{"id":19632,"date":"2013-10-29T14:00:48","date_gmt":"2013-10-29T16:00:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/?p=19632"},"modified":"2013-10-29T06:34:33","modified_gmt":"2013-10-29T08:34:33","slug":"escola-do-meu-coracao-sou-da-vila-nao-tem-jeito","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2013\/10\/escola-do-meu-coracao-sou-da-vila-nao-tem-jeito\/","title":{"rendered":"Escola do Meu Cora\u00e7\u00e3o: \u201cSou da Vila, N\u00e3o Tem Jeito\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Temos uma nova s\u00e9rie no Ouro de Blog a partir de hoje. A \u201cEscola do Meu Cora\u00e7\u00e3o\u201d. Ela vai englobar a paix\u00e3o de autores convidados ou colunistas do blog pelas 12 escolas do Grupo Especial, al\u00e9m de Imp\u00e9rio Serrano e Viradouro. Ser\u00e3o um ou dois textos semanais, at\u00e9 o carnaval.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abrimos a s\u00e9rie com a atual campe\u00e3 do carnaval, a Unidos de Vila Isabel. <strong>O autor convidado \u00e9 o professor Cl\u00e1udio Francioni, que j\u00e1 fez de tudo um pouco na escola de Noel<\/strong>. Vila, ali\u00e1s, onde desfilei em 2004, ano em que a escola venceu o Grupo de Acesso e voltou ao Especial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><em><strong>\u201cSou da Vila, N\u00e3o Tem Jeito\u201d<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Vila dos bo\u00eamios e poetas \/ dos pagodes e serestas e do Boulevard<\/em><br \/>\n<em>Vila das cal\u00e7adas musicais \/ Onde dormem imortais lindas can\u00e7\u00f5es<\/em><br \/>\n<em>Vila dos sabores variados \/ Dos amores e pecados e das ilus\u00f5es<\/em><br \/>\n<em>Vila, quero v\u00ea-la linda \/ Quero v\u00ea-la ainda muito mais feliz \/ S\u00f3 porqu\u00ea<\/em><br \/>\n<em>O sol pintado de ouro \/ Contendo o tesouro que queimou vosso ch\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>Descera pra morar l\u00e1 no poente \/ E o luar que esteve ausente<\/em><br \/>\n<em>J\u00e1 fez men\u00e7\u00e3o de uma Vila t\u00e3o bonita<\/em><br \/>\n<em>Verdes arvoredos prateados \/ Em suas vendas, em suas vidas<\/em><br \/>\n<em>Em suas lidas \/ A cantarolar no seu pomar\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sempre tive o sonho de escrever algumas linhas que pudessem dimensionar o amor que guardo por minha terra e por minha escola. Queria ter escrito algo como \u201cFoi Um Rio Que Passou Em Minha Vida\u201d para a Vila.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">Confesso que ainda quero. \u00c0s vezes tenho algumas ideias, por\u00e9m sinto-me dissuadido quando recordo alguns versos, ou at\u00e9 letras inteiras, que parecem ser declara\u00e7\u00f5es definitivas, de t\u00e3o profundas e bem escritas. Gente como Paulo Braz\u00e3o, Seu Rodolpho, Martinho e Jorge Tropical, entre outros, chegaram antes de mim. Resta-me uma mistura de orgulho, por cantar tais can\u00e7\u00f5es como se minhas fossem, com uma inveja branca do tipo \u201ceu podia ter escrito isso\u201d.<\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cSanto Ant\u00f4nio Padroeiro \/ Somente agora algu\u00e9m lembrou<\/em><br \/>\n<em> Que do alto da colina \/ \u00c9 voc\u00ea que ilumina o meu amor<\/em><br \/>\n<em> Isabel \u00e9 o nome dela \/ Minha doce Cinderela \/ Que ganhou meu cora\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<em> Hoje sou o seu guerreiro \/ Minha arma \u00e9 um pandeiro \/ Minha reza \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o\/<\/em><\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\"><em>Sabi\u00e1 cantou \/ Nos oitis do Boulevard<\/em><br \/>\n<em> Desce do morro, menino \/ Menino, vem vadiar\u201d<\/em><\/address>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi nesse Boulevard que nasci. No cora\u00e7\u00e3o de Vila Isabel, onde hoje se estende ao c\u00e9u um enorme edif\u00edcio, havia a Casa de Sa\u00fade Nossa Senhora de Lourdes. N\u00e3o sei bem o porqu\u00ea, mas tudo aqui remete a esta santa: igreja, col\u00e9gio, o extinto hospital e at\u00e9 farm\u00e1cia. Em Vila absorvi tudo de bom e de ruim que a vida oferece. Fiz