{"id":10945,"date":"2012-08-15T08:33:00","date_gmt":"2012-08-15T10:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2012\/08\/made-in-usa-balanco-olimpico-brasileiro-esportes-individuais\/"},"modified":"2012-08-15T08:33:00","modified_gmt":"2012-08-15T10:33:00","slug":"made-in-usa-balanco-olimpico-brasileiro-esportes-individuais","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2012\/08\/made-in-usa-balanco-olimpico-brasileiro-esportes-individuais\/","title":{"rendered":"Made in USA &#8211; &quot;Balan\u00e7o Ol\u00edmpico Brasileiro: Esportes Individuais&quot;"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-7h_35GsTg4U\/UCkPePfcurI\/AAAAAAAAFsY\/if0Ttt7euW0\/s1600\/penta-yane-afp_1.jpg\" imageanchor=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"484\" mda=\"true\" src=\"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/penta-yane-afp_1.jpg\" width=\"640\"><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Complementando a coluna de ontem, <strong>o colunista Rafael Rafic<\/strong> faz o balan\u00e7o da participa\u00e7\u00e3o brasileira nos esportes individuais nos Jogos Ol\u00edmpicos de Londres.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pessoalmente acredito que 25 medalhas \u00e9 um n\u00famero bastante fact\u00edvel para 2016.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong><em>Balan\u00e7o Ol\u00edmpico Brasileiro: Esportes Individuais<\/em><\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Continuando a an\u00e1lise sobre o desempenho brasileiro nos Jogos Ol\u00edmpicos de Londres, vamos a uma an\u00e1lise dos esportes individuais:<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Atletismo<\/b>: junto com a nata\u00e7\u00e3o, as grandes decep\u00e7\u00f5es do Brasil. O atletismo, al\u00e9m de passar zerado ap\u00f3s mais uma atitude pol\u00eamica de Fabi Murer, sequer apresentou bons resultados em rela\u00e7\u00e3o aos melhores tempos dos pr\u00f3prios atletas. Ou seja, d\u00e1 para se contar nos dedos aqueles que chegaram perto dos tempos que se esperavam deles. Uma decep\u00e7\u00e3o total. Para finalizar, o revezamento 4x100m masculino errou a passagem de bast\u00e3o duas vezes e ficou fora da final.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>S\u00f3 no final \u00e9 que a maratona masculina salvou um pouco o fiasco com a excelente 5\u00aa posi\u00e7\u00e3o do Marilson dos Santos e o 8\u00b0 lugar de Paulo Roberto de Paula, na prova da vida dele. \u00c9 a primeira vez que o Brasil coloca dois top 10 na maratona. Ainda tivemos Frank Caldeira em 13\u00b0. A melhor maratona da nossa hist\u00f3ria.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O alento que fica \u00e9 que as melhores performances ficaram por conta de alguns jovens que surpreenderam. Eles vieram para Londres apenas para ganhar experi\u00eancia, j\u00e1 pensando em 2016, mas tiveram desempenhos surpreendentes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Destaco aqui a Ros\u00e2ngela Santos (100m rasos e 4x100m), que por cent\u00e9simos n\u00e3o chegou a uma imposs\u00edvel final nos 100m, Aldemir Jr. (200m rasos), Mauro Vin\u00edcius (salto em dist\u00e2ncia) e Evelin dos Santos (200m rasos e 4x100m).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quanto as minhas apostas, nem tenho como comentar o que ocorreu com Murer. Maggi era mais uma aposta pela cabe\u00e7a dela do que o f\u00edsico. N\u00e3o me espantou a sa\u00edda precoce dela.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Nata\u00e7\u00e3o<\/b>: <a href=\"http:\/\/pedromigao.blogspot.com.br\/2012\/08\/made-in-usa-balanco-olimpico-semana-1.html\" target=\"_blank\">j\u00e1 fiz a an\u00e1lise do desempenho do esporte no post de 6\/8<\/a>, mas errei todos os meus progn\u00f3sticos. At\u00e9 as medalhas sa\u00edram errado. Bronze do Cielo quando o esperado era o ouro e uma prata totalmente inesperada do Thiago nos 400m medley que, nas palavras do pr\u00f3prio, \u201cn\u00e3o sei de onde tirei, fiz 5 segundos abaixo do que eu j\u00e1 tinha feito at\u00e9 em treino\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Eu esperava pelo menos uma final do Felipe Fran\u00e7a nos 100m peito e do 4x100m. O primeiro n\u00e3o chegou \u00e0 final em uma prova muito forte e o revezamento caiu nas eliminat\u00f3rias pela decis\u00e3o duvidosa de poupar Cielo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por fim, fora os velocistas, n\u00e3o foram apresentados revela\u00e7\u00f5es ou promessas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Boxe<\/b>: a grande surpresa positiva da campanha brasileira. Esquiva Falc\u00e3o se superou, fez lutas muito inteligentes e chegou a uma inesperada final, a primeira da hist\u00f3ria do Brasil nesse esporte, a qual perdeu por 1 m\u00edsero ponto em decis\u00e3o controversa da arbitragem.