{"id":41039,"date":"2016-04-19T14:58:28","date_gmt":"2016-04-19T17:58:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/?p=41039"},"modified":"2016-04-19T15:22:36","modified_gmt":"2016-04-19T18:22:36","slug":"justificando-o-injustificavel-2016-enredo-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2016\/04\/justificando-o-injustificavel-2016-enredo-parte-1\/","title":{"rendered":"Justificando o Injustific\u00e1vel 2016: Enredo &#8211; Parte 1"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Mais uma vez fecharemos a Justificando o Injustific\u00e1vel com o quesito Enredo. Com a extin\u00e7\u00e3o do quesito Conjunto, este \u00e9 o que mais se aproxima de julgar o desfile em sua completude.Este tamb\u00e9m \u00e9 um quesito dividido em subquesitos: Concep\u00e7\u00e3o e Realiza\u00e7\u00e3o, cada um variando entre 4,5 e 5 pontos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como voc\u00eas ver\u00e3o, houve um excesso de justificativas pol\u00eamicas neste quesito esse ano. Algumas delas demandaram verdadeiras reda\u00e7\u00f5es com introdu\u00e7\u00e3o, argumento, contra-argumento e conclus\u00e3o para serem analisadas. Isso gerou coment\u00e1rios muito maiores do que o que est\u00e1 sendo o tamanho padr\u00e3o da s\u00e9rie. Por isso, dividi o quesito Enredo em duas partes. A 1\u00aa, com os M\u00f3dulos 1 e 2, \u00e9 est\u00e1 que vos apresento. Na quinta-feira o Ouro de Tolo publicar\u00e1 a 2\u00aa parte do quesito Enredo, com os m\u00f3dulos 3 e 4 al\u00e9m do texto de encerramento da S\u00e9rie.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>M\u00f3dulo 1<\/strong><br \/>\n<strong>Julgador: Johnny Soares<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Notas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Est\u00e1cio &#8211; 9.8 (concep\u00e7\u00e3o 4.9 e\u00a0realiza\u00e7\u00e3o 4.9)<br \/>\nUni\u00e3o da Ilha &#8211; 9.7 (concep\u00e7\u00e3o 4.9 e realiza\u00e7\u00e3o 4.8)<br \/>\nBeija-Flor &#8211; 9.9 (concep\u00e7\u00e3o 4.9)<br \/>\nGrande Rio &#8211; 9.9\u00a0(concep\u00e7\u00e3o 4.9)<br \/>\nMocidade &#8211; 9.9 (realiza\u00e7\u00e3o 4.9)<br \/>\nUnidos da Tijuca &#8211; 9.9\u00a0(concep\u00e7\u00e3o 4.9)<br \/>\nVila Isabel &#8211; 10<br \/>\nSalgueiro &#8211; 10<br \/>\nS\u00e3o Clemente &#8211; 9.7 (concep\u00e7\u00e3o 4.9 e realiza\u00e7\u00e3o 4.8)<br \/>\nPortela &#8211; 10<br \/>\nImperatriz &#8211; 9.9 (concep\u00e7\u00e3o 9.9)<br \/>\nMangueira &#8211; 10<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na justificativa de concep\u00e7\u00e3o na Est\u00e1cio, \u00a0j\u00e1 temos um problema. Soares retirou ponto alegando que as alas 19 e 20 (Bandeiras em Guerra e S\u00e3o Jorge &#8211; Patrono de Portugal) estariam deslocadas no setor 4 quando deveriam estar no setor 3 do desfile.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A justificativa at\u00e9 faria sentido se isso realmente tivesse ocorrido, afinal o setor 3 representava a devo\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jorge no mundo e o Setor 4 era dedicada as lendas que envolvem a hist\u00f3ria de S\u00e3o Jorge.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que torna essa Justificativa um erro \u00e9 que as duas alas citadas n\u00e3o estavam nem no setor 3 nem no setor 4, mas no Setor 5. O Setor 5 retrata a chegada da devo\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jorge ao Brasil e ela veio via Portugal. Ou seja, as alas estavam encaixadas dentro do enredo e o julgador viu um defeito que, em tese, simplesmente n\u00e3o existiu. Por\u00e9m voc\u00eas notar\u00e3o que a Est\u00e1cio foi penalizada por todos os julgadores por