{"id":49600,"date":"2019-09-06T09:55:07","date_gmt":"2019-09-06T12:55:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/?p=49600"},"modified":"2019-09-06T09:56:41","modified_gmt":"2019-09-06T12:56:41","slug":"os-desfiles-de-ontem-e-de-hoje-diferencas-esteticas-e-narrativas-ii","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2019\/09\/os-desfiles-de-ontem-e-de-hoje-diferencas-esteticas-e-narrativas-ii\/","title":{"rendered":"Os desfiles de ontem e de hoje: diferen\u00e7as est\u00e9ticas e narrativas (II)"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">Dando prosseguimento ao artigo anterior, agora voltaremos o olhar para o desfile que h\u00e1 no papel: as diferen\u00e7as narrativas presentes nos desfiles antigos e nos modernos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quanto \u00e0 narrativa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A narrativa carnavalesca foi sendo moldada e constru\u00edda ao longo do tempo. A cada momento elementos novos foram surgindo e dando \u00e0 festa o formato que conhecemos hoje. No tocante ao enredo, muito se discute sobre o momento em que este surgiu nos cortejos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Simas e Mussa sugerem no livro \u201cSamba de Enredo \u2013 Hist\u00f3ria e Arte\u201d, que o casamento entre enredo, samba e sua tradu\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica como elemento narrativo mostra-se de forma embrion\u00e1ria em \u201cTeste ao samba\u201d (Portela, 1939), todavia, ainda assim, muito diferente do que \u00e9 feito hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por muito tempo, o enredo era pautado num roteiro que servia de base ao espectador. O advento do Livro Abre-Alas, com a explana\u00e7\u00e3o completa do enredo, a cita\u00e7\u00e3o \u00e0s fontes usadas na pesquisa e a evidencia\u00e7\u00e3o da narrativa constru\u00edda pelos carnavalescos, s\u00f3 passou a existir ap\u00f3s 1988, segundo o Centro de Mem\u00f3ria do Carnaval da Liesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali\u00e1s, \u00e9 importante destacar que as dissolu\u00e7\u00f5es, fus\u00f5es e contendas das Ligas dos Grupos de Acesso tornam dif\u00edcil a obten\u00e7\u00e3o e o estudo dos Livros Abre-Alas das escolas pertencentes a estas divis\u00f5es. A atual liga, LIERJ, os disponibiliza apenas a partir de 2013, ano de sua funda\u00e7\u00e3o \u2013 e isso com algum esfor\u00e7o. Desta feita, a an\u00e1lise da narrativa do carnaval atual comparado ao antigo fica um tanto ref\u00e9m da nossa mem\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/20170305_055355.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-45512\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/20170305_055355-453x340.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"525\" srcset=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/20170305_055355-453x340.jpg 453w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/20170305_055355-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/20170305_055355-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a>Quando levamos em conta que cada um dos elementos presentes no cortejo \u00e9 parte componente da constru\u00e7\u00e3o da narrativa carnavalesca, facilmente percebemos com o passar dos anos, ou a aus\u00eancia de alas, ou a releitura de elementos, ou ainda uma mudan\u00e7a do posicionamento de alegorias e de seus significados no enredo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, de acordo com o conceito estabelecido pelo carnavalesco, cabe aos carros aleg\u00f3ricos ilustrar a abertura ou o fechamento do setor. Por\u00e9m, em alguns carnavais passados, havia a proposta de divis\u00e3o em grupos, onde em cada grupo havia um ou mais carros aleg\u00f3ricos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Estacio 1993 - A Danca da Lua.mpg\" width=\"525\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2hQsfoC4SwM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso fica claro em desfiles como \u201cA Dan\u00e7a da Lua\u201d (Est\u00e1cio, 1993), onde o carnavalesco Chico Spinoza divide a narrativa da escola em 14 carros e em 5 setores \u2013 Onde cada um representava uma das Luas citada no enredo. Em \u201cSou Amigo do Rei\u201d (Salgueiro, 1990), a Professora Rosa Magalh\u00e3es lan\u00e7a m\u00e3o do mesmo artif\u00edcio: Eram 10 os carros e tr\u00eas os setores &#8211; chamados por ela \u00e0 \u00e9poca de \u201cdivis\u00e3o em tr\u00eas