{"id":11623,"date":"2011-01-30T09:36:00","date_gmt":"2011-01-30T11:36:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2011\/01\/bissexta-nosostros-invadimos-a-su-playa\/"},"modified":"2011-01-30T09:36:00","modified_gmt":"2011-01-30T11:36:00","slug":"bissexta-nosostros-invadimos-a-su-playa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2011\/01\/bissexta-nosostros-invadimos-a-su-playa\/","title":{"rendered":"Bissexta &#8211; &quot;Nosostros Invadimos a Su Playa&quot;"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_KYflagr2MuI\/TUFY5odefbI\/AAAAAAAADQA\/H6gyABahBZM\/s1600\/Buenos_Aires_-_UBA_-_FADU.jpg\" imageanchor=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"300\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/Buenos_Aires_-_UBA_-_FADU.jpg\" width=\"400\"><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Mais um domingo, finzinho do m\u00eas de janeiro, e mais uma edi\u00e7\u00e3o da coluna &#8220;Bissexta&#8221;, do advogado Walter Monteiro. O tema de hoje \u00e9 a invas\u00e3o brasileira a Buenos Aires, trazida pelo c\u00e2mbio cada vez mais apreciado no Brasil &#8211; que ser\u00e1 tema, uma vez mais, amanh\u00e3.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b><i>Nosostros Invadimos a Su Playa<\/i><\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>J\u00e1 devo ter falado aqui algo sobre a Argentina e Buenos Aires. \u00c9 inevit\u00e1vel, porque eu venho a esse pa\u00eds com uma frequ\u00eancia inacreditavelmente alta &#8211; e nem sempre por raz\u00f5es tur\u00edsticas. Tantas viagens me transformaram em uma esp\u00e9cie de consultor informal dos amigos e conhecidos, que sempre querem alguma indica\u00e7\u00e3o em particular.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Foram tantas os pedidos que eu resolvi passar um dia inteiro escrevendo umas vinte p\u00e1ginas, uma esp\u00e9cie de comp\u00eandio de tudo o que sei ou penso saber sobre a alma portenha. \u00c9 \u00f3bvio que n\u00e3o pretendo repetir nada daquilo nessa coluna, mas apenas registrar um fen\u00f4meno silencioso, mas impressionante, que \u00e9 o aumento de brasileiros do lado de c\u00e1 do Rio de La Plata.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Desde que eu me entendo por gente, brasileiros e argentinos se visitam mutuamente e sempre foram os turistas estrangeiros mais numerosos uns dos outros, algo que nunca vai mudar, por conta da natural aproxima\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. As respectivas oscila\u00e7\u00f5es das economias fazem de tempos em tempos a balan\u00e7a pender para um dos lados, mas o longo ciclo brasileiro de estabilidade, contrastado com uma pol\u00edtica econ\u00f4mica duvidosa no vizinho, tornou a vinda para c\u00e1 em uma pechincha, estimulando cada vez mais a chegada de novos turistas canarinhos.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Bom, mais uma vez estou buonairense. Eu sou um dos mais de mil estudantes brasileiros que fazem cursos de mestrados e doutorados na Argentina, de um jeito bem criativo &#8211; os cursos s\u00e3o \u201cconcentrados\u201d, isto \u00e9, passam-se algumas semanas por ano assistindo 10 horas de aula por dia e nos intervalos se produzem os textos e trabalhos no Brasil. Isso me d\u00e1 a chance de ser um observador de transforma\u00e7\u00f5es que \u00e0s vezes passam em branco.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>H\u00e1 apenas seis anos, 208 mil brasileiros se aventuraram a conhecer os gordurosos e macios bifes de chorizo. Essa semana eu lia o La Naci\u00f3n no metr\u00f4 (ou Subte, como ele \u00e9 conhecido pelos nativos) e o editorial comemorava o crescimento da ind\u00fastria do turismo. Fiquei surpreso de saber que em 2010 estiveram em Buenos Aires 875 mil brasileiros!\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O n\u00famero oficial apenas confirmou aquilo que eu j\u00e1 notava. Antigamente a brasileirada ficava mais concentrada no circuito tur\u00edstico tradicional &#8211; lojas da Rua Florida, restaurantes do Puerto Madero, excurs\u00f5es manjadas. Os que vem pelas primeiras vezes ainda cumprem essa rotina, mas cada vez mais tem gente se arriscando em outras experi\u00eancias.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na academia onde eu finjo me exercitar, encontrei duas brasileiras na aula de spinning. No min\u00fasculo restaurante onde almo\u00e7o de vez em quando rodeado apenas pelos m\u00e9dicos e enfermeiros do hospital em frente, fui surpreendido por uma conversa marcada por um forte sotaque nordestino. No fim de semana resolvi fugir do calor inclemente em um pequeno hotel na regi\u00e3o de Pilar, uma cidade de veraneio chique a 1 hora de Buenos Aires e do nada me aparece um sujeito envergando a camisa do Cruzeiro.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>E olha que estamos em janeiro, o pior m\u00eas para se visitar a cidade, n\u00e3o apenas porque n\u00e3o h\u00e1 nada pior do que um calor de matar em uma cidade mais afeita ao inverno, mas sobretudo porque Buenos Aires vive uma esp\u00e9cie de \u201crecesso branco\u201d, quem pode tirar f\u00e9rias se manda para o litoral, para Punta del Este ou para o Brasil e deixa a cidade meio paradona &#8211; at\u00e9 parte do com\u00e9rcio fecha (n\u00e3o aquele, claro, voltado para os turistas e as lojas dos muitos shoppings). Se agora j\u00e1 est\u00e1 assim, s\u00f3 fico pensando como estar\u00e1 em julho, data do meu pr\u00f3ximo retorno.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mil e uma raz\u00f5es podem explicar o fen\u00f4nemo. Mas eu creio que a principal delas est\u00e1 na casa de c\u00e2mbio: para quem se acostumou tanto a viver com um or\u00e7amento apertado, nada \u00e9 mais revigorante do que entregar uma nota de R$ 50,00 e receber de volta pouco mais de 120 pesos, com os quais duas pessoas almo\u00e7am, tomam vinho, comem sobremesa e pagam o taxi de volta. Buenos Aires virou a Disneylandia da classe m\u00e9dia, onde a gente brinca de ser rico por uns dias.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um domingo, finzinho do m\u00eas de janeiro, e mais uma edi\u00e7\u00e3o da coluna &#8220;Bissexta&#8221;, do advogado Walter Monteiro. 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