{"id":11364,"date":"2011-08-14T10:18:00","date_gmt":"2011-08-14T12:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2011\/08\/orun-aye-vai-comecar-de-novo-a-escola-do-samba\/"},"modified":"2011-08-14T10:18:00","modified_gmt":"2011-08-14T12:18:00","slug":"orun-aye-vai-comecar-de-novo-a-escola-do-samba","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2011\/08\/orun-aye-vai-comecar-de-novo-a-escola-do-samba\/","title":{"rendered":"Orun Ay\u00e9 &#8211; &quot;Vai Come\u00e7ar de Novo&#8230; A Escola do Samba&quot;"},"content":{"rendered":"<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Neste domingo, Dia dos Pais, a coluna Orun Ay\u00e9, <b>do publicit\u00e1rio e compositor Alo\u00edsio Villar<\/b>, traz um pouco de sua hist\u00f3ria no samba, al\u00e9m de hist\u00f3rias de disputas. \u00c9 uma hist\u00f3ria bem legal, da qual perifericamente fa\u00e7o parte.<\/p>\n<p>Por outro lado me identifico com algumas partes do texto, pois nunca tive a menor habilidade para nada que fosse manual ou dependesse de for\u00e7a f\u00edsica e tamb\u00e9m desde muito cedo desenvolvi gosto pela leitura e pela escrita. Costumo afirmar que se n\u00e3o tivesse estudado teria morrido de fome, pois n\u00e3o tenho o menor tino para atividades que demandem for\u00e7a ou habilidade &#8211; mal sei trocar uma l\u00e2mpada&#8230;<\/p>\n<p>Vamos ao texto.<\/p>\n<p><i><b>Vai Come\u00e7ar de Novo&#8230; A Escola do Samba<\/b><\/i><\/p>\n<p>Seguindo na trilogia iniciada semana passada, depois de falar como venci meu primeiro samba contarei o in\u00edcio de tudo. Como virei compositor de samba-enredo. Se tem uma coisa que quem conviveu comigo em minha inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia nunca imaginou \u00e9 que eu viraria compositor de carnaval. <\/p>\n<p>Poderiam pensar qualquer coisa. Que eu virasse presidente da rep\u00fablica, bicheiro, ginecologista, ator de filmes pornogr\u00e1ficos, cafet\u00e3o, criador de alguma id\u00e9ia genial em inform\u00e1tica que me faria milion\u00e1rio usando \u00f3culos fundo de garrafa (e virgem), um poderoso narcotraficante ou chefe da Al Qaeda&#8230; Qualquer coisa menos compositor de samba-enredo.<\/p>\n<p>Eu era aquele moleque meio introvertido que se dava mal com as menininhas, era o \u00faltimo a ser escolhido quando tinha alguma pr\u00e1tica esportiva e em vez de brincar na rua ficava em casa lendo ou brincando com bonecos de super her\u00f3is. Por ser filho \u00fanico e brincar sozinho desenvolvi minha imagina\u00e7\u00e3o e criava hist\u00f3rias. Com minha av\u00f3 dona Lieida aprendi a gostar de arte, me levava ao cinema, teatro, me dava livros. Com minha m\u00e3e dona Regina aprendi a gostar de revistas em quadrinho, em especial da &#8220;Turma da M\u00f4nica&#8221;.<\/p>\n<p>E assim brincando sozinho, tendo que usar a imagina\u00e7\u00e3o pra brincar, lendo muito, vendo filmes, revistas, um dia descobri que tinha pelo menos um dom na vida. Sabia escrever.<\/p>\n<p>Vinte e cinco anos atr\u00e1s, em 1986, decidi criar revista em quadrinho em homenagem ao programa que eu mais gostava que se chamava \u201cArma\u00e7\u00e3o Ilimitada\u201d. Durante dois anos escrevi essas revistinhas com um desenho p\u00e9ssimo, mas at\u00e9 que com historinhas interessantes para um garoto de dez anos. Em 1989 com treze comecei a escrever pequenos roteiros que imaginava para cinema e com quinze anos em 1991 a primeira m\u00fasica &#8211; fiz em homenagem a uma menina de quem eu gostava.