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Al\u00e9m da prata de Esquiva, temos o bronze de Yamaguchi Falc\u00e3o e de Adriana Ara\u00fajo na estr\u00e9ia do boxe feminino <personname productid=\"em Jogos Ol\uffedmpicos. Isso\" w:st=\"on\"><personname productid=\"em Jogos Ol\uffedmpicos.\" w:st=\"on\">em Jogos Ol\u00edmpicos.<\/personname> Isso<\/personname> apenas vem coroar o trabalho da confedera\u00e7\u00e3o de boxe, que tem sido um dos melhores desde o advento da Lei Agnelo-Piva. <\/div>\n<div><\/div>\n<div>Espero que ap\u00f3s esse brilhante resultado, os patroc\u00ednios comecem a aumentar e finalmente saia o centro de treinamento com o porte sonhado pelo boxe, um sonho antigo dos pugilistas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Essas tr\u00eas medalhas s\u00f3 n\u00e3o se tornaram quatro porque o excelente campe\u00e3o mundial Everton Lopes pegou na 1\u00aa luta o cubano Sotolongo, que ganhou o ouro com sobras. Se n\u00e3o fosse essa pe\u00e7a da chave, ele tamb\u00e9m estaria na briga por medalhas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Minhas duas apostas acabaram passando longe de medalhas. Everton caiu na pe\u00e7a da chave e Robson Concei\u00e7\u00e3o n\u00e3o lutou o que eu j\u00e1 tinha visto.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Canoagem<\/b>: o melhor resultado foi uma semifinal de Ronilson Oliveira. Resultado dentro do esperado, nada demais. Se nem o remo consegue ir bem, imagina o \u201cprimo pobre\u201d. Nosso \u00fanico cano\u00edsta de respeito, j\u00e1 aposentado, ainda foi \u201cimportado\u201d da Argentina: Sebastian Cuatrin.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Ciclismo<\/b>: nosso ciclismo de pista \u00e9 nulo. Na estrada n\u00e3o levamos time completo nem t\u00ednhamos um sprintista fenomenal que pudesse dividir uma chegada e no contra-rel\u00f3gio estamos anos luz atr\u00e1s dos grandes especialistas Wiggins e Cancellara. Imposs\u00edvel fazer alguma coisa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No BMX, onde t\u00ednhamos alguma chance, a inexist\u00eancia de pistas de supercross nos matou (a primeira do pa\u00eds deve ser constru\u00edda para os Jogos de 2016). Resultado: os nossos dois ciclistas tiveram acidentes feios em suas primeiras baterias e tiveram que sair da competi\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Dentro das possibilidades da equipe, um resultado normal. Mas \u00e9 um esporte que tem potencial para dar muito mais para n\u00f3s do que temos hoje. Principalmente na estrada e no BMX.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Esgrima<\/b>: me reporto \u00e0 coluna de 6\/8.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Gin\u00e1stica Art\u00edstica<\/b>: j\u00e1 escrevi sobre a gin\u00e1stica na coluna de 6\/8, mas posso me gabar de acertar 100% aqui.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Finalmente saiu a medalha da gin\u00e1stica que j\u00e1 esper\u00e1vamos desde Atenas 2004 com Daiane dos Santos, e saiu logo a de ouro. <\/div>\n<div><\/div>\n<div>Talvez ela tenha sa\u00eddo justamente porque pouqu\u00edssimos conheciam o trabalho de Arthur Zanetti e ele pode trabalhar sem qualquer press\u00e3o, exatamente o oposto dos incensados Daiane dos Santos e Diego Hyp\u00f3lito.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mas o leitor do Ouro de Tolo, mais uma vez, pode bater no peito e dizer que j\u00e1 sabia dessa possibilidade de medalha, que eu j\u00e1 tinha adiantado na coluna de 27\/6.