{"id":11462,"date":"2011-05-28T12:51:00","date_gmt":"2011-05-28T14:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2011\/05\/a-medica-e-a-jornalista-paul-in-rio\/"},"modified":"2011-05-28T12:51:00","modified_gmt":"2011-05-28T14:51:00","slug":"a-medica-e-a-jornalista-paul-in-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2011\/05\/a-medica-e-a-jornalista-paul-in-rio\/","title":{"rendered":"A M\u00e9dica e a Jornalista: &quot;Paul in Rio&quot;"},"content":{"rendered":"<div>Neste s\u00e1bado trago mais uma edi\u00e7\u00e3o da coluna &#8220;A M\u00e9dica e a Jornalista&#8221;, <b>assinada pela Anna Barros<\/b>. O tema de hoje s\u00e3o os recentes shows de Paul McCartney no Rio de Janeiro, ao qual a colunista teve oportunidade de assistir.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;<b>Paul in Rio<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fui ao show da minha vida. De novo.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na segunda-feira, dia 23 de maio, estive no Engenh\u00e3o para ver Sir Paul McCartney, que entrou pontualmente \u00e0s 21h30. Eu estava extremamente animada e fui com a minha irm\u00e3 ca\u00e7ula Tais. Suas l\u00e1grimas no in\u00edcio da apresenta\u00e7\u00e3o dariam a t\u00f4nica do que seria essa noite especial. Paul, de terninho preto e gravata preta, parecia rec\u00e9m-sa\u00eddo da c\u00e1psula do tempo, da era Beatles. E extremamente simp\u00e1tico, se dizendo carioca.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Estava ansiosa para ouvir minha m\u00fasica favorita: &#8216;The long and widing road&#8217;, que logo me remeteu ao primeiro show de minha vida: Paul in Rio em 1990 no Maracan\u00e3, recorde assinalado no Guiness Book com 184 mil pessoas. Sim, eu estava l\u00e1. I was there!\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Este, do Engenh\u00e3o, demonstrava a disposi\u00e7\u00e3o de Paul (aos 68 anos) que emplacou duas horas e meia de espet\u00e1culo, mostrando sua versatilidade nos instrumentos, seu carisma, seu f\u00f4lego de gato e suas palavras em portugu\u00eas &#8211; na verdade em carioqu\u00eas quase leg\u00edtimo.\u00a0Paul misturou sucessos dos Beatles e dos Wings tamb\u00e9m.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A magia tinha tomado o ar. Nunca tinha visto tantas fam\u00edlias, tantas pessoas das mais diferentes gera\u00e7\u00f5es, dos 10 aos 80, simbolizando o amor pela m\u00fasica, o amor por algo universal e atemporal, aquela m\u00fasica que Paul estava nos presenteando.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Confesso que gostei mais da fase beatleman\u00edaca com &#8216;And I love her&#8217;, &#8216;Eleanor Rigby&#8217;, &#8216;Hey Jude&#8217; e &#8216;Yesterday&#8217;. Mas os efeitos de &#8216;Live and let die&#8217; com mini explos\u00f5es me fez lembrar um filme de James Bond, o agente secreto 007, can\u00e7\u00e3o que embalou a trilha do filme do agente da Rainha. A eletricidade de Paul e seu amor contagiaram a todos.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>E ele ainda homenageou John Lennon, seu grande amigo, e George Harrison. Este \u00faltimo com uma vers\u00e3o folk de &#8216;Something&#8217;, a can\u00e7\u00e3o feita por George. John e George n\u00e3o poderiam faltar \u00e0quele espet\u00e1culo de encantamento. Ainda teve &#8216;Blackbird&#8217;, que fala dos direitos civis e me fez lembrar de um amigo que aniversariou por esses dias e adora essa can\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Paul embalou v\u00e1rios momentos de minha vida: momentos de romance, de indefini\u00e7\u00f5es profissionais, de medos e expectativas. Sempre tinha uma m\u00fasica dele envolvendo a situa\u00e7\u00e3o, uma m\u00fasica dos Beatles, minha banda preferida de todos os tempos, que sempre real\u00e7ou o amor que sempre nutri pelo Reino Unido.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Falando em termos log\u00edsticos e estrat\u00e9gicos,  o meu setor era o inferior leste, eu via o Paul pequenininho, mas os tel\u00f5es funcionaram muit\u00edssimo bem. E a atmosfera era simplesmente sensacional. Podia ficar sentada ou em p\u00e9 como melhor me conviesse e as pessoas respeitavam umas \u00e0s outras colaborando para o bom andamento do espet\u00e1culo. At\u00e9 conheci um cirurgi\u00e3o pl\u00e1stico da Escola do Professor Pitanguy, proveniente de Vit\u00f3ria, que havia levado sua m\u00e3e para retribuir a sua ida ao lend\u00e1rio show de 1990. Coincid\u00eancia pouca \u00e9 bobagem.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fiquei surpresa com o esquema de seguran\u00e7a e tamb\u00e9m com a organiza\u00e7\u00e3o da volta. Optei por vir pra casa de trem at\u00e9 a Central e dali pegar a integra\u00e7\u00e3o do metr\u00f4 at\u00e9 a Afonso Pena, pr\u00f3xima \u00e0 minha resid\u00eancia. Sa\u00ed duas m\u00fasicas antes do fim para evitar tumultos. O trem estava com ar condicionado, tudo bem sinalizado.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Acabei descobrindo depois, pois era a minha primeira vez andando de trem em solo tupiniquim, que nem sempre \u00e9 assim e que o ar refrigerado nem sempre funciona. Mas ao olhar os trens parados e alguns em p\u00e9ssimo estado, dei gra\u00e7as a Deus por n\u00e3o depender desse tipo de transporte, mas me indignei com as condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias que grande parte da popula\u00e7\u00e3o enfrenta. O v\u00e3o entre o trem e a plataforma \u00e9 surreal, quase um abismo, mesmo o maquinista avisando que ele existe. E algumas esta\u00e7\u00f5es, por causa do adiantar da hora, estavam um breu total. Eu optei ir at\u00e9 o Engenh\u00e3o de t\u00e1xi por causa do hor\u00e1rio do rush, em que a concentra\u00e7\u00e3o de passageiros aumentaria muito.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Confesso que custei a dormir tamanha a adrenalina que n\u00e3o queria baixar de jeito nenhum e fiquei mais encantada ainda com Paul.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Foi uma noite inesquec\u00edvel. Para mim e para Tais que estreou sua maratona de shows com o p\u00e9 direito indo nesse espet\u00e1culo sensacional. Algo que ela jamais ir\u00e1 esquecer, marcar\u00e1 sua vida para sempre. Como marcou a minha em 1990.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>At\u00e9 a pr\u00f3xima!<\/div>\n<div>Anna Barros&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste s\u00e1bado trago mais uma edi\u00e7\u00e3o da coluna &#8220;A M\u00e9dica e a Jornalista&#8221;, assinada pela Anna Barros. 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