{"id":11978,"date":"2010-05-28T06:20:00","date_gmt":"2010-05-28T08:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/05\/cinecasulofilia-viajo-porque-preciso\/"},"modified":"2010-05-28T06:20:00","modified_gmt":"2010-05-28T08:20:00","slug":"cinecasulofilia-viajo-porque-preciso","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/05\/cinecasulofilia-viajo-porque-preciso\/","title":{"rendered":"Cinecasulofilia &#8211; &quot;Viajo porque preciso&#8230;&quot;"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_KYflagr2MuI\/S_5jlhlDiLI\/AAAAAAAACQU\/Es2mYIIxQUE\/s1600\/Viajo+Porque+Preciso,+Volto+Porque+Te+Amo+poster.jpg\" imageanchor=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"200\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/Viajo+Porque+Preciso+Volto+Porque+Te+Amo+poster.jpg\" width=\"136\"><\/a><\/div>\n<div>Sexta feira e, como sempre, a nossa coluna &#8220;Cinecasulofilia&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Assinada pelo cineasta, cr\u00edtico e professor de cinema Marcelo Ikeda, \u00e9 publicada em parceria com o <a href=\"http:\/\/cinecasulofilia.blogspot.com\/\">blog de mesmo nome<\/a>.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;<i><b>Viajo porque preciso, volto porque te amo<\/b><\/i><\/p>\n<p>O novo filme de Karim Ainouz e Marcelo Gomes d\u00e1 continuidade a um certo caminho est\u00e9tico desenhado por ambos os diretores em seus trabalhos anteriores, mesmo que separadamente. Viajo herda um gosto por um percurso geogr\u00e1fico e \u00edntimo de um Nordeste, um ponto de vista que se associa \u00e0 solid\u00e3o, uma id\u00e9ia de viagem como fluxo necessariamente transit\u00f3rio e imperfeito. Acabamos por nos lembrar mais de Karim, porque Cinema, Aspirina e Urubus se passava mais no sert\u00e3o \u00e1rido, cuja fotografia tilintava com os tons de Mauro Pinheiro Jr. A estrada onde Viajo come\u00e7a nos lembra do in\u00edcio (fim) de O C\u00e9u de Suely, al\u00e9m das prostitutas que povoam a parte final do filme. Mas \u00e9 nessa id\u00e9ia de um percurso por um Nordeste interior e pela problematiza\u00e7\u00e3o da id\u00e9ia de viagem que os dois diretores se aproximam.<\/p>\n<p>Viajo \u00e9 um di\u00e1rio de viagem, narrado por um protagonista (Irandir Santos) que nunca vemos, apenas o ouvimos. Protagonista que comp\u00f5e o hibridismo desse filme, que se equilibra entre a fic\u00e7\u00e3o (o ge\u00f3logo que tenta esquecer as lembran\u00e7as de sua amada) e o document\u00e1rio (o olhar pelo interior do Nordeste, a fotografia). \u00c9 muito interessante constatar que, ap\u00f3s dois filmes de grande repercuss\u00e3o inclusive internacional, Marcelo Gomes e Karim Ainouz optaram por um filme conjunto, em somar for\u00e7as, realizando um projeto simples e singelo, descaradamente menor. Um projeto \u00edntimo, uma viagem interior por um Nordeste. Um filme assumidamente pequeno.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um come\u00e7o francamente po\u00e9tico, em que os diretores dialogam com um certo estado de coisas do cinema contempor\u00e2neo (um olhar radical por um espa\u00e7o f\u00edsico, os planos longos, a solid\u00e3o da estrada), o filme l\u00e1 pela sua metade come\u00e7a a se escorar em estrat\u00e9gias um pouco mais convencionais de retratar esse lugar (uma fam\u00edlia sozinha, as prostitutas, um motel, o baile de forr\u00f3). O filme tem um curioso tratamento fotogr\u00e1fico, dirigido por Helo\u00edsa Passos, que mistura v\u00eddeo em alta resolu\u00e7\u00e3o e imagens n\u00e3o t\u00e3o tratadas, inclusive com grandes varia\u00e7\u00f5es de foco. Nessa op\u00e7\u00e3o em evitar uma plasticidade meramente ilustrativa, Viajo exp\u00f5e sua fragilidade no pr\u00f3prio corpo das imagens filmadas.<\/p>\n<p>Apesar de irregular, a integridade de Viajo porque preciso, volto porque te amo precisa ser defendida.<\/p>\n<p>Viajo porque preciso, volto porque te amo.<br \/>Viajo porque preciso, n\u00e3o volto porque ainda te amo.&#8221;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sexta feira e, como sempre, a nossa coluna &#8220;Cinecasulofilia&#8221;. 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