{"id":31750,"date":"2015-01-13T06:09:11","date_gmt":"2015-01-13T08:09:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/?p=31750"},"modified":"2015-01-08T10:31:11","modified_gmt":"2015-01-08T12:31:11","slug":"sob-o-reinado-de-momo-uma-cidade-muitas-historias","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2015\/01\/sob-o-reinado-de-momo-uma-cidade-muitas-historias\/","title":{"rendered":"Sob O Reinado De Momo, Uma Cidade, Muitas Hist\u00f3rias"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cEvo\u00e9!\u201d. O grito de Momo ecoa pelo Rio e abre o carnaval de 1930. O Rei deslumbra-se com as Grandes Sociedades e na Pra\u00e7a Onze acha gra\u00e7a das desenxabidas Escolas de Samba, que penam para sair. \u00c9 ele quem comanda a patuscada enquanto namora Clio, a deusa da Hist\u00f3ria. De m\u00e3os dadas, eles brincam nas p\u00e1ginas do Jornal do Brasil em sete diferentes d\u00e9cadas, num amor de carnaval que sobreviveu \u00e0s cinzas. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Rio de Janeiro tem a alma carnavalesca e o mundo parece se juntar aos cariocas nos blocos ou nas duras arquibancadas da Avenida Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed, durante os dias de folia. Em nenhum outro lugar o Carnaval, que teve in\u00edcio nos cultos pag\u00e3os da Antiga Roma, ganhou tantos adeptos e express\u00f5es diferentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, at\u00e9 a d\u00e9cada de 1960, as Escolas de Samba n\u00e3o eram a grande festa da cidade: Corsos, Grandes Sociedades, Ranchos, Frevos, Cord\u00f5es, bailes sofisticados como o do Teatro Municipal e at\u00e9 simples fantasiados que desfilavam com irrever\u00eancia nas ruas ganhavam mais destaque nos jornais do que os desfiles das agremia\u00e7\u00f5es de samba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As Grandes Sociedades ou <em>clubs<\/em> carnavalescos Fenianos, Democr\u00e1ticos, Tenentes do Diabo, Pierr\u00f4s da Caverna e Congresso desfilavam no carnaval de 1930 como os <em>\u201cverdadeiros sustent\u00e1culos do carnaval carioca\u201d, <\/em>segundo noticiou o <em>Jornal do Brasil<\/em> em 4\/3\/1930. No mesmo exemplar, pode-se ler algo impens\u00e1vel no Rio de hoje: <em>\u201cAo Corso tem aflu\u00eddo todos os autom\u00f3veis da cidade\u201d. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Luxo e Cr\u00edtica Social nos Clubs<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desfile da Sociedade dos Fenianos foi marcado naquele ano por grandes alegorias, nas quais o luxo e a cr\u00edtica social e pol\u00edtica conviviam harmoniosamente: <em>\u201cRompe a primeira parte do cortejo um abre-alas, bem feita alus\u00e3o aos novos sinais luminosos autom\u00e1ticos e no qual aparece um feniano pedindo descongestionamento para a passagem do pr\u00e9stito\u201d,<\/em> segundo o <em>JB<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E se j\u00e1 naquela \u00e9poca as interven\u00e7\u00f5es da Prefeitura no tr\u00e2nsito atormentavam a vida do carioca, a imprensa n\u00e3o era poupada, com a alegoria que representava <em>o \u201cJornalismo de Sensa\u00e7\u00e3o, charge \u00e0s reportagens sensacionalistas\u201d<\/em>, ainda no desfile dos Fenianos, conforme noticiava o mesmo <em>JB<\/em> de mar\u00e7o de 1930.