{"id":11838,"date":"2010-08-30T09:15:00","date_gmt":"2010-08-30T11:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/08\/resenha-literaria-a-sombra-do-ditador\/"},"modified":"2010-08-30T09:15:00","modified_gmt":"2010-08-30T11:15:00","slug":"resenha-literaria-a-sombra-do-ditador","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/08\/resenha-literaria-a-sombra-do-ditador\/","title":{"rendered":"Resenha Liter\u00e1ria: &quot;\u00c0 Sombra do Ditador&quot;"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_KYflagr2MuI\/TGnU_S71P1I\/AAAAAAAACss\/4vC2H8sC-xQ\/s1600\/%C3%A0+sombra+do+ditador.jpg\" imageanchor=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"320\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/%C3%A0+sombra+do+ditador.jpg\" width=\"221\"><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div>De volta ap\u00f3s algum interregno temos a nossa j\u00e1 tradicional &#8220;Resenha Liter\u00e1ria&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O livro de hoje \u00e9 indispens\u00e1vel para se entender um dos personagens mais s\u00f3rdidos, sanguin\u00e1rios e cru\u00e9is da hist\u00f3ria recente da Am\u00e9rica Latina: Augusto Pinochet, ex-ditador do Chile &#8211; que, sinceramente, espero que neste momento esteja no fundo do inferno.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>J\u00e1 abordei tal personagem na resenha de <a href=\"http:\/\/pedromigao.blogspot.com\/2010\/03\/resenha-literaria-os-anos-do-condor.html\">&#8220;Os Anos do Condor&#8221;<\/a>, mas este &#8220;\u00c0 Sombra do Ditador&#8221;, do ex-embaixador chileno no Brasil e ex-Vice Ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores Chileno Heraldo Mu\u00f1oz, trata o ditador como a figura central do livro.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Baseado nas mem\u00f3rias do autor &#8211; que viveu na oposi\u00e7\u00e3o ao regime, em documentos do governo chileno e em entrevistas, tra\u00e7a um bom panorama da hist\u00f3ria do pa\u00eds desde os tempos pr\u00e9-golpe at\u00e9 o fim do ditador, quando teve de conviver com a pecha de ladr\u00e3o por terem sido encontradas contas no exterior com nomes falsos, frutos de comiss\u00f5es recebidas em diversos neg\u00f3cios &#8211; em especial envolvendo armas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Uma das revela\u00e7\u00f5es do livro \u00e9 de que Pinochet somente se incorporou aos conspiradores golpistas no \u00faltimo instante. Sua trajet\u00f3ria anterior no Ex\u00e9rcito trazia a marca de sempre estar a favor dos donos do poder e por uma habilidade de sempre perceber antes para onde os ventos sopravam.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Conta tamb\u00e9m como ele assumiu o comando do golpe em detrimento dos demais conspiradores e consolidou o seu poder. O livro revela, baseado em documentos e entrevistas, que se o Presidente deposto Salvador Allende n\u00e3o se matasse no Pal\u00e1cio de La Moneda acabaria morrendo na queda do avi\u00e3o disponibilizado para lev\u00e1-lo ao ex\u00edlio: a ordem era colocar pouco combust\u00edvel na aeronave para que esta ca\u00edsse.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Outra revela\u00e7\u00e3o \u00e9 de que al\u00e9m de ter mandado exterminar com requintes de crueldade correligion\u00e1rios de Allende e opositores do regime, os conspiradores que se opuseram em algum momento \u00e0 sua lideran\u00e7a tamb\u00e9m foram assassinados, ou mortos em acidentes e infec\u00e7\u00f5es &#8220;estranhas&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O exemplar \u00e9 s\u00f3rdido na descri\u00e7\u00e3o dos assassinatos cometidos pelo regime e nas torturas realizadas em verdadeiros &#8220;campos de concentra\u00e7\u00e3o&#8221; abertos pelo regime para a tortura e o desaparecimento de presos pol\u00edticos. Outro lado \u00e9 o atentado sofrido pelo ditador em 1986 por integrantes de um grupo p\u00e1ra-militar, no qual por muito pouco n\u00e3o obtiveram o intento de assassinar Pinochet.