{"id":49697,"date":"2019-12-09T11:00:25","date_gmt":"2019-12-09T14:00:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/?p=49697"},"modified":"2019-12-09T10:08:40","modified_gmt":"2019-12-09T13:08:40","slug":"um-estudo-sobre-a-danca-da-lua-estacio-1993-parte-i","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2019\/12\/um-estudo-sobre-a-danca-da-lua-estacio-1993-parte-i\/","title":{"rendered":"Um estudo sobre \u201cA Dan\u00e7a da Lua\u201d \u2013 Est\u00e1cio 1993, parte I"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">A Coluna Abre-Alas retorna, depois de alguma aus\u00eancia, com um estudo sobre a est\u00e9tica e a narrativa de um desfile muito cultuado pelos amantes do carnaval \u2013 Entre eles, eu: \u201cA Dan\u00e7a da Lua\u201d. Vou dividir esse tema em dois posts.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito querido pela comunidade estaciana gra\u00e7as ao belo samba, \u201cDan\u00e7a\u201d volta e meia est\u00e1 na lista dos enredos mais pedidos para reedi\u00e7\u00e3o. Tarc\u00edsio Zanon, carnavalesco da agremia\u00e7\u00e3o em diversas ocasi\u00f5es, disse numa entrevista ao programa Bar Apoteose que, enquanto liderava a agremia\u00e7\u00e3o, diversos estacianos pediam que ele reeditasse o enredo do carnaval de 1993, tal o carinho que a comunidade tem pelo enredo. E \u201cDan\u00e7a\u201d mostrou-se assim. Como um desfile de proposta vanguardista, com uma narrativa personal\u00edssima e que na avenida mostrou-se t\u00e3o belo quanto problem\u00e1tico, especialmente no que tange a assuntos alheios aos quesitos de carnavalesco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u201cDan\u00e7a da Lua\u201d \u00e9 o primeiro desfile da s\u00e9rie \u201cUm Estudo Sobre\u201d. Recorrentemente escolheremos um enredo para esmiu\u00e7ar aqui na coluna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fa\u00e7amos, ent\u00e3o este mergulho no Rio Berohok\u00e3 e viajemos, juntos, nos del\u00edrios de Lilith, tendo o generos\u00edssimo Chico Spinoza como companheiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ficha T\u00e9cnica: \u201cA Dan\u00e7a da Lua\u201d, enredo da GRES Est\u00e1cio de S\u00e1 em 1993. Carnavalesco e autor do enredo: Chico Spinoza. Carros Aleg\u00f3ricos: 10. Alas: 36. Componentes: 4800.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Link com o desfile na \u00edntegra:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Est\u00e1cio de S\u00e1 1993 - Dan\u00e7a da Lua\" width=\"525\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5Ha55WMnaZE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ano \u00e9 1993.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Est\u00e1cio vivia um momento que era, ao mesmo tempo, tenso e euf\u00f3rico. A agremia\u00e7\u00e3o do S\u00e3o Carlos havia sido a campe\u00e3 do ano anterior, era uma escola aclamada entre os jovens da \u00e9poca, que lotavam a antiga quadra na regi\u00e3o do Teleporto \u2013 que mais tarde seria enredo de triste mem\u00f3ria para a comunidade estaciana. Os \u201cPagodes do Le\u00e3o\u201d eram um sucesso, e o \u201cMe d\u00ea me d\u00e1, me d\u00e1 me d\u00ea\u201d de 1992 ainda eram entoados pela comunidade. Todavia, a rela\u00e7\u00e3o profissional entre os carnavalescos campe\u00f5es estava estremecida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ambos se conheciam h\u00e1 muito tempo, ainda na \u00e9poca de TV Tupi de S\u00e3o Paulo, Chico era, primeiro, amigo de Mauro. Com o irm\u00e3o deste, M\u00e1rio, Chico foi parceiro em desfiles como \u201cEm Busca do Ouro\u201d (Salgueiro, 1988) e, j\u00e1 na escola do S\u00e3o Carlos, estiveram juntos em \u201cLangsdorff, del\u00edrio na Sapuca\u00ed\u201d (Est\u00e1cio, 1990) e \u201cBrasil, Brega e Kitsch\u201d (Est\u00e1cio, 1991). Em 1992, M\u00e1rio Monteiro sugeriu que ambos trabalhassem em cima dos 70 Anos do Modernismo. E assim nasceu o enredo de 92. Com a carta branca de Monteiro, Spinoza desenvolveu a pl\u00e1stica e os figurinos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1993, a parceria se desfez oficialmente. Sob apoio da comunidade estaciana, Chico permaneceu no S\u00e3o Carlos, cabendo a M\u00e1rio partir para outra agremia\u00e7\u00e3o. E ele foi desenvolver \u201cCerim\u00f4nia de Casamento\u201d, na Portela. Depois da apoteose de Pauliceia e do t\u00edtulo inusitado da Est\u00e1cio, a cobran\u00e7a era alt\u00edssima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pl\u00e1stica e Enredo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chico desmente a cren\u00e7a geral de que a Est\u00e1cio vivia um \u201c\u00e1pice financeiro\u201d. Em 1993 houve uma melhora sutil ao que havia em 1992, ano do t\u00edtulo. Em \u201cDan\u00e7a\u201d a Est\u00e1cio ocupou o antigo barrac\u00e3o da Beija Flor. Na \u00e9poca de \u201cPaulic\u00e9ia\u201d, aponta Chico, n\u00e3o havia barrac\u00e3o. Diz ele que \u201cO caro do Macuna\u00edma, inclusive, foi confeccionado embaixo de um viaduto, num trecho descoberto\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao haver lido o livro \u201cLilith a Lua Negra\u201d, de Roberto Sicuteri, Spinoza decidiu-se em abordar a pr\u00f3pria Lilith &#8211; figura mitol\u00f3gica judaica \u2013 al\u00e9m das fases da Lua, tomando cada fase como uma dan\u00e7a, e traduzindo tudo isso a partir de est\u00e9tica hebraica. Kananciu\u00ea e os caraj\u00e1s chegam depois, como forma de justificar a dan\u00e7a que fez a lua esconder-se \u2013 Na fase da Lua negra \u2013 para a partir da\u00ed revelar Lilith, a real protagonista do enredo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chico via-se t\u00e3o envolvido por Lilith que disse, inclusive, sentir-se possu\u00eddo pela divindade enquanto dormia. A tudo atribui \u00e0 deusa: Desde a escolha da paleta de cores, aos tra\u00e7os ind\u00edgenas do figurino. A fantasia da modelo Veluma, por exemplo, mesmo sendo ind\u00edgena, tem asas que Chico atribui \u00e0 inspira\u00e7\u00e3o de Lilith. Num dos morcegos que compunha o setor ind\u00edgena, tamb\u00e9m. Chico dizia ser ele, n\u00e3o um morcego \u201corg\u00e2nico\u201d, mas um morcego-Lilith.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/estacio1993d.jpg\" alt=\"\" width=\"455\" height=\"304\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Note as estruturas em alum\u00ednio e a ressignifica\u00e7\u00e3o do morcego enquanto \u201cMorcego-Lilith\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Curiosamente, mesmo sendo um elemento central e important\u00edssimo para a composi\u00e7\u00e3o do enredo, Lilith n\u00e3o \u00e9 citada no samba, nem nas 35 p\u00e1ginas do enredo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para defender esta id\u00e9ia, Spinoza dividiu a escola em cinco setores. Em dois deles imprimiu uma est\u00e9tica ind\u00edgena-Caraj\u00e1 (Lua Nova e Crescente) e nos outros tr\u00eas uma est\u00e9tica hebraica e\/ou conceitual (Luas Cheia, Minguante e Negra). Na transi\u00e7\u00e3o entre o universo ind\u00edgena e o judaico, Spinoza colocou, no meio do desfile, uma segunda comiss\u00e3o de frente (Que inclusive ele pr\u00f3prio intitula como sendo uma comiss\u00e3o de centro), a fim de tornar claro que a partir daquele ponto, haveria uma mudan\u00e7a est\u00e9tica e narrativa consider\u00e1vel, pois que eram duas narrativas distintas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta divis\u00e3o narrativa, a que mistura duas tradi\u00e7\u00f5es e suas formas de relacionar-se com a Lua, com pitadas de surrealismo, n\u00e3o foi t\u00e3o bem compreendida pelo j\u00fari, que atribuiu 10, 9,5 e 9,0 ao enredo. Segundo Chico, numa conversa com Maria Augusta, a carnavalesca criticou as escolhas de Spinoza, dizendo que o desfile poderia, inclusive, acabar \u201cpesado\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Plasticamente, o desfile tem muitos bons momentos. Houve o uso de muito material alternativo ou in\u00e9dito \u00e0quela ocasi\u00e3o, como o alum\u00ednio, a lycra estampada, as varetas de pol\u00edmero e os tecidos laminados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto ao uso do alum\u00ednio, Chico o disp\u00f4s de duas formas: Embutido\/estrutural na parte caraj\u00e1 e exposto na parte hebraica. Spinoza apontou que a proposta do uso do alum\u00ednio partiu de S\u00e9rgio Marimba, que propunha us\u00e1-lo em lugar do arame. Esta substitui\u00e7\u00e3o permitiria maior leveza \u00e0s composi\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de a pr\u00f3pria envergadura do alum\u00ednio permitir uma est\u00e9tica diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na primeira parte \u2013 ind\u00edgena \u2013 ele era usado embutido: Nota-se claramente o uso desse elemento na comiss\u00e3o de frente \u201cprincipal\u201d, que nasceu a partir de refer\u00eancias no carnaval caribenho. Aqueles \u201cmonstros\u201d da Comiss\u00e3o de Frente tinham, no costeiro, tubos de alum\u00ednio de 5m de altura, que seguravam a cabe\u00e7a. Havia, no peitoral, uma pesada estrutura de vergalh\u00e3o, o que acabou demandando pessoas com tipos espec\u00edficos para que pudessem suportar o peso. Al\u00e9m desta ferragem, a fantasia era composta por muitas penas de pav\u00e3o. Dill Costa e Samuel Abrantes\/Samille Cunha, os respons\u00e1veis pela comiss\u00e3o de frente, n\u00e3o tinham muito a fazer junto aos bailarinos devido \u00e0quele figurino, que era t\u00e3o grande que compunha, em volumetria, ao abre alas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/estacio1993c.jpg\" alt=\"\" width=\"392\" height=\"290\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>No