{"id":11884,"date":"2010-07-29T09:54:00","date_gmt":"2010-07-29T11:54:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/07\/rio-azul-meio-turvo-da-cor-do-mar\/"},"modified":"2010-07-29T09:54:00","modified_gmt":"2010-07-29T11:54:00","slug":"rio-azul-meio-turvo-da-cor-do-mar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/07\/rio-azul-meio-turvo-da-cor-do-mar\/","title":{"rendered":"Rio, azul (meio turvo) da cor do mar"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_KYflagr2MuI\/TE85oRVbRcI\/AAAAAAAACm0\/MhGsWjp3cYw\/s1600\/portela1.jpg\" imageanchor=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"230\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/portela1.jpg\" width=\"400\"><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Eis que, ao contr\u00e1rio do que anunciei aqui, a Portela, a minha Portela trocou o enredo que ir\u00e1 apresentar no carnaval de 2011: &#8220;Rio, Azul da Cor do Mar&#8221;.<\/p>\n<p>O Presidente Nilo Figueiredo, no cargo desde meados de 2004 ap\u00f3s um processo eleitoral tumultuad\u00edssimo &#8211; com direito a dois pleitos, carteiras falsas e &#8220;otras cositas m\u00e1s&#8221; &#8211; em sua administra\u00e7\u00e3o fez com que a escola evolu\u00edsse em diversos aspectos. Hoje a bateria \u00e9 a melhor da cidade (atual Estandarte de Ouro), bem diferente do caos que era em 2004, quando desfilei tocando chocalho. Temos um puxador decente e que n\u00e3o \u00e9 compadre do presidente, como anteriormente. nosso casal de mestre sala e porta bandeira \u00e9 um dos melhores do carnaval, se n\u00e3o o melhor. H\u00e1 incentivo a novos profisisonais e a id\u00e9ias e a escola, hoje, tem uma vida que transcende os 82 minutos de desfile.<\/p>\n<p>Contudo, h\u00e1 pontos em que a dire\u00e7\u00e3o da escola deixa muito a desejar, <a href=\"http:\/\/pedromigao.blogspot.com\/2010\/02\/sobre-portela-ii.html\">como j\u00e1 havia escrito anteriormente<\/a>. Um deles \u00e9 a escolha do enredo, que vem sendo baseada, sempre, em temas que permitam patroc\u00ednios milion\u00e1rios. Entretanto, apesar de a escola hoje vestir aproximadamente 2.500 pessoas entre alas de comunidade e outras como baianas e bateria a parte pl\u00e1stica, em especial as alegorias, deixam muito a desejar.<\/p>\n<p>Uma escola de samba hoje recebe de verba entre subven\u00e7\u00f5es estadual e municipal, direito de arena da televis\u00e3o, ingressos e venda de Cds aproximadamente R$ 4 milh\u00f5es. Minha estimativa \u00e9 de que o desfile da escola em 2010, p\u00e9ssimo desfile por sinal, n\u00e3o tenha gasto mais que R$ 2 milh\u00f5es, talvez uns 2,5 milh\u00f5es levando-se em conta as despesas correntes &#8211; sal\u00e1rios, manuten\u00e7\u00e3o e que tal.<\/p>\n<p>Ou seja: uma tremenda incoer\u00eancia, para se dizer o m\u00ednimo, com o discurso oficial da escola de que &#8220;\u00e9 imposs\u00edvel se fazer carnaval sem patroc\u00ednio&#8221;. Quem leu os artigos do jornalista especializado em carnaval Aloy Jupiara <a href=\"http:\/\/pedromigao.blogspot.com\/2010\/02\/chiquinho-do-babado-prestacoes-de.html\">que transcrevi aqui<\/a> vai entender um pouco o que ocorre.<\/p>\n<p>Outro problema \u00e9 que, mesmo com os patroc\u00ednios, a escola \u00e9 sempre a \u00faltima a iniciar seus preparativos. Eu me recordo que em 2007 a tr\u00eas semanas do carnaval os carros eram apenas chassis. Saiu o carnaval ? Saiu. Mas alegorias mal acabadas devido \u00e0 pressa e que deixaram v\u00e1rios pontos na apura\u00e7\u00e3o. Este ano o carro que vinha \u00e1 frente da ala em que desfilei foi &#8220;finalizado&#8221; com a escola j\u00e1 desfilando.