{"id":11538,"date":"2011-04-02T16:00:00","date_gmt":"2011-04-02T18:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2011\/04\/sobretudo-o-trialogo\/"},"modified":"2011-04-02T16:00:00","modified_gmt":"2011-04-02T18:00:00","slug":"sobretudo-o-trialogo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2011\/04\/sobretudo-o-trialogo\/","title":{"rendered":"Sobretudo &#8211; &quot;O Tri\u00e1logo&quot;"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-SG4laqgrQ8c\/TZNcsPPWoWI\/AAAAAAAADb8\/pnSAprmN040\/s1600\/17052.jpg\" imageanchor=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"267\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/17052.jpg\" width=\"400\"><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Mais uma coluna &#8220;Sobretudo&#8221; neste s\u00e1bado, de autoria do publicit\u00e1rio <b>Affonso Romero<\/b>. O tema de hoje \u00e9 a Bolsa Fam\u00edlia e pol\u00edtica econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Fa\u00e7o pequenas observa\u00e7\u00f5es no texto. Passemos a ele sem delongas.<\/p>\n<p><i><b>O \u201cTri\u00e1logo\u201d<\/b><\/i><\/p>\n<p>Enviei a alguns grupos de mensagem eletr\u00f4nica da qual fa\u00e7o parte uma not\u00edcia publicada na vers\u00e3o online do jornal O Estado de S\u00e3o Paulo. Vejam bem, amigos, n\u00e3o era uma nota da Voz Oper\u00e1ria, mas do conservador Estad\u00e3o.<\/p>\n<p>O t\u00edtulo da mat\u00e9ria: \u201cNo ano passado, 31 milh\u00f5es subiram de classe social\u201d (A<i>E , Em quarta-feira 23\/3\/2011, \u00e0s 8:50)<\/i> e o led seguia com \u201c(&#8230;) A distribui\u00e7\u00e3o dos brasileiros por classes socioecon\u00f4micas mudou nos \u00faltimos cinco anos. Deixou de ter o formato de pir\u00e2mide, t\u00edpico de pa\u00edses pobres, com grande contingente de baixa renda, e passou a ser um losango, figura geom\u00e9trica que se aproxima de uma distribui\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica mais equilibrada entre os estratos sociais e frequente em pa\u00edses desenvolvidos.\u201d A seguir, informava que os dados s\u00e3o fruto de uma pesquisa isenta encomendada pelo grupo franc\u00eas BNP Paribas. O texto conclui que a mudan\u00e7a\u00a0 \u201c&#8230;ocorreu em raz\u00e3o do ganho de renda que levou a uma grande mobilidade social\u201d.<\/p>\n<p>Eu publiquei com o subt\u00edtulo \u201cse foi pura sorte, parab\u00e9ns aos sortudos\u201d, uma refer\u00eancia provocativa \u00e0queles que insistem em considerar que o evidente sucesso das pol\u00edticas econ\u00f4micas de Lula se devem ao acaso, depois de 500 anos de insucesso em modelos anteriores.<\/p>\n<p>Acontece que a teimosia \u00e9 a arma dos fan\u00e1ticos obstinados, e h\u00e1 poucos radicais no mundo que se equiparem aos neo-liberais. As id\u00e9ias dos caras foram dizimadas pela crise global de 2008, viraram p\u00f3 arrastado pelo mesmo vento da hist\u00f3ria que varreu o p\u00f3 em que transformaram os \u201cativos\u201d de algumas das maiores institui\u00e7\u00f5es financeiras do mundo.\u00a0<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ainda assim, eles insistem no conceito de que governos n\u00e3o devem intervir na economia, a menos que seja para salva-los da fal\u00eancia e ao capitalismo do caos em que o lan\u00e7am de tempos em tempos. Foi este tipo de motiva\u00e7\u00e3o que levou o Sr. B a responder-me numa das listas com o seguinte texto:<\/p>\n<p><i>&#8220;\u00c9 imposs\u00edvel levar o pobre \u00e0 prosperidade atrav\u00e9s\u00a0 de legisla\u00e7\u00f5es que punem os ricos pela prosperidade. Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo n\u00e3o pode dar para algu\u00e9m aquilo que n\u00e3o tira de outro algu\u00e9m. Quando metade da popula\u00e7\u00e3o entende a id\u00e9ia de que n\u00e3o precisa trabalhar, pois a outra metade da popula\u00e7\u00e3o ir\u00e1 sustent\u00e1-la, e quando esta outra metade entende que n\u00e3o vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, ent\u00e3o chegamos ao come\u00e7o do fim de uma na\u00e7\u00e3o. \u00c9 imposs\u00edvel multiplicar riqueza dividindo-a.&#8221; (Adrian Rogers, 1931)<\/i><\/p>\n<p>O problema da cita\u00e7\u00e3o deste texto \u00e9 quando o incauto liberal n\u00e3o se d\u00e1 conta que a autoria e a data\u00e7\u00e3o denunciam a estupidez. Explico ao leitor menos afinado com a hist\u00f3ria do pensamento econ\u00f4mico reproduzindo minha resposta: <\/p>\n<p>\u201cO engra\u00e7ado \u00e9 que esta frase foi proferida no come\u00e7o do New Deal, se opondo ao plano de reedifica\u00e7\u00e3o da economia e da sociedade norte-americana, porque ele previa instrumentos de distribui\u00e7\u00e3o de renda. Como \u00e9 sabido por qualquer um que conhe\u00e7a um pouco de Hist\u00f3ria, o New Deal foi um retumbante sucesso, recolocou os Estados Unidos nos trilhos e salvou o capitalismo, tornando-se\u00a0 paradigma de gest\u00e3o de problemas sociais e econ\u00f4micos.\u00a0<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ou seja, a frase do Sr. Adrian Rogers era uma rematada tolice comprovada pelos fatos. Ainda assim, \u00e9 ret\u00f3rica comum entre liberais das d\u00e9cadas seguintes, numa prova contundente de que o dogmatismo n\u00e3o \u00e9 capaz de ver a raz\u00e3o e os fatos, mas somente o pr\u00f3prio dogma. Igualzinho aos comunistas festivos, que nem leram Marx, os liberais dogm\u00e1ticos se recusam ao exerc\u00edcio do racioc\u00ednio.\u201d [<i>N.doE.: o New Deal colocava em pr\u00e1tica as teses de John Maynard Keynes, rec\u00e9m lan\u00e7adas ent\u00e3o.]<\/i><\/p>\n<p>O Senhor B n\u00e3o se deu por vencido, esqueceu em casa sua capacidade de argumenta\u00e7\u00e3o e fez a seguinte malcria\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><i>\u201cN\u00e3o, n\u00e3o &#8230; o engra\u00e7ado n\u00e3o \u00e9 isso, n\u00e3o &#8230; O engra\u00e7ado \u00e9 que os R$ 10 milh\u00f5es que voc\u00ea vai me dar para que eu me torne Classe A+++ (e de quebra melhorar as estat\u00edsticas), sem que eu tenha que trabalhar, estudar ou dar qualquer contra-partida em troca, N\u00c3O SER\u00c1 DO SEU BOLSO! Ainda vai garantir a sua elei\u00e7\u00e3o por tempo indeterminado!<\/i><\/p>\n<p>Claro que o fogo pegou no palheiro, porque logo logo o Senhor C, um conservador bem menos radical e bem mais articulado, veio em socorro do amigo:<\/p>\n<p><i>\u201cN\u00e3o me parece que no New Deal tenha havido distribui\u00e7\u00e3o de numer\u00e1rio, de forma assistencialista, sem contra-partidas. Portanto, a compara\u00e7\u00e3o \u00e9 inapropriada. A distribui\u00e7\u00e3o de renda foi decorrente de um conjunto de pol\u00edticas p\u00fablicas que privilegiaram o papel do Estado como organizador e incentivador do desenvolvimento social, baseadas na meritocracia, na educa\u00e7\u00e3o, na infraestrutura e no controle (via instrumentos legais). Nada que se assemelhe a Evitas, Per\u00f3ns, Chavezes e Lulas.\u00a0<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>O New Deal tratou de temas como o desenvolvimento da previd\u00eancia social, o controle sobre institui\u00e7\u00f5es financeiras, os investimentos em obras de infraestrutura (que sa\u00edram do papel; empregadoras de m\u00e3o de obra), o controle da corrup\u00e7\u00e3o no governo etc. \u00c9 verdade que o Estado cresceu, durante um tempo, mas depois os programas foram sendo retirados, afinal eram eminentemente para combater uma enorme crise. Quem dera que tiv\u00e9ssemos aqui algo