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>N\u00e3o importa como saiu, o importante \u00e9 que saiu e tira um peso dos ombros de todos os ginastas que vierem a ter chance de medalha futuramente na modalidade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Sobre o momento e o futuro da gin\u00e1stica brasileira, me reporto \u00e0 coluna de 6\/8.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Hipismo<\/b>: o adestramento conseguiu seu melhor resultado da hist\u00f3ria, mas ainda est\u00e1 muito longe da disputa por medalhas. Muito longe mesmo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O concurso completo, que poderia fazer alguma gra\u00e7a, teve problemas de contus\u00e3o de cavalos que afetaram a equipe. Normal em um esporte t\u00e3o arriscado como o concurso completo e seu temido cross-country.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>E nos saltos, acertei minhas previs\u00f5es. Doda e Rodrigo Pessoa n\u00e3o estavam em suas melhores fases: o primeiro por falta de talento e o segundo por falta de cavalo. N\u00e3o passaram nem perto de medalhar individualmente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na disputa por equipes tivemos o refugo do quarto elemento e sua elimina\u00e7\u00e3o ainda na primeira rodada e isso matou qualquer chance de medalha por equipes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Jud\u00f4<\/b>: os coment\u00e1rios sobre o esporte tamb\u00e9m j\u00e1 foram feitas na coluna de 6\/8.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quanto aos meus palpites, anunciei tr\u00eas dos quatro medalhistas nas minhas previs\u00f5es. S\u00f3 faltou o Rafael Silva. At\u00e9 foi um vacilo meu, mas imaginava que ele pudesse enfrentar dois judocas muito bons, o russo e o franc\u00eas que fizeram a final, antes da hora e por isso n\u00e3o achei que ele medalhasse. Ap\u00f3s sair a chave, comecei a acreditar fortemente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Levantamento de peso: <\/b>Fernando Saraiva ficou em 12\u00b0 em sua categoria e Jaqueline Ferreira em 8\u00aa, bem longe de medalhas. Nunca tivemos a menor tradi\u00e7\u00e3o no esporte e posso praticamente assegurar que n\u00e3o disputaremos nada em 2016 ou 2020 nele, salvo algum fen\u00f4meno que eventualmente possa surgir ou uma melhora incr\u00edvel do Fernando Saraiva, na qual n\u00e3o aposto (e suspeitarei bastante se isso ocorrer).<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Luta Ol\u00edmpica: <\/b>nossa \u00fanica representante Joyce Silva, perdeu sua primeira luta. A luta nunca teve nenhuma tradi\u00e7\u00e3o e mesmo a ida de um atleta \u00e9 raridade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A pr\u00e1tica do esporte vem aumentando bastante no Brasil, embalada pela esteira da populariza\u00e7\u00e3o do MMA no Brasil. A luta, junto com o jiu-jitsu e o muay thai s\u00e3o as principais artes dominas pelos grandes nomes das artes marciais mistas e ele foi inclu\u00eddo nesse ano nas Olimp\u00edadas Escolares que s\u00e3o organizadas anualmente pelo COB. <\/div>\n<div><\/div>\n<div>Acho que para 2016 \u00e9 muito cedo para que a luta apresente algum resultado, mas para 2020 \u00e9 bastante interessante uma aposta nesse esporte dominado hoje amplamente pelo Ir\u00e3, pela Turquia e pelo Azerbaij\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Nado Sincronizado: <\/b>nosso dueto ficou em 13\u00b0 e fora da final, na qual s\u00f3 v\u00e3o os 12 melhores. N\u00e3o conhe\u00e7o muito o esporte, mas houve vaias da plat\u00e9ia ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o das notas das brasileiras. Em um esporte no qual parece que os ju\u00edzes j\u00e1 tem as notas para o time russo prontas antes das apresenta\u00e7\u00f5es, \u00e9 permitido o estranhamento.