{"id":11107,"date":"2012-03-25T09:50:00","date_gmt":"2012-03-25T11:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2012\/03\/orun-aye-os-viloes\/"},"modified":"2012-03-25T09:50:00","modified_gmt":"2012-03-25T11:50:00","slug":"orun-aye-os-viloes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2012\/03\/orun-aye-os-viloes\/","title":{"rendered":"Orun Ay\u00e9 &#8211; &quot;Os Vil\u00f5es&quot;"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-QZ_E6BeWUOY\/T2uQBccSnYI\/AAAAAAAAEk8\/dfhZPMiS60U\/s1600\/Paolo+Rossi+Espana+82+BASSA.jpg\" imageanchor=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"420\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/Paolo+Rossi+Espana+82+BASSA.jpg\" width=\"640\"><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div>\n<div>Neste domingo, a <b>coluna &#8220;Orun Ay\u00e9&#8221;, do compositor Aloisio Villar<\/b>, traz um assunto bastante interessante: os &#8220;vil\u00f5es&#8221; que permeiam nossa vida.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><i><b>Os Vil\u00f5es<\/b><\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Recentemente fiz uma coluna falando de meus \u00eddolos e \u00e9 comum falarmos de nossos \u00eddolos, aqueles que nos formam e nos moldam gra\u00e7as a seu talento e personalidade. Mas tem um g\u00eanero que nunca lembramos e \u00e9 quase t\u00e3o importante quanto. Tamb\u00e9m nos molda, nos forma, mas de outra forma.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O que seria do Superman se n\u00e3o fosse o Lex Luthor? Do Batman sem Coringa, Pinguim? <\/div>\n<div><\/div>\n<div>Sim, os vil\u00f5es.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Todos n\u00f3s tivemos nossos \u00eddolos e nossos vil\u00f5es, aquelas pessoas inesquec\u00edveis e muitas vezes t\u00e3o bacanas, honradas e talentosas quanto nossos her\u00f3is, mas que em algum momento fizeram calar nossa alegria e for\u00e7aram nosso pranto. O primeiro vil\u00e3o que minha mem\u00f3ria tr\u00e1z a tona \u00e9 Paolo Rossi. O jogador da sele\u00e7\u00e3o italiana antes da copa do mundo da Espanha em 1982 passou por s\u00e9rios problemas em seu pa\u00eds, at\u00e9 impedido de jogar bola por acusa\u00e7\u00f5es de envolvimento no esquema de corrup\u00e7\u00e3o com a m\u00e1fia da loteria.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>E a It\u00e1lia estava mal na Copa. Os jogadores n\u00e3o falavam com a imprensa, o time se classificou na bacia das almas para as quartas de final enquanto o Brasil encantava o mundo e fatalmente com seu futebol arte seria campe\u00e3o. Acabou que os dois times se encontraram nas quartas e final e o que aconteceu?<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A It\u00e1lia e principalmente Paolo Rossi decidiram jogar. O atacante fez tr\u00eas gols e eliminou uma das gera\u00e7\u00f5es mais fant\u00e1sticas do futebol mundial impedindo que ela fosse campe\u00e3. Isso faz trinta anos e todos os brasileiros que viveram aquilo n\u00e3o conseguem esquecer o nome Paolo Rossi. Os brasileiros que nasceram depois tamb\u00e9m s\u00e3o \u00edntimos desse \u201cvil\u00e3o\u201d. Talvez ele seja mais reconhecido no Brasil que na It\u00e1lia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mas n\u00e3o foi o \u00fanico..<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A Fran\u00e7a de Platini me fez chorar na copa seguinte, assim como Maradona e Caniggia na copa da It\u00e1lia, mas tem um franc\u00eas&#8230;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8230;tem um franc\u00eas que s\u00f3 em pronunciar seu nome os amantes do futebol brasileiro gelam. Zinedine Zidane.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Tirou o nosso penta na copa de 98. Em uma final controversa que at\u00e9 hoje pairam d\u00favidas e lendas urbanas. Zidane, que n\u00e3o fizera nada naquela copa, tornou-se nosso algoz com dois gols levando a Fran\u00e7a a seu primeiro t\u00edtulo mundial. Oito anos depois ele repetiu a vilania. Chegou \u00e0 partida contra o Brasil quietinho, ningu\u00e9m falava dele, s\u00f3 em sua aposentadoria e o craque acabou com o jogo e com nosso sonho do hexa. Curiosamente, Zidane \u00e9 muito amigo de alguns jogadores brasileiros v\u00edtimas de sua vilania, como Ronaldo e Roberto Carlos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mas tamb\u00e9m h\u00e1 outros vil\u00f5es em esportes diferentes e terreno dom\u00e9stico.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A gera\u00e7\u00e3o dos anos oitenta que torcia para Ayrton Senna e Nelson Piquet sentia calafrios com o nome Alain Prost. Outro franc\u00eas em nosso caminho e esse irritava demais porque n\u00e3o errava. Prost n\u00e3o era o piloto mais r\u00e1pido, mas era cerebral. Os f\u00e3s do Piquet lembram com amargor o campeonato de 1986 em que a disputa era de Mansell contra Piquet e no fim os dois perderam o campeonato para Prost.