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Antes de comentar sobre os países brilharecos, percamos algumas linhas falando da grande ausência no top 20: a Ucrânia.

Desde o fim da União Soviética e do time unificado de 1992, a Ucrânia esteve no Top 20 em 4 das 5 edições até Londres 2012. A única exceção foi um 21º lugar em 2000 quando um excesso de azares fez o time ucraniano ficar lotado de pratas mas com apenas 3 ouros. De resto foram 9 ouros em 1996, 8 em 2004, 7 em 2008 e 6 em 2012.

Porém houve uma queda forte no Rio de Janeiro tanto em número de ouros – de 6 para 2, como em total de medalhas, de 18 para 11, que junto com a maior distribuição de ouros entre os países ocorrida nessa edição empurrou a Ucrânia para o irreconhecível 31º lugar.

Não há como apontar esse ou aquele esporte como o responsável por essa performance. Como boa herdeira da escola esportiva soviética, a Ucrânia sempre foi forte em diferentes esportes e em cada edição as medalhas saíam de modalidades diferentes. Também não houve azares inesperados que pioraram os resultados ucranianos aqui no Rio de Janeiro.

A grande razão para a hecatombe ucraniana é justamente a situação política do país que está em uma guerra contra a Rússia – ou contra insurgentes pró-Russia dependendo da versão, há 3 anos porque a Russia anexou uma parte do território ucraniano e seus simpatizantes instalaram um governo de fato em parte do leste do país.

20160814_152840Isso dificultou a preparação do time ucraniano e praticamente acabou com o intercâmbio com outros países da região soviética que costumava acontecer. Para aprofundar ainda mais o problema, após a eclosão desse problema geopolítico muitos ucranianos pró-Russia se naturalizaram russos, entre eles alguns esportistas que hoje defendem a Russia ou estão em quarentena para defender a Russia nos próximos anos.

Não sabemos que fim levará o conflito, que está congelado há 1 ano porém ainda não resolvido; nem qual será a exata extensão da consequência para o esporte ucraniano, mas acredito ser pacífico que muito dificilmente a Ucrânia voltará a ter a mesma força que tinha até 4 anos atrás e talvez sequer volte ao Top 20 no futuro próximo.

Chegando ao fim dessa longa série, passemos aos países “brilharecos”. Brilharecos é como chamo aqueles países que não tem tradição esportiva, mas por serem muito bons em algum nicho que distribui muitas medalhas, ou pelo menos terem sido especificamente naquele ano, aparecem no quadro muito melhor do que realmente são.

20160815_192749Além dos já tradicionais Quênia e Jamaica e da Argentina, todos já comentados ontem, na minha opinião o único brilhareco da Rio 2016 foi o Uzbequistão. A ex república soviética com 4 ouros dobrou o seu recorde anterior de dois em Atenas 2004 e, com 13 medalhas no total, pulverizou seu antigo recorde de 6 medalhas de Pequim 2008.

Tal performance só foi conseguida graças a um desempenho histórico do boxe uzbeque que conquistou aqui no Rio 3 ouros, 2 pratas e 2 bronzes; aliado a um ouro isolado no levantamento de peso. Detalhe: antes da Rio 2016 o país só tinha 1 ouro e 6 bronzes em 5 edições no boxe. Para ajudar a empurrar ainda mais o total, a luta olímpica conquistou 3 bronzes. Ao menos a luta olímpica uzbeque tem alguma tradição e conquistara 4 dos 5 ouros anteriores do país.

Quanto aos brilharecos de 2012, como imaginado, eles voltaram ao seu lugar normal na Rio 2016.

20160817_203606Para começar, o caso mais forte deles. O Cazaquistão obviamente não repetiu o feito de conquistar 3 ouros no levantamento de peso, e viu sua performance de 7 ouros cair para o patamar de três; mais condizente com seu histórico e sua força esportiva. Apesar disso é indubitável que o país aos poucos está melhorando seu nível de competitividade e sua escalada no total de medalhas reflete isso: de 8 em Atenas 2004 para 17 na Rio 2016.

A Coreia do Norte não repetiu as 3 medalhas no levantamento de peso de 2012 e também voltou à realidade, caindo de 4 ouros em 2012 para apenas 2 em 2016; um deles ainda foi no levantamento de peso, mas a outra foi no salto masculino da ginástica artística. O total de medalhas de 6 já não fora o problema em 2012, como as 7 obtidas em 2016 demonstram. O real ponto fora da curva da Coreia do Norte em 2012 foi o balanceamento das medalhas, já que 67% haviam sido de ouro. Já no Rio, os 2 ouros, 3 pratas e 2 bronzes demonstram um balanceamento mais normal.

Por fim o Irã caiu de 4 ouros para 3 e de 12 medalhas para 8 no total. Mais uma vez o país ficou muito concentrado no levantamento de peso e na luta olímpica, seus nichos históricos; mas após os 3 ouros de 2012, a luta olímpica iraniana voltou ao normal com apenas 1 ouro. Assim como a combinação de 6 medalhas na luta olímpica e as 4 do levantamento  de peso também não era normal. A luta olímpica ainda manteve 5 medalhas, mas o levantamento de peso caiu para 2 e essas quedas devolveram o Irã ao patamar de 8 medalhas, também mais condizente com o histórico olímpico do país.

Vale observar que era para o Irã conquistar um 3º ouro no levantamento de peso, mas uma desclassificação polêmica na categoria acima de 105kg do atleta iraniano durante a prova de arremesso impediu tal fato.

20160810_171413Para encerrar a série segue a lista de países que conseguiram seu primeiro ouro ou sua primeira medalha na história durante a Rio 2016 e o atleta responsável pelo feito.

Primeira medalha de ouro da história

  • Barein – Ruth Jebet (queniana naturalizada) – atletismo – 3000m com obstáculos feminino
  • Costa do Marfim – Cheick Sallah Cisse – taekwondo – até 80kg masculino
  • Fiji – time masculino de rugby sevens
  • Jordânia – Ahmad Abu-Ghaush – taekwondo – até 68kg masculino
  • Kosovo – Majinda Kelmendi – judô – até 52kg feminino
  • Porto Rico – Monica Puig – tênis – simples feminino
  • Singapura – Joseph Schooling – natação – 100m borboleta masculno
  • Tajiquistão – Dilshod Nazarov – atletismo – lançamento do martelo masculino
  • Vietnã – Hoang Xuan Vinh – tiro esportivo – pistola de ar 10m masculina

Obs: conforme escrito no início dessa série, com o ouro no tiro esportivo na fossa olímpica dublê, Fehaid Al-Deehani se tornou o 1º “atleta olímpico independente” da história a ganhar a medalha de ouro. Também seria a 1ª medalha de ouro da história do Kuwait caso ele estivesse competindo pelo seu país.

Os únicos países a conquistarem sua primeira medalha na história durante a Rio 2016 foram Kosovo, Fiji e Jordania. Como todas elas foram de ouro, elas já estão descritas na lista acima.

Agradeço a leitura desta longa série e lembro que a caixa de comentários está à disposição para quaisquer dúvidas ou manifestações.

Imagens: Ouro de Tolo

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