{"id":11775,"date":"2010-10-10T15:06:00","date_gmt":"2010-10-10T17:06:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/10\/elite-da-tropa-2-previa-ii\/"},"modified":"2010-10-10T15:06:00","modified_gmt":"2010-10-10T17:06:00","slug":"elite-da-tropa-2-previa-ii","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/10\/elite-da-tropa-2-previa-ii\/","title":{"rendered":"Elite da Tropa 2 &#8211; Pr\u00e9via (II)"},"content":{"rendered":"<div>Na \u00faltima sexta feira foram lan\u00e7ados o segundo filme da saga &#8220;Tropa de Elite&#8221; (ainda baseado no primeiro livro da s\u00e9rie) e o segundo livro da s\u00e9rie, &#8220;Elite da Tropa &#8211; II&#8221; &#8211; sobre o qual escrevi domingo passado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Disponibilizo para este final de domingo mais um cap\u00edtulo do livro e o trailer do filme &#8211; que \u00e9 baseado na segunda parte do livro original. Originalmente o cap\u00edtulo foi publicano no jornal <a href=\"http:\/\/www.odia.com.br\/\">&#8220;O Dia&#8221;<\/a>. Os morros citados no texto parecem ser Formiga e Casa Branca (ou Borel, pode ser tamb\u00e9m), na Tijuca.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Livro j\u00e1 \u00e0 venda e filme j\u00e1 em cartaz. Esta semana pretendo colocar aqui a resenha do livro.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>P.S. &#8211; N\u00e3o \u00e9 nada, n\u00e3o \u00e9 nada mesmo, mas este \u00e9 o post de n\u00famero 1.000 do Ouro de Tolo.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i><b>\u2018A MORTE DE TOMATE\u2019<\/b><\/i><\/p>\n<p>O morro da Aroeira, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, faz fronteira com S\u00e3o Tom\u00e9, outra favela importante na economia do tr\u00e1fico e do fluxo de armas. O Bope fez dezenas de opera\u00e7\u00f5es na \u00e1rea ao longo daquele ano. Em praticamente todas eu estava presente. Muitas vezes comandando a tropa. Vivi ali duas situa\u00e7\u00f5es extremas, de sentidos muito diferentes e consequ\u00eancias opostas. Uma fez de mim um capit\u00e3o vitorioso; a outra, um vil\u00e3o. Para falar a verdade, talvez tenha acontecido o contr\u00e1rio. Pelo menos de um certo do ponto de vista \u2014 a paisagem vista da laje? \u2014, a primeira hist\u00f3ria poderia ser lembrada com orgulho, mas um orgulho cheio de sangue. Na segunda, em que fiz o papel de vil\u00e3o \u2014 segundo a perspectiva dos senhores do bem e do mal, deuses dos carimbos, donos da verdade \u2014, na realidade eu era o her\u00f3i. Houve tamb\u00e9m uma terceira aventura que n\u00e3o sei se devo contar. Vou pensar a respeito. Quando terminar de descrever as duas primeiras eu decido. Foi um caso delicado. N\u00e3o gostaria de criar problema depois de tanto tempo, desfazendo o que me custou tanto fazer. De fato, se na primeira situa\u00e7\u00e3o senti o gosto amargo do triunfo e, na segunda, o doce sabor da derrota, na terceira n\u00e3o sei at\u00e9 hoje de que lado estava o certo, de que lado estava o errado.<\/p>\n<p>Subi devagarinho o plano inclinado na lateral de um largo plat\u00f4 para atingir a plataforma, de onde eu teria um amplo controle visual da favela. A posi\u00e7\u00e3o me daria uma vis\u00e3o de 360 graus. Sargento Ten\u00f3rio veio comigo, carregando o fuzil G3-SG1, com a excelente luneta Leopoldi que aproximava seis vezes a imagem natural. O G3-SG1 acertava um alvo a 60 metros com precis\u00e3o e se fixava em um bip\u00e9 suficientemente firme. Ten\u00f3rio n\u00e3o era o sniper do grupo, mas era fiel, corajoso e disciplinado. Pau para toda obra. <\/p>\n<p>Pisei nas pedras e nos galhos ca\u00eddos com muito cuidado para n\u00e3o fazer barulho. N\u00e3o tinha a menor ideia sobre onde estariam os traficantes. \u00c9ramos 16 homens. Os