{"id":25083,"date":"2014-04-24T07:36:48","date_gmt":"2014-04-24T10:36:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/?p=25083"},"modified":"2014-04-22T23:40:28","modified_gmt":"2014-04-23T02:40:28","slug":"historia-e-outros-assuntos-domingos-sodre-um-sacerdote-africano","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2014\/04\/historia-e-outros-assuntos-domingos-sodre-um-sacerdote-africano\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria e Outros Assuntos: &#8220;Domingos Sodr\u00e9, um sacerdote africano&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nesta ter\u00e7a-feira, <strong>o doutorando em Hist\u00f3ria Fabr\u00edcio Gomes<\/strong> discorre sobre o livro que conta a saga do africano Domingos Sodr\u00e9, escravo e depois alforriado na Bahia h\u00e1 quase dois s\u00e9culos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><em><strong>Domingos Sodr\u00e9, um sacerdote africano:\u00a0escravid\u00e3o, liberdade e candombl\u00e9 na Bahia do s\u00e9culo XIX<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma biografia sem personagem principal. Talvez essa seja a primeira impress\u00e3o que o leitor pode ter ao iniciar a leitura de \u201cDomingos Sodr\u00e9, um sacerdote africano: escravid\u00e3o, liberdade e candombl\u00e9 na Bahia do s\u00e9culo XIX\u201c, do historiador baiano Jo\u00e3o Jos\u00e9 Reis. Sem d\u00favidas, trata-se de uma biografia inovadora, se levarmos em considera\u00e7\u00e3o ao g\u00eanero biogr\u00e1fico padr\u00e3o \u2013 hist\u00f3rias de vida cronol\u00f3gicas, com previsibilidade e a linearidade do \u201cin\u00edcio, meio e fim\u201d. Avan\u00e7ando tr\u00eas cap\u00edtulos, o biografado entra e sai da narrativa constantemente. Afinal, \u201conde est\u00e1 Domingos Sodr\u00e9?\u201d, ao mesmo tempo personagem principal e an\u00f4nimo da hist\u00f3ria?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas engana-se quem pensa que o surgimento (ou desparecimento?) da personagem \u00e9 fruto do acaso. Na p\u00e1gina 16, o autor d\u00e1 a dica: \u201cO leitor perceber\u00e1 que nosso personagem sai frequentemente de cena para dar lugar ao seu mundo e a outros personagens que o povoam, atrav\u00e9s dos quais sua hist\u00f3ria \u00e9 em grande medida contada\u2026\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 a senha para se entender a hist\u00f3ria desse africano nascido no Reino de Onim \u2013 atual Lagos, na Nig\u00e9ria \u2013 em torno do ano 1797, que chegou \u00e0 \u201cCidade da Bahia\u201d (Salvador) durante o apogeu da produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar, entre 1815 e 1820. Notemos aqui outra caracter\u00edstica marcante dessa biografia: a imprevisibilidade dos fatos. Mas como escrever uma hist\u00f3ria sem comprova\u00e7\u00e3o de acontecimentos e datas? Sem d\u00favidas, Jo\u00e3o Jos\u00e9 Reis apresenta essa proposta, fugindo ao padr\u00e3o tradicional das biografias de antanho. A vida desse africano, rec\u00e9m-liberto no s\u00e9culo XIX \u00e9 o fio-condutor da hist\u00f3ria, que exp\u00f5e as rela\u00e7\u00f5es sociais, rela\u00e7\u00f5es de poder e atividades econ\u00f4micas e culturais vivenciadas pelos libertos, vivendo \u00e0s margens do sistema escravista. Os libertos s\u00e3o, ao mesmo tempo, resultado e oposi\u00e7\u00e3o a este sistema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/domingossodre.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-25087 alignleft\" alt=\"domingossodre\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/domingossodre.jpg\" width=\"200\" height=\"299\" \/><\/a>Jo\u00e3o Jos\u00e9 Reis \u00e9 doutor em Hist\u00f3ria pela Universidade de Minnesota (EUA), p\u00f3s-doutor pela Universidade de Londres, Universidade de Stanford, e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA). \u00c9 uma refer\u00eancia quando o assunto \u00e9 escravid\u00e3o no s\u00e9culo XIX. Escreveu alguns cl\u00e1ssicos sobre este assunto, como \u201cNegocia\u00e7\u00e3o e conflito \u2013 A resist\u00eancia negra no Brasil escravista\u201d (em co-autoria com o historiador Eduardo Silva), \u201cA morte \u00e9 uma festa \u2013 ritos f\u00fanebres e revolta popular no Brasil do s\u00e9culo XIX\u201d (Pr\u00eamio Jabuti, em 1992), \u201cRebeli\u00e3o escrava no Brasil \u2013 A hist\u00f3ria do Levante dos Mal\u00eas em 1835\u2033, \u201cO Aluf\u00e1 Rufino \u2013 Tr\u00e1fico, escravid\u00e3o e liberdade no Atl\u00e2ntico Negro (1822-1853)\u201d \u2013 em co-autoria com os historiadores Fl\u00e1vio Gomes e Marcus Carvalho -, entre outros artigos acad\u00eamicos de fundamental import\u00e2ncia para se entender a escravid\u00e3o naquele per\u00edodo hist\u00f3rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nosso personagem foi comprado pelo coronel de