<\/p>\n<p>Mais uma problem\u00e1tica, solucionada este ano, \u00e9 a qualidade dos carnavalescos da escola. Por pagar sal\u00e1rios abaixo do mercado a escola acaba atraindo carnavalescos inexperientes ou que n\u00e3o s\u00e3o considerados do primeiro time de artistas. O ex-rei Momo Alex de Oliveira, &#8220;carnavalesco&#8221; de 2010, \u00e9 um exemplo.<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ele tinha feito apenas a Unidos do Jacarezinho em 2009 &#8211; com alegorias e fantasias ruins e mal acabadas, a prop\u00f3sito &#8211; e n\u00e3o satisfeito em arruinar o desfile da \u00e1guia em 2010 ainda rebaixou a mesma Unidos de Jacarezinho. Para completar, ainda rebaixou para o Grupo de Acesso a Tradi\u00e7\u00e3o de Bangu no carnaval virtual. Tr\u00eas fracassos retumbantes no mesmo ano e que deixaram claro que o ex-soberano da folia, decididamente, n\u00e3o \u00e9 do ramo.<\/p>\n<p>Ele \u00e9 reflexo da busca por pretensas revela\u00e7\u00f5es que sejam mais baratas e permitam \u00e0 escola estabelecer uma (duvidosa) economia. O t\u00edpico caso onde o barato sai caro. Outro ponto \u00e9 que o ambiente de trabalho da escola \u00e9 extremamente &#8220;estressante&#8221; e isto afasta os profissionais mais talentosos &#8211; j\u00e1 ouvi de um destes que <i>&#8220;com esta diretoria, n\u00e3o trabalho na Portela&#8221;<\/i>.<\/p>\n<p>Talvez por causa do fiasco de 2010, e em especial das elei\u00e7\u00f5es que se aproximavam para maio, foi contratado o carnavalesco Roberto Szaniecki (abaixo), polon\u00eas, com longa estrada no carnaval e em especial um figurinista de grande talento. Ele estava fora do mercado devido \u00e0 fama de nunca terminar os carnavais que inicia, e provavelmente deve ter vindo por um sal\u00e1rio abaixo de seu talento. Apesar deste defeito, sem d\u00favida alguma \u00e9 um grande salto de qualidade na pl\u00e1stica da escola, nem que seja na beleza das fantasias &#8211; at\u00e9 porque ser pior que 2010 \u00e9 virtualmente imposs\u00edvel. Entretanto acredito que ser\u00e1 o melhor ano da escola neste quesito desde que a atual diretoria assumiu o mandato.<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_KYflagr2MuI\/TE85rW28sNI\/AAAAAAAACm8\/mY5gs-ti98E\/s1600\/portela2.jpg\" imageanchor=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"230\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/portela2.jpg\" width=\"400\"><\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por falar em mandato, eu acabei n\u00e3o indo votar, mas nem adiantaria: o pleito se resumiu a assinar a lista de presen\u00e7a, n\u00e3o havendo c\u00e9dulas para voto em branco ou nulo. Ainda lembro que o Estatuto foi alterado para que o Presidente pudesse se candidatar a um terceiro mandato: entretanto, eu estou at\u00e9 hoje esperando a convoca\u00e7\u00e3o para a Assembl\u00e9ia de S\u00f3cios que deliberaria sobre tal quest\u00e3o. Sinceramente, n\u00e3o sei qual foi o estratagema utilizado para tal.<\/p>\n<p>Voltando ao enredo 2011, o sonhado &#8220;Portela dos Grandes Carnavais&#8221; foi descartado sob a alega\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o tinha patroc\u00ednio e que &#8220;sem patroc\u00ednio n\u00e3o se faz carnaval&#8221; &#8211; que, como vimos no alto, \u00e9 uma fal\u00e1cia. Com exce\u00e7\u00e3o de 2009 &#8211; n\u00e3o por acaso, a melhor classifica\u00e7\u00e3o da escola desde 1995 &#8211; a escola vem mantendo uma linha de enredos politicamente corretos e de exalta\u00e7\u00e3o \u00e0s diferentes esferas de governo.