{"id":10868,"date":"2012-10-25T07:48:00","date_gmt":"2012-10-25T09:48:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2012\/10\/made-in-usa-eleicoes-americanas-parte-ii\/"},"modified":"2012-10-25T07:48:00","modified_gmt":"2012-10-25T09:48:00","slug":"made-in-usa-eleicoes-americanas-parte-ii","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pedromigao.com.br\/ourodetolo\/2012\/10\/made-in-usa-eleicoes-americanas-parte-ii\/","title":{"rendered":"Made in USA &#8211; &quot;Elei\u00e7\u00f5es Americanas \u2013 Parte II&quot;"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-Z7CEtjJLuig\/UIWwKbUEsKI\/AAAAAAAAGio\/zyeYlivSMjk\/s1600\/romney-and-obama-together-debate-september-3-2012.jpg\" imageanchor=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"468\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-Z7CEtjJLuig\/UIWwKbUEsKI\/AAAAAAAAGio\/zyeYlivSMjk\/s640\/romney-and-obama-together-debate-september-3-2012.jpg\" width=\"640\"><\/a><\/div>\n<p><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument>  <w:View>Normal<\/w:View>  <w:Zoom>0<\/w:Zoom>  <w:HyphenationZone>21<\/w:HyphenationZone>  <w:PunctuationKerning\/>  <w:ValidateAgainstSchemas\/>  <w:SaveIfXMLInvalid>false<\/w:SaveIfXMLInvalid>  <w:IgnoreMixedContent>false<\/w:IgnoreMixedContent>  <w:AlwaysShowPlaceholderText>false<\/w:AlwaysShowPlaceholderText>  <w:Compatibility>   <w:BreakWrappedTables\/>   <w:SnapToGridInCell\/>   <w:WrapTextWithPunct\/>   <w:UseAsianBreakRules\/>   <w:DontGrowAutofit\/>  <\/w:Compatibility>  <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4<\/w:BrowserLevel> <\/w:WordDocument><\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <w:LatentStyles DefLockedState=\"false\" LatentStyleCount=\"156\"> <\/w:LatentStyles><\/xml><![endif]--><!--[if !mso]><img decoding=\"async\" src=\"\/\/img2.blogblog.com\/img\/video_object.png\" style=\"background-color: #b2b2b2; \" class=\"BLOGGER-object-element tr_noresize tr_placeholder\" id=\"ieooui\" data-original-id=\"ieooui\" \/>\n\n<style>st1\\:*{behavior:url(#ieooui) } <\/style>\n\n<![endif]--><!--[if gte mso 10]>\n\n<style> \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:\"Tabela normal\";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:\"\";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:\"Times New Roman\";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} <\/style>\n\n<![endif]--> <\/p>\n<div><\/div>\n<div>No segundo texto da s\u00e9rie sobre as elei\u00e7\u00f5es americanas, o <i><b>colunista Rafael Rafic<\/b><\/i> tra\u00e7a um panorama das elei\u00e7\u00f5es presidenciais americanas e arrisca alguns progn\u00f3sticos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Tamb\u00e9m escreverei post sobre o assunto mais perto do pleito, mas voltado \u00e0 pol\u00edtica externa \u2013 que, ao fim e ao cabo, \u00e9 o que afeta diretamente a n\u00f3s brasileiros.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><u><i><b>Elei\u00e7\u00f5es Americanas \u2013 Parte II<\/b><\/i><\/u><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Retomando a coluna de ontem, hoje falemos um pouco sobre o panorama eleitoral nos estados.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>De modo geral, os estados s\u00e3o divididos em tr\u00eas grupos: os tradicionalmente republicanos, tradicionalmente democratas e os estados indefinidos (ou os \u2018campos de batalha\u2019, como os americanos gostam de chamar). <\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por isso \u00e9 que se diz que a elei\u00e7\u00e3o americana, apesar de ser nacional, na pr\u00e1tica \u00e9 localizada. Os candidatos n\u00e3o gastam tempo nem dinheiro em estados nos quais eles sabem que qualquer esfor\u00e7o n\u00e3o ir\u00e1 alterar os resultados. Com isso, as campanhas eleitorais acabam se concentrando em poucos (ou pouqu\u00edssimos) que s\u00e3o classificados como campos de batalha.