detalhe, a Comiss\u00e3o de Frente e seus 5m de altura em estruturas de alum\u00ednio<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O figurino de Monique Evans tamb\u00e9m tinha um movimento de arames de alum\u00ednio pelo corpo e umas asas no mesmo material, que caracterizavam-na como o urubu-rei citado no enredo. A fantasia de Monique lan\u00e7ava m\u00e3o, tamb\u00e9m, de lycra estampada. Uma novidade na ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 na segunda parte \u2013 hebraica \u2013 o alum\u00ednio aparecia exposto j\u00e1 na \u201csegunda comiss\u00e3o de frente\u201d e maximizado no \u00faltimo carro. Ali\u00e1s, os mesmos drag\u00f5es presentes na Segunda Comiss\u00e3o de Frente est\u00e3o presentes na alegoria, embora em outra propor\u00e7\u00e3o. Nesta segunda comiss\u00e3o, tal como a primeira, tanto os figurinos, como a coreografia, tamb\u00e9m eram chefiados por Samuel\/Samille e Dill. Coube a Marimba fazer os quinze drag\u00f5es de alum\u00ednio que comporiam a ala.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/estacio1993b.jpg\" alt=\"\" width=\"377\" height=\"243\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>No detalhe, a aplica\u00e7\u00e3o do alum\u00ednio tanto na estrutura como na decora\u00e7\u00e3o do 10\u00ba Carro Aleg\u00f3rico da Est\u00e1cio<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro elemento muito presente, e que viria a caracterizar os desfiles de Spinoza era o uso da vareta pl\u00e1stica. Chico come\u00e7ou a usar a vareta em \u201cBrasil Brega &amp; Kitsch\u201d. Neste desfile, de 1991, houve a aplica\u00e7\u00e3o das varetas em uma roupa apenas, a da modelo Edna Velho. O carnavalesco foi desenvolvendo a t\u00e9cnica at\u00e9 us\u00e1-la de maneira mais ostensiva em \u201cPaulic\u00e9ia\u201d. Nesta \u201cFase experimental\u201d, as varetas eram de um pl\u00e1stico n\u00e3o muito flex\u00edveis e quebravam. Tanto que ao fim do desfile de 92, Chico viu o ch\u00e3o sujo com peda\u00e7os e vareta e de pompom e achou que a Est\u00e1cio seria punida por isso. Depois, com o aux\u00edlio do Instituto do Pl\u00e1stico de SP, ele e sua equipe fizeram o estudo de um material ideal que fosse adequado e dur\u00e1vel. Acabaram por encontrar o tal pol\u00edmero que comporia as varetas num ateli\u00ea de fundo de quintal em S\u00e3o Gon\u00e7alo. Tanto em \u201cPaulic\u00e9ia\u201d como em \u201cDan\u00e7a da Lua\u201d, os pompons estavam fortemente presentes, e, na maior parte das vezes confeccionados em tule ou em marabu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde Paulic\u00e9ia, onde Chico n\u00e3o admitia apenas o uso de plumas \u2013 que eram usadas em demasia \u2013 como elemento decorativo das fantasias. No desfile de 92 ele usava uma entrada de varetas, que eram enroladas com fitilho prata e que dava um efeito brilhoso em meio \u00e0s plumas. Mesmo usando-as lan\u00e7ava m\u00e3o de outros recursos. Outro recurso novo \u2013 aponta Chico \u2013 era o uso de penas falsas, que tamb\u00e9m come\u00e7aram a ser usadas no desfile campe\u00e3o de 1992. Em ambas ocasi\u00f5es, algumas varetas cobertas com voil. As penas eram feitas uma a uma, eram cortava em lasanhas de pano em overloque, acabamento em fu\u00ea e acabavam por medir um metro e meio. Na Ala 35, A Aliena\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m houve o uso de panos rasgados em fraldas, o que tamb\u00e9m era um diferencial \u00e0 \u00e9poca. (A ala n\u00e3o aparece em primeiro plano na cobertura de TV, mas est\u00e1 imediatamente ap\u00f3s a segunda ala de baianas \u201cCanibalismo Cultural\u201d).<\/p>\n<p>Voltaremos em breve com a segunda parte do texto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Coluna Abre-Alas retorna, depois de alguma aus\u00eancia, com um estudo sobre a est\u00e9tica e a narrativa de um desfile muito cultuado pelos amantes doTour Details<\/p>\n","protected":false},"author":53,"featured_media":49706,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1357],"tags":[18,185],"class_list":["post-49697","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-abre-alas","tag-carnaval","tag-estacio-de-sa"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49697","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/53"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49697"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49697\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49705,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49697\/revisions\/49705"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49706"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49697"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49697"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49697"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}