partes\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda no que tange ao enredo, anteriormente havia uma maior frequ\u00eancia de enredos conceituais e on\u00edricos. O jornalista e mestrando em Carnaval e Arte Contempor\u00e2nea pela UERJ Rafael Menezes, destaca um deles: \u201cTupinic\u00f3polis\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mocidade 1987 - Tupinicopolis (completo)\" width=\"525\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5ivrMNthNaw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, o enredo de Fernando Pinto \u00e9 o que <em>\u201cmais sintetiza o carnaval no sentido de transgress\u00e3o\u201d quando \u201cprop\u00f5e uma narrativa ficcional, onde \u00e9 concebida uma utopia de metr\u00f3pole ind\u00edgena, ou seja, n\u00e3o parte de uma premissa de mera reprodu\u00e7\u00e3o de fatos j\u00e1 conhecidos, contados de forma linear. Tudo parte absolutamente da imagina\u00e7\u00e3o do carnavalesco, o que se reflete na composi\u00e7\u00e3o inusitada de alegorias e fantasias.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Menezes faz uma observa\u00e7\u00e3o interessante quanto \u00e0 representa\u00e7\u00e3o do \u00edndio nos desfiles, quando afirma que \u201cTupinic\u00f3polis encabe\u00e7a um processo de reflex\u00e3o sobre o impacto do pensamento colonial nas manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas brasileiras de um modo geral. Atualmente, por exemplo, s\u00e3o raras as inser\u00e7\u00f5es da quest\u00e3o ind\u00edgena no campo da arte contempor\u00e2nea.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rafael prossegue dizendo que \u201cTupinic\u00f3polis\u201d n\u00e3o <em>s\u00f3 \u201cse consolida como uma refer\u00eancia narrativa e est\u00e9tica, como nos mostra que Fernando Pinto n\u00e3o teve sucessores. Ele em si era uma categoria dentro do carnaval.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aproveitando do sugerido por Rafael no tocante a enredos cuja narrativa \u00e9 personal\u00edssima, cito tamb\u00e9m um outro carnavalesco que lan\u00e7ava m\u00e3o de uma forma muito particular para contar e dividir suas hist\u00f3rias: Jo\u00e3osinho Trinta. Dentre os tantos enredos poss\u00edveis, destacaria \u201cO Rei e os Tr\u00eas espantos de Debret\u201d (Viradouro, 1995), onde os espantos do artista franc\u00eas pontuavam a divis\u00e3o dos setores.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Viradouro 1995 Globo\" width=\"525\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/x_V--XxtPPw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Nos desfiles que est\u00e3o por vir\u201d \u2013 Salienta Menezes \u2013 \u201cnoto que todo o contexto envolvendo o cen\u00e1rio pol\u00edtico nacional e a interfer\u00eancia do atual prefeito do Rio no planejamento or\u00e7ament\u00e1rio das escolas de samba (redu\u00e7\u00e3o progressiva do repasse de verba p\u00fablica) e na instaura\u00e7\u00e3o de uma dualidade entre o Carnaval e outras \u00e1reas como educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, teve reflexos nos enredos. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Narrativas como a vida do babalorix\u00e1 Jo\u00e3ozinho da Gomeia (Grande Rio), Benjamin de Oliveira (Salgueiro) e Elza Soares (Mocidade) elevam a matriz negra da festa \u00e0 m\u00e1xima pot\u00eancia, na qual a escola de samba refor\u00e7a seu territ\u00f3rio simb\u00f3lico e seu certificado de presen\u00e7a na cena cultural do Rio. Provavelmente, sem esses fatores de tens\u00e3o, a escolha dos enredos poderia caminhar para um lado previs\u00edvel e obediente a um formato de desfile que j\u00e1 vinha dando sinais de desgaste.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0s Comiss\u00f5es de Frente, especialmente nos anos 90, houve uma experimenta\u00e7\u00e3o proposta pelos carnavalescos tanto em seu posicionamento como em sua quantidade: Ainda citando a Est\u00e1cio de 1993, assim como a S\u00e3o Clemente de 1991, ambas vieram com duas comiss\u00f5es de frente a fim de refor\u00e7ar um conceito: na escola de Botafogo, as \u00faltimas alas agiam como se recome\u00e7assem o desfile, com isso retornavam n\u00e3o s\u00f3 a Comiss\u00e3o de Frente, como o carro Abre-Alas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"S\u00e3o Clemente 1991 (DESFILE COMPLETO - Globo)\" width=\"525\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5mcDfIjMTHw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao passo que a escola do S\u00e3o Carlos trazia uma outra