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A classifica\u00e7\u00e3o dos estados \u00e9 flu\u00edda e de tempos em tempos muda de acordo com mudan\u00e7as demogr\u00e1ficas ou com resultados eleitorais totalmente inesperados. Mas s\u00e3o mudan\u00e7as lentas, que demoram tr\u00eas ou quatro elei\u00e7\u00f5es para se concretizarem. <\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como exemplo, tome-se o pequeno estado de Vermont. At\u00e9 a d\u00e9cada de 60, o estado era claramente republicano, tendo sido inclusive um dos dois \u00fanicos estados em que Franklin Roosevelt (D) perdeu na sua elei\u00e7\u00e3o consagradora de 1936. Aos poucos ele foi se \u201cdemocratizando\u201d e hoje \u00e9 um dos estados mais ferrenhamente democratas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para essa elei\u00e7\u00e3o de 2012, o mapa eleitoral da CNN (quem quiser pode conferir aqui <a href=\"http:\/\/www.cnn.com\/election\/2012\/ecalculator\">http:\/\/www.cnn.com\/election\/2012\/ecalculator#<\/a>) mostra que os estados que os democratas devem levar somam 238 delegados. J\u00e1 os estados que os republicanos dever\u00e3o levar somam 191 delegados.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os estados que sobram ser\u00e3o os campos de batalha, com o n\u00famero de delegados entre par\u00eanteses: Fl\u00f3rida (29), Ohio (18), North Carolina (15), Virginia (13), Wisconsin (10), Iowa (6), Colorado (9), Nevada (6) e New Hampshire (4).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quem j\u00e1 acompanhou outras elei\u00e7\u00f5es americanas deve estar sentindo a falta da Pennsylvania na lista acima. Mas n\u00e3o foi uma omiss\u00e3o, \u00e9 uma particularidade dessa elei\u00e7\u00e3o com esses candidatos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A Pennsylvania \u00e9 um estado rachado entre o leste liberal-citadino, bastante antenado com as posi\u00e7\u00f5es modernas &#8211; sendo altamente democrata &#8211; e um oeste conservador-industrial, baseado fortemente na ind\u00fastria de siderurgia e bastante republicano. Os dois eleitorados praticamente se equivalem e de quatro em quatro anos medem for\u00e7a para ver quem levar\u00e1 os seus 20 delegados.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por\u00e9m para esse ano temos uma particularidade. O candidato republicano Mitt Romney fez a vida comprando barato empresas em dificuldade, saneando-as, recuperando-as e depois as vendendo por um pre\u00e7o muito maior. <\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em alguns casos, Romney chegava \u00e0 conclus\u00e3o de que as empresas eram simplesmente irrecuper\u00e1veis e decidia fech\u00e1-las, deixando todos seus funcion\u00e1rios desempregados.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para azar de Romney, a maior parte das empresas que ele decidiu fechar foram justamente sider\u00fargicas do oeste da Pennsylvania, enfraquecendo o eleitorado dele no estado. \u00c9 quase seguro dizer que Obama levar\u00e1 a Pennsylvania, retirando-a da condi\u00e7\u00e3o de campo de batalha.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>J\u00e1 Ohio \u00e9 o mais tradicional e m\u00edtico campo-de-batalha: o \u00e9 desde que as elei\u00e7\u00f5es foram polarizadas entre republicanos e democratas. \u00c9 um estado que praticamente serve de modelo demogr\u00e1fico para os EUA, tendo seus n\u00fameros muito parecidos com a distribui\u00e7\u00e3o nacional. N\u00e3o a toa se diz que quem leva Ohio ganha a elei\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O \u00faltimo presidente a s\u00ea-lo sem ganhar Ohio foi John Kennedy (D) em 1960. Nunca um republicano ganhou a elei\u00e7\u00e3o nacional perdendo