isso&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, por que isso ocorreu? Porque os julgadores ficam bitolados na ideia de que os setores s\u00e3o delimitados pelas alegorias! A Est\u00e1cio, por algum motivo, decidiu fazer uma roteiriza\u00e7\u00e3o do desfile sui generis colocando 2 alegorias (no caso as alegorias 3 e 4) de forma consecutiva. Isso quebrou um pouco a sequ\u00eancia normalmente usada nos desfiles: um setor de fantasias sendo fechada por uma alegoria. Assim, a alegoria 4 se tornou o in\u00edcio do setor 3, enquanto a alegoria 5 se tornou o in\u00edcio do setor 4.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa roteiriza\u00e7\u00e3o incomum, acabou faltando um marco de divis\u00e3o entre os setores 4 e 5. Assim, logo ap\u00f3s a ala 18, que fecha o 4\u00ba setor, j\u00e1 vinha a ala 19 que abre o 5\u00ba setor. Realmente \u00e9 uma divis\u00e3o incomum, mas uma lida de 5min no Livro Abre-alas j\u00e1 resolve a quest\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda sim pode-se descontar a quebra abrupta de setor, sem uma demarca\u00e7\u00e3o, sendo que os setores do desfile da Est\u00e1cio n\u00e3o se comunicam, n\u00e3o representam uma continuidade narrativa, mas formam v\u00e1rias pequenas narrativas que se juntam para formar um argumento. De qualquer forma, n\u00e3o foi esse o justificado por nenhum dos 4 julgadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para piorar, o d\u00e9cimo perdido em realiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser pol\u00eamico. Um dos motivos alegados foi a falta de qualidade est\u00e9tica das alegorias. S\u00f3 que tal falta de qualidade est\u00e9tica n\u00e3o pode ser julgado em Enredo, mas em Alegorias e Adere\u00e7os. Em Enredo deve-se julgar apenas a capacidade de compreens\u00e3o do argumento da Escola atrav\u00e9s dos diversos s\u00edmbolos trazidos pelo desfile.\u00a0Logo, apuro est\u00e9tico n\u00e3o cabe em Enredo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seguida o julgador emendou com aquela famosa bengala do &#8220;pouco criativa&#8221;. Isso remete a outro problema do quesito enredo. O manual do julgador apenas diz que o julgador deve julgar &#8220;A criatividade (n\u00e3o confundir com ineditismo)&#8221;. Mas como a criatividade deve ser julgada no quesito Enredo? Com certeza, n\u00e3o deve ser da mesma forma que \u00e9 julgada em Fantasias ou Alegorias e Adere\u00e7os. Mas qual s\u00e3o os pontos de corte? O Manual nem sequer ajuda a delimit\u00e1-los.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Ilha, o julgador, entre outros problemas, despontuou a inova\u00e7\u00e3o da Ilha que misturou 41 fantasias em uma ala s\u00f3 &#8220;com a mesma paleta de cores, formando uma massa exageradamente pesada.&#8221; Essa inova\u00e7\u00e3o\u00a0da Ilha resultou em uma ala gigantesca, com fantasias misturadas e ficou dif\u00edcil olhar todas com aten\u00e7\u00e3o. Era um bloc\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O julgador tamb\u00e9m reparou que um grupo que deveria vir antes da \u00faltima ala, conforme o Livro Abre-alas, n\u00e3o apareceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0 Beija-Flor, o desconto ocorreu porque o julgador sentiu falta de uma explica\u00e7\u00e3o mais clara da rela\u00e7ao do Marques de Sapuca\u00ed com o carnaval, que convenhamos, \u00e9 mesmo muito fruto do acaso (<a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2015\/07\/enredos-e-suas-sinopses-domingo-2\/\">eu j\u00e1 havia escrito na pr\u00e9via das sinopses que essa seria a maior dificuldade da Beija-Flor<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Grande Rio, outro fato que eu j\u00e1 havia