oito da segunda equipe mandei entrarem pelo morro de S\u00e3o Tom\u00e9. Eu e os sete da primeira equipe viemos diretamente para a Aroeira, margeando a via principal. Escolhi a frente de um beco e algumas lajes como pontos estrat\u00e9gicos. Distribu\u00ed meu grupo pelos pontos. Os movimentos foram conduzidos com muita aten\u00e7\u00e3o e cautela. Os traficantes da Tijuca j\u00e1 conheciam bastante bem as t\u00e9cnicas do Bope. Tinham aprendido que n\u00e3o vale a pena nos enfrentar. A \u00fanica sa\u00edda para eles era reconhecer sua inferioridade, evitar o confronto e reagir s\u00f3 na covardia, armando alguma cilada contra n\u00f3s. Por isso eu sabia que n\u00e3o era inteligente confiar no sil\u00eancio e na calma aparente. Pelo contr\u00e1rio. A mansid\u00e3o era sinal preocupante de que nossos inimigos estavam nos observando, \u00e0 espera de algum trope\u00e7o. Qualquer erro podia ser fatal. N\u00e3o h\u00e1 nada pior para um soldado em guerra do que a autoconfian\u00e7a. Quer dizer, autoconfian\u00e7a excessiva. Aquela que beira a soberba. Como garante a sabedoria popular: s\u00f3 morre afogado quem sabe nadar. <\/p>\n<p>Cheguei ao plateau e me ajoelhei. Explorei o lugar, lentamente, caminhando abaixado, enquanto Ten\u00f3rio montava os p\u00e9s do fuzil. O capim-lim\u00e3o crescido subia pela encosta e produzia uma esp\u00e9cie de barricada verde na margem dianteira da plataforma. N\u00e3o era preciso ficar de joelhos, mas tampouco seria prudente adotar a postura normal. A vegeta\u00e7\u00e3o n\u00e3o era t\u00e3o alta assim. De todo modo, a noite estava escura. Seu manto negro nos protegia. Ten\u00f3rio, al\u00e9m de religioso, era metido a poeta. Dizia coisas desse tipo. Eu n\u00e3o me incomodava, desde que ele mantivesse os p\u00e9s na terra e os olhos bem abertos.<\/p>\n<p>N\u00e3o precisei nem de um minuto para matar a charada. Fant\u00e1stico. Isso sim era um presente dos c\u00e9us. Bem debaixo do meu nariz, a uns cinquenta metros, sob uma amendoeira frondosa, quatro traficantes conversavam. Olhei pelo bin\u00f3culo, mas n\u00e3o tive certeza se o Tomate estava entre eles. Tomate era o dono do morro. O chefe do tr\u00e1fico. Meu alvo naquela incurs\u00e3o e em tantas anteriores, frustradas. Sem pensar duas vezes, deixei meu corpo deslizar de costas pelo declive que me separava dos vagabundos e sobre o qual se erguia o plateau.<\/p>\n<p>Estanquei um metro e meio abaixo de Ten\u00f3rio, encarando o c\u00e9u, deitado, o bin\u00f3culo no peito. Em sil\u00eancio, elevei o bin\u00f3culo \u00e0 altura dos olhos e, movimentando uns trinta cent\u00edmetros a cabe\u00e7a para cima, estudei a cena. L\u00e1 estava Tomate. N\u00e3o havia mais nenhuma d\u00favida. Conhecia aquela cara das fotos que o Bope recebia da P2 e da pol\u00edcia civil. N\u00e3o tinha erro. Abaixei a cabe\u00e7a, voltei a apoiar o bin\u00f3culo no peito e sussurrei, no meio da relva alta, para Ten\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u2014 O cara de short vermelho \u00e9 o Tomate.<\/p>\n<p>Dei um tempo ao sargento e inalei o cheiro do mato \u00e0 minha volta. O capim cobria parcialmente meu corpo. Levantei de novo a cabe\u00e7a apenas o suficiente para observar os movimentos do grupo. <\/p>\n<p>Deitei a cabe\u00e7a e tentei relaxar \u2014 como se fosse poss\u00edvel relaxar a cinquenta metros do inimigo, protegido s\u00f3 pela noite e pelo leve cobertor vegetal. N\u00e3o sei exatamente quantos minutos se passaram. O que eu sei \u00e9 que nunca vou esquecer o que senti quando me dei conta de que o dia amanhecia. Amanhecia numa velocidade irreal. Era quase como se a natureza tivesse acendido a luz, subitamente, apertando o interruptor c\u00f3smico. Meu corpo soube antes de minha consci\u00eancia. Talvez um segundo. Mas garanto que soube antes. Sei disso porque recebi uma carga extra de adrenalina, bombeada direto no est\u00f4mago, e o conceito claridade, luz, dia, sei l\u00e1, o conceito que dava sentido ao fen\u00f4meno veio em seguida. N\u00e3o seria exagero dizer que o conceito foi transportado at\u00e9 a consci\u00eancia pelos jatos sucessivos de adrenalina que o metabolismo bombeava em ritmo fren\u00e9tico. N\u00e3o estou fazendo diagn\u00f3stico m\u00e9dico. Descrevo impress\u00f5es e sentimentos.