{"id":18262,"date":"2013-07-20T09:05:41","date_gmt":"2013-07-20T12:05:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/?p=18262"},"modified":"2013-07-16T09:14:30","modified_gmt":"2013-07-16T12:14:30","slug":"enredo-do-meu-samba-a-aposta","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2013\/07\/enredo-do-meu-samba-a-aposta\/","title":{"rendered":"Enredo do Meu Samba &#8211; &#8220;A aposta&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Neste s\u00e1bado, mais uma edi\u00e7\u00e3o da <strong>coluna de contos sambistas do compositor Aloisio Villar.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><em><b>A aposta<\/b><\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois do caso contado por Cardosinho que liguei o nome a pessoa. Lembrei-me de ter visto no notici\u00e1rio por alto a hist\u00f3ria de um presidente de escola de samba preso por tr\u00e1fico, mas n\u00e3o associava o nome \u00e0 pessoa e nem tinha a m\u00ednima no\u00e7\u00e3o do quanto a hist\u00f3ria era louca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anoiteceu e notei que minha Julinha estava com sono. Bia falou que estava na hora de ir embora e concordei. Despedi-me de todos no bar. Antigos e novos amigos e peguei minha turma pra ir embora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Julia quis ir comigo e coloquei minha filha atr\u00e1s com meu pai ao lado. No carro da frente Z\u00e9 ia com Bia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao chegarmos na casa de minha ex, Julinha n\u00e3o quis descer falando \u00e0 m\u00e3e que queria dormir no meu apartamento. Olhei Bia e falei que n\u00e3o trabalharia no dia seguinte. Ent\u00e3o ela topou e falou para que ela n\u00e3o aprontasse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechei a porta e n\u00e3o consegui partir com o carro antes de ver Bia e Z\u00e9 andarem abra\u00e7ados at\u00e9 a porta de sua casa e trocarem um beijo antes de entrar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fiquei chateado com a cena. Meu pai percebeu, botou a m\u00e3o no meu ombro e disse \u201co que os olhos n\u00e3o v\u00eaem o cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o sente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o meu j\u00e1 estava sentindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deixei seu Jair em casa e parti com minha princesinha ao meu lado. Julia dormia enquanto eu pensativo me calara durante todo o trajeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegamos, peguei minha filha no colo e conduzi at\u00e9 um quarto de h\u00f3spedes que era usado sempre por ela. Dei um beijinho e quando me levantava perguntou se eu estava triste com sua mam\u00e3e.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Virei para Julinha dizendo n\u00e3o entender sua pergunta e minha filha completou \u201ctamb\u00e9m fico triste quando a mam\u00e3e beija o Z\u00e9, gosto mais de voc\u00ea que dele\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sentei ao seu lado na cama, fiz carinho em seus cabelos e pedi para que n\u00e3o pensasse nisso. Ela ent\u00e3o pediu que eu contasse uma hist\u00f3ria. Sem conseguir pensar em nada na hora contei a hist\u00f3ria do pr\u00edncipe que perdeu o amor de sua princesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deitei pensando naquela situa\u00e7\u00e3o toda e demorei a pegar no sono. Sonhei com Bia, Julia, Z\u00e9 e naquele monte de sambistas que viraram amigos \u00edntimos atrav\u00e9s de hist\u00f3rias. Dormi pouco, mal e acabei acordando cedo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Decidi pegar meu gravador e fui at\u00e9 a sala botar no papel algumas daquelas hist\u00f3rias. Entrei em transe parecendo viver naquele universo paralelo do samba quando a campainha tocou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atendi e era o Pangu\u00e1, um faz tudo da \u00e1rea. Tinha esquecido que na sexta-feira pedira que ele fosse ver um problema de encanamento no banheiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto Pangu\u00e1 trabalhava no banheiro eu continuava no livro. Meu transe era t\u00e3o grande que s\u00f3 depois de uns cinco minutos percebi que o homem me chamava. Perguntei o que era e ele perguntou se eu tinha chave de fenda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Peguei no meu quarto e entreguei a Pangu\u00e1. O homem perguntou no que eu estava t\u00e3o concentrado e respondi que escrevia um livro sobre casos ligados a carnaval.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pangu\u00e1 fez sinal da cruz e disse \u201cSamba? Cruz credo\u201d. Estranhei e comentei que n\u00e3o sabia que ele era crente. O encanador respondeu que n\u00e3o era e completou \u201cDepois que eu soube o que aconteceu com o Belezudo n\u00e3o quero saber de samba\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O faro jornal\u00edstico falou mais alto e perguntei qual era o problema. Pangu\u00e1 me contou a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Belezudo era um malandro t\u00edpico. Morador do morro do Dend\u00ea achava que levaria todas as mulheres \u201cna gaita\u201d. Boa pinta, tinha um caderninho com nome de todas as beldades que conquistava e se gabava de nenhuma mulher lhe dizer n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jogava sinuca numa birosca do morro e contou a Apolin\u00e9rio, seu amigo, que nem Brigite Bardot no auge lhe diria n\u00e3o. Apolin\u00e9rio bebeu um gole de cerveja, deu uma tacada e disse \u201ctodas n\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Belezudo riu e perguntou qual mulher lhe diria n\u00e3o. Apolin\u00e9rio respondeu \u201cMargarida\u201d. Perguntou que Margarida era essa e ele apontou para a rua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era uma morena bonita, na altura de seus quarenta anos e realmente valia a pena o investimento de Belezudo. Mas como diria Paulinho da Viola: \u201cpor\u00e9m, ah por\u00e9m..