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Tamb\u00e9m se descobre que a op\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica pelo liberalismo irrestrito n\u00e3o era uma convic\u00e7\u00e3o pessoal de Pinochet. Pragm\u00e1tico, optou por esta linha a fim de tirar a economia do Chile da crise, o que conseguiu apesar de um brutal custo social. Assim mesmo a infla\u00e7\u00e3o em nenhum momento foi totalmente controlada durante a ditadura, bem como o desemprego sempre se manteve alto no per\u00edodo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como integrante da frente das oposi\u00e7\u00f5es que liderou o &#8220;N\u00e3o&#8221; ao plebiscito de outubro de 1988 &#8211; que significou o fim da ditadura chilena &#8211; Heraldo Mu\u00f1oz descreve a forma\u00e7\u00e3o da coaliz\u00e3o democr\u00e1tica, com lances de suspense, marchas e contra marchas. \u00c9 uma bonita hist\u00f3ria de vit\u00f3ria da democracia ainda que jogando sob as regras determinadas pelo ditador.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A partir da\u00ed descreve-se a progressiva perda de poder do caudilho assassino e o processo sofrido na Espanha que resultou em sua pris\u00e3o na Inglaterra e quase extradi\u00e7\u00e3o &#8211; epis\u00f3dio tamb\u00e9m alvo de narrativa em &#8220;Os Anos do Condor&#8221;. E seu crep\u00fasculo, abandonado pelos fi\u00e9is aliados e enfrentando den\u00fancias comprovadas de corrup\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ressalte-se, tamb\u00e9m, a sorte do autor em momentos cruciais da hist\u00f3ria, quando decis\u00f5es erradas poderiam t\u00ea-lo transformado em mais uma v\u00edtima da repress\u00e3o. Seu papel como articulador das oposi\u00e7\u00f5es e na refunda\u00e7\u00e3o do Partido Socialista Chileno, bem como a descri\u00e7\u00e3o das articula\u00e7\u00f5es entre as diversas correntes \u00a0\u00e9 bem interessante para quem gosta de pol\u00edtica.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Lembre-se, adicionalmente, do apoio dado pelo governo americano a Pinochet atrav\u00e9s do Secret\u00e1rio de Estado Henry Kissinger, e como os EUA foram afastando-se aos poucos do carniceiro, especialmente ap\u00f3s o assassinato do ex-Chanceler de Allende Orlando Letelier, a poucas quadras da sede do governo americano em Washington. A a\u00e7\u00e3o, perpetrada a ordem do ditador, foi considerada audaciosa demais e marcou um ponto de inflex\u00e3o na pol\u00edtica americana em rela\u00e7\u00e3o ao Chile.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fa\u00e7o o\u00a0registro\u00a0do apoio incondicional da &#8220;Dama de Ferro&#8221; inglesa Margaret Thatcher a Pinochet, com respaldo total no epis\u00f3dio da pris\u00e3o do ditador e declara\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0s atrocidades cometidas pelo governo chileno durante o regime de exce\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nesta resenha n\u00e3o esgoto todos os assuntos tratados, mas \u00e9 leitura indispens\u00e1vel n\u00e3o somente para se conhecer um per\u00edodo da hist\u00f3ria que n\u00e3o deve se repetir quanto para aqueles que gostam de pol\u00edtica. Certas passagens chegam a ser revoltantes, tamanha a crueldade dos \u00f3rg\u00e3os governamentais.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em resumo, livro obrigat\u00f3rio. <a href=\"http:\/\/www.travessa.com.br\/A_SOMBRA_DO_DITADOR\/artigo\/cc4e3548-57a4-400c-a0f6-5038b79198c7\">Na Travessa, custa R$ 47<\/a>.