assim&#8230;<\/p>\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o de renda \u00e9 ESSENCIAL, mas sem assistencialismo e mirando, acima de tudo, em permitir que as camadas desprivilegiadas da popula\u00e7\u00e3o sejam capazes de, em algum tempo (o mais curto poss\u00edvel), andar pelas pr\u00f3prias pernas. Tem que vir como consequ\u00eancia e n\u00e3o como meio. Os meios, na verdade, s\u00e3o: EDUCA\u00c7\u00c3O, BOA ALIMENTA\u00c7\u00c3O e SA\u00daDE. Mas isso n\u00e3o d\u00e1 voto, n\u00e9? Continuamos sem educa\u00e7\u00e3o e hospitais p\u00fablicos de qualidade e\u00a0 com falta de prote\u00edna no embalinho do ber\u00e7o. Enfim, quem quiser se enganar que se engane.\u201d\u00a0<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>[N.doE.: por incr\u00edvel quanto pare\u00e7a, hoje no Brasil temos mais obesos que famintos. Voltarei ao tema]<\/i><\/p>\n<p>O Senhor C foi mais coerente que seu amigo Senhor B, ainda assim estava equivocado. Respondi:<\/p>\n<p>Caro Senhor C,<\/p>\n<p>1 &#8211; Quem confundiu e criticou o New Deal com assistencialismo n\u00e3o fui eu. Foi o Sr. Adrian Rogers, em 1931, com o texto citado pelo Senhor B, que criticava as propostas de distribui\u00e7\u00e3o de renda e interven\u00e7\u00e3o do estado na vida econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>2 &#8211; Quem comparou o New Deal com o momento atual, novamente, n\u00e3o fui eu. Foi seu amigo Senhor B, ainda que indiretamente, ao responder o meu post com uma declara\u00e7\u00e3o de 1931 que, de maneira acertada ou n\u00e3o, referia-se diretamente ao New Deal.<\/p>\n<p>3 &#8211; O que eu fiz foi demonstrar que o texto, que vira e mexe \u00e9 citado como um po\u00e7o de sabedoria, provou-se uma grande tolice desde a \u00e9poca em que foi proferido, tal que era uma cr\u00edtica inadequada a um programa governamental que, afinal, foi um sucesso.<\/p>\n<p>Quanto a todo o resto, me parece que concordamos. N\u00e3o h\u00e1 pa\u00eds desenvolvido que n\u00e3o tenha passado por um ou mais programas de distribui\u00e7\u00e3o de renda, capital ou recursos. Inclu\u00eddos a\u00ed os maiores \u00edcones do capitalismo. A FORMA com que estes programas s\u00e3o propostos e implementados \u00e9 que pode ser discutida.<\/p>\n<p>No caso brasileiro, em momento algum eu afirmei que temos modelos exemplares, ou pr\u00f3ximos disso. A ila\u00e7\u00e3o que eu fiz, com meu post, \u00e9 que as pol\u00edticas s\u00f3cio-econ\u00f4micas dos \u00faltimos 10 anos &#8211; tenham sido por sorte ou compet\u00eancia &#8211; levaram o Brasil a um patamar nunca alcan\u00e7ado, apesar de defeitos pontuais claros.<\/p>\n<p>H\u00e1 muita gente pelo mundo que diz que o &#8220;Brasil apenas navegou na onda mundial de desenvolvimento&#8221;, e mais gente ainda diz que o resultado do Brasil deve ser medido no sucesso extraordin\u00e1rio com que enfrentou a segunda maior crise econ\u00f4mica mundial na hist\u00f3ria, a de 2008, e que isso tem estreita liga\u00e7\u00e3o com nossas pol\u00edticas p\u00fablicas. Economia, felizmente, n\u00e3o \u00e9 ci\u00eancia exata.<\/p>\n<p>O que eu disse \u00e9 que, sorte ou n\u00e3o, e apesar de nossas eternas demandas represadas, obtivemos um sucesso in\u00e9dito. Isso \u00e9 inquestion\u00e1vel, porque \u00e9 algo expresso em n\u00fameros claros.<\/p>\n<p>Para finalizar, enviei ao Senhor B o seguinte:<\/p>\n<p>\u201cVamos supor que a \u00fanica forma de distribuir renda seja esta que voc\u00ea descreve, ou seja, tirar algum dinheiro de uma minoria e distribuir para umas 30 milh\u00f5es de pessoas at\u00e9 elas se mudarem para uma classe social acima. N\u00e3o seria m\u00e1 ideia, uma vez que mais gente vai ficar feliz do que o n\u00famero de pessoas que vai ficar triste. Poder\u00edamos discutir a validade \u00e9tica disso. \u00c9 a tal quest\u00e3o da superioridade do direito privado ao p\u00fablico ou vice-versa.