minhas maiores amizades, vivi grandes alegrias e aproveitei cada presente que o bairro me deu. Aqui passei a maior parte de meus 44 anos, sequ\u00eancia quebrada apenas pelos sete anos de ex\u00edlio for\u00e7ado pela transfer\u00eancia de meu padrasto militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E foi durante este ex\u00edlio, no interior do Paran\u00e1, que fui apresentado \u00e0s escolas de samba, atrav\u00e9s do LP de 1980, presente dado por minha av\u00f3. Do alto de meus dez anos, decorei todas as obras e cantava com autoridade pela casa. O disco furou. N\u00e3o tive chances de sequer cogitar para qual escola eu torceria. Apesar da m\u00e3e salgueirense, a soma de um poss\u00edvel banzo mirim com a obra prima \u201cSonho De Um Sonho\u201d era arrebatadora. Dali em diante, o disco virou meu presente obrigat\u00f3rio de Natal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;Sonhei que eu era um rei que reinava como um ser comum<\/em><br \/>\n<em>Era um por milhares \/ Milhares por um&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desfile era, para mim, uma coisa distante. Ningu\u00e9m da minha fam\u00edlia era envolvido com carnaval, exceto dois primos de minha m\u00e3e que pagavam suas fantasias e desfilavam cada ano em uma escola diferente, sem nenhum envolvimento maior. Meu primeiro contato real com a minha paix\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o plat\u00f4nica se deu pouco mais de um ano ap\u00f3s ter voltado a morar no Rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era uma tarde de domingo e me dirigi ao extinto campo do Am\u00e9rica, como fazia tantas vezes para ver os jogos do querido Mequinha. Mas dessa vez n\u00e3o havia futebol. Era ensaio t\u00e9cnico da Vila Isabel. Sentei no alto da arquibancada e pus-me a contemplar cerca de 200 pessoas rodando em volta do campo e cantando o bel\u00edssimo samba:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;Oh minha Vila \/ Contigo de bra\u00e7o rodei<\/em><br \/>\n<em> Dan\u00e7ando no azul do horizonte<\/em><br \/>\n<em> Eu e ela, parece at\u00e9 que foi ontem&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parece mesmo. A partir dali, a Vila come\u00e7ava a ser minha tamb\u00e9m. N\u00e3o. N\u00e3o desfilei em 1985. Na verdade, s\u00f3 debutaria pela minha escola em 1991. Minha estreia na avenida foi em 1986 com a ent\u00e3o campe\u00e3 Mocidade, carregado pelos j\u00e1 citados primos de minha m\u00e3e. Mas a partir daquele dia, a Vila Isabel passou a ser real em minha vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 frequentava alguns ensaios quando, em meados de 1990, convencido por um amigo enfim resolvi encarar as longas madrugadas em busca de meu lugar. N\u00e3o era simples. A Vila Isabel e a Mangueira eram as \u00faltimas escolas a aceitar com naturalidade gente do \u201casfalto\u201d em suas baterias. Seus contingentes eram quase integralmente oriundos de suas comunidades e \u00e9ramos vistos como gringos no samba. E \u00e9ramos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali era o espa\u00e7o deles. \u201cQuem \u00e9 esse branco que quer tomar nosso espa\u00e7o?\u201d. Levou um certo tempo para que percebessem que eu podia tocar como eles e que n\u00e3o estava ali para tirar o espa\u00e7o de ningu\u00e9m. Queria apenas ser um deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ala de tamborins era formada por senhores de idade e precisava urgentemente de uma renova\u00e7\u00e3o.\u00a0 Assim como eu, outros amigos \u201cplayboys\u201d resolveram encarar o desafio com o tamborim nas m\u00e3os, entre eles Duda e Andr\u00e9. O primeiro moleque devaneava em sua paix\u00e3o pela escola: <i>\u201cum dia eu ainda ganho na loteria, compro o terreno da CTC e construo uma quadra pra Vila\u201d.<\/i> Lindo, n\u00e3o? Um vision\u00e1rio!