. Do Brasil, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que foram os\u00a0organizadores do evento, al\u00e9m de pesquisadores da PUC-RJ, Federal de Santa Catarina (UFSC),\u00a0do Cear\u00e1 (UFCE), de S\u00e3o Paulo (USP, USP-Ribeir\u00e3o Preto, UNESP), do Rio Grande do Sul (UFRG)\u00a0e de Pernambuco (UFRPE). Dentre os conferencistas as presen\u00e7as destacadas do Dr. John\u00a0Stegeman de Whoodshole-EUA, com grande atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea ambiental tanto por suas\u00a0pesquisas como por suas a\u00e7\u00f5es junto a entidades de preserva\u00e7\u00e3o mundo afora; a sueca Malin\u00a0Celander, uma especialista em vida marinha e problemas ambientais que atingem esta biota; e\u00a0o Dr. Francesco Dondero de Piemonte, It\u00e1lia com seus estudos em biologia molecular de\u00a0organismos marinhos, na busca de marcadores moleculares para agress\u00f5es ambientais.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pelo\u00a0Brasil, al\u00e9m de mim, o Prof. Mauro Freitas Rebelo (UFRJ) que foi o organizador e grande nome\u00a0do evento por al\u00e9m de sua parte cient\u00edfica, ter dedicado parte da programa\u00e7\u00e3o a aulas que sem\u00a0sombra de d\u00favida enriqueceram os participantes. Aulas estas voltadas para esclarecer o que \u00e9\u00a0uma boa pergunta cient\u00edfica, como abordar e investigar esta pergunta e tamb\u00e9m algumas aulas\u00a0dedicadas a como escrever um texto cient\u00edfico ou de divulga\u00e7\u00e3o de forma clara e que permita a\u00a0transmiss\u00e3o do conhecimento para pessoas leigas, por exemplo, sempre tendo o meio\u00a0ambiente e a ecologia como pano de fundo.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pela audi\u00eancia fica claro que o tema \u00e9 importante\u00a0em todas as partes do mundo, n\u00e3o apenas em pa\u00edses em desenvolvimento como os da Am\u00e9rica\u00a0Latina, mas tamb\u00e9m nos pa\u00edses desenvolvidos e com excelente qualidade de vida como Su\u00e9cia\u00a0e Finl\u00e2ndia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>Os destaques<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No evento, ficou clara a necessidade de se buscar indicadores precoces de polui\u00e7\u00e3o\u00a0ambiental, os chamados bioindicadores. Normalmente tratam-se de prote\u00ednas ou pept\u00eddeos que\u00a0s\u00e3o expressos por organismos submetidos a algum agente t\u00f3xico, seja um composto qu\u00edmico\u00a0como um agrot\u00f3xico, ou um metal pesado como o c\u00e1dmio j\u00e1 falado mais acima.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>As c\u00e9lulas do\u00a0organismo produzem estas prote\u00ednas para tentar se livrar da a\u00e7\u00e3o t\u00f3xica dos poluentes e assim\u00a0seguir vivendo mesmo na presen\u00e7a daquele agente externo. Entender os mecanismos que\u00a0induzem a forma\u00e7\u00e3o destas prote\u00ednas e tamb\u00e9m identific\u00e1-las de forma precoce podem ser\u00a0boas ferramentas para identificar problemas ambientais e cess\u00e1-los a tempo de um estrago\u00a0maior. Foram apresentados resultados deste tema praticamente por todos os participantes, o\u00a0que mostra a relev\u00e2ncia do assunto.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Outro destaque foi a confer\u00eancia do Prof. Jo\u00e3o Paulo\u00a0Machado Torres (UFRJ), que mostrou algumas falhas na forma que a pol\u00edtica de cuidados com o\u00a0meio ambiente vem sendo conduzida no Brasil, principalmente na regulamenta\u00e7\u00e3o de uso e\u00a0dep\u00f3sitos de rejeitos qu\u00edmicos. O Prof. Jo\u00e3o Paulo mostrou \u00e1reas onde funcionaram f\u00e1bricas de\u00a0agrot\u00f3xicos ou onde existiam dep\u00f3sitos de rejeitos destas ind\u00fastrias e que estavam isolados\u00a0apenas por cercas pouco restritivas ou mesmo simplesmente sinalizados por placas de perigo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Algumas imagens