\u201d A mulher era crente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Belezudo balan\u00e7ou e gaguejou. Apolin\u00e9rio pegou um peda\u00e7o de frango a passarinho e debochou \u201ce a\u00ed gal\u00e3? Perdeu a voz?\u201d. Belezudo tentou argumentar que a mulher era crente e o amigo depois de outra tacada vociferou \u201csabia que iria amarelar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aquilo tocou na alma de Belezudo, atingindo em cheio seu ego. O homem chegou na frente do amigo, olhou bem nos seus olhos e perguntou \u201cvai apostar quanto?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apolin\u00e9rio sorriu e comentou \u201cQuero uma calcinha dela, voc\u00ea tem um m\u00eas pra trazer a calcinha dela, se trouxer te dou cinco mil reais\u201d. Belezudo, enfeiti\u00e7ado com a proposta, perguntou o que teria que fazer se perdesse, lembrando que n\u00e3o tinha dinheiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apolin\u00e9rio disse que se o homem n\u00e3o conseguisse teria que vestir uma calcinha no ensaio do Acad\u00eamicos do Dend\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois eram ritmistas da escola. Belezudo era \u201ccobra criada\u201d, figurinha carimbada da agremia\u00e7\u00e3o e gelou se imaginando de calcinha na quadra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apolin\u00e9rio notou que o amigo balan\u00e7ou e perguntou \u201c e a\u00ed?\u201d. Belezudo engoliu em seco e topou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apolin\u00e9rio pela \u00faltima vez falou \u201cconquiste a crente, leve para a cama e me traga a calcinha\u201d. Os dois apertaram as m\u00e3os. A aposta estava feita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Belezudo sabia que como malandro de samba ele n\u00e3o conseguiria nada. Passou numa loja no Cacuia, comprou roupas novas, um sapato, cortou o cabelo e descolou uma b\u00edblia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De noite enquanto todos oravam na igreja um novo freq\u00fcentador, com cabelos com gel, \u00f3culos, b\u00edblia na m\u00e3o e todo sem jeito se aproximou na porta. O pastor notou a presen\u00e7a do irm\u00e3o e lhe convidou para entrar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era Belezudo, ou melhor, irm\u00e3o Jonas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Belezudo pediu licen\u00e7a e devagar se aproximou dos outros fi\u00e9is sentando-se ao lado de Margarida. Pediu licen\u00e7a a mulher e come\u00e7ou a prestar aten\u00e7\u00e3o nas palavras do pastor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e9 modo de dizer n\u00e9? Ele estava era de olho nas pernas escondidas, mas bem torneadas de Margarida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Amea\u00e7ou cochilar algumas vezes, mas se manteve firme e forte at\u00e9 perto do fim do culto quando o pastor pediu algum testemunho. De forma espont\u00e2nea e surpreendente Belezudo levantou o bra\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pastor pediu que Belezudo se levantasse e fosse at\u00e9 a frente. O homem se sentindo um Al Pacino foi at\u00e9 a frente para ganhar o Oscar de melhor canastr\u00e3o coadjuvante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contou sobre uma vida de drogas, orgias e entregas a Satan\u00e1s que nunca teve. Disse que estava cansado dessa vida de perdi\u00e7\u00e3o e queria entregar sua vida ao senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7ou a chorar e o pastor gritou que ele estava no lugar certo, tinha encontrado a salva\u00e7\u00e3o e a casa do Senhor. Colocou a m\u00e3o em sua testa e gritou que o dem\u00f4nio se afastasse daquela alma pecadora que a partir daquele momento passaria a servir a nosso senhor Jesus Cristo e gritou aleluia sendo acompanhado por todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Belezudo se ajoelhou no ch\u00e3o gritando \u201cam\u00e9m senhor\u201d sendo acompanhado por toda a igreja que passou a lhe aplaudir com entusiasmo. O malandro olhou para frente e notou Margarida emocionada chorando e aplaudindo. O salafr\u00e1rio deu um sorriso de canto de boca e falou baixinho \u201cj\u00e1 era, vou comer\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Saiu de l\u00e1 passando de prop\u00f3sito por Margarida e caminhando quando ouviu uma voz lhe chamar. Olhou para tr\u00e1s e viu que era a<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">mulher. Aproximou-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Margarida parabenizou Belezudo por seu testemunho dizendo que era uma das coisas mais lindas que j\u00e1 tinha ouvido. O malandro agradeceu e pediu a for\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 dela como de todos os irm\u00e3os da igreja para n\u00e3o fraquejar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Margarida respondeu que Belezudo parecia