<\/p>\n<p>Com a luz vieram o perigo e a lucidez. O medo tamb\u00e9m \u2014 por que mentir?<br \/>\u00a0<\/div>\n<div>\u2014 E a\u00ed, Ten\u00f3rio? Porra.<br \/>\u2014 O cara de short vermelho foi para o outro lado da amendoeira. Estou esperando ele voltar para o lado de c\u00e1.<\/p>\n<p>Eu disse baixinho mais algum palavr\u00e3o, mas duvido que meu subordinado tenha ouvido. Fui obrigado a redobrar os cuidados. Parei de me mexer e de al\u00e7ar a cabe\u00e7a. A claridade trouxe os bandidos para perto. Uma coisa s\u00e3o cinquenta metros no meio da madrugada escura. Outra, ao amanhecer.<\/p>\n<p>Suspendi um pouco o pesco\u00e7o e vi que o grupo olhava em nossa dire\u00e7\u00e3o. Olhava fixamente. Em alerta. Teriam visto o fuzil, mesmo camuflado? Temi que meu corpo pudesse ser percebido na forma de mancha na relva.<\/p>\n<p>Um instante depois os vagabundos come\u00e7aram a atirar. O cora\u00e7\u00e3o socava mais forte. Logo deduzi que n\u00e3o \u00e9ramos n\u00f3s os alvos. Ou eles nos teriam acertado. Atiravam para a \u00e1rea \u00e0 nossa esquerda, de onde viemos. Felizmente, meus homens eram disciplinados e cumpriam ordens. E eram preparados tecnicamente. Sabiam que quem atira a esmo \u00e9 traficante e pol\u00edcia convencional. S\u00f3 os despreparados atiram aleatoriamente. As consequ\u00eancias a gente conhece: v\u00edtimas inocentes, balas perdidas e baixa efici\u00eancia. Se minha tropa respondesse aos tiros, revelaria sua posi\u00e7\u00e3o, que permanecia ignorada pelos criminosos. Era esse nosso trunfo. Se o grupo do Tomate n\u00e3o tinha identificado nossa presen\u00e7a, por que atirava? Muito simples: \u00e0quela hora, cinco da manh\u00e3, o movimento da favela em um dia normal j\u00e1 teria come\u00e7ado. A partir das cinco os trabalhadores descem para o trabalho. Acontece que, naquele dia, ningu\u00e9m descia. Por qu\u00ea? Por que a imobilidade? Claro que era artificial. Evidente que estava sendo provocada por algum fator externo \u00e0 vida da comunidade. A conclus\u00e3o era \u00f3bvia. Alguma coisa estranha estava ocorrendo no morro. N\u00f3s \u00e9ramos essa coisa estranha.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o para o ataque sem alvo dos traficantes me acalmou por alguns segundos, mas n\u00e3o era motivo para tranquilizar quem estava deitado de costas na terra na imin\u00eancia de virar foco da mira de armas inimigas. Eles continuavam estranhando o sil\u00eancio, a imobilidade. Percebi com um leve al\u00e7ar do pesco\u00e7o que davam alguns passos cautelosos em nossa dire\u00e7\u00e3o, os fuzis j\u00e1 nas m\u00e3os.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o queria transmitir inseguran\u00e7a ao Ten\u00f3rio. Ele n\u00e3o era experiente. N\u00e3o era um sniper. Tinha tudo para tremer. <\/p>\n<p>Usei a voz mais calma dispon\u00edvel no meu repert\u00f3rio:<br \/>\u2014 Consegue ver?<br \/>Ten\u00f3rio apertava o olho direito na luneta.<br \/>\u2014 Achou?<br \/>Ele finalmente respondeu:<br \/>\u2014 Est\u00e1 no ret\u00edculo.