{"id":11404,"date":"2011-07-16T11:34:00","date_gmt":"2011-07-16T13:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2011\/07\/a-medica-e-a-jornalista-um-mergulho-profundo-com-a-filosofia\/"},"modified":"2011-07-16T11:34:00","modified_gmt":"2011-07-16T13:34:00","slug":"a-medica-e-a-jornalista-um-mergulho-profundo-com-a-filosofia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2011\/07\/a-medica-e-a-jornalista-um-mergulho-profundo-com-a-filosofia\/","title":{"rendered":"A M\u00e9dica e a Jornalista &#8211; &quot;Um mergulho profundo com a Filosofia&quot;"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-F23V9L5G5hU\/Tc3QhDP3q8I\/AAAAAAAADi0\/SKqxE8n_vfg\/s1600\/IMG00376-20110203-1049.jpg\" imageanchor=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"300\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/IMG00376-20110203-1049.jpg\" width=\"400\"><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Neste s\u00e1bado, onde completamos mais um anivers\u00e1rio do &#8220;Maracanazzo&#8221; de 1950, temos mais uma edi\u00e7\u00e3o da coluna &#8220;A M\u00e9dica e a Jornalista&#8221;, <b>assinada pela Anna Barros<\/b>. Fugindo um pouquinho dos temas habituais da coluna, Anna escreve um texto que, descontadas as refer\u00eancias intimamente pessoais, eu poderia perfeitamente assinar.<\/p>\n<p>Vamos ao texto.<\/p>\n<p><i><b>Um mergulho profundo com a Filosofia<\/b><\/i><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 novidade para ningu\u00e9m que adoro filosofia. Bom, talvez seja uma novidade para os leitores do Ouro de Tolo, que me conhecem pelos textos escritos aqui desde dezembro de 2010.<\/p>\n<p>Muito do que sou e sinto est\u00e1 em todos os textos que enviei ao Pedro Mig\u00e3o, editor do blog, para a leitura de voc\u00eas. Sempre me expressei melhor escrevendo do que falando. A timidez sempre me impediu de falar o que se passava no meu cora\u00e7\u00e3o &#8211; at\u00e9 com meu pai eu escrevia bilhetes. <\/p>\n<p>Bem, voltando, adoro filosofia grega. Foi a grande abertura de pensamento que aconteceu em minha vida quando entrei na faculdade de Jornalismo. E ainda uni filosofia \u00e0 outra grande paix\u00e3o, a Arte ao estudar no livro did\u00e1tico &#8216;Filosofando com Arte&#8217;. Como o meu curr\u00edculo de ensino m\u00e9dio \u00e9 antigo (chamava-se cient\u00edfico para que se ter uma ideia de quanto tempo faz) n\u00e3o tinha tido Filosofia nem Sociologia <i>[N.doE.: eu, que sou mais ou menos da mesma \u00e9poca, tive aulas de Filosofia no Col\u00e9gio Pedro II com o inesquec\u00edvel professor Maciel Pinheiro. Eram tempos imediatamente p\u00f3s-redemocratiza\u00e7\u00e3o]<\/i>. Li O Mundo de Sofia de Jostein Gardner e s\u00f3. Um livro bom, mas sucinto. A filosofia pede que nos aprofundemos nela.<\/p>\n<p>No domingo \u00faltimo ouvi uma frase que havia estudado no primeiro per\u00edodo com meu professor Antonio, no primeiro semestre de 2007: \u201cNunca nos banhamos duas vezes no mesmo rio, porque na segunda vez, o rio mudou\u201d. Her\u00e1clito proferiu essas palavras. Na hora, n\u00e3o me lembrei imediatamente do Her\u00e1clito, fiquei sorvendo as palavras. E respondi que sim, que meu amigo estava certo, tudo muda. <\/p>\n<p>Eu sou a maior prova disso. E estamos em constante muta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Talvez por isso aprecie tanto a borboleta, que de lagarta se transforma ap\u00f3s um per\u00edodo no casulo. O meu casulo foi a faculdade de Jornalismo. Ali aprendi a pensar. N\u00e3o que se fazendo Medicina n\u00e3o se pense. Precisamos decorar as coisas para depois formularmos os diagn\u00f3sticos aventando uma s\u00e9rie de hip\u00f3teses e possibilidades. \u00c9 como um detetive, como um jornalista investigativo. E eu optei por Cirurgia porque o pensamento \u00e9 r\u00e1pido e imediato, tomam-se decis\u00f5es r\u00e1pidas. Ent\u00e3o seu pensamento tem que ter a mesma velocidade.