{"id":12095,"date":"2010-03-10T09:13:00","date_gmt":"2010-03-10T11:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/03\/cacique-de-ramos-sobre-o-iseb\/"},"modified":"2010-03-10T09:13:00","modified_gmt":"2010-03-10T11:13:00","slug":"cacique-de-ramos-sobre-o-iseb","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/03\/cacique-de-ramos-sobre-o-iseb\/","title":{"rendered":"Cacique de Ramos &#8211; Sobre o ISEB"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/_KYflagr2MuI\/S5aBxBIrjfI\/AAAAAAAAB2U\/nCptbeCJaew\/s1600-h\/Imagem.jpg\" imageanchor=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"337\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/Imagem.jpg\" width=\"400\"><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Hoje \u00e9 quarta feira, dia da nossa mais nova coluna, a <a href=\"http:\/\/pedromigao.blogspot.com\/search\/label\/Cacique%20de%20Ramos\">&#8220;Cacique de Ramos&#8221;<\/a> &#8211; assinada pelo publicit\u00e1rio, amigo e historiador Fabr\u00edcio Gomes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O texto de hoje \u00e9 o sobre o ISEB, um dos institutos pioneiros de estudos do Brasil. O texto \u00e9 um pouco longo mas vale muito a pena a leitura.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>&#8220;<b>ISEB: Interpreta\u00e7\u00f5es, tens\u00f5es e representa\u00e7\u00f5es na constru\u00e7\u00e3o de um Projeto de Na\u00e7\u00e3o (1955-1964)<\/b><\/p>\n<p>Aos treze dias do m\u00eas de abril de 1964, sob decreto presidencial n\u00ba 53.884, Paschoal Ranieri Mazzili, ent\u00e3o presidente da Rep\u00fablica em exerc\u00edcio, tornava extinto o Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), selando em definitivo o destino da institui\u00e7\u00e3o. Alguns dias antes, o ISEB fora invadido e depredado por grupos que se diziam revolucion\u00e1rios; e sua sede situada na Rua das Palmeiras, 55, no bairro de Botafogo &#8211; zona sul do Rio de Janeiro &#8211; foi praticamente destru\u00edda e seus documentos, arquivos e livros foram apreendidos pelas \u201cfor\u00e7as de seguran\u00e7a\u201d ou ent\u00e3o consumidos pelo fogo. <\/p>\n<p>Come\u00e7aria o Inqu\u00e9rito Policial Militar (IPM) n\u00ba 481, do qual o coronel Gerson de Pina, lotado no Quartel do I Batalh\u00e3o da Pol\u00edcia do Ex\u00e9rcito, no Rio de Janeiro, seria o encarregado de investigar as atividades supostamente subversivas do rec\u00e9m-extinto ISEB \u2013 apontado como um dos art\u00edfices da instabilidade pol\u00edtica e social do Brasil no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1960.<br \/>Entretanto, em meio a essa movimenta\u00e7\u00e3o de repress\u00e3o um fato permaneceu despercebido ao longo desses anos \u2013 e que acabou por ser um dos fatos que instigaram a realiza\u00e7\u00e3o deste projeto: o fato de que parte da biblioteca do ISEB estar localizada, atualmente, nas depend\u00eancias da Escola Superior de Guerra (ESG), tendo sido levada pelo marechal Osvaldo Cordeiro de Farias \u2013 novo ministro do Interior do Governo Castello Branco.<\/p>\n<p>O ISEB foi uma institui\u00e7\u00e3o que, durante a d\u00e9cada de 1950 e in\u00edcio da d\u00e9cada seguinte permeou o pensamento social e pol\u00edtico brasileiro. Foi criado em 14 de julho de 1955, sob decreto n\u00ba 57.608, vinculado ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e Cultura. O ISEB representou a incurs\u00e3o de um grupo de intelectuais, de distintas orienta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas, no universo das id\u00e9ias da problem\u00e1tica brasileira e, de acordo com a historiografia, teve fases distintas em seus nove anos de exist\u00eancia, onde foram formulados e intensamente debatidos projetos econ\u00f4micos, sociais e culturais.