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Disponibilizo abaixo v\u00eddeo descoberto no site da <a href=\"http:\/\/www.zahar.com.br\/\">Editora Zahar<\/a> com uma palestra do autor sobre o livro. Apesar de ser em ingl\u00eas, n\u00e3o \u00e9 de dif\u00edcil compreens\u00e3o. Tamb\u00e9m reproduzo abaixo e<a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/estadaodehoje\/20100822\/not_imp598447,0.php\">ntrevista do autor ao Estad\u00e3o<\/a>, concedida na \u00faltima semana.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<p><\/p>\n<div><i><b>Pinochet: o horror revisitado<\/b><br \/>Em livro, chileno Heraldo Mu\u00f1oz, diplomata e ex-assessor de Allende, reabre feridas da ditadura<\/i><\/p>\n<p><span>Jo\u00e3o Paulo Charleaux &#8211; O Estado de S.Paulo<\/span><\/p>\n<p>Poucos ditadores foram t\u00e3o minuciosamente escrutinados pela literatura latino-americana quanto o chileno Augusto Pinochet (1915-2006). O general que comandou durante 17 anos um dos regimes mais brutais do mundo &#8211; respons\u00e1vel por mais de 3 mil mortes e desaparecimentos, al\u00e9m de 28 mil casos de tortura &#8211; teve seu duro rosto marcial e seus medonhos \u00f3culos escuros transformados na pr\u00f3pria personifica\u00e7\u00e3o do terror dos regimes militares.<\/p>\n<p>Uma figura assim, t\u00e3o caricata de suas pr\u00f3prias brutalidades, dificilmente teria uma nova faceta a revelar. Mas o chileno Heraldo Mu\u00f1oz, membro ativo do governo socialista de Salvador Allende durante o golpe de 11 de setembro de 1973, conseguiu transformar o que j\u00e1 seria um excelente relato emocional numa an\u00e1lise acurada do contexto pol\u00edtico que selou o destino n\u00e3o apenas do Chile, mas de v\u00e1rios pa\u00edses do mundo que serviram de tabuleiro para o tenso jogo de interesses entre EUA e URSS nos anos 60 e 70.<\/p>\n<p>Mu\u00f1oz &#8211; que foi embaixador do Chile nas Na\u00e7\u00f5es Unidas at\u00e9 o in\u00edcio do ano, quando assumiu o cargo de diretor do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) &#8211; conta no livro A Sombra do Ditador &#8211; Mem\u00f3rias Pol\u00edticas do Chile sob Pinochet (Zahar, 394 p\u00e1ginas, R$ 59) sua aventura como militante combativo (e combatente) nos anos de chumbo. Mas, mais do que isso, revela documentos pouco conhecidos sobre o envolvimento dos EUA no golpe e sobre o tenso bastidor do governo Allende, que tornou insustentavelmente aguda a divis\u00e3o pol\u00edtica do pa\u00eds a ponto de sofrer o que seria o primeiro golpe contra um l\u00edder marxista eleito democraticamente. A seguir, os principais trechos da entrevista que Mu\u00f1oz concedeu ao Estado, de Nova York, por e-mail:<\/p>\n<p><i>O sr. descreve um Pinochet astuto e oportunista, mas n\u00e3o muito inteligente. N\u00e3o \u00e9 demais supor que um homem assim tenha sido capaz de ficar no poder por 17 anos, resistindo n\u00e3o apenas \u00e0s press\u00f5es dos democratas, mas passando para tr\u00e1s seus rivais militares tamb\u00e9m?<\/i><\/p>\n<p>Pinochet se manteve no poder por uma combina\u00e7\u00e3o de fatores. Primeiro, ele tinha uma capacidade pol\u00edtica inata e uma certa sagacidade, embora carecesse de bagagem cultural ou intelig\u00eancia. Al\u00e9m disso, ele foi h\u00e1bil em concentrar na pol\u00edcia secreta da ditadura, a Dina, n\u00e3o apenas seu poder de repress\u00e3o contra a dissid\u00eancia, mas tamb\u00e9m contra qualquer sinal de desafio \u00e0 sua autoridade proveniente de seus colaboradores mais pr\u00f3ximos, fossem eles civis ou militares. Por outro lado, \u00e9 importante lembrar que uma grande parte dos chilenos queriam, principalmente no in\u00edcio da ditadura, o restabelecimento da ordem e o fim da polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que caracterizou o \u00faltimo ano do governo Allende. Al\u00e9m disso, a Guerra Fria tamb\u00e9m ajudou, pois os EUA viram em Pinochet um aliado contra o comunismo.