{"id":11502,"date":"2011-04-30T09:49:00","date_gmt":"2011-04-30T11:49:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2011\/04\/do-jacare-ao-litoral-nao-era-apenas-uma-ponte\/"},"modified":"2011-04-30T09:49:00","modified_gmt":"2011-04-30T11:49:00","slug":"do-jacare-ao-litoral-nao-era-apenas-uma-ponte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2011\/04\/do-jacare-ao-litoral-nao-era-apenas-uma-ponte\/","title":{"rendered":"Do Jacar\u00e9 ao Litoral &#8211; &quot;N\u00e3o era apenas uma Ponte&quot;"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-Z0E1XwFLwWA\/TbeEdykYTlI\/AAAAAAAADgM\/iRcTp2ZIrYQ\/s1600\/corrida+da+ponte+2011.jpg\" imageanchor=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"302\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/corrida+da+ponte+2011.jpg\" width=\"400\"><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Mais um s\u00e1bado e mais uma coluna &#8220;Do Jacar\u00e9 ao Litoral&#8221;, assinada pela analista e corredora Stella Souto. O tema de hoje, como antecipei <a href=\"http:\/\/pedromigao.blogspot.com\/2011\/04\/do-jacare-ao-litoral-cinco-quilometros.html\">na introdu\u00e7\u00e3o da coluna anterior<\/a> \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o da missivista na &#8220;Corrida da Ponte&#8221;, realizada este m\u00eas de abril.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>N\u00e3o era apenas uma ponte&#8230;<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Seria uma oportunidade em um milh\u00e3o de cruzar a Ponte Rio Niter\u00f3i correndo. Algumas poucas edi\u00e7\u00f5es da prova haviam sido realizadas, mas ficaram perdidas nos idos das d\u00e9cadas de 80 e 90. Os rec\u00e9m ingressos no mundo das corridas provavelmente nem sonharam em corr\u00ea-la.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Log\u00edstica complicada: a Ponte n\u00e3o podia ficar fechada por muito tempo.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A organiza\u00e7\u00e3o logo bolou uma norma para garantir que a prova fosse r\u00e1pida: para participar dela era preciso comprovar a conclus\u00e3o de uma Meia Maratona ou Maratona nos dois anos que antecederam a prova. E n\u00e3o bastava isto. Era necess\u00e1rio que esta Meia tivesse sido conclu\u00edda em no m\u00e1ximo 2h30min.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A primeira parte do requisito eu cumpria. Mas como boa corredora-tartaruga, meu tempo da Meia Maratona de 2010 havia sido 2:42:34. Foi o momento dessa vida de corredora que eu mais me ressenti de ser t\u00e3o lenta. Felizmente a organiza\u00e7\u00e3o da prova acabou ampliando o tempo de conclus\u00e3o para 2h45min e assim, &#8216;em cima do la\u00e7o&#8217;, eu pude me juntar a hordas de corredores que fizeram desta corrida a mais esperada do ano.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O dia da corrida come\u00e7ou ensolarado e ced\u00edssimo. Antes das seis da manh\u00e3 j\u00e1 estava com mais dois amigos e colegas de equipe a caminho da esta\u00e7\u00e3o das barcas na Pra\u00e7a XV. A organiza\u00e7\u00e3o caprichou disponibilizando tickets gratuitos junto com o kit e hor\u00e1rios exclusivos para os corredores. Tudo transcorreu perfeitamente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pouquinho antes das 8 horas eu j\u00e1 estava ali, cora\u00e7\u00e3o aos pulos aguardando a largada. Para garantir que a prova n\u00e3o durasse mais que as 2h45min a ela destinadas, haveria um \u00f4nibus que cruzaria a Ponte &#8220;recolhendo&#8221; os desistentes e quem mais estivesse fora do ritmo proposto para a prova. Longe de estar na minha melhor forma, adotei uma estrat\u00e9gia &#8220;kamikaze&#8221;: correria o mais forte que eu conseguisse pelo m\u00e1ximo de tempo que desse e concluiria o resto ainda que fosse andando.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A estrat\u00e9gia foi dando certo e eu fui a um ritmo um minuto mais r\u00e1pido que o meu normal at\u00e9 o quil\u00f4metro 15, apesar do sol que n\u00e3o dava uma tr\u00e9gua (n\u00e3o h\u00e1 sombra na Ponte, ora, ora) e da temida subida do v\u00e3o central. N\u00e3o \u00e9 uma subida \u00edngreme. A inclina\u00e7\u00e3o \u00e9 leve, por\u00e9m constante, uma coisa que os corredores mais experientes costumam chamar de &#8220;morte lenta&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A partir daquele ponto, o cansa\u00e7o come\u00e7ou a se manifestar. Nessa hora vale a prepara\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica do atleta. Eu tinha decidido que completaria e n\u00e3o seria resgatada pelo \u00f4nibus, ent\u00e3o eu ia faz\u00ea-lo. Hora de reduzir. Enquanto eu reduzia, consegui um g\u00e1s extra do que eu costumo chamar de meu &#8220;dopping&#8221;: a m\u00fasica. E protagonizei o meu momento mais engra\u00e7ado na corrida.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A m\u00fasica era &#8220;Tropa de Elite&#8221;, do Tijuana. J\u00e1 havia decidido dar o \u00faltimo &#8220;pique&#8221; da corrida quando olho pra frente e vejo caminhando um homem de preto. Nas costas dele a &#8220;faca na caveira&#8221; e a inscri\u00e7\u00e3o &#8220;Batalh\u00e3o de Opera\u00e7\u00f5es Especiais&#8221;. N\u00e3o tive d\u00favidas: parti pra cima! Seria o grande feito do dia! No momento em que o ultrapassava, tocava o refr\u00e3o da m\u00fasica e eu acelerava sorridente e cantando.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ao avistar a placa dos 16 quil\u00f4metros acabava a corrida para mim. Dali at\u00e9 o final seria administrar a &#8220;vantagem&#8221; que eu havia conseguido at\u00e9 ent\u00e3o e concluir os 21,4 quil\u00f4metros alternando trote e caminhada e cruzar a linha de chegada ainda antes do temido \u00f4nibus.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ao longo do percurso, vi muitas pessoas requisitarem os servi\u00e7os das ambul\u00e2ncias. V\u00e1rias pessoas desistiram pelo caminho e se puseram a aguardar o \u00f4nibus. Quanto a mim, apenas um momento de maior tens\u00e3o. No quil\u00f4metro 18, a vista ficou preta e senti tonturas. Era o calor.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Parei. Ajeitei a meia. Tomei um sachet de gel repositor. Bebi uma \u00e1gua. Tudo isso ali no posto de hidrata\u00e7\u00e3o, perto de uma ambul\u00e2ncia. Fosse o caso, ali mesmo ficaria.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por sorte n\u00e3o houve necessidade. Consegui prosseguir lentamente caminhando e depois trotando e ainda sobrou um m\u00ednimo de energia para cruzar a linha de chegada correndo, como tem que ser!<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ou seja, venci!<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um s\u00e1bado e mais uma coluna &#8220;Do Jacar\u00e9 ao Litoral&#8221;, assinada pela analista e corredora Stella Souto. 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