<\/p>\n<p>Seus principais integrantes foram os fil\u00f3sofos \u00c1lvaro Vieira Pinto, Roland Corbisier e Michel Debrun; o soci\u00f3logo Alberto Guerreiro Ramos; os economistas Ign\u00e1cio Rangel, R\u00f4mulo de Almeida e Ewaldo Correia Lima; o historiador Nelson Werneck Sodr\u00e9; e os cientistas pol\u00edticos H\u00e9lio Jaguaribe e C\u00e2ndido Mendes de Almeida. <\/p>\n<p>A coexist\u00eancia de liberais, comunistas, social-democratas, cat\u00f3licos progressistas (oriundos, em alguns casos espec\u00edficos, do integralismo), nacionalistas hist\u00f3ricos e at\u00e9 defensores do capital estrangeiro, entre outras correntes minorit\u00e1rias dentro do ISEB, numa multiplicidade de id\u00e9ias em torno de um projeto comum de desenvolvimentismo tornou poss\u00edvel perceber a necessidade em analisar a auto-representa\u00e7\u00e3o de seus integrantes durante e depois da exist\u00eancia desta institui\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>O projeto do ISEB datava de muito antes da cria\u00e7\u00e3o do instituto. Sua g\u00eanese encontrava-se num suplemento cultural na 5\u00aa P\u00e1gina do Jornal do Commercio, publicado a partir de 24 de julho de 1949, semanalmente \u00e0s sextas-feiras, em artigos de Helio Jaguaribe e Oscar Lorenzo Fernandez. A 5\u00aa P\u00e1gina foi conseguida gra\u00e7as ao poeta Augusto Frederico Schmidt (amigo de Helio Jaguaribe), que interveio junto ao diretor do jornal.<\/p>\n<p>A partir de 1952, um grupo de estudiosos do Rio de Janeiro e de S\u00e3o Paulo come\u00e7ou a se reunir, periodicamente, na cidade de Itatiaia (RJ) para discutir os grandes problemas da \u00e9poca. O local fora estrategicamente escolhido, j\u00e1 que se situava na metade do caminho entre as cidades do Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. Da\u00ed a denomina\u00e7\u00e3o de Grupo de Itatiaia, pela qual o grupo ficou conhecido. Constava na pauta dos encontros o esclarecimento de problemas relacionados \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, sociol\u00f3gica, pol\u00edtica e cultural de nossa \u00e9poca, com a an\u00e1lise, em particular, das id\u00e9ias e dos fen\u00f4menos pol\u00edticos contempor\u00e2neos e com o estudo hist\u00f3rico e sistem\u00e1tico do Brasil, encarado, igualmente, do ponto de vista econ\u00f4mico, sociol\u00f3gico, pol\u00edtico e cultural. <br \/>\u00a0<\/i><\/div>\n<div><i>Atendendo a necessidade de se tornar esses estudos mais sistem\u00e1ticos \u2013 demanda diagnosticada pelos integrantes fluminenses do Grupo de Itatiaia -, alguns meses depois, j\u00e1 em 1953, seria criado o Instituto Brasileiro de Economia, Sociologia e Pol\u00edtica (IBESP), respons\u00e1vel, entre 1953 e 1956, pela edi\u00e7\u00e3o de cinco volumes dos Cadernos de Nosso Tempo. A import\u00e2ncia do IBESP e dos Cadernos \u00e9 que eles continham toda a ideologia do nacionalismo, que ganharia for\u00e7a cada vez maior no Brasil nos anos subseq\u00fcentes, e serviriam de ponto de partida para a constitui\u00e7\u00e3o do ISEB.<\/p>\n<p>O ISEB foi fruto da institucionaliza\u00e7\u00e3o do IBESP no contexto governamental e representou uma singular reflex\u00e3o sobre a problem\u00e1tica brasileira dos anos 50. Havia, um ano antes da cria\u00e7\u00e3o oficial deste instituto, a id\u00e9ia de se construir um instituto nos moldes do College de France ou, em termos latino-americanos, um instituto espelhado no Colegio de Mexico, sendo H\u00e9lio Jaguaribe o principal art\u00edfice na elabora\u00e7\u00e3o dos trabalhos preparat\u00f3rios, com o nome de Col\u00e9gio do Brasil. Outra proposta era fazer algo equivalente \u00e0 Presses Universitaires de France, uma grande editora que permitisse ao intelectual brasileiro um instrumento dotado de ampla difus\u00e3o de id\u00e9ias e acesso a livros de alta cultura.