{"id":12000,"date":"2010-05-15T08:55:00","date_gmt":"2010-05-15T10:55:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/05\/sobretudo-especial-ouro-de-tolo-1-ano\/"},"modified":"2010-05-15T08:55:00","modified_gmt":"2010-05-15T10:55:00","slug":"sobretudo-especial-ouro-de-tolo-1-ano","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/05\/sobretudo-especial-ouro-de-tolo-1-ano\/","title":{"rendered":"Sobretudo Especial &#8211; Ouro de Tolo, 1 Ano"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/_KYflagr2MuI\/S-3H11f9N2I\/AAAAAAAACKk\/JN4LIrd_thc\/s1600\/torcida-do-flamengo-aacdc.jpg\" imageanchor=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"300\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/torcida-do-flamengo-aacdc.jpg\" width=\"400\"><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Neste dia de anivers\u00e1rio do Ouro de Tolo, teremos dose dupla da coluna &#8220;Sobretudo&#8221;, assinada pelo publicit\u00e1rio e amigo Affonso Romero. Hoje em edi\u00e7\u00e3o especial e amanh\u00e3 em coluna &#8220;normal&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O tema de hoje \u00e9 justamente sobre o blog e seu fundador. Acho que n\u00e3o mere\u00e7o metade do que ele escreve, mas fica o recado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Aproveito para dizer que posso at\u00e9 discordar do que os colunistas escrevem, mas a intelig\u00eancia e o bom texto s\u00e3o cultivados e estimulados. Isto \u00e9 o mais importante. Um bom debate enriquece bastante o ser humano.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por outro lado, minha filosofia \u00e9 publicar os textos dos colunistas exatamente da maneira que foi escrito. No m\u00e1ximo, corre\u00e7\u00f5es ortogr\u00e1ficas ou ligeiras corre\u00e7\u00f5es de estilo a fim de tornar melhor a visualiza\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>P.S. &#8211; Ele escreve sobre o Tor\u00f3, mas eu publiquei um texto de autoria dele mesmo onde minha oposi\u00e7\u00e3o era muito mais inflex\u00edvel e discordante&#8230;<\/i><\/div>\n<div><i><br \/><\/i><\/div>\n<div><i>P.S.2 &#8211; O post com a promo\u00e7\u00e3o dos livros <\/i><a href=\"http:\/\/pedromigao.blogspot.com\/2010\/05\/promocao-de-aniversario.html\"><i>est\u00e1 aqui<\/i><\/a><i>.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Vamos ao texto:<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;<b><i>OURO DE TOLO, 1 ano &#8211; Ah, se a imprensa toda fosse assim&#8230;<\/i><\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quando eu escrevo para esta coluna Sobretudo aqui no Ouro de Tolo, meu texto vem sempre acompanhado de um sentimento t\u00e3o fundamental ao ser humano quando raro: liberdade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>E antes de explicar exatamente como eu vivencio esta liberdade, permita-me contar um pouco de como os meus textos acabaram vindo parar aqui.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Eu e o Mig\u00e3o participamos de uma mesma lista de discuss\u00e3o sobre o Flamengo: a Fladeverdade. Minha chegada na lista n\u00e3o foi, digamos, das mais tranquilas. Acontece que, naquela \u00e9poca, eu estava dirigente do rubro-negro da G\u00e1vea. O verbo \u00e9 este mesmo: \u201cestava\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Alguns dirigentes esportivos \u201cs\u00e3o\u201d cartolas por uma vida inteira. Tenham ou n\u00e3o outras atividades profissionais, s\u00e3o sujeitos que, para o bem ou para o mal (infelizmente, no mais das vezes, para o mal mesmo), entram na vida pol\u00edtica de um clube para n\u00e3o mais sair. E, gest\u00e3o ap\u00f3s gest\u00e3o, seja na ativa ou na oposi\u00e7\u00e3o, eles participam das decis\u00f5es do clube e, em muitos casos, vivem disso sem, no entanto, terem o compromisso de serem profissionais da \u00e1rea.