<\/p>\n<p>A m\u00fasica era ruim, a menina foi mais uma das que n\u00e3o quis nada comigo, mas pelo menos somos amigos at\u00e9 hoje e rimos muito desse tempo. Para ela tamb\u00e9m criei um her\u00f3i, baseado em mim claro, que sempre se dava mal ao tentar resgat\u00e1-la.<\/p>\n<p>Com o tempo aprendi a fazer m\u00fasicas melhores. Algumas guardo at\u00e9 hoje e gosto muito, mas nunca samba-enredo, ali\u00e1s nenhum tipo de samba. Meu sonho era ter uma banda de rock e criava bem mais neste g\u00eanero. Contudo, sempre gostei de carnaval.<\/p>\n<p>Eu era do tipo \u201cmenino maluco\u201d para meus colegas de sala de aula que em vez de ir brincar carnaval varava a madrugada vendo os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro e decorava todos os sambas.<\/p>\n<p>Descobri esse gosto pelo samba-enredo em 1985, quando vi uma reportagem no &#8216;RJ-TV&#8217; com uma cartomante dizendo para o Castor de Andrade (na \u00e9poca patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel) que ela seria campe\u00e3 do carnaval. Fiquei curioso com essa profecia e resolvi acompanhar os desfiles torcendo pela Mocidade.<\/p>\n<p>E a Mocidade desfilou muito bem, com um samba que sou apaixonado: \u201cZiriguidum 2001\u201d. Eu via a apura\u00e7\u00e3o dos desfiles feliz da vida porque a Mocidade venceria o carnaval, mas&#8230; mas durante a apura\u00e7\u00e3o descobri que existia uma escola do meu bairro, a Uni\u00e3o da Ilha do Governador. Naquela apura\u00e7\u00e3o ela estava descendo pro grupo de acesso.<\/p>\n<p>Na hora mudei de Mocidade para Uni\u00e3o da Ilha, a Mocidade venceu, a Ilha desceu e eu perdi minha \u00fanica chance at\u00e9 hoje de ser campe\u00e3o do carnaval. <i>[N.do.E.: l\u00f3gico que mais tarde, o curioso \u00e9 que meu irm\u00e3o ca\u00e7ula seguiu o mesmo caminho: era Mocidade e se tornou Uni\u00e3o da Ilha]<\/i><\/p>\n<p>Mas em uma virada de mesa <i>[N.do.E.: contei esta hist\u00f3ria do texto sobre o desfile da Caprichosos deste ano, <a href=\"http:\/\/pedromigao.blogspot.com\/2009\/09\/samba-de-terca-e-por-falar-em-saudade.html\">que pode ser lido aqui<\/a>]<\/i> a Uni\u00e3o da Ilha ficou e eu ano a ano fui me apaixonando cada vez mais pela escola, a ponto dela dividir com o Flamengo meu cora\u00e7\u00e3o. Assim como via Zico, Bebeto, Renato, Junior, Leonardo, Andrade como \u00eddolos eu via Aroldo Melodia, Quinho, Franco, Didi, Buj\u00e3o, J.Brito, Mauricio 100, Carlinhos Fuzil, Marquinhus do Banjo e Ito Melodia.<\/p>\n<p>E como todas essas paix\u00f5es se juntaram? Escrever, carnaval e Uni\u00e3o da Ilha?<\/p>\n<p>Comecei a pensar sobre no carnaval de 1994. Cheguei a falar com meu pai sobre isso, mas como eu me mudaria pro Mato Grosso n\u00e3o levei adiante. Voltei a ter essa id\u00e9ia em 1997 quando lendo uma coluna de samba em um jornal vi que a Uni\u00e3o da Ilha entregaria a sinopse de \u201cFatumbi, a Ilha de todos os Santos\u201d e sua ala estava \u201caberta\u201d &#8211; portanto, qualquer um poderia escrever.<\/p>\n<p>E eu fui \u00e0 escola com &#8216;a cara e a coragem&#8217;. Apesar de gostar muito da Uni\u00e3o e de escolas de samba eu nunca tinha pisado em uma, n\u00e3o tinha a m\u00ednima id\u00e9ia de como escrevia um samba-enredo e do que precisava para uma disputa. Tanto que o Milton Cunha, carnavalesco de ent\u00e3o, deu v\u00e1rias explica\u00e7\u00f5es sobre o enredo, pontos necess\u00e1rios e nem caneta eu levei.\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p>Se tem um grande orgulho que tenho na vida \u00e9 esse. Comecei sozinho no samba, sem no\u00e7\u00e3o de nada, com a cara e a coragem, sem padrinhos nem dinheiro. Fiz meu primeiro samba sozinho e sozinho fui pra luta. Ent\u00e3o tudo que conquistei no samba e virei a conquistar come\u00e7ou da\u00ed e s\u00f3 quem \u00e9 do meio sabe como \u00e9 dif\u00edcil isso que consegui.