<\/p>\n<p>O suic\u00eddio de Get\u00falio Vargas em agosto de 1954 adiou o projeto, mas no ano seguinte, sob decreto presidencial no \u00e2mbito do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o foi criado o ISEB; reunindo um conjunto de atividades de estudos e ensino, com autonomia de pesquisa e c\u00e1tedra e dividido em departamentos, sendo que alguns acad\u00eamicos desempenhariam atividades n\u00e3o-remuneradas diante da verba bastante restrita.<\/p>\n<p>De acordo com a perspectiva de H\u00e9lio Jaguaribe, o ISEB fundamentava-se em tr\u00eas planos: um plano te\u00f3rico geral, que buscava compreender a problem\u00e1tica do mundo contempor\u00e2neo; um plano te\u00f3rico aplicado a realidade brasileira, que buscava uma an\u00e1lise estrutural da realidade brasileira; e um plano direcionado para o encaminhamento de uma pr\u00e1xis pol\u00edtica, atrav\u00e9s da elabora\u00e7\u00e3o de uma ideologia nacional-desenvolvimentista que refletisse os anseios da sociedade brasileira.<\/p>\n<p>Ao identificar e refletir os problemas concretos da realidade brasileira, o ISEB apresentava algumas alternativas &#8211; tendo como embasamento os campos de estudos espec\u00edficos os quais a intelligentsia isebiana era participante. Teceu cr\u00edticas ao Brasil prim\u00e1rio-exportador, representando ao mesmo tempo as id\u00e9ias dos setores progressistas da sociedade, coligados e orientados para o desenvolvimento econ\u00f4mico-social, e a afirma\u00e7\u00e3o do nacionalismo. <\/p>\n<p>Os intelectuais do ISEB estudaram as rela\u00e7\u00f5es entre as ideologias, as estruturas sociais e as fases hist\u00f3ricas da sociedade. Participou ativamente da formula\u00e7\u00e3o de um projeto nacional-desenvolvimentista, sendo este o modelo que mais adequava-se ao desenvolvimento nacional brasileiro. O nacional-desenvolvimentismo, sob a \u00f3tica de interpreta\u00e7\u00e3o isebiana buscava elaborar e implementar um projeto integrado de desenvolvimento social, econ\u00f4mico, pol\u00edtico e cultural, a partir de uma concep\u00e7\u00e3o social-humanista, gerando uma democracia pol\u00edtica e social, numa sociedade aberta para a realiza\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria, livre e racional. Este projeto privilegiava tamb\u00e9m a id\u00e9ia de que o cen\u00e1rio nacional e internacional integrava uma sociedade de classes.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>A proposta nacional-desenvolvimentista era a de um nacionalismo mobilizador, que se por um vi\u00e9s dinamizava os interesses dos setores progressistas, por outro os conduziam a concess\u00f5es rec\u00edprocas. Isso levaria, em \u00faltima inst\u00e2ncia, a um desenvolvimento integrado do pa\u00eds. A proposta nacional-desenvolvimentista do ISEB dirigia- se, notadamente, \u00e0 burguesia nacional, que atuava em contraponto ao setor tradicional, representado pelas for\u00e7as latifundi\u00e1rias e mercantis, orientado, em sua sintaxe, \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da antiga sociedade prim\u00e1rio-exportadora. Esta proposta endere\u00e7ava-se igualmente ao setor progressista da classe m\u00e9dia, atrav\u00e9s da mobiliza\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o dos setores t\u00e9cnicos e gerenciais \u2013 origin\u00e1rios da crescente industrializa\u00e7\u00e3o -, destacando principalmente que seus interesses vinham ao encontro da transforma\u00e7\u00e3o industrial que passava o Brasil. O setor prolet\u00e1rio tamb\u00e9m era alvo da proposta nacional-desenvolvimentista: os trabalhadores industriais e seus sindicatos deviam apoiar o processo de industrializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A problem\u00e1tica do desenvolvimento brasileiro exp\u00f4s, desde o in\u00edcio do Governo JK, a exist\u00eancia de duas vertentes: 1) A tend\u00eancia que sustentava a participa\u00e7\u00e3o de capitais estrangeiros na economia brasileira para acelerar o ritmo de sua expans\u00e3o; 2) A tend\u00eancia que defendia o car\u00e1ter aut\u00f4nomo do processo de industrializa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, admitindo a presen\u00e7a do capital estrangeiro apenas sob o r\u00edgido controle do Estado. <\/p>\n<p>Os conflitos provocados entre os adeptos dessas duas orienta\u00e7\u00f5es causaram um ponto de ruptura em dezembro de 1958, quando H\u00e9lio Jaguaribe publicou O nacionalismo na atualidade brasileira. A publica\u00e7\u00e3o deste livro gerou o confronto aberto e cr\u00edticas por parte de setores mais nacionalistas da sociedade brasileira, incentivados por Guerreiro Ramos &#8211; integrante do ISEB. O ISEB passou por uma clivagem: de um lado o grupo de posi\u00e7\u00e3o problematizante do instituto (comandado por Helio Jaguaribe) e do outro, os que defendiam a id\u00e9ia de que a fase te\u00f3rica do instituto j\u00e1 havia chegado ao limite, e que era chegado o momento de se partir para uma a\u00e7\u00e3o mais progressista e transformadora do instituto. <br \/>\u00a0<\/i><\/div>\n<div><i>Se antes existia uma toler\u00e2ncia ao capital estrangeiro dentro do instituto, a publica\u00e7\u00e3o de O nacionalismo na atualidade brasileira gerou o confronto aberto e cr\u00edticas por parte de setores mais nacionalistas da sociedade brasileira, incentivados por Guerreiro Ramos \u2013 tamb\u00e9m integrante do ISEB. Esta querela fomentou a imediata sa\u00edda de Guerreiro Ramos e alguns meses depois, o afastamento do pr\u00f3prio Jaguaribe da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Roland Corbisier liderou o ISEB nos anos de 1959 e 1960, quando a tem\u00e1tica do instituto expressava a id\u00e9ia de que, passada a fase te\u00f3rica e problematizante, devia-se mobilizar o pa\u00eds atrav\u00e9s do nacional-desenvolvimentismo. <\/p>\n<p>A partir de 1960, sob a dire\u00e7\u00e3o do fil\u00f3sofo \u00c1lvaro Vieira Pinto e do historiador marxista Nelson Werneck Sodr\u00e9, o ISEB entrou num per\u00edodo mais engajado com o debate das reformas sociais e econ\u00f4micas, envolvendo-se mais diretamente na campanha do plebiscito sobre a manuten\u00e7\u00e3o do regime parlamentarista, em 1963, e tamb\u00e9m com as reformas de base do Governo de Jo\u00e3o Goulart.<\/p>\n<p>Entretanto, com base na perspectiva de H\u00e9lio Jaguaribe, as condi\u00e7\u00f5es de ordem estrutural do Brasil, no per\u00edodo imediatamente posterior ao in\u00edcio dos anos 1960 tendiam para desvirtuar o plano inicial do ISEB, de um processo aut\u00f4nomo, genuinamente nacional de desenvolvimento econ\u00f4mico e social.<\/p>\n<p>\u00c9 relevante e perturbador perceber que embora assumisse a concep\u00e7\u00e3o e condu\u00e7\u00e3o de uma ideologia que se materializou no projeto nacional-desenvolvimentista \u2013 projeto abra\u00e7ado pelo Governo \u2013 o ISEB estivesse situado no centro de um pol\u00eamico processo de investiga\u00e7\u00e3o iniciado pelo Estado-Maior das For\u00e7as Armadas (EMFA), culminando com a instaura\u00e7\u00e3o de um Inqu\u00e9rito Policial-Militar (IPM) semanas ap\u00f3s o Golpe Civil-Militar ocorrido em 1964.&#8221;<\/i><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje \u00e9 quarta feira, dia da nossa mais nova coluna, a &#8220;Cacique de Ramos&#8221; &#8211; assinada pelo publicit\u00e1rio, amigo e historiador Fabr\u00edcio Gomes. 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