{"id":11233,"date":"2011-12-02T05:41:00","date_gmt":"2011-12-02T07:41:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2011\/12\/cinecasulofilia-rio-babilonia\/"},"modified":"2011-12-02T05:41:00","modified_gmt":"2011-12-02T07:41:00","slug":"cinecasulofilia-rio-babilonia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2011\/12\/cinecasulofilia-rio-babilonia\/","title":{"rendered":"Cinecasulofilia- &quot;Rio Babil\u00f4nia&quot;"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-PG4f4YMXaXw\/TtaybMEDO5I\/AAAAAAAAECE\/GGd4WgqA5R4\/s1600\/rio+babilonia.jpg\" imageanchor=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"518\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/rio+babilonia.jpg\" width=\"640\"><\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<div>E eis que temos mais uma edi\u00e7\u00e3o da <b>coluna &#8220;Cinecasulofilia&#8221;<\/b>, assinada pelo cineasta, professor, cr\u00edtico, torcedor rebaixado do Icasa e da Acad\u00eamicos de Santa Cruz <b>Marcelo Ikeda<\/b>.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como sempre, coluna publicada em parceria <a href=\"http:\/\/cinecasulofilia.blogspot.com\/\">com o blog de mesmo nome<\/a>.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b><i>Rio Babil\u00f4nia<\/i><\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para tentar curar uma boa ressaca de domingo, fui assistir a um filme \u201cmais leve\u201d: Rio Babil\u00f4nia.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na verdade, \u00e9 um filme que eu j\u00e1 havia assistido pelo menos umas tr\u00eas vezes, sempre na televis\u00e3o, nas saudosas sess\u00f5es de madrugada na TV Manchete, que imortalizaram o filme para os moleques da minha gera\u00e7\u00e3o, que esperavam os pais irem dormir, para ver a famosa cena na piscina com a Denise Dumont.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Hoje, mais de vinte anos depois, queria rever o filme pois sempre me senti curioso em v\u00ea-lo para al\u00e9m desses fetiches. E fiquei chapado: Rio Babil\u00f4nia \u00e9 um filme estranho, desigual, corajoso, radical, maldito.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Talvez hoje, quase 30 anos depois de sua realiza\u00e7\u00e3o, ele possa ser visto pelo que realmente \u00e9. Um retrato um tanto c\u00ednico de um Rio de Janeiro ou mesmo de um pa\u00eds \u00e0s v\u00e9speras de um processo de abertura democr\u00e1tica. Um cinema de mercado que joga com as regras do jogo da configura\u00e7\u00e3o do mercado cinematogr\u00e1fico da \u00e9poca, mas com elementos fortes de \u201camor e \u00f3dio\u201d tanto em rela\u00e7\u00e3o a um cinema novo quanto a um cinema marginal.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Um desejo de falar de um pa\u00eds mas um desencanto quanto a um processo pol\u00edtico de revolu\u00e7\u00e3o. Um desejo de escrachar o conservadorismo e de cagar pro que seja considerado \u201cde bom gosto\u201d em termos cinematogr\u00e1ficos. Um amor e \u00f3dio por seus personagens pilantras mas humanos.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Vejo o filme como uma refilmagem de A Doce Vida no Rio de Janeiro dos anos oitenta: o in\u00edcio, quando um helic\u00f3ptero sobrevoa a cidade; a chegada de uma atriz estrangeira; o papel de Joel Barcellos como uma pessoa de fora que v\u00ea o mundo dos ricos; a descri\u00e7\u00e3o das festas e a narrativa epis\u00f3dica; o final na beira da praia.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>At\u00e9 hoje nos espanta o tom amoral do filme, seu passeio desconcertante entre as contradi\u00e7\u00f5es da burguesia carioca (um \u201co discreto charme da burguesia carioca\u201d). O tom direto da cinematografia de Neville, sem retoques, sem \u201cbom gosto\u201d, dificilmente poderia ser aceito nem naquela \u00e9poca nem hoje.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O estranho Rio Babil\u00f4nia creio que continuar\u00e1 sendo um filme maldito, dentro da carreira ainda pouco compreendida de Neville D\u00b4Almeida.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E eis que temos mais uma edi\u00e7\u00e3o da coluna &#8220;Cinecasulofilia&#8221;, assinada pelo cineasta, professor, cr\u00edtico, torcedor rebaixado do Icasa e da Acad\u00eamicos de Santa CruzTour Details<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[13,12,11],"class_list":["post-11233","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cinecasulofilia","tag-cinema","tag-cultura","tag-marcelo-ikeda"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11233","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11233"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11233\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11233"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11233"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11233"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}