{"id":17719,"date":"2013-05-21T10:15:53","date_gmt":"2013-05-21T13:15:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/?p=17719"},"modified":"2013-05-21T02:04:12","modified_gmt":"2013-05-21T05:04:12","slug":"kritizismus-a-decadencia-e-a-retomada-economica-do-rio-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2013\/05\/kritizismus-a-decadencia-e-a-retomada-economica-do-rio-de-janeiro\/","title":{"rendered":"Kritizismus &#8211; &#8220;A Decad\u00eancia e a Retomada Econ\u00f4mica do Rio de Janeiro&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nesta ter\u00e7a feira, a <strong>coluna &#8220;Kritizismus&#8221;, do administrador Jorge Farah<\/strong>, faz uma an\u00e1lise da economia do Rio de Janeiro nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><em><strong>A Decad\u00eancia e a Retomada Econ\u00f4mica do Rio de Janeiro<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">21 de abril de 1960, \u00e0s 9 horas da manh\u00e3, o ent\u00e3o presidente Juscelino Kubitschek fechou os port\u00f5es do Pal\u00e1cio do Catete, transformando-o no Museu da Rep\u00fablica no ato que simbolizou a transfer\u00eancia da capital federal do Rio de Janeiro para Bras\u00edlia. Na \u00e9poca, houve quem achasse que o acontecimento significaria a liberta\u00e7\u00e3o da antiga capital, que ganharia autonomia, podendo eleger seu governante (at\u00e9 1990, o governador do Distrito Federal era nomeado pelo Presidente da Rep\u00fablica).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s deixar de ser capital, o Rio virou uma cidade-estado, com o simp\u00e1tico nome de Guanabara. O carioca n\u00e3o teve do que se queixar da primeira d\u00e9cada. Por\u00e9m, a partir dos anos 70, os problemas come\u00e7aram quando as verbas federais minguaram, o poder aquisitivo de milhares de servidores e de terceirizados j\u00e1 havia sido transferido de forma gradativa para Bras\u00edlia e empresas, que viam na proximidade com o centro de poder pol\u00edtico uma externalidade positiva, se migraram. Al\u00e9m do status, o Rio tinha perdido o dinheiro da economia ligada \u00e0 burocracia estatal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1\u00ba de julho de 1974, sem grandes cerim\u00f4nias, de forma autorit\u00e1ria, o presidente Ernesto Geisel sancionou a lei da fus\u00e3o dos estados do Rio de Janeiro com a Guanabara, que seria implementada a partir de 15 de mar\u00e7o do ano seguinte. O objetivo declarado era de impulsionar o desenvolvimento da economia pobre, rural e atrasada do estado fluminense. Cientistas pol\u00edticos enxergam uma tentativa de travar o crescimento do MDB carioca, fazendo com que o novo diret\u00f3rio local passasse a ser dividido por dois l\u00edderes: Chagas Freitas e Amaral Peixoto. Independente das verdadeiras raz\u00f5es, o fato \u00e9 que o Rio de Janeiro perdeu sua dupla fonte de arrecada\u00e7\u00e3o (como cidade e como estado) e ainda teve que sustentar uma regi\u00e3o maior e menos favorecida economicamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os anos seguintes aos atos for\u00e7osos do governo Central foram ainda mais tenebrosos. O estado parecia divorciado dos governos federais, em um processo de separa\u00e7\u00e3o cada vez mais litigioso, quase de briga. Governos populistas se revezaram com privatistas. A pol\u00edcia alternou entre receber ordens para n\u00e3o subir os morros (o que gerou um v\u00e1cuo pela aus\u00eancia das for\u00e7as de seguran\u00e7a, que acabou sendo ocupado pelo crime organizado) e gratifica\u00e7\u00f5es por bravura (a famosa \u201cgratifica\u00e7\u00e3o faroeste\u201d que acabou premiando a viol\u00eancia). A sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a foi amplificada pela Rede Globo de Televis\u00e3o em sua briga pol\u00edtica com Brizola. Isso na \u00e9poca de maior expans\u00e3o internacional do narcotr\u00e1fico impulsionado pela troca da maconha por coca\u00edna e com o Brasil exercendo um papel chave na log\u00edstica da distribui\u00e7\u00e3o das drogas para a Europa e Am\u00e9rica do Norte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cidade e Estado ca\u00edram nas m\u00e3os do crime organizado. Empres\u00e1rios viviam sob amea\u00e7a de sequestros ou tendo que arcar com custos de pagar &#8220;tributos&#8221; a traficantes e corruptos.