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os de Senna lembram 1989 quando o brasileiro foi desclassificado de uma corrida depois de bater no franc\u00eas em uma manobra suspeita dele e assim o t\u00edtulo cair no colo de Prost <i>[N.do.E.: na verdade, como Senna n\u00e3o venceu o GP da Austr\u00e1lia, \u00faltimo da temporada, Prost seria campe\u00e3o mesmo que a desclassifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o tivesse ocorrido]<\/i>. No ano seguinte Senna deu o troco e estava sacramentada uma das maiores rivalidades da hist\u00f3ria do esporte.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Outro piloto que os brasileiros torcem o nariz \u00e9 o alem\u00e3o Michael Schumacher que estreou na Benneton no lugar de Roberto Pupo Moreno, dizem ter sido um dos respons\u00e1veis pela aposentadoria de Nelson Piquet e vinha batendo constantemente na pista Ayrton Senna quando este morreu. Os f\u00e3s de Senna tratam como heresia quando algu\u00e9m diz que Schumacher foi o maior de todos os tempos. Dizem que ele s\u00f3 tem n\u00fameros expressivos devido \u00e0 morte de Ayrton.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para os f\u00e3s do voley tem a sele\u00e7\u00e3o femninina de Cuba comandada por Regla Torrer e Mireia Luiz que evitaram dois ouros ol\u00edmpicos brasileiros em 1996 e 2000, al\u00e9m de jogos que acabaram em pancadaria devido \u00e0 provoca\u00e7\u00e3o das cubanas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os cin\u00e9filos se lembram do italiano Roberto Begnini que com seu filme \u201cA vida \u00e9 bela\u201d evitou o Oscar de \u201cCentral do Brasil\u201d. Militantes de esquerda v\u00eaem Fernando Collor de Mello como a pessoa que \u201cjogando baixo\u201d evitou que Lula e o PT chegassem ao poder em um momento mais \u201cpuro\u201d da esquerda. Assim como os EUA sempre viram a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica como vil\u00e3, hoje v\u00eaem Cuba, Ir\u00e3 e Cor\u00e9ia do Norte e todo o planeta que n\u00e3o reza por sua cartilha lhe v\u00ea.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Eu que sempre fui um cara mais vidrado em esportes tive quatro vil\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao Flamengo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por curiosidade os quatro tamb\u00e9m jogaram no clube.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O primeiro foi Rom\u00e1rio. Ele adorava fazer gols no Flamengo e com seu jeito marrento provocava raiva. Demorou que eu o aceitasse, mesmo j\u00e1 fora do Vasco, na sele\u00e7\u00e3o. Para minha grande alegria um dia jogou no clube e se tornou um de seus maiores artilheiros. Mas depois voltou ao Vasco para cometer suas vilanias.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Foi vil\u00e3o e virou her\u00f3i. Caminho inverso de Bebeto que explodiu no futebol pelo Flamengo e um dia trocou o clube pelo Vasco conquistando o \u00f3dio da torcida rubro-negra que acredito, ainda perdure. Edmundo sempre teve sorte contra o Flamengo, fazia gols e tirava os rubro-negros do s\u00e9rio. Passou pelo Flamengo e teve uma passagem discret\u00edssima onde seu maior feito foi apertar \u201cas coisas\u201d para a torcida do Vasco em um cl\u00e1ssico no Maracan\u00e3.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>E o \u00faltimo: Renato Gaucho, que tirou o t\u00edtulo do centen\u00e1rio do Flamengo com um gol de barriga <i>[N.do.E.: em impedimento]<\/i> e adorava provocar quando fazia gols e conquistava t\u00edtulos sobre ele. Mas tamb\u00e9m foi um jogador important\u00edssimo do Flamengo e fez um gol inesquec\u00edvel para mim contra o Atl\u00e9tico Mineiro no brasileiro de 1987.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O futebol \u00e9 um espa\u00e7o de muitos vil\u00f5es como o que saiu recentemente, o ex presidente da CBF Ricardo Texeira. Por muitos anos Antonio Carlos Magalh\u00e3es foi considerado o vil\u00e3o do pa\u00eds, hoje essa pecha cai no colo de Jos\u00e9 Sarney, o s\u00edmbolo do atraso e do coronelismo. Temos vil\u00f5es entre os pastores que enriqueceram atrav\u00e9s da f\u00e9 e os empres\u00e1rios que com propinas ganhavam licita\u00e7\u00f5es como as den\u00fancias da \u00faltima semana no Brasil.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>E temos Jerome Walcker, o secret\u00e1rio geral da FIFA que disse que o Brasil merecia um chute no traseiro.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Sempre somos her\u00f3is de algu\u00e9m ou vil\u00e3o. Depende do \u00e2ngulo que nos v\u00eaem. Sou compositor de samba-enredo, entro em muitas disputas por ano e provavelmente algu\u00e9m me v\u00ea como vil\u00e3o mesmo eu n\u00e3o sendo um cara mau.