adiantado na referida coluna: o destaque dado ao futebol, al\u00e9m de ter sido uma quebra dr\u00e1stica na narrativa hist\u00f3rica, ficou demasiamente desproporcional ao argumento do enredo que foi a cidade de Santos como um todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Unidos da Tijuca, outra justificativa pol\u00eamica: o julgador cita a falta de uma ala sobre a \u00e1gua no Setor 1 da escola, que retratou os elementos fogo, ar e terra. A pol\u00eamica \u00e9 que, como o pr\u00f3prio julgador pontuou, a \u00e1gua apareceu com bastante destaque na alegoria que encerra o setor. Aqui h\u00e1 argumentos para os dois lados: contra a justficativa, podemos arrolar <a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2015\/04\/justificando-o-injustificavel-enredo\/\">o que j\u00e1 escrevi aqui ano passado sobre a intera\u00e7\u00e3o de alegorias e fantasias na constru\u00e7\u00e3o do enred<\/a><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2015\/04\/justificando-o-injustificavel-enredo\/\">o<\/a>:\u00a0n\u00e3o h\u00e1 nada que obrigue a alegoria ser a s\u00edntese do setor e por n\u00e3o haver nenhum problema na explica\u00e7\u00e3o do enredo, n\u00e3o h\u00e1 motivos para se descontar a escola porque ela apresentou o elemento do enredo apenas no carro e n\u00e3o em fantasia. A favor da justificativa podemos dizer que a alegoria em momento algum ressaltou a \u00e1gua como o 4\u00ba elemento, de import\u00e2ncia central para a agricultura. Inclusive a pr\u00f3pria defesa da alegoria no abre-alas apenas justifica que as \u00e1guas cristalinas apenas conferem exuber\u00e2ncia a paisagem apresentada pela alegoria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta mesma linha de &#8220;esquecimento&#8221; da \u00e1gua, o julgador estranha a presen\u00e7a de uma ala para representar os peixes no setor do &#8220;solo sagrado&#8221;. Por mais que o setor seja dedicado aos animais criados na regi\u00e3o de Sorriso, realmente \u00e9 um tanto quanto complicado aliar solo a peixes. Na S\u00e3o Clemente, em concep\u00e7\u00e3o, o julgador retirou d\u00e9cimo porque a ala do circo (ala 12) veio antes da ala do seu criador, Philip Astley (ala 14). Aqui, mais uma vez, acredito que Rosa Magalh\u00e3es foi incompreendida pelo julgador e pelo extremo apego dos julgadores aos setores, algo que n\u00e3o est\u00e1 escrito em lugar algum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se olharmos o plano de desfile da S\u00e3o Clemente, entenderemos que Rosa decidiu inicialmente apresentar o circo e depois o que comp\u00f5e o circo, fazendo com que o p\u00fablico realmente estivesse como espectador dentro do circo, vendo as atra\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, a ala 12 apresenta a estrutura do circo e a ala 13, o palha\u00e7o equestre criado por Astley. A\u00ed vem a alegoria 3, representando o pr\u00f3prio circo e seus elementos. Para encerrar tal apresenta\u00e7\u00e3o do circo, Rosa apresenta ao p\u00fablico aquele que teve toda a ideia das alas 12, 13 e do carro, o pr\u00f3prio Astley.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No desconto da realiza\u00e7\u00e3o mais problemas: o julgador disse que &#8220;o tema irreverente sugeriria mais ousadia e humor, o que n\u00e3o se viu&#8221;. Mais uma vez: o julgador n\u00e3o pode julgar o que acha que deveria ser apresentado, mas sim pelo que a escola se prop\u00f4s a apresentar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A S\u00e3o Clemente em momento algum prop\u00f4s a fazer um enredo irreverente, tal inten\u00e7\u00e3o est\u00e1 clar\u00edssima no Abre-alas, seja na sinopse do enredo (uma aula de