em Ohio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>As elei\u00e7\u00f5es desse ano sempre estiveram indefinidas, por causa do peso dos estados campo de batalha, at\u00e9 o per\u00edodo das conven\u00e7\u00f5es. Logo ap\u00f3s as conven\u00e7\u00f5es, Obama disparou com 10% de vantagem em quatro estados chaves: Ohio, Fl\u00f3rida, Virginia e Wisconsin. Esse resultado levaria a uma reelei\u00e7\u00e3o tranquil\u00edssima para Obama, com 307 delegados garantidos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Esse movimento foi at\u00e9 esperado tendo em visto o fracasso que foi a conven\u00e7\u00e3o republicana, com discursos ins\u00edpidos, incolores e inodoros, tendo como \u00fanico destaque o discurso da esposa de Romney (a \u00fanica que passou veracidade em sua fala). Por outro lado a conven\u00e7\u00e3o democrata foi um sucesso retumbante, com discursos excelentes do casal Obama e um discurso hist\u00f3rico do ex-presidente Bill Clinton.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Eu at\u00e9 parei de acompanhar um pouco as pesquisas e j\u00e1 comecei a dizer aos quatro ventos que Obama seria reeleito sem dificuldades. A vantagem obtida nesses 4 estados era muito significativa para ser revertida por algu\u00e9m que enfrenta o atual presidente. O problema \u00e9 que eu n\u00e3o contava com o desastre da performance de Obama no primeiro <span>\u00a0<\/span>debate. <\/div>\n<div><\/div>\n<div>Obama foi pat\u00e9tico em seu desempenho no primeiro debate: inseguro, sem dizer coisa com coisa e sem responder \u00e0s provoca\u00e7\u00f5es (baratas at\u00e9) de Romney, que nunca foi um excelente debatedor. Isso fez a vantagem de Obama evaporar totalmente. Todos os 4 estados voltaram a ficar indefinidos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No segundo debate, no \u00faltimo dia 16, Obama voltou ao seu estado habitual: fez um excelente debate e claramente ganhou a contenda. Mas o estrago do anterior j\u00e1 estava feito e a performance no segundo melhorou um pouco sua situa\u00e7\u00e3o, mas j\u00e1 n\u00e3o faz nem sombra a grande vantagem de um m\u00eas e meio atr\u00e1s.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ainda falta o terceiro debate, que j\u00e1 ocorreu nesta \u00faltima segunda, dia 22, por\u00e9m como escrevo a coluna no final de semana, n\u00e3o sei seu resultado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O debate ser\u00e1 centrado em pol\u00edtica externa. Tem tudo para ser uma lavada de Obama, que n\u00e3o s\u00f3 domina melhor o assunto do que Romney (que praticamente j\u00e1 declarou guerra ao Ir\u00e3 em um discurso ainda como candidato), como tem id\u00e9ias mais l\u00f3gicas e sensatas neste ponto.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>De qualquer forma, ser\u00e1 o \u00faltimo grande evento antes da elei\u00e7\u00e3o que poder\u00e1 mudar significativamente a corrida. Se entrarmos novembro com estados indefinidos, estes dever\u00e3o continuar indefinidos at\u00e9 a contagem dos votos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A situa\u00e7\u00e3o atualmente nos campos de batalha est\u00e1 a seguinte: <\/div>\n<div><\/div>\n<ul type=\"disc\">\n<li>em      Iowa as pesquisas convergem que Obama est\u00e1 com uma vantagem significativa      de 6 a      8%. J\u00e1 se come\u00e7a a cravar vit\u00f3ria democrata.<\/li>\n<li>Em      Wisconsin h\u00e1 pesquisas com sinais trocados. Algumas d\u00e3o clara vantagem a      Obama, outras d\u00e3o empate t\u00e9cnico. Por\u00e9m as pesquisas que apontam lideran\u00e7a      maior de Obama s\u00e3o de institutos que costumam acertar resultados com maior      precis\u00e3o. Por isso, timidamente tamb\u00e9m j\u00e1 se come\u00e7a a cravar vit\u00f3ria de      Obama. No fundo Wisconsin s\u00f3 virou campo de batalha porque o vice de      Romney \u00e9 oriundo desse estado; o estado \u00e9 tradicionalmente levemente      democrata.