um homem forte, de bem e Deus n\u00e3o deixaria fraquejar. Belezudo aproveitou pra atacar. Perguntou se ela j\u00e1 iria pra casa e se poderia lhe acompanhar. A mulher surpresa pelas perguntas respondeu que sim e dessa forma os dois caminharam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Belezudo deixou a mulher em casa e despediu-se com um singelo e respeitoso beijo no rosto. Saiu assoviando e cantando vit\u00f3ria. Passou pela frente do bar onde Apolin\u00e9rio se encontrava e disse \u201cta no papo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O malandro dessa forma se aproximou bem de Margarida. Todos os dias passava em sua casa para lev\u00e1-la ao culto e depois levava para casa. Conversavam sobre a vida, Deus e sonhos. Em um domingo Belezudo achou que estava na hora de dar novo passo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chamou Margarida para o cinema. Viram um filme rom\u00e2ntico e depois foram at\u00e9 a sorveteria. No meio do papo enquanto Belezudo contava que sonhava com esposa e filhos Margarida de forma audaciosa lhe deu um beijo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Belezudo se surpreendeu, mas n\u00e3o perdeu a pose e disse que ela n\u00e3o podia fazer isso, pois Deus poderia n\u00e3o gostar. Margarida sorrindo falou que Deus nada tinha contra o amor ent\u00e3o foi a vez de Belezudo beijar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia seguinte Belezudo jogava sinuca com Apolin\u00e9rio e esse lembrou que o tempo se esgotaria em dois dias. Belezudo riu e respondeu que estava no papo e que ele fosse no banco pegar o dinheiro. Apolin\u00e9rio perguntou o que dava tanta certeza ao malandro e esse depois de uma tacada disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEla me chamou para jantar em sua casa. Amanh\u00e3 estou l\u00e1 e ganho a aposta\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na noite seguinte Belezudo estava l\u00e1. Jantaram e foram ver na sala um filminho rom\u00e2ntico. Abra\u00e7ados viam o filme quando Margarida pegou a m\u00e3o de Belezudo e colocou em teu seio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Belezudo se assustou enquanto Margarida disse \u201cvamos para o quarto\u201d. Pegou sua m\u00e3o e o conduziu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Margarida jogou Belezudo na cama e deram beijos e amassos. A mulher tirou a camisa do malandro beijando e mordendo seu corpo todo enquanto o homem apartava seus seios. O clima j\u00e1 estava bem quente quando ela chegou em seu ouvido e perguntou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cVoc\u00ea n\u00e3o se importa que eu seja um travesti n\u00e9?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Belezudo ficou azul e branco. Nas cores do Acad\u00eamicos do Dend\u00ea. Levantou-se rapidamente, lembrou-se de tudo que fez com a \u201cmulher\u201d e quando ela com voz grossa perguntou se ocorria algum problema ele saiu correndo da casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entrou em disparada no bar, pediu uma cerveja, bebeu num gole s\u00f3 limpando desesperadamente a boca e pediu outra. Apolin\u00e9rio perguntou pela calcinha e Belezudo respondeu que n\u00e3o estava com ele. O homem perguntou o motivo e o malandro respondeu que ela era um travesti.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apolin\u00e9rio impass\u00edvel respondeu que a aposta era uma calcinha n\u00e3o importando o sexo dela. O rel\u00f3gio bateu meia noite e o amigo chegou no ouvido de Belezudo e disse \u201cperdeu a aposta, te vejo sexta no Dend\u00ea\u201d .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sexta Apolin\u00e9rio j\u00e1 estava na quadra quando Belezudo chegou. A galera do Dend\u00ea toda j\u00e1 sabia e come\u00e7ou a gritar \u201ccalcinha, calcinha\u201d. Apolin\u00e9rio entregou a calcinha e um cabisbaixo Belezudo foi ao banheiro botar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltou com uma camisa que ia at\u00e9 o joelho e Apolin\u00e9rio mandou que levantasse. Belezudo tentou desconversar, mas a galera botou press\u00e3o e ele mostrou que estava com a calcinha rosa. A quadra inteiro vibrou e a bateria rufou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naquele momento Margarida entrou na quadra e tascou um beij\u00e3o em Apolin\u00e9rio. Belezudo come\u00e7ou a gargalhar e o amigo perguntou o motivo. Belezudo respondeu \u201ceu boto calcinha porque perco aposta, pior voc\u00ea que beija travesti\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Margarida come\u00e7ou a rir e respondeu \u201cpior voc\u00ea que n\u00e3o sabe diferenciar mulher de travesti, eu sou mulher\u201d. Apolin\u00e9rio completou dizendo \u201csim, \u00e9 mulher, minha gata e se passou de crente pra te enganar e fazer perder a aposta\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A bateria fez novo rufar com os ritmistas gritando \u201ccalcinha, calcinha\u201d e Margarida, a nova rainha de bateria do Dend\u00ea, foi para frente de seus s\u00faditos sambar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9&#8230; Deu ruim pro Belezudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo malandro tem seu dia de ot\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste s\u00e1bado, mais uma edi\u00e7\u00e3o da coluna de contos sambistas do compositor Aloisio Villar. 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