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2015\/01\/sob-o-reinado-de-momo-uma-cidade-muitas-historias\/jb06_02_1940\/\" rel=\"attachment wp-att-31751\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-large wp-image-31751\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/JB06_02_1940-240x340.jpg\" alt=\"JB06_02_1940\" width=\"240\" height=\"340\" srcset=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/JB06_02_1940-240x340.jpg 240w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/JB06_02_1940-211x300.jpg 211w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/JB06_02_1940.jpg 442w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/a>Em 6\/2\/1940, o <em>Jornal do Brasil<\/em>, com sede na Avenida Rio Branco, em pleno cora\u00e7\u00e3o do carnaval da cidade, recebia \u201cvisitas\u201d de foli\u00f5es an\u00f4nimos, que frequentavam as p\u00e1ginas do jornal, com suas fantasias criativas, desde cl\u00e1ssicos toureiros a um inusitado abajur. Segundo o jornal, o velho foli\u00e3o \u201cCoxada\u201d, <em>\u201cesteve na avenida com sua travesti e cestinha de flores. E foi tal a coleta que Coxada prometeu n\u00e3o gozar sozinho o resultado de sua peregrina\u00e7\u00e3o pelas ruas da cidade\u201d. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outros tempos, outros carnavais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No carnaval de 1950, a cobertura do <em>JB <\/em>se dividia entre os vencedores dos concursos: o rancho <em>Decididos de Quintino<\/em>, o <em>pr\u00e9stito<\/em> do Arsenal da Marinha, o frevo dos <em>Lenhadores<\/em> e a escola de samba <em>Imp\u00e9rio do Serrano<\/em> (sic). No mesmo ano, o rancho \u00e9 considerado o <em>\u201cdesfile de mais prest\u00edgio no esp\u00edrito carnavalesco do povo carioca, o melhor espet\u00e1culo que oferece o carnaval metropolitano\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a festa estava mudando. As Grandes Sociedades j\u00e1 eram coisa do passado e haviam se convertido em espet\u00e1culo decadente no carnaval de 1960. Por isso mesmo, recebia severas cr\u00edticas do <em>Jornal do Brasil<\/em>: <em>\u201c\u00c9 um dos mais feios espet\u00e1culos do carnaval. Os carros s\u00e3o pobres e do mau gosto mais gritante\u201d.<\/em> Enquanto isso, o luxo e o requinte das alegorias passariam aos poucos a ser a nova marca das escolas de samba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Escolas de Samba por cima<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As escolas de samba demoraram a sair dos sub\u00farbios da cidade, que at\u00e9 a d\u00e9cada de 1930 eram onde se ouvia <em>\u201co barulho magn\u00edfico dos pandeiros, das gaitas, dos reco-recos e dos clarins\u201d<\/em>, segundo o <em>JB<\/em>. Mas em fevereiro de 1940, o jornal j\u00e1 informa que uma multid\u00e3o de vinte mil acompanhava, na Pra\u00e7a Onze, a ent\u00e3o <em>\u201cnota mais pitoresca do carnaval da cidade\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2015\/01\/sob-o-reinado-de-momo-uma-cidade-muitas-historias\/jb05_03_1960\/\" rel=\"attachment wp-att-31752\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-large wp-image-31752\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/JB05_03_1960-232x340.jpg\" alt=\"JB05_03_1960\" width=\"232\" height=\"340\" srcset=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/JB05_03_1960-232x340.jpg 232w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/JB05_03_1960-204x300.jpg 204w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/JB05_03_1960.jpg 425w\" sizes=\"auto, (max-width: 232px) 100vw, 232px\" \/><\/a>Duas d\u00e9cadas depois, o <em>JB<\/em> ainda tratava as Escolas de Samba como curiosidade. O maior destaque que a festa ganhava na edi\u00e7\u00e3o de 5\/3\/1960 ocorria nas p\u00e1ginas policiais. Natal, bicheiro e patrono da Portela, foi espancado por guardas da Pol\u00edcia Municipal no dia da apura\u00e7\u00e3o dos desfiles. O motivo da confus\u00e3o foi a contesta\u00e7\u00e3o do campeonato da Portela, e a solu\u00e7\u00e3o foi dividir, naquele ano, o primeiro lugar com Mangueira, Imp\u00e9rio Serrano, Salgueiro e