hist\u00f3ria e quase sem irrever\u00eancia, no m\u00e1ximo um pouquinho ao fim) ou na justificativa do enredo. Ou o julgador n\u00e3o leu o Livro Abre-Alas ou n\u00e3o entendeu o que estava escrito (no que seria uma p\u00e9ssima interpreta\u00e7\u00e3o) ou partiu de par\u00e2metros errados de julgamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para terminar\u00a0essa justificativa, ele tamb\u00e9m descontou o fato de que a bateria n\u00e3o estava com a cara pintada para representar os palha\u00e7os de cara branca. Aqui, reporto-me a poss\u00edvel pol\u00eamica que j\u00e1 escrevi no m\u00f3dulo 1 do quesito Fantasias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para finalizar este julgador, mais uma justificativa complicad\u00edssima para a Imperatriz Leopoldinense: o julgador disse que as alas 12 (Romaria) e 13 (Rei do Gado) estariam fora de ordem. Segundo o julgador, a ala 13 tinha que estar no setor 2, sobre a agricultura, enquanto a ala 12, deveria estar no setor 4, sobre o folclore.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais uma vez, o julgador n\u00e3o entendeu a estrutura do enredo da Imperatriz. As duas alas estavam no setor que falava sobre as ra\u00edzes da m\u00fasica sertaneja brasileira. Oras, Rei do Gado e Romaria s\u00e3o dois cl\u00e1ssicos da m\u00fasica sertaneja, como elas est\u00e3o fora de ordem? As duas alas est\u00e3o representando as respectivas m\u00fasicas, n\u00e3o as figuras de um grande pecuarista ou alguma romaria religiosa. \u00a0Ou seja, o julgador demonstrou um total desconhecimento do cancioneiro sertanejo brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em defesa do julgador, h\u00e1 de se admitir que a defesa das fantasias no Livro Abre-alas foi feito de modo desastroso. Se n\u00e3o se tem conhecimento pr\u00e9vio da exist\u00eancia das m\u00fasicas, simplesmente n\u00e3o se consegue advinhar que essas fantasias as representam. Transcreverei aqui ambas as justificativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ala 12 (Romaria):\u00a0<em>\u201cComo eu n\u00e3o sei rezar\/ S\u00f3 queria mostrar\/ Meu olhar, meu olhar, meu olhar\u2026\u201d Nos versos de Renato Teixeira, o caipira olha nos olhos da santa e exp\u00f5e toda a sua verdade: S\u00f3 lhe resta a f\u00e9&#8221;(as mai\u00fasculas foram mantidas da forma como est\u00e3o escritas no livro)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ala 13 (Rei do Gado): &#8220;O gado tem presen\u00e7a marcante na vida sertaneja e em sua m\u00fasica, estabelecendo paralelos entre patr\u00e3o x pe\u00e3o. Goi\u00e1s possui o terceiro maior rebanho bovino do pa\u00eds.&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Realmente, essas defesas feitas pela Imperatriz foram um tiro no pr\u00f3prio p\u00e9. Sem conhecimento das m\u00fasicas, simplesmente se acha mesmo que as fantasias est\u00e3o deslocadas. P\u00e9ssimo trabalho. Ainda sim, se espera de um julgador de enredo um conhecimento vasto e boa capacidade de interpreta\u00e7\u00e3o, senti falta das duas qualidades no julgamento deste m\u00f3dulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Johnny Soares j\u00e1 teve uma mega pol\u00eamica em rela\u00e7\u00e3o a erro de matem\u00e1tica na nota da Imp\u00e9rio da Tijuca em 2014, j\u00e1 apresentou um caderno err\u00e1tico em 2015 e agora apresenta este caderno complicado em 2016. \u00c9 mais um que tem poderia entrar na listinha de avalia\u00e7\u00e3o criterosa da LIESA para perman\u00eancia ou exclus\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-40131 