{"id":11723,"date":"2010-11-14T08:22:00","date_gmt":"2010-11-14T10:22:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/11\/bissexta-la-la-how-the-life-goes-on\/"},"modified":"2010-11-14T08:22:00","modified_gmt":"2010-11-14T10:22:00","slug":"bissexta-la-la-how-the-life-goes-on","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2010\/11\/bissexta-la-la-how-the-life-goes-on\/","title":{"rendered":"Bissexta: &quot;La la, How The Life Goes On&quot;"},"content":{"rendered":"<div><\/div>\n<div><a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/_KYflagr2MuI\/TNr_pe3ON2I\/AAAAAAAADBY\/bCEO97O1Dk4\/s1600\/Paul+McCartney.bmp\" imageanchor=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"246\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/_KYflagr2MuI\/TNr_pe3ON2I\/AAAAAAAADBY\/bCEO97O1Dk4\/s400\/Paul+McCartney.bmp\" width=\"400\"><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Mais um domingo e mais uma coluna &#8220;Bissexta&#8221;, de autoria do advogado Walter Monteiro. O tema de hoje \u00e9 o recente show de Paul McCartney no Brasil e as quest\u00f5es que envolvem o envelhecimento dos grandes astros da m\u00fasica.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ali\u00e1s, algo que me preocupa \u00e9 o fato de que os maiores compositores brasileiros, hoje, s\u00e3o os mesmos da d\u00e9cada de sessenta. Voltarei ao tema proximamente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No final do texto o leitor pode ver um v\u00eddeo do show de Porto Alegre.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><i><b>&#8220;La la, How The Life Goes On<\/b><\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Um dos dias mais felizes da minha vida aconteceu em abril de 1990. Eu, que sempre fui completamente enlouquecido pelos Beatles, tive a chance de ver Paul McCartney bem de pertinho. Comprei um ingresso com alguma anteced\u00eancia e fui com uma turma grande de amigos para o Maracan\u00e3, umas 15 pessoas ou at\u00e9 mais, algumas eu nem conhecia direito. Gostei tanto que resolvi voltar no dia seguinte, acompanhado apenas por dois amigos, t\u00e3o beatleman\u00edacos quanto eu, que assistimos ao segundo show cantando todas as m\u00fasicas e chorando sem parar. Tive a sorte de estar morando em Porto Alegre quando Paul resolveu abrir a turn\u00ea sul-americana por aqui. E posso comparar os dois momentos.<\/p>\n<p>Como as coisas eram mais f\u00e1ceis em 1990! Para poder comprar o ingresso do show no Beira-Rio, centenas de pessoas passaram a noite na fila. Em pouqu\u00edssimas horas todas as entradas se esgotaram, antes que eu me desse conta de que deveria correr para o est\u00e1dio. Na Internet, o site ficou fora do ar quase o tempo todo e quando voltou s\u00f3 havia op\u00e7\u00f5es para o ingresso mais barato, que me custou mais de R$ 250,00, com todos os penduricalhos de taxas que agora viraram moda.<\/p>\n<p>N\u00e3o tenho a menor id\u00e9ia de quanto custou o show 20 anos atr\u00e1s. S\u00f3 sei que n\u00e3o lembro de ter ficado em fila alguma. Ou melhor, s\u00f3 decidi assistir o segundo show horas antes e ainda havia ingressos dispon\u00edveis. E n\u00e3o poderiam ser muito caros, afinal, \u00e9ramos tr\u00eas estudantes e n\u00e3o pareceu nenhum sacrif\u00edcio para nossos caramingu\u00e1s de estagi\u00e1rios. Naquele tempo n\u00e3o tinha nada de frescuras do tipo \u00e1rea vip, camarotes de patrocinadores ou outros mecanismos de apartheid. Chegamos umas duas horas antes do in\u00edcio, fomos caminhando pela multid\u00e3o e ficamos a poucos metros de Sua Santidade, Sir Paul McCartney. <\/p>\n<p>Outra \u00f3tima lembran\u00e7a \u00e9 que gravei o show na vers\u00e3o editada pela Globo, no v\u00eddeo-cassete da minha m\u00e3e. As m\u00fasicas eram mescladas com umas entrevistas do Paul no camarim. E nunca me esque\u00e7o (bom, eu revi a fita algumas vezes) dele dizendo que estava surpreso de ainda conseguir ser roqueiro aos 47, quase 48 anos.<\/p>\n<p>Domingo passado entrei no t\u00fanel do tempo. Paul, de forma at\u00e9 mais generosa do que em 1990, cantou as m\u00fasicas que todos aprendemos amar. \u00c9 incr\u00edvel como a m\u00fasica dos Beatles \u00e9 atemporal, universal, eterna. Eu mesmo s\u00f3 conheci as m\u00fasicas quando o conjunto j\u00e1 havia se desfeito fazia anos, mas fui escravizado por elas. E o mais impressionante \u00e9 ver que o primeiro \u00e1lbum, Please Please Me, foi gravado em 1963 e o \u00faltimo, Abbey Road, em 1969 (Let it Be foi lan\u00e7ado em 1970, mas com a banda j\u00e1 desfeita e aproveitando grava\u00e7\u00f5es de 1969). Nesse m\u00ednimo intervalo de 6 anos os Beatles lan\u00e7aram 13 \u00e1lbuns (sendo um deles duplo, o \u00c1lbum Branco), praticamente s\u00f3 com musicas in\u00e9ditas e pr\u00f3prias. S\u00f3 fizeram shows ao vivos at\u00e9 1966. Foram mundialmente conhecidos em um tempo de comunica\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria, onde, claro, n\u00e3o existia Internet, transmiss\u00e3o via sat\u00e9lite e at\u00e9 mesmo a televis\u00e3o era rara na casa das fam\u00edlias. Haja criatividade. Haja talento.<\/p>\n<p>Mas me parece que para tudo na vida h\u00e1 limites. Paul continua tocando divinamente bem, a banda que o acompanha \u00e9 sensacional, os efeitos visuais do show s\u00e3o impressionantes, principalmente os tel\u00f5es de alta defini\u00e7\u00e3o, mas me deprimiu ver aquele vovozinho de cabelo pintado de acaju, m\u00e3os enrugadas ao piano, procurando emular a si mesmo quando jovem.<\/p>\n<p>Talvez tivesse sido melhor ter ficado apenas com o show m\u00e1gico de 1990 na mem\u00f3ria, quando Paul j\u00e1 n\u00e3o era nenhum garoto, mas ainda tinha tra\u00e7os mais joviais. V\u00ea-lo assim t\u00e3o distante das fotos da d\u00e9cada de 60 que o tel\u00e3o atr\u00e1s do palco insistia em mostrar, me deu um choque de realidade de que, n\u00e3o importa o quanto a pessoa se esforce, life goes on, bra, la la, how the life goes on.<\/p>\n<p>And if you want some fun, take obladiblada.&#8221;<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um domingo e mais uma coluna &#8220;Bissexta&#8221;, de autoria do advogado Walter Monteiro. 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