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que, ainda que fosse assim, a inje\u00e7\u00e3o de dinheiro novo na economia real (pobre, quando recebe dinheiro n\u00e3o guarda debaixo do colch\u00e3o, gasta: nem que seja com cacha\u00e7a &#8211; e isso \u00e9 dinheiro posto em circula\u00e7\u00e3o) fomenta a atividade econ\u00f4mica, gerando riqueza nova at\u00e9 para aqueles que foram &#8220;punidos&#8221; inicialmente na forma do Imposto.<\/p>\n<p>O texto que voc\u00ea citou, propositalmenhte, faz de conta desconhecer este mecanismo. Seria simpl\u00f3rio dizer que 30 milh\u00f5es mudaram de classe econ\u00f4mica no Brasil porque receberam dinheiro f\u00e1cil. Mas o mundo real n\u00e3o \u00e9 assim. Uma fam\u00edlia que recebe uma bolsa-demagogia da vida pode comprar p\u00e3o e caf\u00e9 (ou cacha\u00e7a), mas n\u00e3o compra carro ou eletrodom\u00e9sticos com este dinheiro. O que se viu no Brasil foi um incremento in\u00e9dito no mercado interno, principalmente de bens de consumo intimamente relacionados \u00e0s classes m\u00e9dias. Como explicar isso?<\/p>\n<p>Ora, em nenhum momento eu elogiei a distribui\u00e7\u00e3o de bolsas (ali\u00e1s, uma &#8220;inven\u00e7\u00e3o&#8221; do governo FHC, lembre-se) como \u00fanica pol\u00edtica p\u00fablica. H\u00e1 dados consistentes de que estas bolsas revitalizaram a economia de muitas micro-regi\u00f5es, sim, mas n\u00e3o foram o bastante. Pol\u00edticas de aumento real de sal\u00e1rios, micro-cr\u00e9dito, novas diretrizes para os investimentos do BNDES, saneamento, obras p\u00fablicas etc. foram mais importantes. Como tamb\u00e9m foi muito importante o resgate da auto-estima nacional, a posi\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia e soberania, clima que contagiou inclusive os empres\u00e1rios e executivos, provocando uma desejada sinergia entre estado e economia privada.<\/p>\n<p>E isso talvez ajude a explicar que, nestes 30 milh\u00f5es, estamos falando n\u00e3o s\u00f3 de gente que passou da classe E para a D (minoria), mas tamb\u00e9m de uma maioria que passou da D para a C (a D n\u00e3o recebe bolsa alguma) e at\u00e9 de um n\u00famero recorde de novos ricos, milion\u00e1rios e bilion\u00e1rios no Brasil.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que a pol\u00edtica de bolsas explica o aumento do n\u00famero de bilion\u00e1rios??? Surpreendentemente, sim, mas n\u00e3o da forma direta que voc\u00ea imaginou. Perceber como a distribui\u00e7\u00e3o de renda gera novos bilion\u00e1rios numa economia capitalista ser\u00e1 a descoberta de um novo mundo para voc\u00ea, meu caro. Invista algum tempo nisso.\u201d<\/p>\n<p><i>[N.do E.: o Bolsa Fam\u00edlia possui um efeito indutor da economia, a partir do momento em que a demanda criada por bens e servi\u00e7os aumenta a propens\u00e3o ao investimento para atender a esta nova demanda. Este investimento gera empregos, que gera renda, tira fam\u00edlias do programa de renda m\u00ednima &#8211; que, na pr\u00e1tica, \u00e9 o Bolsa Fam\u00edlia &#8211; e gera um &#8220;c\u00edrculo virtuoso&#8221; na economia]<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Temo que a discuss\u00e3o se arraste agora por mais tempo do que disponho e do que a minha j\u00e1 esgotada paci\u00eancia ature.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais uma coluna &#8220;Sobretudo&#8221; neste s\u00e1bado, de autoria do publicit\u00e1rio Affonso Romero. O tema de hoje \u00e9 a Bolsa Fam\u00edlia e pol\u00edtica econ\u00f4mica. 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