<\/li>\n<li>Em New Hampshire,      por ser um estado pequeno, n\u00e3o temos muitas pesquisas, mas as que tem d\u00e3o      vantagem tranq\u00fcila de 10% para Obama. \u00c9 outro estado tradicionalmente      democrata. Mas por causa de uma vit\u00f3ria de Bush em 2000 e uma vit\u00f3ria      apertada democrata em 2004, convencionou-se a classific\u00e1-lo como campo de      batalha. Obama tamb\u00e9m deve ganhar.<\/li>\n<li>Em      Ohio e em Nevada, apesar de ser uma diferen\u00e7a pequena, de 1% a 4%, todas      as pesquisas indicam que Obama est\u00e1 \u00e0 frente. Mas a situa\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o      est\u00e1 definida. <\/li>\n<li>Na      Virginia os n\u00fameros est\u00e3o mudando tanto para tantos lados, que n\u00e3o h\u00e1 a      menor condi\u00e7\u00e3o de cravar alguma tend\u00eancia.<\/li>\n<li>No      Colorado, na Fl\u00f3rida e em North Carolina, n\u00e3o h\u00e1 qualquer pesquisa que      d\u00ea mais de 1% de vantagem para algum candidato. A situa\u00e7\u00e3o est\u00e1      extremamente dividida e o resultado s\u00f3 dever\u00e1 ser cravado em um est\u00e1gio      bastante avan\u00e7ado da apura\u00e7\u00e3o na madrugada do dia 7 de novembro.<\/li>\n<\/ul>\n<div><\/div>\n<div>Para finalizar, como n\u00e3o gosto de ficar em cima do muro, ficam meus palpites:<\/div>\n<div><\/div>\n<ul type=\"disc\">\n<li>Em      Iowa, Wisconsin e New Hampshire, como j\u00e1 apontam as pesquisas, ganha      Obama.<\/li>\n<li>Ohio      e Virginia tamb\u00e9m ser\u00e3o de Obama com uma diferen\u00e7a segura de uns 3% ou at\u00e9      6%.<\/li>\n<li>Nevada      ser\u00e1 de Obama, de forma apertada, gra\u00e7as a uma avalanche de votos nos      arredores de Las Vegas.<\/li>\n<li>Colorado      tamb\u00e9m ser\u00e1 de Obama por uma diferen\u00e7a \u00ednfima de votos. Isso ocorrer\u00e1 gra\u00e7as      ao excelente trabalho de recrutamento de eleitores porta-a-porta at\u00e9 as      \u00faltimas horas que antecedem as elei\u00e7\u00f5es que os democratas est\u00e3o fazendo em      redutos latinos do estado.<\/li>\n<li>Na      Fl\u00f3rida, Obama ganha por uma diferen\u00e7a bastante pequena, o que levar\u00e1 os      republicanos a pedir recontagem, tal qual o esc\u00e2ndalo de 2000. Quando no      raiar do dia 7 o quadro nacional mostrar a vit\u00f3ria clara de Obama, eles      desistir\u00e3o do direito de recontagem.<\/li>\n<li>Em North Carolina,      Romney leva por uma diferen\u00e7a pequena de votos. Na verdade, North Carolina      sempre foi um estado fortemente republicano, s\u00f3 que Obama ganhou l\u00e1      milagrosamente por m\u00edseros 0,33% dos votos em 2008, no que foi o maior      \u201croubo\u201d de estado dos \u00faltimos 12 ou 16 anos em elei\u00e7\u00f5es presidenciais      americanas. Por isso ele foi classificado como campo de batalha para 2012.<\/li>\n<\/ul>\n<div><\/div>\n<div>Se meu quadro realmente se concretizar, Obama ter\u00e1 ganho o direito de escolher 332 (ou 333 dependendo do segundo distrito de Nebraska) delegados, contra apenas 206 (ou 205) de Romney em uma vit\u00f3ria bastante tranq\u00fcila.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Tudo que falei aqui nas \u00faltimas duas colunas n\u00e3o esgota meus coment\u00e1rios sobre as elei\u00e7\u00f5es americanas, mas admito que a coluna est\u00e1 longa demais e por isso paro por aqui.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No segundo texto da s\u00e9rie sobre as elei\u00e7\u00f5es americanas, o colunista Rafael Rafic tra\u00e7a um panorama das elei\u00e7\u00f5es presidenciais americanas e arrisca alguns progn\u00f3sticos. 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