mil\u00edcias Francisco Maria Sodr\u00e9 Pereira, indo trabalhar num engenho, no Rec\u00f4ncavo baiano, adquirindo o sobrenome \u201cSodr\u00e9\u201d de seu senhor. Foi casado duas vezes, chegando a possuir seis escravos. Fez parte de uma comunidade da na\u00e7\u00e3o nag\u00f4 e foi alforriado em 1836, ficando conhecido posteriormente pela alcunha de \u201cpapai de terreiro\u201d, devido \u00e0 sua prestimosidade no candombl\u00e9 \u2013 recebia clientes de toda natureza social em sua casa, situada na bem localizada Ladeira de Santa Tereza, em Salvador, pr\u00f3xima a um convento de freiras, onde preparava beberagens, eb\u00f3s e amuletos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A religi\u00e3o \u00e9 um dos pontos centrais deste livro, que dedica alguns cap\u00edtulos a mostrar a capilaridade desta pr\u00e1tica religiosa em praticamente todas as camadas sociais da Bahia, desde as senzalas at\u00e9 a aristocracia dos sal\u00f5es. Eram rituais que atra\u00edam grande diversidade de interessados: desde esposas que n\u00e3o queriam que os maridos esquecessem os \u201cdeveres conjugais\u201d, passando por escravos que desejavam \u201camansar\u201d seus senhores, at\u00e9 mesmo negociantes em busca de bons neg\u00f3cios. H\u00e1 uma minuciosa descri\u00e7\u00e3o dos rituais do candombl\u00e9, pr\u00e1ticas e costumes a\u00ed inseridos. A\u00ed o leitor poder\u00e1 perguntar como o autor conseguiu a proeza do detalhamento. Uma poss\u00edvel resposta seria a familiaridade de Jo\u00e3o Jos\u00e9 Reis com o assunto, abordado de uma ou outra forma em suas obras anteriores. Jo\u00e3o tem o dom\u00ednio, de fato, do tema e conhece como poucos, a religiosidade africana. Outra quest\u00e3o importante \u00e9 a primazia arquiv\u00edstica deste historiador, que engendra um processo investigativo inusitado sobre a personagem, numa pesquisa de f\u00f4lego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mesmo tempo em que crescia vertiginosamente, imbrincando-se na heterogeneidade de todas as camadas sociais baianas, por volta de 1850, o candombl\u00e9 enfrentou forte repress\u00e3o policial, numa sociedade comandada pelo fervor e tradi\u00e7\u00e3o do catolicismo. As religi\u00f5es oriundas da \u00c1frica eram mal-vistas. O candombl\u00e9 era encarado como divertimento e empecilho para o florescimento da na\u00e7\u00e3o \u2013 vale lembrar que desde meados do s\u00e9culo XIX, a pol\u00edtica de \u201cbranqueamento\u201d da na\u00e7\u00e3o j\u00e1 era objeto de desejo em nossa sociedade. Escravos que praticavam rituais eram punidos com pris\u00e3o, castigos e at\u00e9 mesmo o retorno compuls\u00f3rio \u00e0 \u00c1frica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de expor a tessitura da rede social e religiosa africana na Bahia, a hist\u00f3ria de vida de Domingos Sodr\u00e9 permite ao leitor compreender a negocia\u00e7\u00e3o e o conflito existentes, a todo o momento, entre as autoridades (Pol\u00edcia), a imprensa e os perseguidos \u2013 os praticantes do candombl\u00e9. O livro tamb\u00e9m descerra as cortinas para as atividades econ\u00f4micas praticadas pelos libertos: Domingos Sodr\u00e9 fazia parte de uma junta de alforria \u2013 institui\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, destinadas a libertar escravos africanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mobilidade social de Domingos Sodr\u00e9 foge \u00e0 ilus\u00e3o biogr\u00e1fica, descrita por Pierre Bourdieu, n\u00e3o sendo previs\u00edvel e tampouco cronol\u00f3gica. Sua trajet\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 linear, v\u00ea-se a todo instante diante de uma encruzilhada: se constitui e se transforma \u00e0 medida que transita por distintos territ\u00f3rios sociais e culturais. Percebemos a rela\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduo e sociedade de maneira menos dicot\u00f4mica e mais tensionada, de acordo com os condicionamentos sociais e as singularidades individuais de cada um, como Gilberto Velho nos aponta. \u201cProjetos mudam, assim como pessoas mudam por meio dos seus projetos\u201d. A narrativa tamb\u00e9m passa ao largo daquilo que Jean-Claude Passer\u00f3n, soci\u00f3logo franc\u00eas, chamou de \u201cutopia biogr\u00e1fica\u201d: dar um excesso de sentido e de coer\u00eancia inerente a qualquer tentativa biogr\u00e1fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Terminada a leitura da obra, podemos dizer que al\u00e9m de conhecermos a personagem, sua vida e o contexto pol\u00edtico e social em que vivia, aprendemos a import\u00e2ncia do m\u00e9todo que direciona a pesquisa \u2013 grande desafio aos historiadores na produ\u00e7\u00e3o de biografias. Como j\u00e1 citado ao longo desta an\u00e1lise, o car\u00e1ter lacunar das fontes