\u00a0 A \u201cind\u00fastria do medo\u201d crescia com vendas de blindados, cercas e aparelhos de seguran\u00e7a. Empresas e setores inteiros se mudavam para outras unidades da federa\u00e7\u00e3o. A ind\u00fastria naval, dependente de subven\u00e7\u00e3o, estagnou com quebra quase completa da produ\u00e7\u00e3o dos estaleiros.\u00a0 As fus\u00f5es no setor banc\u00e1rio extinguiram milhares de postos de trabalho. O desemprego trazia a marginalidade para parte da popula\u00e7\u00e3o, gerando viol\u00eancia, afastando investidores e agravando o desemprego, num terr\u00edvel ciclo vicioso. O custo Rio de Janeiro subia exponencialmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No lugar do charme da antiga capital federal, o que se via era: corrup\u00e7\u00e3o espalhada na policia e no judici\u00e1rio, beneficiando bandidos; parlamentares e prefeitos de v\u00e1rias cidades ligados ao crime organizado ou a grupos de exterm\u00ednio; <i>glamouriza\u00e7\u00e3o<\/i> no consumo de drogas pela elite; apologia \u00e0 criminalidade em manifesta\u00e7\u00f5es culturais populares; assassinatos sistem\u00e1ticos de policiais e jornalistas; amea\u00e7as e constrangimento \u00e0s autoridades que mostravam determina\u00e7\u00e3o em cumprir seu dever de of\u00edcio lutando contra esse estado de banditismo e tentando combater o narcotr\u00e1fico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouco depois, foi a vez da capta\u00e7\u00e3o direta das for\u00e7as de seguran\u00e7a pelo banditismo, com o surgimento e fixa\u00e7\u00e3o das mil\u00edcias. Policiais, bombeiros, agentes penitenci\u00e1rios e militares tornavam-se &#8220;donos&#8221; das comunidades de baixa renda. Com o princ\u00edpio de garantir a seguran\u00e7a, n\u00e3o oferecida pelo Estado contra narcotraficantes, os milicianos passaram a extorquir moradores e comerciantes. Atrav\u00e9s do controle armado passaram a controlar os fornecimentos dos servi\u00e7os na regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ambulantes vendiam de tudo pelas ruas da cidade. A popula\u00e7\u00e3o se aliviava em qualquer lugar e as ruas fediam a urina e fezes. Esgoto corria a c\u00e9u aberto. Uma s\u00e9rie de constru\u00e7\u00f5es irregulares se espalhava. Assaltantes roubavam e matavam sem piedade. Ve\u00edculos de cargas e de passageiros eram saqueados e queimados. Ou seja, um quadro de total e absoluta falta de poder p\u00fablico, que apenas exercia seu papel arrecadador, cobrando tributos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em poucos anos, o Rio perdeu a condi\u00e7\u00e3o de centro pol\u00edtico para Bras\u00edlia e de centro financeiro para S\u00e3o Paulo; o Nordeste passou a atrair turistas que deixavam de vir ao Rio e Vit\u00f3ria retirava parte do com\u00e9rcio mar\u00edtimo, gra\u00e7as a custos portu\u00e1rios mais baixos. A economia local, que j\u00e1 n\u00e3o ia bem, teve seus efeitos negativos acelerados pela pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o ruim da economia nacional durante a \u201cd\u00e9cada perdida\u201d. A pol\u00edtica cambial ap\u00f3s o Plano Real prejudicou importantes setores como o t\u00eaxtil e o sider\u00fargico. O estado teve a maior perda do PIB nacional entre todas as unidades federativas entre 70 e 2006 (segundo o IBGE, a queda foi superior a 30%) e a cidade do Rio teve a maior queda entre as capitais no mesmo per\u00edodo (absurdos 62,5% segundo o IBGE).