{"id":11940,"date":"2010-06-22T18:01:00","date_gmt":"2010-06-22T20:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/06\/resenha-literaria-as-melhores-selecoes-estrangeiras-de-todos-os-tempos\/"},"modified":"2010-06-22T18:01:00","modified_gmt":"2010-06-22T20:01:00","slug":"resenha-literaria-as-melhores-selecoes-estrangeiras-de-todos-os-tempos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/06\/resenha-literaria-as-melhores-selecoes-estrangeiras-de-todos-os-tempos\/","title":{"rendered":"Resenha Liter\u00e1ria &#8211; &quot;As Melhores Sele\u00e7\u00f5es Estrangeiras de Todos os Tempos&quot;"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_KYflagr2MuI\/TCAai6LwAdI\/AAAAAAAACcE\/ABztNWKmXIE\/s1600\/sele%C3%A7%C3%B5es+estrangeiras.jpg\" imageanchor=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"200\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/sele%C3%A7%C3%B5es+estrangeiras.jpg\" width=\"138\"><\/a><\/div>\n<div>Continuando a s\u00e9rie de resenhas ainda curitibanas e em ritmo de Copa do Mundo, temos hoje o &#8220;irm\u00e3o g\u00eameo&#8221; do livro analisado ontem.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;As Melhores Sele\u00e7\u00f5es Estrangeiras de Todos os Tempos&#8221;, de autoria do jornalista esportivo Mauro Beting, elenca dentro de um crit\u00e9rio todo particular as sete maiores sele\u00e7\u00f5es estrangeiras em copas do mundo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Sua escolha foi por sele\u00e7\u00f5es que pudessem ter sido vistas pela televis\u00e3o, tenham disputado Copas do Mundo, possu\u00edssem craques &#8211; embora pelo menos em um dos casos isso \u00e9 meio duvidoso &#8211; e times que ou foram campe\u00f5es ou revolucionaram seu tempo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Feito isso, chegam-se a sete sele\u00e7\u00f5es, uma representante de cada grande escola de futebol mundial: Hungria de 1954, Inglaterra de 1966, Holanda e Alemanha de 1974, It\u00e1lia de 1982, Argentina de 1986 e a Fran\u00e7a de 1998.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Seus craques, com pequenos perfis no livro: Puskas, Bobby Charlton, Cruyff, Beckenbauer, Paolo Rossi (\u00e9&#8230;), Maradona e Zidane.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Cada uma das sele\u00e7\u00f5es \u00e9 contextualizada historicamente, com a sua forma\u00e7\u00e3o anterior \u00e0 Copa, estrutura t\u00e1tica, varia\u00e7\u00f5es e o destino ap\u00f3s a Copa em que disputou. Al\u00e9m disso, um completo &#8220;jogo a jogo&#8221; para cada partida disputada pelas equipes, com narra\u00e7\u00e3o dos principais lances e algumas hist\u00f3rias. Um trabalho de pesquisa sensacional.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Outro destaque do livro s\u00e3o as finas ironias que permeiam o livro, em especial as divertid\u00edssimas descri\u00e7\u00f5es das pancadarias em alguns dos jogos citados. Cheguei a rolar de rir com algumas passagens, como estas que transcrevo abaixo &#8211; referentes ao Brasil e Holanda de 1974:<\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>&#8220;Apesar do jogo hist\u00f3rico, o que se viu foram divididas hist\u00e9ricas, um festival de pancadas, tesouras, carrinhos e botinadas de corar qualquer um &#8211; menos o horroroso e experiente \u00e1rbgitro alem\u00e3o Kurt Tsechencher&#8221; (pp. 94)<\/i><\/div>\n<div><i><br \/><\/i><\/div>\n<div><i>&#8220;O Brasil\u00a0come\u00e7ava\u00a0batendo mais que uruguaios e\u00a0argentinos. Juntos.&#8221; (pp. 95)<\/i><\/div>\n<div><i><br \/><\/i><\/div>\n<div><i>&#8220;A Holanda aproveitou que o \u00e1rbitro estava embananado e sem pulso e cart\u00e3o para controlar os briguentos, e tamb\u00e9m baixou o n\u00edvel e o pau. Para resumir a pancadaria: em 90 minutos, com a boa vontade que faltou aos litigantes, Van Hanegem merecia quatro vermelhos por jogo brusco, conden\u00e1vel pela Conven\u00e7\u00e3o de Genebra; Rivellino, duas expuls\u00f5es; Suurbier, Cruyff, Rep, Valdomiro, Z\u00e9 Maria e Marinho Chagas n\u00e3o poderiam reclamar se fossem ao chuveiro mais cedo.&#8221; (pp. 96)<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No fim das contas, o \u00fanico expulso foi o zagueiro brasileiro Luis Pereira. Alguns dos lances descritos acima est\u00e3o no v\u00eddeo abaixo, que tamb\u00e9m mostra toda a intelig\u00eancia do time holand\u00eas. O curioso \u00e9 que a dez dias da estr\u00e9ia n\u00e3o havia um time definido, e o lend\u00e1rio Rinuus Michels somente assumiu a sele\u00e7\u00e3o a poucos meses do in\u00edcio da competi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Outro destaque do livro \u00e9 a narra\u00e7\u00e3o do c\u00e9lebre gol de m\u00e3o de Maradona sobre a Inglaterra em 1986, onde todos que estavam naquela tarde do est\u00e1dio Azteca viram &#8211; menos o \u00e1rbitro. Tamb\u00e9m conta o qu\u00e3o importante foi \u00e0 na\u00e7\u00e3o platina vencer aquele jogo &#8211; a Guerra das Malvinas ainda estava entalada na garganta.<\/p>\n<p>Chama a aten\u00e7\u00e3o a It\u00e1lia de 1982, que em tr\u00eas anos venceu apenas quatro jogos: os dois das quartas, a semifinal e a final daquela Copa&#8230;<\/p>\n<p>Sem d\u00favida alguma, um livro completo. Ainda descortina e desvela segredos de duas revolu\u00e7\u00f5es t\u00e1ticas, a Hungria de 1954 &#8211; que inventou o aquecimento antes das partidas e, por isso, sempre marcava no in\u00edcio dos jogos &#8211; e a j\u00e1 citada sele\u00e7\u00e3o holandesa.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m faz justi\u00e7a \u00e0s sele\u00e7\u00f5es alem\u00e3 de 1974 e a inglesa de 1966, times n\u00e3o t\u00e3o incensados por fatores ex\u00f3genos &#8211; a Holanda em um caso e a arbitragem em outro.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.travessa.com.br\/AS_MELHORES_SELECOES_ESTRANGEIRAS_DE_TODOS_OS_TEMPOS\/artigo\/ce956bd1-c408-449b-94eb-7acd8aa5cff3\">Na Travessa, custa R$ 28<\/a>. Excelente op\u00e7\u00e3o nestes dias de Copa do Mundo.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Continuando a s\u00e9rie de resenhas ainda curitibanas e em ritmo de Copa do Mundo, temos hoje o &#8220;irm\u00e3o g\u00eameo&#8221; do livro analisado ontem. &#8220;As MelhoresTour Details<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[289],"tags":[200,12,37,73,74],"class_list":["post-11940","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-pedro-migao","tag-copa-2010","tag-cultura","tag-futebol","tag-livros","tag-resenha-literaria"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11940","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11940"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11940\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}