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Pentatlo Moderno<\/b>: Outra possibilidade que eu havia avisado na coluna de 27\/6. Ningu\u00e9m falava de Yane Marques (foto), mas ela tinha condi\u00e7\u00f5es de medalhar. O bronze conquistado na \u00faltima competi\u00e7\u00e3o dos Jogos Ol\u00edmpicos foi o ponto alto de uma atleta que lutou contra tudo e contra todos para poder representar o Brasil em um dos esportes mais desgastantes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Apesar de ser um bronze, foi a \u00fanica medalha que mexeu bastante com as minhas emo\u00e7\u00f5es. S\u00f3 quem acompanha a longa jornada de Yane (eu a acompanho desde 2006) sabe o quanto ela sofreu e ainda sofre para se manter competindo no alto n\u00edvel que uma medalha ol\u00edmpica exige. \u00c9 a primeira medalha do Brasil na modalidade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Apesar disso, esse fen\u00f4meno parece ser aquele ef\u00eamero. Assim que a Yane sair de cena, o Brasil voltar\u00e1 a ser nulidade no esporte. Uma pena. A confedera\u00e7\u00e3o at\u00e9 est\u00e1 tentando fazer um trabalho em busca de novos atletas, mas por ser um esporte extremamente exigente, a busca de nomes n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil e ningu\u00e9m se destacou at\u00e9 aqui.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quanto \u00e0 Yane, ela est\u00e1 com 28 anos, o que em tese \u00e9 a idade do auge de um pentaatleta. Para 2016 ela ter\u00e1 32 anos. \u00c9 dif\u00edcil uma pentaatleta chegar nessa idade em alto rendimento, mas dessa pernanbucana arretada eu n\u00e3o duvido de mais nada.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Remo<\/b>: me reporto \u00e0 coluna de 6\/8.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Saltos Ornamentais<\/b>: mesmo problema do t\u00eanis de mesa. Nossa equipe \u00e9 exatamente a mesma h\u00e1 3 jogos: Juliana Veloso, Cesar Castro e Hugo Parisi. O m\u00e1ximo foi uma semi de Castro no trampolim de 3m. \u00c9 outro esporte que est\u00e1 devendo, principalmente em termos de desenvolvimento de atletas. N\u00e3o digo sobre os resultados dos atletas em Londres, que j\u00e1 eram esperados.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>T\u00eanis de mesa<\/b>: me reporto \u00e0 coluna de 6\/8.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Taekwondo<\/b>: antes de qualquer coment\u00e1rio vai uma sonora cr\u00edtica. Em mais uma edi\u00e7\u00e3o dos Jogos marcada por erros de arbitragens generalizados, o taekwondo foi o esporte em que a arbitragem cometeu os piores erros. <\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para complicar ainda mais, mesmo ap\u00f3s a revis\u00e3o oficial com replay em c\u00e2mera lenta, alguns erros crassos foram mantidos e outros acertos foram revertidos em erros incr\u00edveis.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Foi em um desses erros inacredit\u00e1veis que a Natalia Falavigna foi eliminada. A advers\u00e1ria coreana claramente deu um golpe na cabe\u00e7a da brasileira, que vale tr\u00eas pontos, dois ou tr\u00eas segundos ap\u00f3s o comando de parada do \u00e1rbitro, que n\u00e3o deu os pontos \u00e0 coreana. <\/div>\n<div><\/div>\n<div>S\u00f3 que, ap\u00f3s desafio, inexplicavelmente, os pontos foram dados. Esse erro n\u00e3o foi o \u00fanico e tivemos mais tr\u00eas erros absurdos que foram mantidos mesmo ap\u00f3s revis\u00e3o durante a competi\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>J\u00e1 quanto ao outro brasileiro, acertei errando. Disse que Diogo Silva n\u00e3o tinha chances de medalhas, o que realmente n\u00e3o ocorreu. Mas foi por muito pouco, Diogo chegou a empatar sua luta semifinal, a qual perdeu na decis\u00e3o, dessa vez correta, dos ju\u00edzes. Depois n\u00e3o suportou uma les\u00e3o no tornozelo e perdeu a disputa de bronze.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mas o taekwondo se posicionou muito bem para fazer bonito no Rio de Janeiro, j\u00e1 que n\u00e3o teremos que lutar para conseguir vaga.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>T\u00eanis<\/b>: apesar da falta de sorte suprema do Brasil no sorteio da chave, Bellucci pode sair de cabe\u00e7a erguida ap\u00f3s uma bela partida com o n\u00b0 6 do ranking, Tsonga e, junto com Andr\u00e9 S\u00e1, quase derrubaram na 1\u00aa rodada a dupla americana que domina o circuito h\u00e1 uma d\u00e9cada: os irm\u00e3os g\u00eameos Mike e Bob Bryan, que depois viriam a ser medalha de ouro.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Marcelo Melo e Bruno Soares mostraram porque s\u00e3o a melhor dupla brasileira e fizeram um excelente resultado de quartas de final.