mostradas pelo Prof. Jo\u00e3o Paulo, traziam tambores met\u00e1licos amontoados\u00a0em \u00e1reas a c\u00e9u aberto onde est\u00e3o j\u00e1 a mais de uma d\u00e9cada! \u00c9 f\u00e1cil imaginar a condi\u00e7\u00e3o\u00a0estrutural destes tambores. Muitos est\u00e3o completamente deteriorados e enferrujados,\u00a0deixando claramente vazar os seus conte\u00fados t\u00f3xicos que podem ser carreados por ventos e\u00a0pela \u00e1gua da chuva atingindo \u00e1reas vizinhas onde ir\u00e3o contaminar a fauna e a flora, al\u00e9m \u00e9\u00a0claro de provocarem doen\u00e7as na popula\u00e7\u00e3o que mora nestas cercanias. Isso sem falar na\u00a0contamina\u00e7\u00e3o dos corpos d\u2019\u00e1gua \u00e0 medida que estes compostos t\u00f3xicos s\u00e3o carreados pela\u00a0\u00e1gua das chuvas para nascentes e len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos e mesmo para rios e lagoas, poluindo e\u00a0devastando estes ecosistemas. Ainda \u00e9 muito fr\u00e1gil a legisla\u00e7\u00e3o ambiental no Brasil e ainda \u00e9\u00a0muito incipiente a fiscaliza\u00e7\u00e3o por parte das autoridades competentes.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Um destes compostos\u00a0t\u00f3xicos \u00e9 o conhecido \u00f3leo ascarel, que foi muito utilizado como combust\u00edvel em\u00a0transformadores de energia, destes que encontramos presos aos postes de cidades por todo o\u00a0Brasil. O uso do ascarel foi proibido por este ser considerado t\u00f3xico e cancer\u00edgeno; no entanto\u00a0n\u00e3o existe muito cuidado com os dep\u00f3sitos para onde foram levadas toneladas desta\u00a0subst\u00e2ncia, e mesmo n\u00e3o se tem not\u00edcia de onde podem estar outras tantas toneladas que\u00a0muito provavelmente foram descartadas de forma inapropriada por a\u00ed.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O mesmo vale para\u00a0produtos qu\u00edmicos que eram usados como agrot\u00f3xicos e que foram proibidos pelas\u00a0autoridades sanit\u00e1rias, mas que da mesma forma, n\u00e3o tiveram regulamentada a forma de\u00a0descarte e mesmo de estocagem o que constitui um enorme perigo ao meio ambiente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Outra apresenta\u00e7\u00e3o bastante interessante foi feita pelo Dr Marlon Fonseca (UFRJ e\u00a0UNIR). O Dr. Marlon \u00e9 um m\u00e9dico que se dedica ao estudo das comunidades ribeirinhas na\u00a0Amaz\u00f4nia, com destaque para aquelas na regi\u00e3o do lago Puruzinho. \u00c9 sabido que toda regi\u00e3o\u00a0amaz\u00f4nica sofreu com a corrida do ouro nos anos 80, e que por conta disso muitos rios e\u00a0terrenos foram contaminados com merc\u00fario, um metal pesado utilizado pelos garimpeiros para\u00a0separar as part\u00edculas de ouro dos sedimentos de rios e barrancos.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O merc\u00fario \u00e9 extremamente\u00a0t\u00f3xico e no ambiente pode ser convertido ou organificado em metil-merc\u00fario que \u00e9 ainda mais\u00a0t\u00f3xico que o merc\u00fario met\u00e1lico. Assim organismos como peixes e algas incorporam e\u00a0acumulam merc\u00fario e metil-merc\u00fario, que acabam chegando ao homem atrav\u00e9s da ingest\u00e3o\u00a0deste peixe contaminado. Uma das a\u00e7\u00f5es t\u00f3xicas mais conhecidas do merc\u00fario \u00e9 sobre as\u00a0c\u00e9lulas do sistema nervoso, o que pode acarretar em problemas neurol\u00f3gicos graves. Estes s\u00e3o\u00a0o objeto de estudo do Dr. Marlon.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Curiosamente, na amostra de indiv\u00edduos pesquisada, o Dr\u00a0Marlon n\u00e3o observou qualquer sequela naquela popula\u00e7\u00e3o que pudesse ser associada a\u00a0exposi\u00e7\u00e3o ao merc\u00fario. \u00c9 f\u00e1cil ver homens e jovens se equilibrando em canoas primitivas para a\u00a0pesca, que \u00e9 realizada por uma esp\u00e9cie de arp\u00e3o lan\u00e7ado por estes pescadores. Ou seja, uma\u00a0pessoa com problemas neurol\u00f3gicos jamais conseguiria se equilibrar naquelas canoas e mesmo\u00a0arpoar o peixe com uso da for\u00e7a dos bra\u00e7os isso sem considerar a acuidade visual de enxergar a\u00a0presa naquela \u00e1gua escura.