Aprendizes de Lucas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mesmo exemplar do <em>Jornal do Brasil<\/em>, j\u00e1 se lia que as Escolas de Samba eram <em>\u201co maior acontecimento popular do carnaval carioca\u201d<\/em>. Mesmo assim, acompanhar os desfiles era uma aventura para o turista incauto. Se ele n\u00e3o tivesse a sorte de conseguir uma vaga entre os m\u00f3dicos mil lugares do palanque especial do departamento de Turismo, que enfrentasse os cord\u00f5es de isolamento, onde, novamente, a pol\u00edcia agia com viol\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Superescolas de samba S.A.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1970 h\u00e1 mudan\u00e7as significativas na cobertura do carnaval pelo <em>JB<\/em>, que come\u00e7a a ser monopolizada pelos desfiles das Escolas de Samba, j\u00e1 consolidados como o grande evento da cidade, em detrimento de outras manifesta\u00e7\u00f5es carnavalescas. Sua fama internacional \u00e9 notada com a entrevista de Janis Joplin ao jornal. Em visita ao Brasil, a roqueira se revela interessada em \u201caprender a sambar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2015\/01\/sob-o-reinado-de-momo-uma-cidade-muitas-historias\/jb14_02_1970\/\" rel=\"attachment wp-att-31756\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-large wp-image-31756\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/JB14_02_1970-218x340.jpg\" alt=\"JB14_02_1970\" width=\"218\" height=\"340\" srcset=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/JB14_02_1970-218x340.jpg 218w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/JB14_02_1970-192x300.jpg 192w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/JB14_02_1970.jpg 402w\" sizes=\"auto, (max-width: 218px) 100vw, 218px\" \/><\/a>Ali\u00e1s, os sambistas culpariam os turistas pelo fracasso dos desfiles daquele ano. Pela primeira vez, para que os desfiles n\u00e3o avan\u00e7assem pela manh\u00e3 e tarde do dia seguinte e se viabilizassem como evento tur\u00edstico, a Prefeitura imp\u00f4s uma dura\u00e7\u00e3o m\u00e1xima para a passagem das escolas, com perda de pontos para a agremia\u00e7\u00e3o que estourasse o tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O editorial do JB de 9\/2\/1970 tem como t\u00edtulo \u201cSamba Acelerado\u201d e critica <em>\u201co vexame de uma corrida que atenta contra a pr\u00f3pria dignidade do samba\u201d.<\/em> O jornalista Anderson de Campos aponta uma tend\u00eancia que seria cada vez maior nos desfiles, ao reclamar que <em>\u201cos ensaios se transformaram em fonte de renda e divers\u00e3o para a Zona Sul e passistas chegam no dia do desfile sem saber puxar o samba-enredo\u201d.<\/em> Pren\u00fancios de uma nova era no carnaval, agora vitrine para artistas e modelos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na Sapuca\u00ed, a festa das celebridades<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ritmo das transforma\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 cadenciado como o dos antigos sambas-de-enredo. Muitas inova\u00e7\u00f5es s\u00e3o introduzidas nos desfiles, at\u00e9 a inaugura\u00e7\u00e3o do samb\u00f3dromo, no carnaval de 1984. Na opini\u00e3o do <em>JB<\/em> de 19\/03\/1984<em>, \u201cA dist\u00e2ncia da pista de desfile prejudicou o contato entre as escolas e os assistentes\u201d, e a Pra\u00e7a da Apoteose, idealizada por Darcy Ribeiro, \u201clevou quase \u00e0 loucura os diretores de alas e de harmonia\u201d. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mesmo ano, as escolas do primeiro grupo ganham nas p\u00e1ginas do jornal um espa\u00e7o de an\u00e1lise minuciosa. A Unidos da Tijuca, por exemplo, em nada lembra a atual pot\u00eancia do carnaval carioca<em>: \u201cAs fantasias da Comiss\u00e3o de Frente s\u00f3 chegaram quando as alas j\u00e1 estavam armadas e a solu\u00e7\u00e3o foi trocar o vigoroso ex\u00e9rcito de guerreiros negros, formados por dan\u00e7arinos do afox\u00e9 filhos de Gandhi, por uma linha de mulatas em biqu\u00edni diminuto\u201d,<\/em> segundo o jornal, em 19\/03\/1984.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No fim do s\u00e9culo XX, a Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 rejeitada pelos sambistas, muito menos pelas modelos e atrizes que se acotovelam e disputam as lentes das c\u00e2meras de TV, na frente das baterias. O <em>JB<\/em> de 28\/02\/90 entrevista o cantor Jamel\u00e3o, que indignado com os <em>\u201cricos e endinheirados que mandam no carnaval\u201d,<\/em> anuncia, em v\u00e3o, sua aposentadoria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Samba agoniza mas n\u00e3o morre<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2015\/01\/sob-o-reinado-de-momo-uma-cidade-muitas-historias\/jb16_02_1999\/\" rel=\"attachment wp-att-31753\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-large wp-image-31753 alignright\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/JB16_02_1999-210x340.jpg\" alt=\"JB16_02_1999\" width=\"210\" height=\"340\" srcset=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/JB16_02_1999-210x340.jpg 210w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/JB16_02_1999-186x300.jpg 186w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/JB16_02_1999.jpg 388w\" sizes=\"auto, (max-width: 210px) 100vw, 210px\" \/><\/a>Essa tend\u00eancia marcou firmemente o carnaval de 1999, no qual a musa sadomas\u00f4 <em>Tiazinha<\/em> atrasou a apresenta\u00e7\u00e3o da Tradi\u00e7\u00e3o em dez minutos, devido ao ex\u00e9rcito de fot\u00f3grafos que se posicionava desde sua chegada na passarela. Outro destaque foi a briga da modelo M\u00f4nica Carvalho com a Escola de Samba Grande Rio, que a retirou de um carro aleg\u00f3rico para dar lugar a mulheres an\u00f4nimas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 nos camarotes, Luciana Gimenez fazia mist\u00e9rio sobre sua gravidez, enquanto observava (ou n\u00e3o) o Salgueiro esquentar sua bateria ao som do hit religioso \u201cErguei as M\u00e3os\u201d, do padre Marcelo Rossi. Mas \u00e9 na capa do <em>JB<\/em> de 16\/02\/1999 que Tutty Vasques vaticina<em>: \u201cA grande vencedora do desfile da noite de domingo foi Solange Gomes. Pelo menos pela televis\u00e3o s\u00f3 deu essa mo\u00e7a\u201d. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s portas do s\u00e9culo XXI, portanto, o maior espet\u00e1culo da terra j\u00e1 n\u00e3o era o samba, e as mudan\u00e7as n\u00e3o pararam por a\u00ed. Mesmo assim, o carnaval carioca parece ter uma grande capacidade de reinven\u00e7\u00e3o. E durante muito tempo os cariocas desejar\u00e3o renovar os votos de confian\u00e7a ao rei Momo, entregando a ele as chaves da cidade durante os cinco dias de folia \u2013 pelo menos \u00e9 o que a Hist\u00f3ria aponta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Para acessar as p\u00e1ginas citadas, visite <span style=\"color: #ff6600;\"><a style=\"color: #ff6600;\" href=\"http:\/\/www.jb.com.br\/paginas\/news-archive\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.jb.com.br\/paginas\/news-archive\/<\/a><\/span>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>[N.do.E.: o historiador Lourival Mendon\u00e7a passa a assinar uma coluna quinzenal a partir de hoje. PM]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEvo\u00e9!\u201d. O grito de Momo ecoa pelo Rio e abre o carnaval de 1930. 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