<\/p>\n<p>Foi escolhido um enredo que celebra a rela\u00e7\u00e3o do homem com o mar, enaltecendo as grandes navega\u00e7\u00f5es, o Centen\u00e1rio do Porto do Rio e o pr\u00e9-sal, entre outras quest\u00f5es. Ainda n\u00e3o tem patroc\u00ednio mas foi concebido de forma a buscar posteriormente o aporte de recursos. Entretanto, ser\u00e1 uma grande ironia se tais n\u00e3o aparecerem&#8230;<\/p>\n<p>Transcrevo abaixo parte da sinopse, <a href=\"http:\/\/www.portelaweb.com\/vnoticias.php?noCodigo=50\">retirada do excelente site PortelaWeb<\/a> &#8211; tamb\u00e9m fonte das fotos que ilustram este post e do qual, ainda que meio inativo, fa\u00e7o parte da equipe. Vale a pena conferir l\u00e1 o \u00e1udio da explana\u00e7\u00e3o sobre o enredo feita pelo carnavalesco.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Minha avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de que n\u00e3o \u00e9 um enredo ruim &#8211; ainda mais se comparado a 2010 &#8211; e que vai permitir um desfile razo\u00e1vel \u00e0 escola, ainda que com um desenvolvimento bastante batido &#8211; e se houver investimento, claro. Por outro lado existe a possibilidade de um bom samba, at\u00e9 porque foi pedido que se mudasse a linha dos sambas atuais da escola, &#8220;funcionais&#8221;, mas frios. A Ala de Compositores portelense \u00e9 a melhor do Rio de Janeiro e deve sair uma grande composi\u00e7\u00e3o do concurso, o qual estarei proximamente dando not\u00edcias aos leitores.<\/p>\n<p>Havia considerado seriamente a possibilidade de n\u00e3o desfilar pela escola, ainda mais depois da troca do enredo, mas sei que meu cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o vai resistir&#8230;<\/p>\n<p>&#8220;<i><b>RIO, AZUL DA COR DO MAR<\/b><\/i><\/p>\n<p><i><b>Sinopse<\/b><\/i><br \/><b><i><br \/>Porto de Sapucahy , ver\u00e3o de 2011<\/i><\/b><\/p>\n<p>Soltem as amarras e deixem as velas enfunarem ao sabor do vento. Vejam o cais se distanciar e, com ele, as lembran\u00e7as que ficaram. Na bagagem, trazemos sonhos e esperan\u00e7a. Nossos olhos j\u00e1 n\u00e3o conseguem divisar o que \u00e9\u00a0 mar, o que \u00e9 c\u00e9u, e tentam tra\u00e7ar uma linha de equil\u00edbrio no horizonte. Singramos no azul!<\/p>\n<p>Subamos \u00e0 g\u00e1vea para conversar com as estrelas, companheiras de saudades e solid\u00e3o. Ora, direis, ouvir estrelas\u2026 Por que n\u00e3o?<\/p>\n<p>Estrelas s\u00e3o quase tudo o que temos. Al\u00e9m delas, trazemos instrumentos que nos ajudar\u00e3o a decifr\u00e1-las. Elas se espalham pelo c\u00e9u formando desenhos e um deles nos chama a aten\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma \u00e1guia! Sim, uma \u00e1guia em forma de constela\u00e7\u00e3o. E ser\u00e1 esta que escolheremos para nos guiar pela imensid\u00e3o.<\/p>\n<p>Dizem que o destino est\u00e1 tra\u00e7ado nas estrelas. Ensinam que precisaremos de muita coragem para enfrentar os perigos e, sobretudo, determina\u00e7\u00e3o. E, com f\u00e9 em Deus, navegaremos pelos sete mares que abrir\u00e3o os portais do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><i><b>No Reino de Poseidon, tempestade e bonan\u00e7a<\/b><\/i><\/p>\n<p>Estamos a muitas bra\u00e7as do continente, nessa noite tenebrosa. A f\u00faria do vento for\u00e7a a resist\u00eancia dos cabos que sustentam o mastro principal. O tecido das velas parece que n\u00e3o conseguir\u00e1 resistir. Ondas se agigantam, cobrindo o casco. Raios, rel\u00e2mpagos e trov\u00f5es abrem fendas no firmamento. <\/p>\n<p>Come\u00e7amos a enfrentar o desafio do desconhecido. E, sem que tenhamos tempo de raciocinar, nos deparamos com o medo escondido em nossos por\u00f5es.<\/p>\n<p>Das profundezas surgem criaturas fant\u00e1sticas! S\u00e3o polvos, serpentes e drag\u00f5es abrindo uma estrada na espuma, levando-nos por um turbilh\u00e3o sem fim. <\/p>\n<p>Ao abrirmos os olhos, por\u00e9m, tudo se transforma. Cavalos marinhos conduzidos por guerreiros\u00a0 transportam o cortejo de reis e rainhas que governavam a cren\u00e7a de civiliza\u00e7\u00f5es que desapareceram no mar abissal. <\/p>\n<p>O que tenta nos dizer a tempestade, afinal?