<\/p>\n<p>Fiz o samba, mostrei pro meu pai que conversou com o hoje meu parceiro Cadinho da Ilha para que ele defendesse na quadra. Acho que n\u00e3o levou f\u00e9 em mim e disse que j\u00e1 cantaria um samba, mas indicou dois amigos seus chamados D\u00e3ozinho e Ricardo. Passei o samba pra eles e eles defenderam.<\/p>\n<p>Eram cinquenta e tr\u00eas sambas. No dia da entrega dos concorrentes teve uma audi\u00e7\u00e3o na quadra e o compositor Paulinho Rocha, campe\u00e3o do ano anterior, elogiou meu samba, mas eu tinha que aprender duas coisas naquele meio. A primeira \u00e9 sempre confiar desconfiando e a segunda, que no samba n\u00f3s perdemos mais do que vencemos. <\/p>\n<p>E aprendi r\u00e1pido essa li\u00e7\u00e3o. No dia 19 de julho de 1997 estreei como compositor. Nos apresentamos logo depois do samba defendido pelo Wander Pires que \u00e9 um monstro cantando e l\u00f3gico que sentimos a press\u00e3o. Vinte sambas foram cortados de cara e o meu foi no meio. <\/p>\n<p>No dia do corte Pe\u00e7anha, na \u00e9poca presidente da ala de compositores do Boi da Ilha disse que a escola entregaria a sinopse pro carnaval de 1998 e eu fui l\u00e1 no dia marcado. Peguei a sinopse de \u201cC\u00edrio de Nazar\u00e9\u201d, que seria o enredo da agremia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assinei o samba com D\u00e3ozinho, Cadinho da Ilha (que resolveu me dar uma chance) e Paulo Travassos, que j\u00e1 era um grande amigo meu antes de entrar no meio e assim como eu estreou naquela disputa da Ilha, mas sua inten\u00e7\u00e3o era s\u00f3 pegar roupa pra desfilar. N\u00e3o desfilou e virou um dos compositores que mais respeito.<\/p>\n<p>Aquela posso dizer que foi nossa primeira disputa pra valer. Chegamos \u00e0 final, a primeira de minha vida e mais uma vez antes dessa final ouvi que no samba perdemos mais que do vencemos e que se eu perdesse n\u00e3o era para desistir porque eu tinha talento. Perdemos e no fim ocorreu o que contei na primeira coluna: minha m\u00e3e catando chorando as alegorias e guardando.<\/p>\n<p>Perdemos v\u00e1rios sambas depois desse at\u00e9 ganhar o \u201cOrun Aye\u201d, e vencemos muitos tamb\u00e9m. No total foram mais de oitenta sambas feitos at\u00e9 hoje e vinte e quatro vit\u00f3rias, com tr\u00eas grandes pr\u00eamios: o Estandarte de Ouro em 2001 e os pr\u00eamios &#8216;S@mbaNet&#8217; e &#8216;Trof\u00e9u Jorge Lafond&#8217; &#8211; em 2009 com o samba do Boi da Ilha.<\/p>\n<p>E muitas hist\u00f3rias pra contar. Em 2002 no nosso bicampeonato no Boi da Ilha &#8211; enredo sobre a cidade de Holambra &#8211; aconteceu algumas semanas antes da final o ataque \u00e0s Torres G\u00eameas em New York e nosso samba tinha o verso \u201cpaz na terra vem pedindo essa can\u00e7\u00e3o\u201d. Evidente que exploramos ao m\u00e1ximo esse verso. <\/p>\n<p>No ano seguinte ganhamos dois sambas na mesma noite. Imp\u00e9rio da Tijuca e Acad\u00eamicos do Dend\u00ea\u00a0 &#8211; com esse samba sendo ganho &#8216;aos 48 do segundo tempo&#8217;\u00a0 em uma grande virada de mesa. Para o carnaval de 2004 tive a honra de escrever para a Beija-Flor e ser meu o \u00faltimo samba na escola cantado pelo grande Jackson Martins &#8211; que faleceu assassinado no ano seguinte.