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Porque a\u00ed que t\u00e1 o segredo, o vil\u00e3o n\u00e3o \u00e9 necessariamente um cara mau. Existem sim canalhas como eu citei nessa coluna, mas a\u00ed n\u00e3o existe s\u00f3 a vilania, tem o mau caratismo. Mas o vil\u00e3o antes de tudo \u00e9 importante para o nosso dia a dia e nossa vida. Porque eles que nos fazem querer vencer, eles que nos desafiam a querer melhorar sempre e quando nos derrotam mostram que n\u00e3o somos invenc\u00edveis e nos ensinam a dar a volta por cima.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Sejam os vil\u00f5es externos como os internos. Nossas fraquezas, pontos fracos, traumas, eles s\u00f3 s\u00e3o derrotados quando nos superamos. Temos que derrotar um Paolo Rossi por dia e que bom que seja assim, se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos os vil\u00f5es nossas vit\u00f3rias n\u00e3o seriam t\u00e3o saborosas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>E quando queremos, quando temos for\u00e7a de vontade n\u00e3o h\u00e1 kriptonita que nos derrube. N\u00e3o se esque\u00e7a&#8230; O mocinho sempre vence no fim e se ainda n\u00e3o venceu \u00e9 que o fim ainda n\u00e3o chegou.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Sai pra l\u00e1 Paolo Rossi&#8230;<\/div>\n<p><\/p>\n<div><\/div>\n<p><b> Chico Anysio   <\/b><\/p>\n<div>A coluna j\u00e1 estava enviada, editada, pronta para ser colocada no blog quando chegou a not\u00edcia j\u00e1 esperada, mas triste.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em um domingo em que falei de vil\u00f5es menciono no fim um grande her\u00f3i: Chico Anysio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Chico Anysio fez o Brasil rir por sessenta anos e na noite de sexta, em que coloco esse adendo, faz chorar. Cresci rindo com o Chico, aprendendo com suas aulas de humor e conhecendo um pouco mais de nossa sociedade atrav\u00e9s de suas cr\u00edticas recheadas de ironia e gra\u00e7a.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Chico dizia que o humor era primo da poesia e era o local perfeito a protestos e cr\u00edticas. Concordo com ele, o humor sempre foi uma grande ferramenta para isso: desde Chaplin imitando Hitler at\u00e9 Chico vestido de deputado pedindo que pobre se explodisse ou de professor reclamando de sal\u00e1rios.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Chico Anysio se fosse americano morreria bilion\u00e1rio <i>[N.do.E.: Boni, em sua biografia, afirma a mesma coisa]<\/i>. Era um artista completo, n\u00e3o apenas um comediante. Um ator que se sa\u00eda muito bem na com\u00e9dia.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ele foi precursor do stand up e al\u00e9m de revelar muitos grandes artistas da atualidade deu emprego para outros que tanto nos divertiram, mas pela idade, essa mania feia do Brasil de achar que velho n\u00e3o presta, estavam encostados.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Gra\u00e7as ao Chico e suas enormes asas muitos deles puderam ter um fim de vida com dignidade e aplauso.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Chico Anysio era g\u00eanio e para ser identificado assim bastava ter feito as m\u00fasicas \u201cRio Antigo\u201d e \u201cRancho da Pra\u00e7a XI\u201d, m\u00fasicas das mais lindas j\u00e1 feitas e que emocionam todos que amam o Rio de Janeiro.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mas esse cearense de Maranguape que t\u00e3o bem traduziu nossa cidade e sua \u00e9poca \u00e1urea n\u00e3o ficou satisfeito e ainda fez 209 personagens que entraram pra hist\u00f3ria de nossa arte.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Imposs\u00edvel contar a hist\u00f3ria das artes do Brasil sem mencionar Chico Anysio.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>E hoje me despe\u00e7o de Pop\u00f3, Pantale\u00e3o, Azambuja, Justo Ver\u00edssimo, Painho, Salom\u00e9, Nazareno, Jovem, Bento Carneiro o vampiro brasileiro, Coalhada, Roberval Taylor, Haroldo o hetero, Santelmo, Tavares, Alberto Roberto, Tim Tones, Professor Raimundo&#8230;\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Que descansem em paz junto com o mestre na mentira que \u00e9 a morte.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Porque Chico Anysio \u00e9 imortal. \u00c9 mentira Terta?<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Orun Ay\u00e9!<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste domingo, a coluna &#8220;Orun Ay\u00e9&#8221;, do compositor Aloisio Villar, traz um assunto bastante interessante: os &#8220;vil\u00f5es&#8221; que permeiam nossa vida. 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