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis o retrato da tenebrosa decad\u00eancia da economia fluminense.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chegada do novo mil\u00eanio parece ter marcado um novo per\u00edodo para a cidade e para o estado. Finalmente, as for\u00e7as pol\u00edticas municipais, estaduais e federais se alinharam (\u00e9 um absurdo isso ser necess\u00e1rio em um sistema federativo, mas enfim&#8230;). A sociedade civil voltou a se mobilizar. Novos concursos p\u00fablicos renovaram os quadros estatais. Os setores p\u00fablicos e privados retomaram os investimentos. O dinheiro do petr\u00f3leo deu outro dinamismo \u00e0 economia regional. O Rio de Janeiro novamente passou a chamar a aten\u00e7\u00e3o do mundo ao ter a chance de sediar uma s\u00e9rie de grandes eventos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estado parece enfim estar reencontrando sua voca\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. \u00c9 o maior produtor nacional de petr\u00f3leo e g\u00e1s, possuindo reservas compar\u00e1veis \u00e0s dos principais produtores mundiais. \u00c9 um importante \u201chub\u201d log\u00edstico nacional, desfrutando de sua localiza\u00e7\u00e3o privilegiada, que permite acessar 50% do PIB em um raio de 500Km.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a melhorou com a retomada da soberania territorial por parte do poder p\u00fablico, com instala\u00e7\u00e3o das Unidades de Pol\u00edcia Pacificadora (UPPs). \u00c9 refer\u00eancia nacional no setor audiovisual e na economia criativa. A ind\u00fastria naval se reergueu. O mercado imobili\u00e1rio apresentou crescimento impressionante. O setor de sustentabilidade se desenvolveu. Nas \u00e1reas de entretenimento, cultura, m\u00eddia e esporte, a cidade do Rio de Janeiro, apesar de bem menor, chega a apresentar um n\u00famero de empregos formais bastante pr\u00f3ximo ao existente na cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a FIRJAN, a renda per capita da segunda maior economia do pa\u00eds mais que dobrou desde 2000, superando a m\u00e9dia nacional. A federa\u00e7\u00e3o industrial fluminense tamb\u00e9m aponta o estado do Rio de Janeiro como o maior concentrador de investimentos por quil\u00f4metro quadrado do mundo, oferecendo in\u00fameras novas oportunidades de neg\u00f3cios. Abaixo alguns indicadores dessa retomada da economia fluminense:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/investimento-rio-de-janeiro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-17721\" alt=\"investimento rio de janeiro\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/investimento-rio-de-janeiro-451x340.jpg\" width=\"451\" height=\"340\" srcset=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/investimento-rio-de-janeiro-451x340.jpg 451w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/investimento-rio-de-janeiro-300x226.jpg 300w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/investimento-rio-de-janeiro.jpg 515w\" sizes=\"auto, (max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/><\/a> <a href=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/investimento-por-regiao-do-estado-do-rio.