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Gra\u00e7as a Deus, nunca foi o meu caso. Eu estava no meio a um Mestrado em Administra\u00e7\u00e3o e tinha interesse no estudo da gest\u00e3o de empresas e\/ou institui\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 ind\u00fastria do entretenimento. Em especial, ao esporte, ao futebol e ao Flamengo que, al\u00e9m de ser uma paix\u00e3o, eu sou s\u00f3cio desde que nasci. Meio que por acaso, eu acabei sendo sondado para ocupar uma posi\u00e7\u00e3o de retaguarda na administra\u00e7\u00e3o do clube. Claro que o convite me honrou profundamente, e eu procurei fazer um bom trabalho. Entretanto, mantive um esp\u00edrito cr\u00edtico, de quem n\u00e3o tem ambi\u00e7\u00f5es ou filia\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Sobretudo (ops!), meu neg\u00f3cio era propor solu\u00e7\u00f5es para o problema da falta de conforto e seguran\u00e7a nos est\u00e1dios e, por tabela, eu acabei atuando na \u00e1rea de Marketing e, depois, em quest\u00f5es de Planejamento. Enfim, eu era um dirigente muito at\u00edpico. Se era para atuar full-time naquilo, que fosse como profissional de Administra\u00e7\u00e3o e Marketing que, por forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, eu sou. Como dirigente amador, minha validade tinha prazo curto.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na lista, por algumas oportunidades, eu abri publicamente quest\u00f5es que at\u00e9 ent\u00e3o eram tratadas a sete chaves no meio pol\u00edtico do clube. Nunca tive medo de escancarar estas discuss\u00f5es. Mesmo assim, era clara a m\u00e1-vontade de alguns membros daquela lista em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 presen\u00e7a de um dirigente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>At\u00e9 que uma discuss\u00e3o espec\u00edfica azedou completamente o caldo: eu afirmei, assim meio que por provoca\u00e7\u00e3o a uma coloca\u00e7\u00e3o anterior feita, que o Flamengo era tratado como se n\u00e3o tivesse dono, mas que tinha dono sim, e que estes eram os seus s\u00f3cios-propriet\u00e1rios.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Amigo, deixe-me explicar melhor, antes que eu me torne um antip\u00e1tico at\u00e9 para o caro leitor: o Flamengo, como sentimento, tradi\u00e7\u00e3o, conceito, gl\u00f3rias etc., n\u00e3o \u00e9 e nunca vai ser uma institui\u00e7\u00e3o privada, e isso independe do aspecto jur\u00eddico ou societ\u00e1rio. A posi\u00e7\u00e3o que eu quis marcar era a de que, do ponto de vista patrimonial, no arcabou\u00e7o jur\u00eddico, o Flamengo tem donos, e \u00e9 uma pena que estes donos patrimoniais n\u00e3o tratem do clube como donos que s\u00e3o. Porque, se cuidassem do que \u00e9 seu, n\u00e3o deixariam as seguidas administra\u00e7\u00f5es fazerem e desfazerem, a ponto de acumular uma d\u00edvida de 300 milh\u00f5es.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mas quem estava aberto para ouvir a explica\u00e7\u00e3o? Logo no primeiro post recebi uma enxurrada de ofensas. Acho que, na minha tend\u00eancia natural para a pol\u00eamica, eu exagerei na m\u00e3o e levei a pior. Hoje, depois de uns anos de conv\u00edvio virtual, a turma j\u00e1 acostumou com meu jeito de ir escrevendo as coisas de uma forma direta e rude. Algumas pessoas n\u00e3o est\u00e3o mais na lista e eu deixei de ser dirigente h\u00e1 tempos. Ainda assim, quando querem pisar nos meus calos, me lembram desta hist\u00f3ria de o Flamengo ter dono, como se eu tivesse falado algo irreal.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O Mig\u00e3o me conheceu assim. E sempre procurou ponderar o que eu estava dizendo, nunca teve uma atitude preconceituosa em rela\u00e7\u00e3o ao que eu escrevi naquela lista. Na d\u00favida, antes de atacar ou entrar na pol\u00eamica f\u00e1cil, ele mandava em privado a opini\u00e3o dele. Muitas vezes, eu o tive como oponente em alguns debates. E, entre n\u00f3s, nunca nos negamos o direito ao controverso, a emitir uma opini\u00e3o divergente. E, assim, n\u00f3s fomos construindo uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a. Vejam bem: n\u00e3o quer dizer uma rela\u00e7\u00e3o de concord\u00e2ncia permanente, quer dizer que n\u00f3s abrimos e mantivemos aberto um canal leal e decente de di\u00e1logo. Isso, numa lista que envolve uma grande paix\u00e3o de ambos, o Flamengo, e em que o sentimento est\u00e1 \u00e0 flor da pele o tempo inteiro.