\u00a0 <\/p>\n<p>Respeitar o que \u00e9 do mar, mas nunca temer. Acima de toda maldade, o bem sempre h\u00e1 de vencer. <\/p>\n<p><i><b>Mare Nostrum, sob a luz de Alexandria<\/b><\/i><\/p>\n<p>Estas gal\u00e9s que cruzam o nosso caminho transportam toras de cedro, tapetes, tecidos, cer\u00e2micas, corantes, j\u00f3ias, pe\u00e7as de metal e outros produtos que as m\u00e3os do homem foram capazes de moldar. <\/p>\n<p>Do Oriente partem gigantescas embarca\u00e7\u00f5es. S\u00e3o os chineses oferecendo novas trocas, ampliando suas rotas, construindo rela\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>S\u00e3o mercadorias que remontam aos tempos dos primeiros navegantes, que se lan\u00e7aram ao mar. Para troc\u00e1-las em outros portos, fen\u00edcios e eg\u00edpcios n\u00e3o imaginavam que tamb\u00e9m deixariam vest\u00edgios de sua cultura milenar. <\/p>\n<p>Gregos e romanos inauguraram um tempo de conquistas, ampliando as frentes de com\u00e9rcio e os limites de seus territ\u00f3rios. <\/p>\n<p>Da distante Alexandria, brilha uma chama, transformando a noite em dia. <\/p>\n<p><i><b>A caminho de Calicut<\/b><\/i><\/p>\n<p>Debru\u00e7ados sobre mapas, lendas e antigos relatos tentamos encontrar o caminho que nos levar\u00e1 \u00e0s misteriosas terras das especiarias. \u00c9 para l\u00e1 que apontam nossos olhos, mergulhados em fasc\u00ednio.<\/p>\n<p>Para proteger este com\u00e9rcio, mercadores \u00e1rabes semearam lendas de monstros e gigantes que devoravam quem ousasse cruzar os seus dom\u00ednios.<\/p>\n<p>Tudo mentira. O pesadelo agora \u00e9 um sonho. As \u00e1guas ganham novos matizes e como atrizes representam cada uma de nossas expectativas: cravo, canela, a\u00e7afr\u00e3o, flor de l\u00f3tus e tamb\u00e9m porcelanas, tapetes, sedas e joias que n\u00e3o se cansam de brilhar.<\/p>\n<p>As mais variadas fragr\u00e2ncias se misturam no ar. Conseguimos, estamos em Calicut! Mas n\u00e3o devemos nos demorar. <\/p>\n<p><i><b>Atl\u00e2ntico, em dire\u00e7\u00e3o ao Pac\u00edfico<\/b><\/i><\/p>\n<p>O Velho Mundo despertou para um novo s\u00e9culo sabendo que n\u00e3o estava mais s\u00f3. Por tr\u00e1s do horizonte, entre o nascente e o poente, existiam outras terras e riquezas a se alcan\u00e7ar. <\/p>\n<p>Eram terras primitivas, que ficavam muito al\u00e9m da calmaria e daqui podemos v\u00ea-las. Ao dia, parece uma deslumbrante miragem, ocupada por nativos, adornadas pelas praias e a plumagem dos p\u00e1ssaros mais bonitos que j\u00e1 se viu. Eis a vis\u00e3o do paraiso tropical. <\/p>\n<p>S\u00e3o tantas terras que nossos olhos se perdem ao tentar abra\u00e7\u00e1-las. Elas se escondem sob florestas, percorrem montanhas e flutuam nas nuvens, onde guardam segredos e mist\u00e9rios de antigos imp\u00e9rios, que se curvavam diante do Sol. <\/p>\n<p>Quantas riquezas brotam de suas nascentes! Ouro, prata, pedras preciosas e uma madeira estranha, que tinge de sangue o tecido mais nobre. Dizem que o futuro a perpetuar\u00e1 na for\u00e7a de um gigante chamado Brasil.<\/p>\n<p><i><b>Mare Liberum, numa ilha do Caribe<\/b><\/i><br \/>Quantas estradas se abrem neste azul sem fim! O Atl\u00e2ntico \u00e9 cortado em todas as dire\u00e7\u00f5es. Embarca\u00e7\u00f5es de diversas bandeiras transportam cana-de-a\u00e7\u00facar, caf\u00e9, tabaco e algod\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o existem fronteiras para o com\u00e9rcio, nem medidas para a ambi\u00e7\u00e3o. Outras gal\u00e9s rumam para a \u00c1frica, inaugurando a rota do tr\u00e1fico negreiro. Trazem milh\u00f5es de escravos, despejando-os em solo americano. Aceleram a produ\u00e7\u00e3o, deixando uma dor que n\u00e3o se apaga e uma chaga que ainda marca o sentimento humano. <\/p>\n<p>Negros v\u00e3o, cors\u00e1rios vem. O mar j\u00e1 n\u00e3o pertence nem \u00e0 Armada do Rei. Agora, \u00e9 terra de ningu\u00e9m.