<\/p>\n<p>Ret\u00edculo \u00e9 aquela cruzinha que focaliza o alvo e calcula para o sniper a trajet\u00f3ria do tiro. Se eu mandasse ele atirar e ele errasse, eu estaria liquidado. N\u00e3o foi bem essa a palavra que me veio \u00e0 mente. <br \/>\u00a0<\/div>\n<div>Na hora falei fodido. Ou melhor, pensei. O jeito era dividir com Ten\u00f3rio a decis\u00e3o. Eu s\u00f3 daria a ordem se ele estivesse se sentindo seguro.<\/p>\n<p>Perguntei se ele achava que poderia fazer o tiro.<\/p>\n<p>\u2014 Positivo, capit\u00e3o.<br \/>\u2014 De short vermelho?<br \/>\u2014 De short vermelho.<br \/>\u2014 D\u00e1 pra fazer?<br \/>\u2014 Positivo. Est\u00e1 bem no ret\u00edculo.<br \/>\u2014 Ent\u00e3o faz.<\/p>\n<p>O bando dispersou no instante em que Tomate foi atingido. Cada um correu em uma dire\u00e7\u00e3o. A surpresa e o choque, o eco do estampido no relevo sinuoso do morro, tudo isso misturado confundiu a b\u00fassola dos traficantes: fugindo, buscando abrigo, atiravam sem norte. A quantidade de sangue ao redor de Tomate formava um c\u00edrculo cujo di\u00e2metro n\u00e3o cessava de crescer. N\u00e3o sei o que fiz para ficar de p\u00e9 t\u00e3o r\u00e1pido. Quando dei por mim estava acelerado, descendo, a pistola apontada para o dono do morro, que amea\u00e7ava atirar mas n\u00e3o conseguia manter o equil\u00edbrio nem fixar a mira. Desorientado, prestes a tombar, ferido de morte, sangrando feito um porco, Tomate movia o bra\u00e7o direito com o fuzil em todas as dire\u00e7\u00f5es, os joelhos dobrados. Parecia uma dan\u00e7a bizarra. Antes que ele me acertasse ou atingisse algu\u00e9m, disparei minha pistola e ele tombou. Entretanto, n\u00e3o morreu logo. A agonia se prolongou. Vivi anos em guerra e n\u00e3o me lembro de ter visto sangue jorrando feito petr\u00f3leo daquele jeito. Ele era gordo e os jatos faziam barulho. Um chiado sinistro. Um bal\u00e3o desinflando. N\u00e3o digo isso para fazer gra\u00e7a. N\u00e3o \u00e9 engra\u00e7ado. Na verdade, \u00e9 triste, repugnante, ruim relembrar. E foi horr\u00edvel a cena quando eu estava l\u00e1, debaixo da amendoeira, ordenando a meus homens que avan\u00e7assem.<\/p>\n<p>Tomate era meu trof\u00e9u. A miss\u00e3o era mat\u00e1-lo. Dezenas de vezes muitos de n\u00f3s tentamos em v\u00e3o. O homem era o diabo. Mesmo assim, vitorioso, acompanhando sua passagem borbulhante e penosa para o inferno, eu n\u00e3o me sentia\u00a0feliz\u00a0nem gratificado. Os soldados comemoraram, meu superior me fez um elogio p\u00fablico, o Bope foi celebrado em prosa e verso por mais aquela conquista, mas eu me sentia oco. Vazio como a carca\u00e7a ressecada do dono do morro.<\/p>\n<p>Um fato envenenou minha vaidade e o sentimento de realiza\u00e7\u00e3o. Quando parei diante de Tomate agonizante &#8211; enquanto contemplava a vida em fuga, o sangue revirando o corpo pelo avesso -, uma crian\u00e7a de cima de uma laje pr\u00f3xima gritou. N\u00e3o gosto de recordar o grito e a voz da crian\u00e7a, mas a mem\u00f3ria tem autonomia e goza do direito de ir e vir. O que fazer? Ela gritava &#8220;meu pai&#8221; e me chamava de assassino.&#8221;<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima sexta feira foram lan\u00e7ados o segundo filme da saga &#8220;Tropa de Elite&#8221; (ainda baseado no primeiro livro da s\u00e9rie) e o segundo livroTour Details<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[289],"tags":[13,12,73],"class_list":["post-11775","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-pedro-migao","tag-cinema","tag-cultura","tag-livros"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11775","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11775"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11775\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11775"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11775"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11775"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}