<\/p>\n<p>Mas ali nos bancos escolares da FACHA eu aprendi com os mestres a argumentar, discutir e pensar. Num mundo &#8216;fast food&#8217; como o de hoje em que se \u00e9 mais f\u00e1cil comprar ideias, copi\u00e1-las, pensar, refletir se mostra como o grande diferencial. Tudo \u00e9 mut\u00e1vel. <\/p>\n<p>Eu n\u00e3o sou a mesma de 1996 quando me formei em Medicina, muito menos igual a de 2007 quando entrei na faculdade de Jornalismo, qui\u00e7\u00e1 a mesma de um ano atr\u00e1s. E me dei conta disso quando falei ao telefone com outro amigo que voltava com sua esposa de uma temporada nos Estados Unidos. Eu me reconheci diferente quando fal\u00e1vamos das experi\u00eancias que ele e ela tinham vivido e de seus desafios daqui por diante. Travo uma luta ingl\u00f3ria por vezes com a minha sensibilidade extrema que \u00e9 algo que nasceu comigo e quero mudar mas a frase reverbera porque pode tocar tamb\u00e9m nos encontros. Um encontro profissional, educacional ou de amizade de agora pode ser totalmente diferente de alguns anos adiante. N\u00e3o somos est\u00e1ticos, n\u00e3o ficamos estagnados. Que bom! <\/p>\n<p>Caminhamos e evolu\u00edmos com nossas dificuldades. Somos pedras preciosas lapidadas por Deus e por n\u00f3s mesmos tamb\u00e9m no momento em que reconhecemos aquilo que pode ser mudado, aquilo que precisamos aprender &#8211; e n\u00e3o entendemos por vezes porque algumas situa\u00e7\u00f5es se repetem em nossas vidas ciclicamente.\u00a0 E \u00e9 porque ainda n\u00e3o conseguimos dar o pr\u00f3ximo passo, o next step, please. \u00c9 necess\u00e1rio resolver aquilo, dissecar e ultrapassar. E sempre pensei que a minha vida em rela\u00e7\u00e3o a Deus \u00e9 fifty-fifty: 50% com Ele e os outros 50% comigo <i>[N.doE.: diria eu que \u00e9 99% esfor\u00e7o nosso e 1% permiss\u00e3o Divina, mas estes 1% s\u00e3o mais importantes que os 99% anteriores]<\/i>.<\/p>\n<p>Um professor meu de Parasitologia, Marcos Andr\u00e9 Vannier, l\u00e1 nos idos de 1992 me dizia que eu devia participar mais, falar, porque eu tinha perguntas interessantes e gostava de ir al\u00e9m em tudo que eu estudava. Essa inquieta\u00e7\u00e3o de aprender nunca passou, assim como n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil para mim aceitar argumentos sem bases firmes. O professor precisa me convencer. E eu sentia esse espa\u00e7o democr\u00e1tico nas aulas da FACHA, naquele ambiente, em que eu podia me desenvolver e me soltar &#8211; talvez por ser mais jovem na faculdade de Medicina eu tivesse medo de me expor. Tenho essa liberdade tamb\u00e9m nas minhas aulas de Espanhol, que \u00e9 um idioma que me fascina mas me amedronta porque n\u00e3o domino ainda, procuro buscar e mergulhar sempre mais. <\/p>\n<p>Tudo muda nessa vida. Her\u00e1clito sabiamente ainda diz que tudo flui. <\/p>\n<p>Sim, tudo tem um curso natural para seguir. Pena que por vezes nossa ansiedade e inseguran\u00e7a tentem atrapalhar o rumo natural das coisas, precipit\u00e1-las ou antecip\u00e1-las. E com a troca que temos com as pessoas podemos crescer e tentar melhorar aquilo em n\u00f3s que atrapalha o nosso completo desenvolvimento e a melhor intera\u00e7\u00e3o com as pessoas. E a vida \u00e9 essa descoberta maravilhosa, a troca com o outro, o se reconhecer ou se descobrir completamente diferente e amadurecer; o aprendizado com a intelig\u00eancia emocional que \u00e9 algo em que acredito n\u00e3o s\u00f3 no \u00e2mbito das lideran\u00e7as empresariais mas no simples jogo da vida. <\/p>\n<p>Para quem n\u00e3o tinha a menor ideia do que iria escrever, at\u00e9 que eu fui longe demais&#8230; Mergulhei no que \u00e9 mais caro em mim, talvez at\u00e9 pelo momento que eu esteja passando ou pelos quinze anos de formatura em Medicina que completei na \u00faltima segunda-feira, dia 11 de julho &#8211; Dia de S\u00e3o Bento, tamb\u00e9m&#8230; fil\u00f3sofo. <\/p>\n<p>Essas datas sempre nos levam \u00e0 reflex\u00e3o, a um balan\u00e7o de vida, de perspectivas, de an\u00e1lises de acertos e erros. Mesmo sendo um pouco ansiosa, eu vivo um momento de paz, uma sensa\u00e7\u00e3o de paz interior que me move a continuar lutando. Ainda tenho que me banhar muitas vezes nesse rio que \u00e9 a vida. Haja megulho!<\/p>\n<p>At\u00e9 a pr\u00f3xima!<\/p><\/div>\n<div>Anna Barros<\/div>\n<div><\/div>\n<div><span><i>(Foto: Pedro Mig\u00e3o)<\/i><\/span><\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste s\u00e1bado, onde completamos mais um anivers\u00e1rio do &#8220;Maracanazzo&#8221; de 1950, temos mais uma edi\u00e7\u00e3o da coluna &#8220;A M\u00e9dica e a Jornalista&#8221;, assinada pela AnnaTour Details<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[7,6],"class_list":["post-11404","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-a-medica-e-a-jornalista","tag-reflexoes","tag-vida-cotidiana"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11404","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11404"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11404\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11404"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11404"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11404"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}