<\/p>\n<p><i><b>Brasil, entre riquezas e belezas<\/b><\/i><\/p>\n<p>Aben\u00e7oada natureza, que sempre encantar\u00e1 os olhos de quem veleja no aconchego dessa Ba\u00eda.\u00a0 A mesma brisa que traz lembran\u00e7as do passado, sopra na dire\u00e7\u00e3o do futuro, ensinando que o mar foi, \u00e9 e ser\u00e1 a principal via de comunica\u00e7\u00e3o entre os povos mais distantes.<\/p>\n<p>Salve, Porto centen\u00e1rio, e esse intenso vai-e-vem do com\u00e9rcio exterior. Foi aqui que come\u00e7aram e depois se intensificaram nossas rela\u00e7\u00f5es com o estrangeiro. <\/p>\n<p>Esse marulhar fustiga a todo instante, recordando investidas e o leva-e-traz . As ondas n\u00e3o se cansam de contar todos os tesouros que ficaram para tr\u00e1s; mas ainda guardam nas profundezas a mais preciosa das riquezas, que, por muito tempo, nos impulsionar\u00e1.<\/p>\n<p>Rio de Janeiro, ponto de encontro de brasileiros de Norte a Sul, de Leste a Oeste; que recebe de bra\u00e7os abertos o jangadeiro e outros irm\u00e3os do Nordeste.\u00a0 Rio das praias, das raias, cruzeiros, pescadores da noite e da vida marinha. Terra de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, para\u00edso dos golfinhos.<br \/><i><b><br \/>Porto dos Amores, Fonte da Inspira\u00e7\u00e3o<\/b><\/i><\/p>\n<p>Aqui da proa, quando olhamos para tr\u00e1s, n\u00e3o conseguimos dar conta do tempo que passou. Orientados pelas estrelas, desafiamos tempestades, enfrentamos inimigos e aprendemos que navegar \u00e9 preciso \u2013 mas na mesma dire\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Foi assim que descobrimos novos continentes, inauguramos a rota do Oriente e encontramos em pleno mar a Fonte da Inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Traduzimos os sentimentos em m\u00fasica, transportamos a emo\u00e7\u00e3o para a \u00f3pera e o teatro, recriamos aventuras em romances, no cinema eternizamos sagas e amores em paginas de cl\u00e1ssicos memor\u00e1veis. Quando pintamos uma marina, tentando retratar a fascina\u00e7\u00e3o que existe em tanto mar, deixamos o azul brincar na tela.<\/p>\n<p>Descobrimos que o mar n\u00e3o \u00e9 apenas um tema: ele tem in\u00edcio, meio e fim, \u00e9 um enredo. E toda essa experi\u00eancia come\u00e7ou quando vencemos o medo, desfraldando as velas no Carnaval.<\/p>\n<p>Pois, o amor \u00e9 azul.<br \/>O c\u00e9u \u00e9 azul.<br \/>O mar \u00e9 azul.<br \/>E entre eles, navega a nossa querida Portela!&#8221;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eis que, ao contr\u00e1rio do que anunciei aqui, a Portela, a minha Portela trocou o enredo que ir\u00e1 apresentar no carnaval de 2011: &#8220;Rio, AzulTour Details<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[289],"tags":[183,19,49],"class_list":["post-11884","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-pedro-migao","tag-carnaval-2011","tag-escolas-de-samba","tag-portela"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11884","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11884"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11884\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11884"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11884"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11884"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}