<\/p>\n<p>Fora os sambas que ganhamos em quadras distantes da gente e tivemos que sair correndo pra comemorar no \u00f4nibus, vindo pra Ilha, antes que a coisa ficasse feia e garrafas que v\u00edamos ser quebradas voassem em nossas cabe\u00e7as. <\/p>\n<p>Sambas que consider\u00e1vamos ganhos como no Boi da Ilha em 2008, em que ficamos &#8216;com pena&#8217; de um amigo nosso, o Walkir, e fomos torcer pro samba dele. Quando fomos ver toda nossa torcida foi torcer tamb\u00e9m e ele nos venceu <i>[N.do.E.: eu estava nesta final]<\/i>. <\/p>\n<p>No mesmo ano (v\u00eddeo no alto do post) em parceria com o dono do blog Pedro Mig\u00e3o ganhar na Acad\u00eamicos do Dend\u00ea sem som, apenas com a torcida cantando. E no ano anterior com o mesmo Mig\u00e3o conosco ganhar mesmo com os fogos sendo soltos na dire\u00e7\u00e3o errada e indo em dire\u00e7\u00e3o do palco e da bateria &#8211; que tiveram que cantar e batucar desviando deles.<\/p>\n<p>Muitas coisas aprendi com as sinopses ao longo desses anos. Costumo dizer que aprendi mais nesses catorze anos que no tempo de col\u00e9gio. Aprendi sobre Pierre Verger, lendas afros, ind\u00edgenas, Charles Darwin, sete povos das miss\u00f5es, revolu\u00e7\u00e3o farroupilha&#8230; e principalmente aprendi sobre mim mesmo, que posso ser bom em algo, que tem coisas que n\u00e3o serei o \u00faltimo a ser escolhido, que posso ser bom, elogiado.<\/p>\n<p>Sabem alguns desses \u00eddolos que citei acima? Muitos foram e s\u00e3o meus parceiros hoje, me respeitam, confiam em mim e aprendi a ter auto estima. N\u00e3o lembro em quase nada mais aquele menino introspectivo que &#8216;tomava fora das meninas&#8217;. T\u00e1, algumas ainda d\u00e3o, mas mod\u00e9stia a parte muitas n\u00e3o mais&#8230;<\/p>\n<p>Por mais politicamente incorreta que seja essa afirma\u00e7\u00e3o eu costumo dizer \u00e0s pessoas mais pr\u00f3ximas que o dom de escrever me livrou de ser um retardado completo. Como j\u00e1 disse nessa coluna sou p\u00e9ssimo em esportes, p\u00e9ssimo desenhando, al\u00e9m do que sou p\u00e9ssimo em matem\u00e1tica, cozinhando, \u201cvirando um concreto\u201d, pintando e me enrolo at\u00e9 fazendo pipoca em microondas. <\/p>\n<p>Mas todo mundo tem um dom e o meu \u00e9 esse e eu n\u00e3o trocaria por nenhum. Adoro contar hist\u00f3rias e o escritor \u00e9 um contador de hist\u00f3rias &#8211; seja em um livro, revista em quadrinhos ou um samba-enredo. O escritor \u201cbrinca de ser Deus\u201d. <\/p>\n<p>Mas no m\u00e1ximo \u00e9 um ser humano ing\u00eanuo e iludido que acha que pode trazer sua fantasia um pouco pra realidade.<\/p>\n<p>E fantasia e samba tem tudo a ver. O samba foi verdadeiramente uma escola para mim, n\u00e3o s\u00f3 escola de samba como escola do samba. Nessa escola ainda estou longe de me formar, mas acho que sou bom aluno.<\/p>\n<p>E n\u00e3o sou o \u00faltimo a ser escolhido. Orun Ay\u00e9!<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste domingo, Dia dos Pais, a coluna Orun Ay\u00e9, do publicit\u00e1rio e compositor Alo\u00edsio Villar, traz um pouco de sua hist\u00f3ria no samba, al\u00e9m deTour Details<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[18,6],"class_list":["post-11364","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-orun-aye","tag-carnaval","tag-vida-cotidiana"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11364","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11364"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11364\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11364"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11364"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11364"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}