alignleft\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/salgueiro2016a-e1455042769665-300x257.jpg\" alt=\"imperatriz2016a\" width=\"300\" height=\"257\" srcset=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/salgueiro2016a-e1455042769665-300x257.jpg 300w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/salgueiro2016a-e1455042769665-397x340.jpg 397w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/salgueiro2016a-e1455042769665.jpg 540w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>M\u00f3dulo 2<\/strong><br \/>\n<strong>Julgador: Artur Nunes Gomes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Notas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Est\u00e1cio &#8211; 9.8 (concep\u00e7\u00e3o 4.9 e\u00a0realiza\u00e7\u00e3o 4.9)<br \/>\nUni\u00e3o da Ilha &#8211; 9.8 (concep\u00e7\u00e3o 4.9 e realiza\u00e7\u00e3o 4.9)<br \/>\nBeija-Flor &#8211; 9.9 (concep\u00e7\u00e3o 4.9)<br \/>\nGrande Rio &#8211; 9.8\u00a0(concep\u00e7\u00e3o 4.9 e realiza\u00e7\u00e3o 4.9)<br \/>\nMocidade &#8211; 9.9 (realiza\u00e7\u00e3o 4.9)<br \/>\nUnidos da Tijuca &#8211; 9.9\u00a0(concep\u00e7\u00e3o 4.9)<br \/>\nVila Isabel &#8211; 9.8 (realiza\u00e7\u00e3o 4.8)<br \/>\nSalgueiro &#8211; 10<br \/>\nS\u00e3o Clemente &#8211; 10<br \/>\nPortela &#8211; 10<br \/>\nImperatriz &#8211; 9.9 (concep\u00e7\u00e3o 9.9)<br \/>\nMangueira &#8211; 10<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De forma impressionante, Gomes e Soares repetiram praticamente TODOS os mesmos motivos de desconto para todas as escolas de domingo. Uma coincid\u00eancia extrema que nunca tinha visto nesses anos todos lendo cadernos de julgamento. Logo tudo o que falei da Est\u00e1cio at\u00e9 a Unidos da Tijuca em Johnny Soares servem como uma luva para Artur Gomes&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0\u00a0Vila Isabel, o julgador descontou falta de unidade tem\u00e1tica (&#8220;alas e alegorias muito desiguais&#8221;), dificuldade de entendimento em 2 alas e outras 3 alas com solu\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica semelhante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 na Imperatriz, o julgador descontou que a m\u00fasica sertaneja deveria ser o fio condutor do enredo de acordo com o Livro Abre-alas e ao fim, o fio condutor acabou sendo a pr\u00f3pria biografia da dupla sertaneja homenageada, &#8220;ancorada na exibi\u00e7\u00e3o de diferentes aspectos da vida econ\u00f4mica e cultural do estado e Goias, terra natal dos homenageados&#8221;. Logo, n\u00e3o houve o adequado desenvolvimento do tema de acordo com o proposto pela escola. Aqui, nada a retocar. O Livro abre-alas \u00e9 claro ao dizer que a m\u00fasica sertaneja ser\u00e1 o fio condutor do enredo em um texto explicativo nas p\u00e1ginas 227 a 229 do Livro Abre-alas de segunda-feira. Esse texto ali\u00e1s, batizado de &#8220;Hist\u00f3rico do Enredo&#8221;, n\u00e3o foi divulgado junto com a sinopse no meio do ano passado, s\u00f3 sendo revelado no pr\u00f3prio Abre-alas. Ao mesmo tempo, eu tamb\u00e9m n\u00e3o identifiquei a m\u00fasica sertaneja como fio condutor do enredo. No m\u00e1ximo apenas teve um setor dedicada a ela no desfile. Mais um d\u00e9cimo perdido pela Imperatriz por problemas na confec\u00e7\u00e3o do Abre-alas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para um julgador estreante, Gomes teve um caderno mediano, com justificativas pol\u00eamicas no domingo e dois descontos bem entendidos na segunda-feira. Alias, essa extrema coincid\u00eancia de justificativas no domingo com Soares \u00e9 rar\u00edssima.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais uma vez fecharemos a Justificando o Injustific\u00e1vel com o quesito Enredo. 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