{"id":11378,"date":"2011-08-05T07:46:00","date_gmt":"2011-08-05T09:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2011\/08\/um-fio-de-azeite-a-baixa-gastronomia\/"},"modified":"2011-08-05T07:46:00","modified_gmt":"2011-08-05T09:46:00","slug":"um-fio-de-azeite-a-baixa-gastronomia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2011\/08\/um-fio-de-azeite-a-baixa-gastronomia\/","title":{"rendered":"Um Fio de Azeite &#8211; &quot;A Baixa Gastronomia&quot;"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-VR81ggTflPE\/TjtOySo2Q-I\/AAAAAAAADuA\/Rqc_vv4HwhQ\/s1600\/moela.jpg\" imageanchor=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"396\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/moela.jpg\" width=\"400\"><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Nesta sexta feira, temos mais uma coluna &#8220;Um Fio de Azeite&#8221;, assinada pelo chef de cozinha e professor de gastronomia Emerson Mantovani.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na coluna de hoje teremos o in\u00edcio de um passeio pela chamada &#8220;baixa gastronomia&#8221;, que \u00e9 deliciosa. Eu particularmente adoro&#8230;<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b><i>A Baixa Gastronomia<\/i><\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Patinho Feio? Comida ruim? Muito p\u00e9 no ch\u00e3o?\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Podemos dizer que a baixa gastronomia foi durante muito tempo considerada &#8220;simples demais&#8221;. Era o tipo de comida feito nos fins de semanas, naqueles restaurantes mais simples, nos botecos e que n\u00e3o mereciam a nossa aten\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O fator hist\u00f3rico \u00e9 muito preponderante. Toda a nossa cozinha \u00e9 formada durante o per\u00edodo colonial e refor\u00e7ada quando recebemos as diversas imigra\u00e7\u00f5es. Isto tudo \u00e9 a nossa cozinha de raiz que est\u00e1 intrinsecamente ligada \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es populares, comidas como feijoada, rabada, a carne de sol e muitos outros pratos que h\u00e1 s\u00e9culos est\u00e3o nas nossas mesas.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A grande diferen\u00e7a dos pratos da baixa gastronomia \u00e9 que estes s\u00e3o \u00edcones culturais que fazem os estabelecimentos mais simples se transformarem em grandes santu\u00e1rios da nossa gastronomia, respeitados, bem tratados e muitas vezes endeusados pela sua comida.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A hist\u00f3ria nos diz que a forma\u00e7\u00e3o desta comida se deu nos antigos armaz\u00e9ns, que eram chamados de botica <i>(Nota.: boteco vem de botequim, que vem de botica, da\u00ed o nome).<\/i>\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nestes locais se vendia de tudo e as pessoas, com o tempo, passaram a freq\u00fcentar este local para jogar conversa fora e beber um \u201ccadinho\u201d de cacha\u00e7a. Da\u00ed surge a necessidade de se comer algo e ent\u00e3o aparecem os primeiros tira-gostos, como a moela ao molho, os caldos e v\u00e1rios outros pratos.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Com o tempo a baixa gastronomia toma outras formas, com o surgimento de pratos baratos para satisfazer a fome do trabalhador. Com isso surgem os \u201cPF\u2019s\u201d que foram imortalizados em pratos como o bife a cavalo, v\u00e1rias formas de picadinho, o bife \u00e0 rol\u00e9 e tantos outros. N\u00e3o podemos esquecer que quase sempre estes pratos levavam a companhia do nosso querido feij\u00e3o &#8211; que vinha em travessa separada.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na realidade escrevi tudo isso para dizer que baixa gastronomia \u00e9 r\u00f3tulo, assim como a alta gastronomia tamb\u00e9m \u00e9 um r\u00f3tulo. Ser\u00e1 que podemos ter pratos populares feitos e chamados de alta gastronomia?\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Creio que sim, porque tudo vai depender da qualidade do ingrediente. Que seja uma mortadela, mas ela precisa ser de qualidade, bem feita, para podermos ter pratos excelentes.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para finalizar, segue uma receita italiana que \u00e9 famosa por ter uma versatilidade enorme e que vem do povo italiano. Era originalmente comida feita com refugo de carnes e hoje est\u00e1 em v\u00e1rios restaurantes espalhados pelo mundo.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Polpetone de Mortadela e Pistache\u00a0<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>Ingredientes para 06 pessoas\u00a0<\/i><\/div>\n<div><i>600 gramas de fil\u00e9 mignon\u00a0<\/i><\/div>\n<div><i>400 gramas de mortadela\u00a0<\/i><\/div>\n<div><i>250 gramas de pistache sem casca\u00a0<\/i><\/div>\n<div><i>150 gramas de mu\u00e7arela fresca\u00a0<\/i><\/div>\n<div><i>1 cebola\u00a0<\/i><\/div>\n<div><i>3 dentes de alho\u00a0<\/i><\/div>\n<div><i>150 ml de azeite\u00a0<\/i><\/div>\n<div><i>Sal a gosto\u00a0<\/i><\/div>\n<div><i>Pimenta a gosto\u00a0<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i>Modo de Preparo:\u00a0<\/i><\/div>\n<div><i><br \/><\/i><\/div>\n<div><i>Moer o fil\u00e9 mignon junto com a mortadela, a cebola e o alho. No liquidificador bater o pistache com metade do azeite. Temperar o polpetone com sal, pimenta e o pistache, misturar bastante at\u00e9 a massa de carne ficar homog\u00eanea. Espalhar o restante do azeite por cima da carne e deixar descansar por 12 horas na geladeira. Depois, separar a massa em 06 partes iguais e molde os polpetones em 06 discos colocando um peda\u00e7o de mu\u00e7arela dentro dele. Grelhe os polpetones em fio de azeite at\u00e9 ficarem dourados. Sirva o polpetone como molho de tomates frescos.\u00a0<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Abra\u00e7os e at\u00e9 a pr\u00f3xima coluna. Vamos passear pelo Brasil e ver quais os principais pratos da cozinha de boteco.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta sexta feira, temos mais uma coluna &#8220;Um Fio de Azeite&#8221;, assinada pelo chef de cozinha e professor de gastronomia Emerson Mantovani. 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