comiss\u00e3o no meio do desfile \u2013 Tratando-a exatamente desta forma: \u201cSegunda Comiss\u00e3o de Frente ou Comiss\u00e3o de Centro\u201d. Hoje a Comiss\u00e3o de Frente \u00e9 tocada pelo core\u00f3grafo, que discute o conceito com o carnavalesco, e ela vem, necessariamente, \u00e0 frente da escola. Importante ressaltar que a mega elabora\u00e7\u00e3o atual da ala difere em muito da proposta antiga &#8211; onde o objetivo era apenas o de apresentar a escola. Ali\u00e1s, a necessidade atual em gerar impacto com a Comiss\u00e3o, faz com que nem sempre ela converse bem com o desenvolvimento do enredo que vem na sequ\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra quest\u00e3o que tange ao posicionamento de elementos importantes na constru\u00e7\u00e3o narrativa do carnaval \u00e9 referente ao Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira. O posicionamento atual da dupla, vindo logo ap\u00f3s a Comiss\u00e3o de Frente, \u00e9 tamb\u00e9m muito novo. Acho bem interessantes algumas propostas modernas quanto \u00e0 significa\u00e7\u00e3o do casal e a sua inser\u00e7\u00e3o na narrativa. Embora seja um enredo com grande particularidade, destaco Beija Flor 2017, onde o casal representava Iracema e Martim, resumindo em si o casal protagonista do enredo e abrindo a narrativa do enredo a partir deles.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"BEIJA FLOR 2017 - DESFILE COMPLETO EM HD\" width=\"525\" height=\"295\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OvFbfRAs56Y?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sob a tem\u00e1tica abordada no artigo de hoje, \u00e9 poss\u00edvel observar ter havido uma tentativa de experimenta\u00e7\u00e3o em algum momento dos anos 80 e 90, que em dado momento se consolidou, e hoje, mais que novas hist\u00f3rias para contar, os carnavalescos procuram novas formas de contar estas hist\u00f3rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afinal, o carnaval nada mais \u00e9 que a tradu\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica de uma hist\u00f3ria, e toda hist\u00f3ria depende de um bom alinhave narrativo. Como diria o mestre-mor, Jo\u00e3osinho Trinta, o carnaval trata-se de uma \u00f3pera popular, onde o libreto \u00e9 o enredo, o corpo de baile s\u00e3o as passistas, e o coral, as alas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Agradecimento: Rafael Menezes<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Vitor.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-49601\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Vitor-218x300.jpg\" alt=\"\" width=\"218\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Vitor-218x300.jpg 218w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Vitor-247x340.jpg 247w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Vitor.jpg 622w\" sizes=\"auto, (max-width: 218px) 100vw, 218px\" \/><\/a>PS: Semana passada, eu e meus parceiros Wagner Gon\u00e7alves e Sandro Rauly fizemos a apresenta\u00e7\u00e3o do enredo \u201cAmantikir, a Serra que Chora\u201d, para a Unidos da Tamandar\u00e9. \u00c0 comunidade Tamandar\u00e9, a minha gratid\u00e3o pela forma calorosa como nos recebeu. Avante, Tamandar\u00e9!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Imagens: Arquivo Ouro de Tolo e O Globo (Alto do Post)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dando prosseguimento ao artigo anterior, agora voltaremos o olhar para o desfile que h\u00e1 no papel: as diferen\u00e7as narrativas presentes nos desfiles antigos e nosTour Details<\/p>\n","protected":false},"author":53,"featured_media":44457,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1357],"tags":[18,12,19],"class_list":["post-49600","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-abre-alas","tag-carnaval","tag-cultura","tag-escolas-de-samba"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49600","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/53"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49600"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49600\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49602,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49600\/revisions\/49602"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44457"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49600"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49600"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49600"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}