{"id":11501,"date":"2011-05-01T09:06:00","date_gmt":"2011-05-01T11:06:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2011\/05\/orun-aye-trocando-em-miudos\/"},"modified":"2011-05-01T09:06:00","modified_gmt":"2011-05-01T11:06:00","slug":"orun-aye-trocando-em-miudos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2011\/05\/orun-aye-trocando-em-miudos\/","title":{"rendered":"Orun Ay\u00e9 &#8211; &quot;Trocando em Mi\u00fados&quot;"},"content":{"rendered":"<div>Neste domingo, Dia do Trabalhador, mais uma edi\u00e7\u00e3o da coluna &#8220;Orun Ay\u00e9&#8221;, de autoria do publicit\u00e1rio e compositor Alo\u00edsio Villar. Se semana passada o tema foi o amor de m\u00e3e, desta vez o amor entre homem e mulher \u00e9 o tema do texto. Mais uma vez, Chico Buarque embala estas linhas&#8230;<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b><i>Trocando em Mi\u00fados<\/i><\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>\u201cTrocando em mi\u00fados, pode guardar<\/i><\/div>\n<div><i>As sobras de tudo que chamam lar<\/i><\/div>\n<div><i>As sombras de tudo que fomos n\u00f3s<\/i><\/div>\n<div><i>As marcas de amor nos nossos len\u00e7\u00f3is<\/i><\/div>\n<div><i>As nossas melhores lembran\u00e7as\u201d\u00a0<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Esses versos acima s\u00e3o da m\u00fasica \u201ctrocando em mi\u00fados\u201d de Francis Hime &#038; Chico Buarque. A can\u00e7\u00e3o trata exatamente do assunto de hoje, o amor e a dor de amor.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Todo mundo j\u00e1 se apaixonou alguma vez na vida e certamente j\u00e1 sofreu por amor. H\u00e1 v\u00e1rias formas de sofrer por amor, o amor plat\u00f4nico n\u00e3o correspondido, o amor correspondido mas envolto do ci\u00fame e a separa\u00e7\u00e3o, quando um deixa de amar e o outro n\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Dizem que a pior dor que existe \u00e9 que sentimos no momento, mas acredito que a pior dor \u00e9 a dor do amor, essa dor n\u00e3o tem rem\u00e9dio que cure, n\u00e3o tem quimioterapia, ningu\u00e9m pode te ajudar, apenas o tempo. A dor de amor \u00e9 o c\u00e2ncer da alma e n\u00e3o existe dor mais sublime, mais pura, mais humana que essa, porque \u00e9 a dor da rejei\u00e7\u00e3o, voc\u00ea querer algu\u00e9m e ela n\u00e3o te querer mais.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>\u201c Mas devo dizer que n\u00e3o vou lhe dar<\/i><\/div>\n<div><i>O enorme prazer de me ver chorar<\/i><\/div>\n<div><i>Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago<\/i><\/div>\n<div><i>Meu peito t\u00e3o dilacerado\u201d<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O amor tem dessas coisas, a gente conhece algu\u00e9m, se apaixona, aquela sensa\u00e7\u00e3o maravilhosa de in\u00edcio de rela\u00e7\u00e3o, o cineminha com a pessoa que ama, os dois abra\u00e7adinhos, deixar de sair e ficar na cama debaixo das cobertas comendo pipoca e vendo dvd, aquela m\u00fasica que o casal decide que \u00e9 dela, a sensa\u00e7\u00e3o de euforia, a paix\u00e3o avassaladora&#8230;\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Com o tempo isso vai se transformando, fica uma coisa mais serena, vira amor, n\u00e3o perde intensidade, n\u00e3o diminui, apenas se modifica, nasce a cumplicidade, o\u00a0companheirismo.\u00a0O casal vira uma pessoa s\u00f3, muitas vezes se isolando no seu mundinho.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mas todo carnaval tem seu fim, as vezes porque a rotina transformou numa rela\u00e7\u00e3o desgastada, outras porque aconteceu uma trai\u00e7\u00e3o, quem ama perdoa?\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u00c0s vezes sim, mas perdoar \u00e9 a mesma coisa que esquecer? Nem sempre.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O amor tem que ser puro, amor com m\u00e1goas \u00e9 como leite com \u00e1gua: perde a qualidade. Muitas vezes a separa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma liberta\u00e7\u00e3o, a rela\u00e7\u00e3o entre os dois melhora, se saem melhor como amigos que como amantes.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como muitas vezes existe o inconformismo, muitas vezes vemos em televis\u00f5es e jornais not\u00edcias de crimes passionais. Amor e \u00f3dio s\u00e3o sentimentos que caminham juntos, como muitas vezes o sentimento de posse se confunde com o amor, o amor j\u00e1 acabou faz tempo e nem percebemos.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Chorar faz bem, alivia a alma, chore tudo que tem que chorar, com sorte aquela m\u00fasica que era de voc\u00eas n\u00e3o ir\u00e1 mais tocar e com o tempo quem sabe voc\u00ea n\u00e3o note o quanto ela era rid\u00edcula&#8230;\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Notar\u00e1 que aquela pessoa que voc\u00ea colocava num pedestal \u00e9 humana como voc\u00ea e capaz de ser decepcionante e a vida caminha. O bom da vida \u00e9 isso: ela sempre est\u00e1 em transforma\u00e7\u00e3o e daqui a pouco outro amor aparece e de amor vamos vivendo.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>\u201c Eu bato o port\u00e3o sem fazer alarde<\/i><\/div>\n<div><i>Eu levo a carteira de identidade<\/i><\/div>\n<div><i>Uma saideira, muita saudade<\/i><\/div>\n<div><i>E a leve impress\u00e3o de que j\u00e1 vou tarde.\u201d<\/i>\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste domingo, Dia do Trabalhador, mais uma edi\u00e7\u00e3o da coluna &#8220;Orun Ay\u00e9&#8221;, de autoria do publicit\u00e1rio e compositor Alo\u00edsio Villar. 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