<\/p>\n<p><i>Como o sr. compara as ditaduras do Chile e do Brasil?<\/i><\/p>\n<p>O Brasil foi o primeiro pa\u00eds a reconhecer a ditadura Pinochet, o que n\u00e3o \u00e9 surpreendente se voc\u00ea considerar que alguns dos idealizadores do golpe no Chile reuniam-se regularmente na embaixada brasileira em Santiago. A ditadura brasileira tamb\u00e9m assessorou o regime Pinochet em t\u00e9cnicas de tortura e deu enorme apoio financeiro de emerg\u00eancia. No Brasil, entretanto, a ditadura foi mais institucional, menos personalista. Al\u00e9m disso, foi uma ditadura que teve a capacidade de fazer sua pr\u00f3pria transi\u00e7\u00e3o. E apesar de ter sido mais curta que a ditadura chilena, foi igualmente dura em termos de perdas humanas e torturas.<\/p>\n<p><i>Seu livro torna clara a participa\u00e7\u00e3o dos EUA no golpe no Chile, transcrevendo di\u00e1logos entre Pinochet e Henry Kissinger, secret\u00e1rio de Estado do ent\u00e3o presidente americano Richard Nixon. A pol\u00edtica americana para a Am\u00e9rica do Sul mudou quanto de 1973 para c\u00e1?<\/i><\/p>\n<p>A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet uma vez me contou uma piada que era assim: Sabe por que n\u00e3o h\u00e1 golpe de Estado nos EUA? \u00c9 porque l\u00e1 n\u00e3o existe uma embaixada americana. Mas as coisas t\u00eam mudado. Primeiro, pelas prioridades que os EUA t\u00eam hoje em outras partes do mundo, especialmente depois do 11 de setembro de 2001. Depois, porque o presidente Barack Obama quer inaugurar uma nova p\u00e1gina de rela\u00e7\u00f5es com a regi\u00e3o, embora os frutos sejam escassos.<\/p>\n<p><i>O que h\u00e1 em comum entre a direita que venceu as elei\u00e7\u00f5es do Chile em janeiro e a que governou o pa\u00eds nos 17 anos de ditadura Pinochet?<\/i><\/p>\n<p>A direita chilena n\u00e3o fez ainda sua mea-culpa por ter dado apoio ativo \u00e0 ditadura de Pinochet. H\u00e1 setores importantes da direita que recha\u00e7am as viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, \u00e9 verdade. E o pr\u00f3prio presidente Sebastian Pi\u00f1era (que assumiu em mar\u00e7o rompendo uma hegemonia democr\u00e1tica da esquerda que durou de 1990 a 2010) votou contra a continuidade do regime Pinochet no plebiscito de 1988. Na verdade, a direita sabe que, para ganhar elei\u00e7\u00f5es, precisa hoje afastar-se da heran\u00e7a de Pinochet. Mas ainda h\u00e1 uns poucos dentro do governo que relutam em fazer isso, mesmo pagando um alto custo pol\u00edtico.<\/p>\n<p><i>O sr. conta que, um dia antes do golpe de 1973, Allende se preparava para propor a realiza\u00e7\u00e3o de um plebiscito sobre sua perman\u00eancia no poder. A pr\u00e1tica tem sido muito repetida nos \u00faltimos anos por presidentes sul-americanos de esquerda. \u00c9 poss\u00edvel estabelecer alguma compara\u00e7\u00e3o entre estas duas formas de fomentar uma suposta democracia participativa direta?<\/i><\/p>\n<p>Mas aquela foi uma consulta diferente. O que Allende buscava era uma sa\u00edda pol\u00edtica para a crise. Ele n\u00e3o planejava mudar a Constitui\u00e7\u00e3o ou outras normas vigentes no pa\u00eds. O plebiscito de 1973 teria evitado um banho de sangue que a ditadura provocou. Provavelmente, Allende teria sido derrotado, ainda que ele tivesse esperan\u00e7as de convencer o povo chileno usando seus melhores argumentos.<\/p>\n<p><i>A SOMBRA DO DITADOR<br \/>De Heraldo Mu\u00f1oz. Editora Zahar (tradu\u00e7\u00e3o Renato Aguiar, 396 p\u00e1gs., R$ 59).<\/i><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De volta ap\u00f3s algum interregno temos a nossa j\u00e1 tradicional &#8220;Resenha Liter\u00e1ria&#8221;. 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