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O Mig\u00e3o \u00e9 o cara que contemporiza sem ser \u201cMaria-vai-com-as-outras\u201d. Ao contr\u00e1rio: a opini\u00e3o dele \u00e9 firme, delimitada. \u00c0s vezes, at\u00e9 inflex\u00edvel. Quando ele cisma com algu\u00e9m ou alguma coisa, n\u00e3o h\u00e1 o que fa\u00e7a o teimoso relativizar. O Tor\u00f3 \u00e9 um perna-de-pau in\u00fatil, n\u00e3o tente convenc\u00ea-lo de que talvez ele possa ser usado em determinada situa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o, e pronto. E, ainda assim, \u00e9 este mesmo cara que \u00e9 capaz de defender at\u00e9 a morte o seu direito de dizer o oposto ao que ele pensa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Eu, qualquer dia ainda vou testar este limite do Mig\u00e3o ao controverso, esta mabeabilidade democr\u00e1tica, fazendo uma coluna em ode ao Tor\u00f3. Se ele publicar, publicar\u00e1 qualquer coisa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Foi por isso que eu acreditei que poderia vir a fazer uma coluna semanal (ou quase semanal) aqui, que esta coluna poderia se chamar \u201cSobretudo\u201d e que realmente eu teria o aval do Mig\u00e3o para escrever sobre absolutamente tudo que me viesse \u00e0 cabe\u00e7a. E ele sabia muito bem que eu poderia vir a ser pol\u00eamico, politicamente incorreto e at\u00e9 desagrad\u00e1vel. E h\u00e1 um acordo t\u00e1cito, sempre perfeitamente respeitado, de que ele n\u00e3o alterar\u00e1 o que eu escrevo, nem ponderar\u00e1 se eu deveria ou n\u00e3o fazer determinada abordagem.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Talvez eu seja um censor, ou autocensor, muito mais rigoroso por conta disso. Eu respeito este espa\u00e7o, e n\u00e3o quero sujar a \u00e1rea com uma pol\u00eamica gratuita a partir de uma posi\u00e7\u00e3o meramente provocativa. N\u00e3o que isso tenha sido pedido a mim, mas em respeito ao alto n\u00edvel com que os temas s\u00e3o tratados neste blog.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O Mig\u00e3o apresenta meu post e, algumas vezes, diz explicitamente que h\u00e1 algumas coloca\u00e7\u00f5es minhas das quais ele discorda. \u00c9 assim: o cara \u00e9 o dono da bola, discorda, mas posta mesmo assim. Louv\u00e1vel. Tanto manter a coluna intacta, quanto dizer ao distinto p\u00fablico que h\u00e1 uma outra opini\u00e3o \u00e0quilo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Blog, normalmente, \u00e9 uma coisa t\u00e3o autoreferente, t\u00e3o vaidosa de si mesma. E o Mig\u00e3o se preocupa em dar vis\u00f5es complementares, at\u00e9 mesmo opostas, e para isso convida os amigos a colaborar aqui em colunas com tamanha liberdade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>E ele jamais escreveu sobre isso. Ele, modestamente, exercita uma forma o mais democr\u00e1tica poss\u00edvel de jornalismo, sem sequer ser jornalista, mas tendo o melhor do esp\u00edrito puro do bom jornalismo correndo nas veias.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Eu sou prolixo, e ocupo a lista Fladeverdade, com assiduidade doentia, com textos muito maiores do que o que admite o bom senso em listas de discuss\u00e3o. At\u00e9 que algu\u00e9m me sugeriu escrever um blog. E olha que isso veio em forma de elogio. Eu respondi que n\u00e3o seria capaz de ter a disciplina e a entrega necess\u00e1ria para escrever quase diariamente, manter a coisa funcionando, responder \u00e0s pessoas. E resumi, dizendo: eu n\u00e3o faria t\u00e3o bem, com a compet\u00eancia que o Mig\u00e3o faz o Ouro de Tolo. Foi ent\u00e3o que o Mig\u00e3o, de bate-pronto, me ofereceu este espa\u00e7o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201c \u2013 Vai l\u00e1, escreve quando puder, de prefer\u00eancia escreve uma vez por semana, o s\u00e1bado \u00e9 teu.\u201d<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Este cara sobe um blog, faz um trabalho muito bom, conquista uma audi\u00eancia, e me deixa escrever o que eu bem entender num dia que \u00e9 o fil\u00e9. O m\u00ednimo que eu podia fazer \u00e9 tentar escrever bem, tratar voc\u00ea, leitor, com o respeito que todo leitor merece, e te dizer que voc\u00ea est\u00e1 num solo sagrado onde se respeita a liberdade de express\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Tamb\u00e9m poderia e deveria cumprir os prazos do \u201ceditor\u201d, n\u00e3o deixar furos, mas a\u00ed n\u00e3o seria eu.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Obrigado, amigo Mig\u00e3o. Parab\u00e9ns pelo primeiro ano do Ouro. Que muitos anivers\u00e1rios venham. Que esta id\u00e9ia d\u00ea frutos, quem sabe inspira algu\u00e9m da imprensa tradicional a respeitar o direito ao controverso, \u00e0 liberdade e \u00e0 diversidade.&#8221;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste dia de anivers\u00e1rio do Ouro de Tolo, teremos dose dupla da coluna &#8220;Sobretudo&#8221;, assinada pelo publicit\u00e1rio e amigo Affonso Romero. 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