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Certamente você, caro leitor que curte uma novela, se lembra do personagem Linda, de Amor à Vida, interpretada por Bruna Linzmeyer. Bruna teve um desafio e tanto pela frente ao interpretar um personagem autista, devido ser uma complicação relativamente desconhecida. A repercussão do personagem certamente ajudou as pessoas a voltarem um pouco suas atenções para autismo, mesmo que fosse por mera curiosidade.

Comecei a coluna falando sobre isso porque considero sim que a mídia, como um todo, tem papel importante no despertar da sociedade para diversos temas. E como dia 2 de abril é comemorado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, esta que vos escreve escolheu falar um pouco sobre isso.

Primeiramente, quero deixar claro que não gosto nem acho correto tratar autismo como uma doença, então vocês não me verão aqui – nem em nenhum outro lugar – me referindo a isto como doença.

messiO autismo é uma condição na qual se incluem diversos distúrbios, como o transtorno autista, transtorno desintegrativo da infância, transtorno generalizado do desenvolvimento não-especificado e Síndrome de Asperger, que são diagnosticados como Transtornos do Espectro Autista – TEA. Essa série de distúrbios é uma desordem que ocorre no cérebro e tem causas ainda muito desconhecidas. Sabe-se que há a influência da genética aliada a fatores externos, mas os mecanismos ainda não são bem elucidados.

O autismo é algo permanente, sem cura. Mas é claro que a gente sempre pode fazer algo com a finalidade de melhorar a vida de pessoas nessas condições. Algumas necessitarão de acompanhamento a vida toda, outras poderão viver quase normalmente, tudo depende do grau que a pessoa é afetada. Existem sim as condições que são comuns às pessoas autistas, como a hiperatividade, falta de atenção, falta de coordenação motora entre outras, mas alguns indivíduos são acometidos mais seriamente, enquanto outros não.

Como já falei, o autismo afeta principalmente o cérebro, então é claro que vão ocorrer certas limitações, principalmente no quesito da aprendizagem. Mas isso não é motivo para negar à pessoa que tem autismo o direito de ir à escola, o direito de interagir, de conviver em sociedade, pois isso fará mais mal a ele.

Novamente me remetendo à personagem Linda, todos que viram a novela lembram que sua mãe a tratava de uma maneira no mínimo equivocada. Posso dizer a vocês que uma pessoa autista é carinhosa, pode conversar, interagir normalmente. Sei disso porque conheço um que freqüenta as aulas de dança que eu faço e ele é super carismático.

Lógico que cada um é diferente, mas não devemos negar uma oportunidade sem antes conhecer, baseados em protótipos e coisas que ouvimos falar e nem sabemos se é verdade. Isso tem um nome e todos nós sabemos do que estou falando.

pinturasOutra coisa que afeta as pessoas com autismo é a sensibilidade sensorial. E isso pode ocorrer em quaisquer uns dos sentidos do corpo humano. Mas isso dá ao autista a capacidade de poder se desenvolver em arte, matemática, música e uma série de outras habilidades.

É como sempre digo: várias circunstâncias podem nos impor limites físicos e/ou intelectuais, mas não sejamos nós mesmos a fazermos isso. Não vamos impor limites às pessoas, dizer o que elas podem ou não fazer da vida, não sejamos nós a condená-los a ficarem presos, sem interagir, sem demonstrar suas emoções. Cuidados são sempre bem-vindos, mas não em exagero.

Quem conhece nossos limites somos nós mesmos e nós que podemos definir até onde vamos chegar.