possibilita que a narrativa torne-se, de certo modo, fic\u00e7\u00e3o e imagina\u00e7\u00e3o do autor na escrita da hist\u00f3ria, na tentativa de \u201cadivinhar\u201d como determinados acontecimentos da vida de Domingos Sodr\u00e9 poderiam ter ocorrido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E nesse exerc\u00edcio de adivinha\u00e7\u00e3o, o pr\u00f3prio Jo\u00e3o Jos\u00e9 Reis poderia ser Domingos Sodr\u00e9 \u2013 o adivinho. Historiadores s\u00e3o, de certo modo, tamb\u00e9m adivinhos, j\u00e1 que acreditar que os documentos (fontes) n\u00e3o se encerram em si mesmas e n\u00e3o dizem tudo que s\u00e3o capazes de provar. \u00c9 como se n\u00f3s, historiadores, dev\u00eassemos tamb\u00e9m deixar nossas mentes e intui\u00e7\u00f5es trabalharem, estabelecendo liga\u00e7\u00f5es entre eventos n\u00e3o explicitados nas documenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que foi a trajet\u00f3ria de Domingos Sodr\u00e9, sen\u00e3o constru\u00edda pelo autor? Na falta de fontes, Jo\u00e3o Jos\u00e9 Reis deixou sua mente trabalhar numa tentativa imaginativa de situar a personagem no contexto da sociedade escravista baiana do s\u00e9culo XIX, tendo o passado como refer\u00eancia para o constructo de sua hist\u00f3ria de vida. Voltando mais uma vez a Passer\u00f3n, n\u00e3o \u00e9 reconstituindo a hist\u00f3ria de vida de Domingos Sodr\u00e9 com perfei\u00e7\u00e3o que dar\u00e1 autencidade a sua trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parece que Jo\u00e3o Jos\u00e9 Reis queria apenas um motivo para escrever sobre os temas da escravid\u00e3o, liberdade e religi\u00e3o na Bahia oitocentista. Ele conseguiu, neste exerc\u00edcio de micro-hist\u00f3ria, apresentar uma \u00e9poca atrav\u00e9s de um ator social \u00e0 primeira vista desimportante, mas extremamente rico em suas singularidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.5em;\">ALBUQUERQUE J\u00daNIOR, Durval Muniz de. \u201cDomingos Sodr\u00e9, um sacerdote africano: escravid\u00e3o, liberdade e candombl\u00e9 na Bahia do s\u00e9culo XIX\u201d (resenha). Revista Brasileira de Hist\u00f3ria. vol.29. no.57 . S\u00e3o Paulo. Junho de 2009.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOURDIEU, Pierre. \u201cA Ilus\u00e3o Biogr\u00e1fica\u201d. In: FERREIRA, Marieta de Morais, AMADO, Jana\u00edna (Org.) Usos e Abusos da Hist\u00f3ria Oral. Rio de Janeiro: FGV, 1996, p. 183-191.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LEVI, Giovanni. \u201cUsos da Biografia\u201d. In: FERREIRA, Marieta de Morais, AMADO, Jana\u00edna (Org.)Usos e Abusos da Hist\u00f3ria Oral. Rio de Janeiro: FGV, 1996.p. 167- 182.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LEVILLAIN, P. \u201cOs protagonistas da biografia\u201d. In: R\u00c9MOND, R. (org.) Por uma Hist\u00f3ria Pol\u00edtica.Rio de Janeiro: FGV, 2003, p. 141-184.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LORIGA, Sabina. \u201cA biografia como problema\u201d. In: REVEL, Jacques (org.). Jogos de escalas. A experi\u00eancia da microanalise. Rio de Janeiro: Editora da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, 1998. (pp. 225-249)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PASSER\u00d3N, Jean-Claude. \u201cBiographies, flux, itin\u00e9raires, trajectoires\u201d: Revue fran\u00e7aise de sociologie \u2013 Ann\u00e9e 1990 \u2013 Volume 31 \u2013 Num\u00e9ro 1. pg 3-22.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">REIS, Jo\u00e3o Jos\u00e9. Domingos Sodr\u00e9, um sacerdote africano: escravid\u00e3o, liberdade e candombl\u00e9 na Bahia do s\u00e9culo XIX. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VELHO, Gilberto. Projeto e metamorfose: antropologia das sociedades complexas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta ter\u00e7a-feira, o doutorando em Hist\u00f3ria Fabr\u00edcio Gomes discorre sobre o livro que conta a saga do africano Domingos Sodr\u00e9, escravo e depois alforriado naTour Details<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":25085,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[551,552,469,35,73,74],"class_list":["post-25083","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cacique-de-ramos","tag-bahia","tag-candomble","tag-escravidao","tag-historia","tag-livros","tag-resenha-literaria"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25083","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25083"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25083\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25085"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25083"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25083"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25083"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}