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Um dos motivos para esta falta de correla\u00e7\u00e3o entre a alta\u00a0incid\u00eancia de merc\u00fario na regi\u00e3o e as poucas sequelas encontradas pode se dever a\u00a0alimenta\u00e7\u00e3o dos ribeirinhos, que n\u00e3o apenas tem o peixe como elemento principal, mas\u00a0tamb\u00e9m conta com muitas frutas e ra\u00edzes da regi\u00e3o. J\u00e1 foi comprovado em estudos que estas\u00a0frutas e ra\u00edzes apresentam grandes quantidades de subst\u00e2ncias antioxidantes, que estariam\u00a0atuando na prote\u00e7\u00e3o destes organismos \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o ao merc\u00fario e a outros metais.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Um destes\u00a0antioxidantes \u00e9 o sel\u00eanio, que normalmente \u00e9 encontrado em baix\u00edssimas concentra\u00e7\u00f5es nos\u00a0alimentos em geral, mas que se encontra enriquecido em determinados frutos amaz\u00f4nicos.\u00a0Desta forma, a pr\u00f3pria natureza degradada e agredida estaria de alguma forma,\u00a0contrabalan\u00e7ando esta agress\u00e3o e permitindo que os ribeirinhos tenham uma vida normal.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>As iniciativas contra a destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O desenvolvimento sustent\u00e1vel \u00e9 o modelo que permitir\u00e1 desenvolver regi\u00f5es como a\u00a0Amaz\u00f4nia, sem que isso signifique destrui\u00e7\u00e3o de ecosistemas. \u00c9 preciso, no entanto que a \u00a0popula\u00e7\u00e3o esteja sempre alerta para as a\u00e7\u00f5es que podem vir a destruir o meio ambiente e por\u00a0em risco toda uma regi\u00e3o. N\u00e3o nos faltam exemplos para isso.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Barragens de ind\u00fastrias para\u00a0conter rejeitos t\u00f3xicos que podem romper como o que aconteceu aqui no Brasil em Minas\u00a0Gerais e mais recentemente na Hungria &#8211; onde cidades inteiras foram alagadas com produtos\u00a0t\u00f3xicos causando problemas inestim\u00e1veis.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A prospec\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo nos mares pode ser um\u00a0ponto de alt\u00edssimo risco como visto este ano no golfo do M\u00e9xico, onde milh\u00f5es de litros de\u00a0petr\u00f3leo vazaram contaminando uma extensa \u00e1rea. O pr\u00f3prio transporte do petr\u00f3leo e de seus\u00a0derivados por navios petroleiros e mesmo por oleodutos pode por em risco ecosistemas por\u00a0onde passam \u00e0 medida que acidentes podem acontecer.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No caso dos petroleiros, o caso\u00a0cl\u00e1ssico do Exxon Valdez, que afundou e despejou milh\u00f5es de litros de petr\u00f3leo no Alasca &#8211; no\u00a0que \u00e9 considerado o maior acidente ambiental de todos os tempos na Am\u00e9rica. Al\u00e9m disso, o\u00a0desmatamento, a transposi\u00e7\u00e3o de rios e a falta de regulamenta\u00e7\u00e3o de uso e descarte de\u00a0subst\u00e2ncias t\u00f3xicas constituem problemas muito s\u00e9rios que devem estar na prioridade de\u00a0todos os governos mundo afora para que nosso Planeta tenha minimizados os epis\u00f3dios de\u00a0agress\u00e3o e para que assim, nossos netos tenham um mundo menos polu\u00eddo para viver.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>At\u00e9 a pr\u00f3xima!&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais uma quarta feira e mais uma coluna &#8220;Formaturas, Batizados &#038; Afins&#8221;, assinada pelo Professor de Biof\u00edsica Marcelo Einicker Lamas. 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