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os mais novos, o tal terreno \u00e9 exatamente o local da atual quadra da escola. O segundo, um menino, irm\u00e3o de um ex-colega de turma, transformou-se no maior compositor de samba-enredo de sua gera\u00e7\u00e3o. Conseguimos nossas vagas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cSambar na Avenida de azul e branco \u00e9 o nosso papel \/ Mostrando pro povo que o ber\u00e7o do samba \u00e9 em Vila Isabel\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje em dia \u00e9 f\u00e1cil ser Vila Isabel. Mas nem sempre foi assim, amigos leitores. Tirando a gl\u00f3ria de fazer o trajeto Maracan\u00e3zinho\/Petisco da Vila no teto de um carro de som aos berros em 88, minhas lembran\u00e7as s\u00e3o muito duras. Tudo conspirava contra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o t\u00ednhamos quadra, n\u00e3o t\u00ednhamos dinheiro, n\u00e3o t\u00ednhamos torcida. Na frente das outras escolas, nossos ensaios pareciam uma pequena reuni\u00e3o de amigos aficionados. N\u00e3o havia azara\u00e7\u00e3o, n\u00e3o havia farra. Toda a minha gera\u00e7\u00e3o frequentava o Salgueiro ou a Est\u00e1cio. Eram os ensaios da moda, mas resist\u00edamos bravamente aos convites da galera. Tinha todos os motivos para n\u00e3o torcer para a Vila. Mesmo assim, me recordo perfeitamente da ansiedade que eu vivia \u00e0s quintas-feiras, dia do ensaio de rua, quando eu podia, na frente de todo o bairro, dar vaz\u00e3o ao orgulho que sentia em fazer parte daquilo, de defender a escola que representava a minha terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas visitas pr\u00e9vias ao barrac\u00e3o, t\u00ednhamos a certeza de que o que era pra acender n\u00e3o acenderia, o que era pra acoplar n\u00e3o acoplaria, o que era pra ser uma cascata n\u00e3o jorraria uma gota sequer. N\u00e3o dava outra. Nas tardes que antecediam os desfiles, passe\u00e1vamos pela Presidente Vargas com um n\u00f3 na garganta ao comparar nossas alegorias com as de Mocidade, Beija-Flor ou Imperatriz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pegar nossas fantasias era miss\u00e3o semi-herc\u00falea. Normalmente a entrega era feita no Morro dos Macacos sob um clima pra l\u00e1 de tenso e n\u00e3o raramente roupas sumiam. Se fosse a sua, um abra\u00e7o! No meu segundo ano, mantivemo-nos no Grupo Especial com as notas da bateria, no desempate contra a Le\u00e3o de Nova Igua\u00e7u. At\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, guardava uma carta de agradecimento que os ritmistas receberam da dire\u00e7\u00e3o da escola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os anos passavam e os locais de ensaio mudavam a cada dois ou tr\u00eas anos: Clube Maxwel, Escola Equador, Vilinha. E o que parecia j\u00e1 estar tra\u00e7ado, aconteceu. O rebaixamento de 2000 doeu, mas serviu para que eu entendesse que o meu amor pela Vila era muito maior do que qualquer resultado ou julgamento. Ali eu percebi que quanto menor ela fosse, mais forte eu a amaria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que j\u00e1 era ruim, conseguiu ficar pior. O terreno nos foi cedido, mas n\u00e3o havia dinheiro para construir nada. Ensaios vazios, na chuva, com mais cachorros do que gente na quadra. Mesmo assim poder\u00edamos ter voltado de primeira, n\u00e3o fosse um erro na escolha do samba-enredo, o que nos tirou dois pontos na apura\u00e7\u00e3o. Seria injusto e provavelmente cair\u00edamos de novo no ano seguinte.<a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/?attachment_id=19633\" rel=\"attachment wp-att-19633\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-19633\" alt=\"???????????\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/Claudio-001-550x329.jpg\" width=\"550\" height=\"329\" srcset=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/Claudio-001-550x329.jpg 550w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/Claudio-001-300x179.jpg 300w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/Claudio-001.jpg 1452w\" sizes=\"auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a> Fui aprendendo aos poucos que ser Vila e que desfilar por ela me bastava. Nem precisava mais subir. Minha emo\u00e7\u00e3o na Avenida n\u00e3o era menor por estarmos no segundo grupo e n\u00e3o seria jamais, nem se ca\u00edssemos para o \u00faltimo. Ser