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O t\u00eanis \u00e9 um dos poucos esportes que n\u00e3o se regulam pelo ciclo ol\u00edmpico e dificilmente chegaremos em 2016 desse jeito exato como estivemos em 2012, apesar que tanto Bellucci, quanto Melo e Soares tem idade para estarem em alto n\u00edvel at\u00e9 l\u00e1. Em quatro anos muita coisa acontecer\u00e1 e n\u00e3o tenho como fazer a menor proje\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3ximo ciclo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Tiro com Arco<\/b>: nosso \u00fanico representante, Daniel Xavier foi eliminado logo na 1\u00aa <\/div>\n<div>rodada. Esperado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Tiro Esportivo<\/b>: participa\u00e7\u00e3o quase nula em termos de resultado da equipe de tiro. Tamb\u00e9m esperado. O stand de tiro de Deodoro, feito para o Pan de 2007 que tamb\u00e9m ser\u00e1 usado em 2016, ainda n\u00e3o deu frutos em forma\u00e7\u00e3o de atletas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O m\u00e1ximo que talvez se pudesse esperar fosse uma final de Felipe Fuzaro na fossa ol\u00edmpica, mas nem ela ocorreu. Tamb\u00e9m n\u00e3o tenho certeza at\u00e9 hoje se foi justa essa minha expectativa com o Felipe.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Triatlo<\/b>: como esperado, ficamos no meio do pelot\u00e3o em posi\u00e7\u00f5es muito longe de qualquer destaque. Nada inesperado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Vela<\/b>: pela primeira vez desde 1992 sa\u00edmos da vela com menos de duas medalhas. S\u00f3 conseguimos um bronze na classe star com Scheidt\/Prada. Como eu tinha adiantado, a competi\u00e7\u00e3o foi um belo pega entre a dupla brasileira e a dupla brit\u00e2nica, devidamente acompanhados pela excelente dupla sueca.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Contudo, em um erro bisonho, a dupla brit\u00e2nica foi com tudo para atrapalhar a brasileira na \u00faltima regata e se esqueceu que a dupla sueca ainda tinha possibilidades matem\u00e1ticas. Pois bem: os suecos ganharam a regata final e o ouro, para desespero da torcida brit\u00e2nica que lotava a marina ol\u00edmpica. Nessa brincadeira, Scheidt\/Prada acabaram perdendo tamb\u00e9m a prata.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Das outras apostas minhas, Bimba foi decepcionante e terminou em um long\u00ednquo 9\u00b0 lugar (recuperado no la\u00e7o ap\u00f3s ficar um bom tempo em 12\u00b0 e 13\u00b0) e Fernanda Oliveira e Ana Barbachan tiveram duas regatas seguidas muito ruins e essa seq\u00fc\u00eancia as tirou da briga por medalha. Terminaram em sexto.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nas outras classes, fomos mal como j\u00e1 estava previsto. O cen\u00e1rio do iatismo brasileiro \u00e9 um tanto tenebroso, j\u00e1 que a \u00fanica classe em que temos tradi\u00e7\u00e3o, a Star, que nos traz medalha h\u00e1 cinco Jogos consecutivos, por hora est\u00e1 exclu\u00edda dos Jogos de 2016.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nuzman e Rogge (presidente do COI e ex-velejador ol\u00edmpico) j\u00e1 est\u00e3o se mexendo nos bastidores para modificar isso e esperam-se novas not\u00edcias na reuni\u00e3o do comit\u00ea executivo da ISAF <personname productid=\"em novembro. Ao\" w:st=\"on\">em novembro. Ao<\/personname> que tudo indica, o plano B seria a ida de Scheidt e Prada para a classe 470. Ainda sim, isso \u00e9 perigoso. A manuten\u00e7\u00e3o da Star seria mil vezes mais segura para n\u00f3s.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Talvez em quatro anos o jovem Jorge Zarif esteja pronto para disputar medalha na classe Finn, mas n\u00e3o garanto. A situa\u00e7\u00e3o na vela n\u00e3o est\u00e1 boa e a confedera\u00e7\u00e3o est\u00e1 sob interven\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria &#8211; quase eterna &#8211; do COB por conta de d\u00edvidas.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Complementando a coluna de ontem, o colunista Rafael Rafic faz o balan\u00e7o da participa\u00e7\u00e3o brasileira nos esportes individuais nos Jogos Ol\u00edmpicos de Londres. 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