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-17722\" alt=\"investimento por regiao do estado do rio\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/investimento-por-regiao-do-estado-do-rio-316x340.jpg\" width=\"316\" height=\"340\" srcset=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/investimento-por-regiao-do-estado-do-rio-316x340.jpg 316w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/investimento-por-regiao-do-estado-do-rio-278x300.jpg 278w, http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/investimento-por-regiao-do-estado-do-rio.jpg 557w\" sizes=\"auto, (max-width: 316px) 100vw, 316px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, de nada adiantar\u00e1 todo esse crescimento pelo qual vem passando o estado, se n\u00e3o houver uma pol\u00edtica firme de inclus\u00e3o social. N\u00e3o h\u00e1 como pacificar o estado de forma duradoura sem redu\u00e7\u00e3o das desigualdades, sem melhorar a capacidade de gera\u00e7\u00e3o de renda das comunidades e sem facilitar a abertura de novos neg\u00f3cios, diminuindo a burocracia p\u00fablica. \u00a0Assim, para que o Rio de Janeiro possa estar vivendo um sonho de real transforma\u00e7\u00e3o e retomada de sua import\u00e2ncia e n\u00e3o apenas algo ef\u00eamero e concentrado, \u00e9 preciso:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Criar condi\u00e7\u00f5es para que o atual pacto pol\u00edtico circunstancial (do alinhamento das tr\u00eas esferas de governo) se torne um estruturante (n\u00e3o se pode depender da necessidade de se escolher sempre o mesmo partido, acabando com o conceito de autonomia);<\/li>\n<li>Otimizar a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos, especialmente os mantidos por concess\u00e3o (que ainda s\u00e3o um verdadeiro desastre, principalmente na \u00e1rea de transporte);<\/li>\n<li>Ordenar e regularizar a ocupa\u00e7\u00e3o do solo, especialmente nas favelas;<\/li>\n<li>Ampliar e melhor coordenar os esfor\u00e7os dispersos e fragmentados feitos por institui\u00e7\u00f5es no sentido de levar o desenvolvimento socioecon\u00f4mico \u00e0s comunidades;<\/li>\n<li>Melhorar os indicadores sociais no Norte e Noroeste fluminense (Campos, por exemplo, tem o pior Ideb \u2013 ind\u00edce de desenvolvimento de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u2013 entre os 1641 munic\u00edpios avaliados em 2011);<\/li>\n<li>Aproveitar os Jogos Ol\u00edmpicos e elaborar pol\u00edticas p\u00fablicas para a \u00e1rea de esportes (que pode formar cidad\u00e3os) e de lazer (que integra pessoas);<\/li>\n<li>Desenvolver social e economicamente a regi\u00e3o metropolitana para evitar que a periferia carioca seja a de maior precariedade entre todas as regi\u00f5es metropolitanas do sudeste;<\/li>\n<li>Gerar emprego e renda em munic\u00edpios ainda marginalizados;<\/li>\n<li>Planejar solu\u00e7\u00f5es coordenadas de forma a garantir um desenvolvimento local e regional equilibrado e sustent\u00e1vel;<\/li>\n<li>Evitar a alta depend\u00eancia de uma riqueza n\u00e3o renov\u00e1vel, como \u00e9 o petr\u00f3leo.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, \u00e9 f\u00e1cil perceber o bom momento vivido pela economia fluminense. Depois de anos de decad\u00eancia, identifica-se uma cobran\u00e7a da sociedade por mudan\u00e7as e uma maior atua\u00e7\u00e3o do Poder P\u00fablico. Nota-se que v\u00e1rios atores est\u00e3o trabalhando firme para transformar o Rio de Janeiro definitivamente em um lugar melhor para se viver e se fazer neg\u00f3cios. No entanto, \u00e9 preciso pensar de forma integrada nos objetivos para o estado no longo prazo. Estado e munic\u00edpio do Rio precisam integrar os esfor\u00e7os para atenderem \u00e0 popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o metropolitana. A longevidade da atual bonan\u00e7a depender\u00e1 da efic\u00e1cia da gest\u00e3o p\u00fablica sobre in\u00fameras oportunidades que est\u00e3o sendo oferecidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 o pr\u00f3ximo <i>Kritizismus<\/i>,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jorge E F Farah<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta ter\u00e7a feira, a coluna &#8220;Kritizismus&#8221;, do administrador Jorge Farah, faz uma an\u00e1lise da economia do Rio de Janeiro nas \u00faltimas d\u00e9cadas. 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