campe\u00e3o, ent\u00e3o, era utopia. Jamais pensei nisso. Mas subimos com um desfile \u00e9pico. \u201cParaty\u201d n\u00e3o aconteceu plasticamente, mas mostrou uma escola linda em sua ess\u00eancia, de p\u00e9 no ch\u00e3o e samba no gog\u00f3. Ali a escola come\u00e7ava a se reestruturar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;Arriba, Vila \/ Forte e unida<\/em><br \/>\n<em> Feito o sonho do Libertador\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dois anos depois, o impens\u00e1vel acontece. Pouco tempo depois de se livrar do Grupo de Acesso, o t\u00edtulo cai no nosso colo. Me recordo perfeitamente a sensa\u00e7\u00e3o de cair no ch\u00e3o da sala aos prantos depois da \u00faltima nota. Eu era pequeno pra tanta emo\u00e7\u00e3o. O telefone n\u00e3o parava. Parecia que eu era o presidente da escola. Sem saber o que fazer, como aquele zagueiro que mal sabe comemorar um gol, corri para a quadra e fiquei inerte durante uns 30 minutos encostado nos fundos do palco, chorando copiosamente e n\u00e3o acreditando no que estava vendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">Me lembro que eu repetia diversas vezes em voz baixa para mim mesmo \u201ceu n\u00e3o acredito, eu n\u00e3o acredito\u201d. Contemplei no rosto de cada amigo que entrava um misto de felicidade com incredulidade. Eram milhares de c\u00f3pias de mim mesmo. Nos longos abra\u00e7os que eu recebia, sentia que a frase n\u00e3o dita era a mesma que eu queria dizer: parab\u00e9ns! S\u00f3 n\u00f3s sabemos o quanto merecemos isso tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Vila cresceu. Ganhou uma administra\u00e7\u00e3o eficiente e hoje \u00e9 uma das principais escolas do Rio. Agora sabemos que o que \u00e9 para acender, vai acender. Outros grandes desfiles vieram. Fomos campe\u00f5es de novo. Para quem tem uma hist\u00f3ria pautada pelo sofrimento, as pequenas coisas se tornam gigantescas: a capa no CD do ano seguinte, o teste de som e luz na Avenida, a faixa n\u00famero um do disco. Tudo isso me surpreende e me emociona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas juro que n\u00e3o precisava. S\u00f3 quero que a Vila exista e ponto. E existindo, que me deixe desfilar por ela. Na bateria, na comiss\u00e3o de frente, na harmonia ou em ala, mais de metade da minha vida eu passei dentro dessa escola. E \u00e9 nela que eu pretendo viver at\u00e9 o fim dos meus dias. O sangue azul t\u00e1 na veia com certeza. O samba \u00e9 a minha natureza, \u00e9 bom lembrar: tem que respeitar!<\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\">\u201cEnquanto existiir a Vila Isabel, eu l\u00e1 estarei<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">E se um dia eu n\u00e3o estiver<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\">\u00c9 porque quem n\u00e3o existe mais sou eu\u201d<\/address>\n<p style=\"text-align: justify;\">(estes humildes versos, finalmente, s\u00e3o meus)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse texto \u00e9 dedicado aos amigos Eduardo Thiago , Andr\u00e9 e Roberto Diniz, Mestre Mug, Jo\u00e3o Paulo Alves, Guilherme Salgueiro,\u00a0 Carlos Henrique Cabral, Erick Cardoso, Ricardo e Jos\u00e9 Sobral, Jorge Grande, Luiz Henrique,\u00a0 Carlos Fernando Cunha, Ricardinho Pereira, Fabiano e Iramar Sant\u2019anna, Mart\u2019n\u00e1lia, Tunico Ferreira, Anderson \u201cMacaco Branco\u201d, Walan, Mangueirinha, Rafael Tarol, Evandro Boc\u00e3o, Antonio Castro Neves, Alcy Plaisant, Raphael Bremenkamp, Wagner Blanco, Eduardo Hang, Fabio Aguiar, Walace Cestari e tantos outros que durante estes anos dividiram comigo toda a dor e a del\u00edcia de ser Vila Isabel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agradecimento mais do que especial a Ricardo Toscano, que 23 anos atr\u00e1s n\u00e3o mediu esfor\u00e7os em me levar para a escola e a Seu China, por ter criado um dos maiores amores de minha vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Temos uma nova s\u00e9rie no Ouro de Blog a partir de hoje. A \u201cEscola do Meu Cora\u00e7\u00e3o\u201d. 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